Arquivo de Janeiro, 2012

Kenzaburo Oe

Kenzaburo Oe

Kenzaburo Oe

Após ter concluído o seu curso em Literatura Francesa, em 1959, começou a escrever sobre a sua infância, quando a II Guerra Mundial povoava a sua mente de horror e excitação. Os seus primeiros trabalhos expressaram a degredação e desorientação causadas pela rendição do Japão no final do conflito militar.

Kenzaburo quis experimentar com a linguagem, criar uma nova forma de expressão literária, uma forma que retratasse as mudanças sociais e psicológicas sofridas pelo Japão, enquanto lutava com as limitações pessoais de um homem novo e tímido, oriundo do campo, que gaguejava e falava com forte sotaque rural.

O autor, que lidou com frequência com marginais e individuos rejeitados pela sociedade, fez dessa experiência um dos temas mais presentes nas suas obras. Outro dos seus temas centrais, partilhado com outros escritores japoneses, foi o conflito entre a tradição e a nova moderna cultura ocidental.

Galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1994, o júri qualificou Kenzaburo Oe como “aquele que com força poética cria um mundo imaginário, onde vida e mito se condensam para formar uma imagem desconcertante da condição humana de hoje.”

Falamos de Kenzaburo Oe quando festeja o seu 77.º aniversário.

Bibliografia de Kenzaburo Oe

Romain Rolland

“Quando a ordem é injusta, a desordem é já um princípio de justiça.”

Romain Rolland

Romain Rolland

Relembrámos hoje, no 146.º aniversário do seu nascimento, um autor francês, galardoado com o Prémio Nobel de Literatura em 1915, como “tributo ao superior idealismo da sua produção literária e à compaixão e amor pela verdade com que descreveu diferentes tipos de seres humanos”, nas palavras do Júri da Fundação Sueca.

Romancista, ensaísta e biógrafo, mas também estudioso e crítico musical, foi professor universitário em Paris, de História da Arte e de História da Música, antes de se dedicar exclusivamente à escrita, dado que não gostava de ensinar, devido ao seu carácter solitário, introvertido e pouco sociável.

Apoiante inicial da revolução Bolchevique, tornou-se depois acérrimo contestatário do estalinismo, como também dos regimes fascista e nazi, apesar de não ter sido incomodado politicamente, tendo-se isolado completamente durante a ocupação alemã de França. Ficou famoso sobretudo pelo seu pacifismo militante, para o que terá contribuído a sua biografia de Gandhi, que conhecera em 1931.

Na sua obra, onde concilia o idealismo patriótico com um internacionalismo humanista, destaca-se a saga Jean-Christophe, inicialmente publicada em 10 volumes, cujo personagem principal, um músico alemão, reflecte muito da personalidade e do idealismo do autor.

Bibliografia de Romain Rolland

Lançamento do livro “Tempo de Memória, O Filho do Celta”

Convidamos todos os amigos da Autora, Graça M. Ferreira, ou interessados no tema, para partilharem esta “ficção histórica, em que a realidade quotidiana e o mito celta conduzem o leitor a um mundo antigo, onde a felicidade se conquista através da união dos povos, do entendimento, da cooperação no trabalho e nas tradições…”

Data: Sábado, 28 de Janeiro de 2011, às 17:00
Local: Livraria “LeYa na Barata”
Av. de Roma, 11 A | Lisboa

Tempo de Memória
O Filho do Celta
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/tempo-de-memoria/9789892027319/

J. D. Salinger

“O que distingue o homem insensato do sensato é que o primeiro anseia morrer orgulhosamente por uma causa, enquanto o segundo aspira viver humildemente por ela.”

J. D. Salinger

J. D. Salinger

É um dos nomes mais importantes da literatura norte-americana do século XX. Com o êxito da sua maior obra “À Espera no Centeio“, o autor viveu desde 1953 até à sua morte, isolado do mundo, no topo de uma montanha, numa cidade de mil habitantes, Cornish.

Conhecido pela sua personalidade extremamente tímida, não concedia entrevistas e não se deixava fotografar, nunca permitiu que qualquer obra sua fosse adaptada ao cinema, de que não gostava e, após o sucesso de “À Espera no Centeio“, esteve alguns anos sem publicar nada.

À Espera no Centeio“, já chamado de “o livro que inventou uma geração”, foi publicado em 1951 e obteve um êxito imediato entre os jovens. A sua linguagem coloquial e humorística e o “calão” típico dos adolescentes revolucionaram a escrita literária da época. Salinger demonstrou, numa altura em que os jovens não se faziam ouvir, que existia uma “cultura jovem” e que tinham direito a uma “voz” e a uma visão de mundo próprias.

Relembramos J. D. Salinger, quando passam 2 anos da sua morte.

Bibliografia de J. D. Salinger

Winston S. Churchill

“O orgulhoso prefere perder-se, a perguntar qual é o seu caminho.”

Winston Churchill

Winston Churchill

Foi um dos mais admirados e decisivos homens políticos do século XX. Controverso e “sem papas na língua”, suscitava tanto a admiração como o ódio. Primeiro-ministro britânico, de 1940 a 1945 e de 1951 a 1955, foi quem dirigiu a Grã-Bretanha durante a Segunda Guerra Mundial, com os seus discursos patrióticos e a sua oratória empolgante. Desta altura, data uma das suas mais célebres frases, “nunca tantos ficaram a dever tanto a tão poucos”, com a qual quis louvar os aviadores britânicos que venceram a épica “Batalha de Inglaterra”.

Aristocrata de nascimento, começou por ser jornalista, mas cedo se iniciou na política, tornando-se membro do Parlamento com 26 anos e do Governo 3 anos depois, tendo-se, desde logo, notabilizado. Não participou em nenhum governo, de 1929 a 1939, mas continuou a ser eleito para o Parlamento, onde advertiu incessantemente do perigo que Hitler representava para a Paz. Aliado à União Soviética, desde o primeiro momento da invasão alemã, em Junho de 1941, acabou por vencer Hitler, com o apoio e depois a participação activa dos Estados Unidos na guerra. Mas foi também o primeiro a insurgir-se contra a “Cortina de Ferro” que depois se abateu sobre o Leste europeu.

Recebeu, em 1953, o Prémio Nobel de Literatura, pela sua obra “Memórias da Segunda Guerra Mundial“. Embora a sua carreira literária se tenha iniciado em 1898, com relatórios sobre campanhas militares e publicara o seu único romance, Savrola, em 1900.

Apesar de fumador (de charutos) e bebedor (de whiskies) inveterado, viveu até aos 90 anos, falecendo vítima de um derrame e encerrando uma era na História do Século XX.

Quando passam 47 anos da sua morte, destacamos Winston S. Churchill.

Bibliografia de Winston S. Churchill

Derek Walcott

Derek Walcott

Derek Walcott

É considerado o maior e o mais importante poeta e dramaturgo das “Índias Ocidentais” (Caraíbas). Aos 18 anos de idade, fez sua primeira publicação, a colectânea “25 Poems”, porém o reconhecimento internacional só viria anos depois, com uma nova colecção de poemas, “In a Green Night: Poems”. Das mais de duas dezenas de livros de poesia que publicou, além de uma ainda maior produção como autor de teatro, destaca-se “Omeros”.

Recebeu, em 1992, o Prémio Nobel da Literatura pela «sua poesia repleta de luminosidade e ligada a um compromisso multicultural».

Durante muitos anos, dividiu o seu tempo entre a ilha de Trinidad e os Estados Unidos, onde leccionou na Universidade de Boston até se aposentar, em 2007.

Destacamos hoje, Derek Walcott quando festeja o seu 82.º aniversário.

Bibliografia de Derek Walcott

Sandro Penna

Sandro Penna

Sandro Penna

Era un mattino di un dolce gennaio

“Era manhã de um doce Janeiro
cheio de sol. E a vida pareceu
no silêncio repleta de palavras.
Assim não foi, minhas palavras
foram escassas, e talvez sem sol.
Mas resta na manhã de Janeiro
um homem já velho, cheio de amor.”

(tradução de Vera Lúcia de Oliveira)

Ao passarem 35 anos da sua morte, relembramos um dos maiores poetas italianos do século XX, que recorreu à expressão poética como forma de “exaltação da vida”, para superar a sua condição socialmente marginal devida, em grande parte, à homossexualidade assumida. Por opção própria, desempenhou sempre ocupações precárias e irrelevantes, tendo vivido modestamente e morrido pobre e isolado.

“Nos últimos anos de vida, a sua obra, tal como a sua enigmática figura, durante muito tempo esquecida e pouco considerada, tornou-se num objecto de culto e até em verdadeiro mito, tornando-se aliás um modelo e referência para muitos escritores das novas gerações.” (Andrea Ragusa, in POESIA & LDA.)

Bibliografia de Sandro Penna


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