Arquivo de Janeiro, 2011

Fernando Namora

Poema de Amor

«Se te pedirem, amor, se te pedirem
que contes a velha história
da nau que partiu
e se perdeu,
não contes, amor, não contes
que o mar és tu
e a nau sou eu.

E se pedirem, amor, e se pedirem
que contes a velha fábula
do lobo que matou o cordeiro
e lhe roeu as entranhas,
não contes, amor, não contes
que o lobo é a minha carne
e o cordeiro a minha estrela
que sempre tu conheceste
e te guiou — mal ou bem.

Depois, sabes, estou enjoado
desta farsa.
Histórias, fábulas, amores
tudo me corre os ouvidos
a fugir.

Sou o guerreiro sem forças
para erguer a sua espada,
sou o piloto do barco
que a tempestade afundou.

Não contes, amor, não contes
que eu tenho a alma sem luz.

…Quero-me só, a sofrer e arrastar
a minha cruz.»

Fernando Namora

Fernando Namora

Foi poeta do ”Novo Cancioneiro”, tendo, nos seus primeiros livros de ficção, partilhado das ideias do Neo-realismo. Mais tarde, enveredou por um caminho mais próprio. Foi um escritor dotado de uma profunda capacidade de análise psicológica, a que se ligou uma linguagem de grande carga poética. Escreveu, para além de obras de poesia e romances, contos, memórias e impressões de viagem.

Quando passam 22 anos da sua morte, relembramos Fernando Namora.

Bibliografia de Fernando Namora

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Maria

‘A sua história começou mesmo antes de nascer, numa vila termal junto ao Rio Uima, com o seu parque e as suas árvores centenárias…
Junto à ponte, mesmo ali à Sé, havia um café e padaria da falecida D. Rosa, que viria a ser herdado pelo seu filho, o Américo. Um dia, em nome do progresso, desapareceu, e dele sobrou apenas uma fotografia para recordação. Um dos que o frequentava era o Albano (Júnior), de Arcozelo e Pinheiro. Num dia quente de Verão, acompanhando ele com alguns amigos, encostado ao balcão do café, viu passar uma linda moça que lhe despertou a atenção. Era a primeira a vez que a via e, através dos seus colegas, veio a saber que era da sua freguesia. Mariazinha, de seu nome, a moça era de Casaldoido, linda, linda, filha de uma família de agricultores. O Albano acabou por vir a conhecê-la pessoalmente num dos leilões da terra, no início dos anos 40…’ (Excerto do livro ‘Maria)

Albano Gomes apresenta-nos, através do Sitiodolivro.pt, a sua primeira auto-publicação, ‘Maria’. A viver na Suíça e pelo facto de já não dominar suficientemente a língua portuguesa, recorreu aos serviços profissionais de apoio à edição, na revisão editorial e na estruturação integral do manuscrito, para editar com todo o rigor técnico a sua obra.

Uma história de amor em que Albano Gomes e a sua Mariazinha assumem as personagens principais da história que nos contagia pela intensidade e autenticidade do seu amor, desde o momento em que se conheceram, até aos dias de hoje. Uma história ilustrada com fotografias que nos aproximam e nos permitem conhecer pormenores pessoais desta grande história de amor.

Sidney Sheldon

“Nada pode impedi-lo quando você estabelece um objectivo. Ninguém pode impedi-lo, a não ser você mesmo. Eu acredito nisso.”

(Sidney Sheldon)

Sidney Sheldon

Sidney Sheldon

Ao passarem 4 anos da sua morte, ocorrida dias antes de completar 90 anos de idade, relembramos o escritor tido pelo Guinness como o mais traduzido em todo o mundo e o único que recebeu quatro dos mais cobiçados prémios da indústria cultural norte-americana, o Óscar (no Cinema), o Emmy (na TV), o Tony (no Teatro) e o Edgar (na Literatura de suspense). Dos seus livros, todos best-sellers, venderam-se mais de 300 milhões de exemplares, em 51 idiomas. Foi também um prolífico guionista de séries de televisão e filmes de Hollywood.

Para poder sobreviver, começou por fazer quase de tudo, desde vendedor de sapatos, a locutor de rádio, ou estafeta de uma drogaria e arriscou ainda, mas sem êxito, afirmar-se como compositor de música, em Nova York, até que, depois de se mudar para Hollywood, para tentar a sua sorte, conseguiu que lhe comprassem um guião para um filme e passou então a dedicar-se profissionalmente a esta actividade. Só muito mais tarde veio a escrever o seu primeiro livro, arte para que antes se julgava incapaz.

Mestre do suspense, mas nada apreciado pela crítica, considera que o êxito dos seus romances se deve “ao facto de que escrevo histórias que cativam a imaginação dos leitores. Os meus romances têm personagens que o público costuma considerar interessantes, passam-se em lugares glamourosos e geralmente são divertidos.” Na sua autobiografia, o último livro que publicou, confessou ter tentado suicidar-se aos 17 anos.

Bibliografia de Sidney Sheldon

Nada mais e o ciúme

‘A relação de Virgílio e Dulce continha, desde a génese, um projecto de tristeza. De outra maneira: o seu amor possuía em si um pigmento desagregador inato, fatal e profundo, um desgaste intrínseco e congénito. Algo que não era devido ao tempo nem à acumulação das contrariedades, mas fazia parte do código genético desse amor. Uma bomba ao retardador que, minuto a minuto, se ia libertando da sua amnésia. E até no início da paixão, quando esta não tivera tempo para esmorecer ainda, nem interrogar-se demasiado a si mesma, já existiam momentos metafísicos em que um ou outro davam por si a querer saber: «Mas que faço eu aqui?».’ (Gil Duarte, autor do livro ‘Nada mais e o ciúme’)

Nada Mais e o Ciúme

Esta é a primeira auto-publicação de Gil Duarte, através do Sítio do Livro. O autor é um misto de pseudónimo e de heterónimo de um romancista, contista, poeta, ensaísta e crítico cuja identidade secreta só raramente se revela; sabe-se, no entanto, que se trata de um homem de certa idade (como todos os homens), de origem moçambicana, que se dedica ao estudo e ao ensino da filosofia..  Uma das proezas mais espantosas do seu currículo como escritor consiste em nunca ter ganho qualquer prémio literário. Poderia pois, e legitimamente, perguntar-se o que vale um tal escritor: desta vez, terá de ser o leitor a decidir. E sozinho. Nada Mais e o Ciúme é o seu quinto romance: nenhum dos outros quatro se encontra publicado.

William Butler Yeats

Quando Fores Velha

«Quando fores velha, grisalha, vencida pelo sono,
Dormitando junto à lareira, toma este livro,
Lê-o devagar, e sonha com o doce olhar
Que outrora tiveram teus olhos, e com as suas sombras profundas;

Muitos amaram os momentos de teu alegre encanto,
Muitos amaram essa beleza com falso ou sincero amor,
Mas apenas um homem amou tua alma peregrina,
E amou as mágoas do teu rosto que mudava;

Inclinada sobre o ferro incandescente,
Murmura, com alguma tristeza, como o Amor te abandonou
E em largos passos galgou as montanhas
Escondendo o rosto numa imensidão de estrelas.»

William Butler Yeats

William Butler Yeats

Foi dos maiores poetas de língua inglesa do século XX, a quem foi atribuído o Prémio Nobel da Literatura em 1923. O Comité de entrega do prémio justificou a sua decisão pela “sua poesia sempre inspirada, que através de uma forma de elevado nível artístico dá expressão ao espírito de toda uma nação”.

As suas obras iniciais eram caracterizadas por uma tendência romântica exuberante e fantasiosa, que transparece no título da sua colectânea de 1893, The Celtic Twilight (O Crepúsculo Celta). Posteriormente, por volta dos seus 40 anos e em resultado da sua relação com poetas modernistas, como Ezra Pound e também do seu envolvimento activo no nacionalismo irlandês, o seu estilo tornou-se mais austero e moderno.

Quando passam 39 anos da sua morte, recordamos e destacamos William Butler Yeats.

Bibliografia de William Butler Yeats

Lewis Carroll

– Poderia dizer-me, por favor, que caminho devo eu seguir?
– Isso depende muito, para onde pretende ir – disse o Gato.
– Para mim tanto faz, para onde quer que seja… – respondeu Alice.
– Então, pouco importa o caminho que tome – disse o Gato.
– …desde que eu chegue a algum lugar… – acrescentou Alice, explicando-se melhor.
– Ah, então certamente chegará lá, se continuar a andar bastante…” – respondeu o Gato.”

(in “Alice no País das Maravilhas”)

Lewis Carroll

Lewis Carroll

Relembrámos hoje, no aniversário do seu nascimento, o criador de Alice, a do País das Maravilhas. Um escritor de carácter introvertido, tímido e conservador, mas também matemático e fotógrafo. O tão famoso livro de Alice nasceu do improviso de uma divertida história, contada às três filhas de um amigo, uma delas homónima, num longo passeio fluvial e que o escritor logo passou a escrita, baptizando-a inicialmente de “Alice, Debaixo da Terra”. Mais tarde, alongou-a e completou-a, dando-lhe o título definitivo que o imortalizou como escritor. Seguiu-se-lhe, tempos depois, “Alice, do Outro lado do Espelho”.

O seu interesse pela lógica matemática e pelos jogos racionais levou-o também a publicar diversos livros científicos, para as quais reservou o seu nome verdadeiro, Charles Dodgson.

Bibliografia de Lewis Carroll

Philip José Farmer

Philip José Farmer

Philip José Farmer

Foi um escritor norte-americano de ficção científica e fantasia. Tornou-se conhecido pelas séries “Riverworld” e “World of Tiers”.

As suas obras são marcadas pelo uso de temática religiosa e sexual, de heróis ligados ao universo dos pulps e por obras apócrifas, pretensamente escritas por personagens fictícios.

Falecido em 2009, faria hoje 93 anos. Falamos de Philip José Farmer.

Bibliografia de Philip José Farmer


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