Arquivo de Janeiro, 2012

Kenzaburo Oe

Kenzaburo Oe

Kenzaburo Oe

Após ter concluído o seu curso em Literatura Francesa, em 1959, começou a escrever sobre a sua infância, quando a II Guerra Mundial povoava a sua mente de horror e excitação. Os seus primeiros trabalhos expressaram a degredação e desorientação causadas pela rendição do Japão no final do conflito militar.

Kenzaburo quis experimentar com a linguagem, criar uma nova forma de expressão literária, uma forma que retratasse as mudanças sociais e psicológicas sofridas pelo Japão, enquanto lutava com as limitações pessoais de um homem novo e tímido, oriundo do campo, que gaguejava e falava com forte sotaque rural.

O autor, que lidou com frequência com marginais e individuos rejeitados pela sociedade, fez dessa experiência um dos temas mais presentes nas suas obras. Outro dos seus temas centrais, partilhado com outros escritores japoneses, foi o conflito entre a tradição e a nova moderna cultura ocidental.

Galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1994, o júri qualificou Kenzaburo Oe como “aquele que com força poética cria um mundo imaginário, onde vida e mito se condensam para formar uma imagem desconcertante da condição humana de hoje.”

Falamos de Kenzaburo Oe quando festeja o seu 77.º aniversário.

Bibliografia de Kenzaburo Oe

Romain Rolland

“Quando a ordem é injusta, a desordem é já um princípio de justiça.”

Romain Rolland

Romain Rolland

Relembrámos hoje, no 146.º aniversário do seu nascimento, um autor francês, galardoado com o Prémio Nobel de Literatura em 1915, como “tributo ao superior idealismo da sua produção literária e à compaixão e amor pela verdade com que descreveu diferentes tipos de seres humanos”, nas palavras do Júri da Fundação Sueca.

Romancista, ensaísta e biógrafo, mas também estudioso e crítico musical, foi professor universitário em Paris, de História da Arte e de História da Música, antes de se dedicar exclusivamente à escrita, dado que não gostava de ensinar, devido ao seu carácter solitário, introvertido e pouco sociável.

Apoiante inicial da revolução Bolchevique, tornou-se depois acérrimo contestatário do estalinismo, como também dos regimes fascista e nazi, apesar de não ter sido incomodado politicamente, tendo-se isolado completamente durante a ocupação alemã de França. Ficou famoso sobretudo pelo seu pacifismo militante, para o que terá contribuído a sua biografia de Gandhi, que conhecera em 1931.

Na sua obra, onde concilia o idealismo patriótico com um internacionalismo humanista, destaca-se a saga Jean-Christophe, inicialmente publicada em 10 volumes, cujo personagem principal, um músico alemão, reflecte muito da personalidade e do idealismo do autor.

Bibliografia de Romain Rolland

Lançamento do livro “Tempo de Memória, O Filho do Celta”

Convidamos todos os amigos da Autora, Graça M. Ferreira, ou interessados no tema, para partilharem esta “ficção histórica, em que a realidade quotidiana e o mito celta conduzem o leitor a um mundo antigo, onde a felicidade se conquista através da união dos povos, do entendimento, da cooperação no trabalho e nas tradições…”

Data: Sábado, 28 de Janeiro de 2011, às 17:00
Local: Livraria “LeYa na Barata”
Av. de Roma, 11 A | Lisboa

Tempo de Memória
O Filho do Celta
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/tempo-de-memoria/9789892027319/

J. D. Salinger

“O que distingue o homem insensato do sensato é que o primeiro anseia morrer orgulhosamente por uma causa, enquanto o segundo aspira viver humildemente por ela.”

J. D. Salinger

J. D. Salinger

É um dos nomes mais importantes da literatura norte-americana do século XX. Com o êxito da sua maior obra “À Espera no Centeio“, o autor viveu desde 1953 até à sua morte, isolado do mundo, no topo de uma montanha, numa cidade de mil habitantes, Cornish.

Conhecido pela sua personalidade extremamente tímida, não concedia entrevistas e não se deixava fotografar, nunca permitiu que qualquer obra sua fosse adaptada ao cinema, de que não gostava e, após o sucesso de “À Espera no Centeio“, esteve alguns anos sem publicar nada.

À Espera no Centeio“, já chamado de “o livro que inventou uma geração”, foi publicado em 1951 e obteve um êxito imediato entre os jovens. A sua linguagem coloquial e humorística e o “calão” típico dos adolescentes revolucionaram a escrita literária da época. Salinger demonstrou, numa altura em que os jovens não se faziam ouvir, que existia uma “cultura jovem” e que tinham direito a uma “voz” e a uma visão de mundo próprias.

Relembramos J. D. Salinger, quando passam 2 anos da sua morte.

Bibliografia de J. D. Salinger

Winston S. Churchill

“O orgulhoso prefere perder-se, a perguntar qual é o seu caminho.”

Winston Churchill

Winston Churchill

Foi um dos mais admirados e decisivos homens políticos do século XX. Controverso e “sem papas na língua”, suscitava tanto a admiração como o ódio. Primeiro-ministro britânico, de 1940 a 1945 e de 1951 a 1955, foi quem dirigiu a Grã-Bretanha durante a Segunda Guerra Mundial, com os seus discursos patrióticos e a sua oratória empolgante. Desta altura, data uma das suas mais célebres frases, “nunca tantos ficaram a dever tanto a tão poucos”, com a qual quis louvar os aviadores britânicos que venceram a épica “Batalha de Inglaterra”.

Aristocrata de nascimento, começou por ser jornalista, mas cedo se iniciou na política, tornando-se membro do Parlamento com 26 anos e do Governo 3 anos depois, tendo-se, desde logo, notabilizado. Não participou em nenhum governo, de 1929 a 1939, mas continuou a ser eleito para o Parlamento, onde advertiu incessantemente do perigo que Hitler representava para a Paz. Aliado à União Soviética, desde o primeiro momento da invasão alemã, em Junho de 1941, acabou por vencer Hitler, com o apoio e depois a participação activa dos Estados Unidos na guerra. Mas foi também o primeiro a insurgir-se contra a “Cortina de Ferro” que depois se abateu sobre o Leste europeu.

Recebeu, em 1953, o Prémio Nobel de Literatura, pela sua obra “Memórias da Segunda Guerra Mundial“. Embora a sua carreira literária se tenha iniciado em 1898, com relatórios sobre campanhas militares e publicara o seu único romance, Savrola, em 1900.

Apesar de fumador (de charutos) e bebedor (de whiskies) inveterado, viveu até aos 90 anos, falecendo vítima de um derrame e encerrando uma era na História do Século XX.

Quando passam 47 anos da sua morte, destacamos Winston S. Churchill.

Bibliografia de Winston S. Churchill

Derek Walcott

Derek Walcott

Derek Walcott

É considerado o maior e o mais importante poeta e dramaturgo das “Índias Ocidentais” (Caraíbas). Aos 18 anos de idade, fez sua primeira publicação, a colectânea “25 Poems”, porém o reconhecimento internacional só viria anos depois, com uma nova colecção de poemas, “In a Green Night: Poems”. Das mais de duas dezenas de livros de poesia que publicou, além de uma ainda maior produção como autor de teatro, destaca-se “Omeros”.

Recebeu, em 1992, o Prémio Nobel da Literatura pela «sua poesia repleta de luminosidade e ligada a um compromisso multicultural».

Durante muitos anos, dividiu o seu tempo entre a ilha de Trinidad e os Estados Unidos, onde leccionou na Universidade de Boston até se aposentar, em 2007.

Destacamos hoje, Derek Walcott quando festeja o seu 82.º aniversário.

Bibliografia de Derek Walcott

Sandro Penna

Sandro Penna

Sandro Penna

Era un mattino di un dolce gennaio

“Era manhã de um doce Janeiro
cheio de sol. E a vida pareceu
no silêncio repleta de palavras.
Assim não foi, minhas palavras
foram escassas, e talvez sem sol.
Mas resta na manhã de Janeiro
um homem já velho, cheio de amor.”

(tradução de Vera Lúcia de Oliveira)

Ao passarem 35 anos da sua morte, relembramos um dos maiores poetas italianos do século XX, que recorreu à expressão poética como forma de “exaltação da vida”, para superar a sua condição socialmente marginal devida, em grande parte, à homossexualidade assumida. Por opção própria, desempenhou sempre ocupações precárias e irrelevantes, tendo vivido modestamente e morrido pobre e isolado.

“Nos últimos anos de vida, a sua obra, tal como a sua enigmática figura, durante muito tempo esquecida e pouco considerada, tornou-se num objecto de culto e até em verdadeiro mito, tornando-se aliás um modelo e referência para muitos escritores das novas gerações.” (Andrea Ragusa, in POESIA & LDA.)

Bibliografia de Sandro Penna

R. A. Salvatore

R. A. Salvatore

R. A. Salvatore

Os seus livros são presença regular na lista do “The New York Times best-seller” e estão traduzidos para inúmeras línguas, tendo já vendido mais de 10 milhões de cópias.

O seu fascínio pela fantasia começou quando, ainda jovem, lhe ofereceram no Natal um volume do “O Senhor dos Anéis” de J.R.R. Tolkien. Com a descoberta da literatura de fantasia, o autor trocou de curso e, a partir de 1990, tornou-se escritor a tempo inteiro. Alcançou a popularidade, com a criação de uma das personagens mais famosas deste tipo de literatura, o Elfo Negro Drizzt Do’Urden.

Para além dos seus romances, escreveu também histórias de videojogos para a PS2, Xbox e PC, trabalhando com a equipa de desenho nos estúdios de Stormfront.

Salvatore é um membro activo da sua comunidade e costuma participar em conferências onde aborda temas como “fantasia e aventura” ou “porque é que os jovens adultos lêem fantasia”. Em 2000, a sua correspondência e os seus trabalhos inéditos foram doados à Universidade estatal de Fitchburg (Massachusetts), para criar a “Colecção R. A. Salvatore.”

Destacamos R. A. Salvatore que festeja hoje o seu 53.º aniversário.

Bibliografia de R. A. Salvatore

Julian Barnes

Julian Barnes

Julian Barnes

É considerado como uma das maiores revelações da literatura britânica contemporânea. Autor de dez romances e de três livros de contos, esteve três vezes na lista dos finalistas do Prémio Man Booker de Ficção, com os romances “O Papagaio de Flaubert“, em 1984, “Inglaterra, Inglaterra“, em 1998, e “Arthur & George“, em 2005.

Venceu, finalmente, no ano passado, o Man Booker Prize pela obra “O Sentido do Fim“. O júri justificou a decisão unânime dizendo que o romance “tem as marcas de um clássico da literatura inglesa: está extraordinariamente bem escrito, tem um enredo subtil e revela novos sentidos a cada leitura”.

A sua obra está traduzida em trinta idiomas e recebeu, entre outros, os prémios Somerset Maugham, o Geoffrey Faber Memorial, o E.M. Forster, o Fémina, o Médicis e o Shakespeare.

Falamos de Julian Barnes quando festeja o seu 66.º aniversário.

Bibliografia de Julian Barnes

Etty Hillesum

“Acredito verdadeiramente que é possível criar, mesmo sem jamais ter escrito uma palavra ou pintando um quadro, apenas moldando a nossa vida interior. E isso também é uma proeza.”

Etty Hillesum

Etty Hillesum

Vítima do Holocausto nazi, devido à sua origem judia, trabalhou durante pouco mais de um ano como assistente voluntária no campo de trânsito holandês de Westerbork, onde ajudava e alentava todos aqueles com quem partilhava o sofrimento, até ser finalmente deportada para Auschwitz, em 1943, onde veio a falecer em Novembro desse ano, antes de cumprir 30 anos.

Em 9 de Março de 1941, escrevera a primeira entrada no primeiro dos oito cadernos de papel quadriculado que viriam a constituir o seu Diário, que se tornou um dos mais notáveis documentos surgidos daquele período horrendo e que resultaria de uma sugestão terapêutica de Julius Spier, psicoquirologista, seu companheiro e mentor. Nele encontramos as suas reflexões pessoais sobre a humanidade, a sua vida académica, o círculo de amigos e o seu testemunho da segunda Guerra Mundial em território holandês. “Um dos livros que mais me impressionaram na vida […]. Essa extraordinária rapariga de Amesterdão que, numa das horas mais sombrias do século XX, se oferece como voluntária para um campo de concentração, mostra-nos que é possível falar de Deus mesmo nos sítios mais dolorosos do mundo e mais recônditos da alma.” (José Tolentino Mendonça, ao jornal i)

Hoje, quando passam 98 anos do seu nascimento, relembrámos esta autora “assombrosamente contemporânea”.

Bibliografia de Etty Hillesum

Yukio Mishima

“As mulheres: bolas de sabão; o dinheiro: bolas de sabão; o sucesso: bolas de sabão. Os reflexos sobre as bolas de sabão são o mundo em que vivemos.”

Yukio Mishima

Yukio Mishima

É sem dúvida o escritor japonês mais conhecido no Ocidente e um dos mais talentosos e refinados autores do século XX e o idealismo que enforma a sua obra está enraizado no tradicionalismo militar e espiritual dos samurais.

Filho de um funcionário público, mas educado pela avó paterna, pessoa possessiva e conservadora, foi declarado inapto para o serviço militar, circunstância que marcou a sua vida, por crer que não teve a oportunidade de se sacrificar pela pátria, como muitos combatentes haviam feito.

Adoptou o pseudónimo de Yukio Mishima, para ocultar do seu pai, avesso radical à literatura e quem o obrigou a estudar Direito, a sua paixão pela escrita, que já mantinha desde jovem e à qual se dedicou inteiramente após o final da guerra em 1945. Para compensar a sua frustração por não ter servido o seu país como combatente, fez-se mestre em culturismo e artes marciais e projectou-se nos protagonistas de algumas das suas obras, várias vezes adaptadas ao cinema.

Ainda que tivesse adoptado costumes ocidentais, o seu inconformismo com a derrota do Japão imperial e a nostalgia do seu passado glorioso levou-o a constituir uma milícia militarizada de jovens aguerridos e fanáticos, com que tentou um golpe militar em Tóquio, em Novembro de 1970, mas cujo fracasso motivou o seu suicídio, através do ritual tradicional japonês, o “seppuku“.

O livro que o celebrizou, aos 24 anos, foi “Confissões de Uma Máscara”, uma história de carácter autobiográfico que lidava com a descoberta da homossexualidade do autor e o ajustamento da sua personalidade ao convencionalismo social. Pelo êxito alcançado com a sua obra, concorreu por três vezes ao Nobel de Literatura.

Relembrámos hoje Yukio Mishima no 87.º aniversário do seu nascimento.

Bibliografia de Yukio Mishima

James Joyce

“Sou amanhã, ou noutro dia futuro, o que estabeleço hoje. Sou hoje o que estabeleci ontem ou noutro dia anterior.”

James Joyce

James Joyce

É considerado um dos autores de maior relevância do século XX. Publica, em 1914, a sua antologia de contos “Dubliners” (“Gente de Dublim”), provocando uma intensa polémica entre os críticos mais conservadores, pois é implacável e realista ao retratar sem pudor as misérias da existência na Irlanda.

Autor de “Ulisses”, considerada a obra que inaugura o romance moderno, uma das suas obras magistrais e que foi considerada pela crítica especializada o maior romance escrito em língua inglesa, em todo o século XX. A obra desencadeou reacções violentas, as 1000 cópias da primeira edição venderam-se rapidamente, mas a condenação de “Ulisses” foi igualmente intensa. O romance só voltou a ter uma edição legal nos Estados Unidos em 1934 e apenas foi publicado novamente no Reino Unido em 1936.

Abandonou o seu país de origem, a Irlanda, com a sua mulher de toda a vida, Nora, indo viver primeiro em Trieste, de onde fugiu à guerra, em 1915, para Zurique e depois fixou-se em Paris, até à invasão de França pelas tropas alemãs em 1940, tendo regressado então a Zurique, onde morreu a 13 de Janeiro de 1941, vítima de peritonite generalizada.

Embora tenha vivido fora do seu país natal durante a maior parte da vida adulta, as suas experiências irlandesas são essenciais na sua obra e forneceram-lhe toda a sua ambientação e muito da temática. O seu universo ficcional enraíza-se fortemente em Dublin e reflecte a sua vida familiar e os eventos, as amizades e inimizades dos tempos da escola e da faculdade.

Quando passam 71 anos da sua morte, relembramos James Joyce.

Bibliografia de James Joyce

Haruki Murakami

Destino, Acaso ou Coincidência

«Podemos muito bem, se for esse o nosso desejo, vaguear sem destino pelo vasto mundo do acaso. Que é como quem diz, sem raízes, exactamente da mesma maneira que a semente alada de certas plantas esvoaça ao sabor da brisa primaveril.

E, contudo, não faltará ao mesmo tempo quem negue a existência daquilo a que se convencionou chamar o destino. O que está feito, feito está, o que tem se ser tem muita força e por aí fora. Por outras palavras, quer queiramos quer não, a nossa existência resume-se a uma sucessão de instantes passageiros aprisionados entre o “tudo” que ficou para trás e o «nada» que temos pela frente.(…).»

(Haruki Murakami, in “Em Busca do Carneiro Selvagem“)

Haruki Murakami

Haruki Murakami

É um dos mais populares escritores japoneses, em especial entre o público jovem, e considerado eterno candidato ao Nobel da Literatura. O seu último livro, “1Q84”, aguardado com enorme expectativa, levou as livrarias americanas a manterem-se abertas pela noite fora, no dia seu lançamento.

Nasceu em Kyoto, em 1949, mas cresceu em Kobe, cidade portuária que lhe deu uma visão de mundo cosmopolita, um dos pilares da sua obra. Formou-se em dramaturgia clássica no Departamento de Literatura da Universidade de Waseda e, pouco depois, montou um bar em Kokubunji (Tóquio), de 1974 a 1981, sobre o qual diria mais tarde: “Tudo que preciso saber na vida aprendi no meu bar de jazz.”

Recebeu, em 1996, o Prémio Literário Yomiuri, galardão já concedido a importantes nomes da literatura japonesa, como Kenzaburo Oe, Kobo Abe e Yukio Mishima.

As suas maiores influências literárias são Raymond Chandler, Kurt Vonnegut e Richard Brautigan. Paralelamente à actividade de autor, traduziu para o japonês escritores como F. Scott Fitzgerald, John Irving, Tim O’Brien, Truman Capote e Paul Theroux.

Destacamos Haruki Murakami, quando celebra hoje o seu 63.º aniversário.

Bibliografia de Haruki Murakami

Dashiell Hammett

Dashiell Hammett

Dashiell Hammett

É reconhecido como o “pai” do moderno romance policial. O seu estilo de escrita simples, o cinismo das suas personagens e a complexidade dos seus enredos trouxeram uma nova energia que vieram definir o género policial em filmes, rádio e televisão.

Escreveu mais de 80 contos e 5 romances e ainda uma banda desenhada, intitulada “Secret Agent X-9” e uma série para rádio, “The Fat Man”. Trabalhou também como argumentista, muitas vezes apenas para “afinar o diálogo”, tendo sido o responsável pelo uso do calão dos gangsters no dia-a-dia das populações.

Os seus últimos anos de vida foram atormentados por problemas de saúde e financeiros. Foi incapaz de terminar “Tulip”, o mais autobiográfico de todos os seus livros.

Depois de uma década de silêncio, em que Hammett havia sido quase esquecido, morreu de cancro do pulmão em 1961, quando tinha 67 anos.

Quando passam 51 anos da sua morte, relembramos Dashiell Hammett.

Bibliografia de Dashiell Hammett

“O Céu Existe Mesmo” livro mais vendido do ano em Portugal

“O best seller ‘O Céu Existe Mesmo’, de Todd Burpo e Lynn Vincent, editado pela Lua de Papel (Grupo Leya), foi o livro mais vendido em Portugal no ano de 2011, ao somar 140 mil exemplares vendidos, anunciou a editora citando os dados da empresa GFK. Com 18 edições, para um total de 135 mil exemplares colocados no mercado, a obra de não ficção foi a mais vendida em termos absolutos, superando o último romance de José Rodrigues dos Santos, ‘O Último Segredo‘. ‘O Céu Existe Mesmo’ teve ainda uma edição especial limitada no natal, que elevou para 140 mil o número de exemplares vendidos nas lojas…” Ler mais no Público.

O Céu Existe Mesmo
A história real do menino que esteve no Céu e trouxe de lá uma mensagem
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/o-ceu-existe-mesmo/9789892314341/

9789892314341

Sinopse:
Colton Burpo tinha quatro anos quando foi operado de urgência. Meses mais tarde, começou a falar daquelas breves horas em que esteve entre a vida e a morte, e da sua extraordinária visita ao céu. O seu relato só agora foi revelado pelos pais. E tornou-se num fenómeno editorial sem precedentes.

Foi em 2003 que o pequeno Colton, sentado na sua cadeirinha no banco de trás do carro, começou a falar sobre os anjos que o tinham visitado durante a operação à apendicite aguda… O pai, sacerdote, nem queria acreditar. Estacionou, respirou fundo, e fez algumas perguntas ao filho. E o miúdo respondeu, sem dar muita importância ao assunto. Falou do que viu, dos seus encontros com Deus e com Jesus, das visões que teve durante a cirurgia, da mãe e do pai a rezarem enquanto ele era operado. Foi apenas o início. Colton tinha de facto visitado o céu, e trazia consigo uma importante mensagem para partilhar.

Karel Čapek

“A verdade tem de ser passada de contrabando; é preciso difundi-la por partes, uma gota de cada vez, para as pessoas se habituarem, e não de uma vez só.”

Karel Čapek

Karel Čapek

Novelista, dramaturgo e encenador Checo, tido como o maior autor do seu país da primeira metade do século XX, foi contemporâneo de Kafka e o criador da palavra “robot“. Nomeado director do Teatro Nacional, chegou depois a ter o seu próprio estabelecimento, o Teatro Artístico de Vinohradsky.

É reconhecido pelas suas peças teatrais, sendo R.U.R. a mais famosa e que originaria o célebre filme mudo de Fritz Lang, “Metropolis” (1926). Estreada em 1921, retrata uma fantasia dramática em que cada uma das personagens é desumanizada pela máquina da idade. R.U.R. é a sigla de “Rossum’s Universal Robots” e foi nesta peça que surgiu a palavra inglesa robot.

O seu livro “A Guerra das Salamandras” é considerado uma obra de génio, que captura o clima social e político do período entre guerras e também como um livro profético que serve de previsão dos diversos ‘ismos’ do século XX e, principalmente, das suas consequências mais terríveis.

Viria a morrer em Dezembro de 1938, em consequência de uma pneumonia originada por uma greve da fome, como protesto pelos aliados terem rejeitado protecção à Checoslováquia contra a Alemanha de Hitler. A sua obra foi interdita pelas autoridades alemãs em 1939 e o seu irmão Josef, co-autor do seu primeiro livro, foi enviado para um campo de concentração, onde morreria em 1945.

No 122.º aniversário do seu nascimento, destacamos Karel Čapek.

Bibliografia de Karel Čapek

Gerald Durrell

“Não existe primeiro nem terceiro mundo. Há apenas um único mundo, onde todos temos de viver e desfrutar.”

Gerald Durrell

Gerald Durrell

Embora de nacionalidade britânica, nasceu na Índia, onde foi educado por uma “ayah” (ama indiana) e era o irmão mais novo do famoso escritor inglês Lawrence Durrell. Mais tarde, viria a atribuir a sua propensão naturalista e predilecção vitalícia pelos animais à primeira visita que fez a um zoo, naquele país.

Após ter regressado com a família à Europa e ter vivido durante 4 anos em Corfu (Grécia), dedicou toda a sua vida ao estudo e à defesa do mundo animal, tendo escrito vários livros e promovido diversas séries documentais televisivas.

Tornou-se um grande e entusiástico coleccionador de animais de todo o mundo, tendo constituído o seu próprio zoo, na ilha britânica de Jersey e fundou ainda o Durrell Wildlife Conservation Trust, destinado a apoiá-lo financeiramente. Esta iniciativa veio a originar a Conferência Mundial sobre “Breeding Endangered Species in Captivity as an Aid to their Survival”, actualmente a mais prestigiada no género.

O seu livro mais popular, “My Family and Other Animals” (“A minha Família e outros Animais”), retrata a sua vivência na Grécia, quando se dedicava à exploração da fauna de Corfu, em conjunto com o médico, poeta e filósofo grego Theodore Stephanides, que se converteria no seu grande mentor.

Evocamos hoje Gerald Durrell, quando perfaria 86 anos.

Bibliografia de Gerald Durrell

José Pacheco Pereira

«Sou exactamente o mesmo homem que há trinta anos andava a fugir à polícia política, a combater o regime, apesar de as circunstâncias se terem alterado.»

José Pacheco Pereira

José Pacheco Pereira

Iniciou, desde cedo, a sua actividade política de oposição ao anterior regime, tendo mesmo vivido na clandestinidade, da qual só sairia completamente após 11 de Março de 1975. Acabaria por aderir ao PSD em 1988, tendo sido seu deputado na AR, entre 1987 e 1999 e de 2009 a 2011 e lider parlamentar deste partido por duas vezes. Foi deputado e vice-presidente do Parlamento Europeu, entre 1999 e 2004.

É cronista do jornal Público e da revista Sábado, tendo antes colaborado no Semanário e no Diário de Notícias. Integra o painel de comentadores do programa a “Quadratura do Círculo”, na SIC Notícias e faz ainda, actualmente, o programa “Ponto/Contraponto”, neste mesmo canal.

Autor de um dos blogues portugueses mais populares, o “Abrupto”, tem vasta obra publicada, tendo dedicado parte da sua pesquisa ao estudo do comunismo.

Em 2004, foi nomeado embaixador de Portugal na UNESCO, mas renunciou ao cargo antes de o ocupar, invocando razões de independência política. Em 2005, foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, por Jorge Sampaio.

Possui, na sua casa da Marmeleira, provavelmente a maior biblioteca privada portuguesa.

Destacamos José Pacheco Pereira, no dia em que celebra o seu 63.º aniversário.

Bibliografia de José Pacheco Pereira

Andrew Miller vence prémio literário Costa Book

Contra todas as expectativas, “o jornalista e escritor Andrew Miller venceu o prémio Costa Book na categoria de melhor romance, com “Pure”, […] deixando para trás Julian Barnes, vencedor do prestigiado Prémio Man Booker 2011 e que era apontado como favorito.” Ler mais no Público.

Este autor tem já três livros publicados em Portugal pela Editorial Teorema.
V. aqui

Andrew Miller

Andrew Miller

Umberto Eco

“Nem todas as verdades são para todos os ouvidos.”

Umberto Eco

Umberto Eco

Ensaísta, professor e filósofo italiano, doutorou-se precocemente, com apenas 22 anos e, para além de ser professor universitário, começou a escrever em publicações periódicas uma série de artigos que seriam reunidos posteriormente em livros referenciais. Passou a dedicar-se, nos anos 70, ao estudo da semiótica, estabelecendo novas perspectivas sobre o assunto, sob a influência de filósofos como John Locke, Kant e Peirce.

Mas foi pelos seus cinco romances que ficou mundialmente famoso, destacando-se “O Nome da Rosa”, a sua primeira obra e imediatamente considerada como um clássico da literatura mundial. Contando as andanças de um monge do século XIV que é chamado a uma abadia beneditina para solucionar um crime, restabeleceu a velha contenda entre o mundo material e o espiritual e foi adaptada com êxito ao cinema em 1986, pela mão do realizador Jean-Jacques Annaud. Outro romance seu muito popular é “O Pêndulo de Foucault”, enredo que trata de uma conspiração de sociedades secretas com intenções de governar o mundo.

Intelectual eclético e especialista em Idade Média, é autor de vários ensaios sobre linguística, comunicação e filosofia e assina uma coluna bimensal no L’Espresso e escreve regularmente no La Repubblica, bem como noutros grandes diários europeus.

Quando festeja, hoje, o seu 79.º aniversário, destacamos Umberto Eco.

Bibliografia de Umberto Eco


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