Arquivo de Junho, 2011

Malcolm Lowry

«- Todos os casos – sem excepção – nos quais a nossa concepção de livre vontade varia, dependem de três causas – prosseguiu o Cônsul. – Não podemos fugir a isso. Além disso, segundo Tolstoi – antes de julgarmos um ladrão – se é que realmente de um ladrão se trata – teríamos de perguntar a nós próprios quais eram as suas relações com outros ladrões, quais os seus laços de família, o seu lugar no tempo e, se até isso conseguíssemos saber, quais as suas relações com o mundo externo e com as consequências que o levaram a actuar…»

(in ”Debaixo do Vulcão”)

Malcolm Lowry

Malcolm Lowry

Foi um escritor e poeta inglês que viveu durante a primeira metade do século XX. Vindo de uma família de classe alta, estudou em Cambridge, mas já na altura o álcool e a literatura dominavam a sua vida. Passou a maior parte da vida viajando e morou em Paris, Nova York, México, Los Angeles, Canadá e Itália, entre outros lugares.

”Debaixo do Vulcão” foi adaptado para o cinema por John Huston. Em 1998, foi considerado o 11.º melhor romance em língua inglesa do século XX por uma comissão da editora norte-americana Modern Library.

Quando passam 102 anos do seu nascimento, recordamos Malcolm Lowry.

Bibliografia de Malcolm Lowry

Vencedor do “Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE) / Ministério da Cultura”

Vencedor do “Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE) / Ministério da Cultura”. Os nossos efusivos parabéns a Gonçalo M. Tavares!

“Uma Viagem à Índia” de Gonçalo M. Tavares
À venda na nossa livraria online:
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/uma-viagem-a-india/9789722121309/

Uma Viagem à Índia

José Barata-Moura

José Barata-Moura

José Barata-Moura

Doutorado em Filosofia, foi Reitor da Universidade de Lisboa, entre 1998 e 2006 e é professor catedrático da respectiva Faculdade de Letras, desde 1986, onde foi também presidente do Conselho Directivo, de 1981 a 1982.

Mas tornou-se muito popular, sobretudo como autor e cantor de intervenção e, mais ainda, de músicas infantis tão famosas como “Joana come a papa”, “Olha a bola Manel” e “Fungágá da Bicharada”. Hoje celebra 63 anos, razão por que o destacamos e felicitamos.

Bibliografia de José Barata-Moura

Ambrose Bierce

“Curiosidade: uma qualidade repreensível do espírito feminino. O desejo de saber se uma mulher sofre da maldição da curiosidade constitui uma das paixões mais insaciáveis da alma masculina.”

(in Dicionário do Diabo)

Ambrose Bierce

Ambrose Bierce

Foi um dos maiores escritores norte-americanos de sempre. A sua produção literária é muito vasta, passando pela escrita jornalística, textos humorísticos, ensaios, fábulas e contos.

Dado o seu sarcasmo e humor negro, foi precursor de muitas tendências literárias que viriam a suceder-lhe. Empregava um estilo distinto na sua escrita e foi considerado um mestre do mais “puro” inglês pelos seus contemporâneos. Terá sido inspiração para o trabalho de Lord Dunsany, bem como de outros escritores dos anos 20 e 30.

Em 1913, aos setenta e um anos, partiu ao encontro da Revolução Mexicana, sem deixar rasto. A sua morte permanece um mistério, mas acredita-se que possa ter acontecido durante a Batalha de Ojinaga, em Janeiro de 1914.

Quando passam 169 anos do seu nascimento, recordamos Ambrose Bierce

Bibliografia de Ambrose Bierce

Dan Brown

«O segredo mais extraordinário e chocante é aquele que se esconde diante dos nossos olhos.»

Dan Brown

Dan Brown

Tornou-se instantaneamente célebre quando lançou, em 2003, “O Código da Vinci”, romance que vendeu mais de oitenta milhões de exemplares e suscitou um debate no Ocidente sobre a relação entre Jesus Cristo e Maria Madalena. O sucesso deste livro levou a que fosse anunciada uma adaptação cinematográfica e uma sequela literária.

A revista Time elegeu-o como um dos cem mais influentes de 2005. Além do sucesso planetário de “O Código da Vinci”, publicou outros bestsellers, entre os quais, “A Conspiração”, “Anjos e Demónios” e “O Símbolo Perdido”.

Falamos de Dan Brown, no dia em que celebra o seu 47.º aniversário.

Bibliografia de Dan Brown

Leon Uris

«Muitas vezes não temos tempo para dedicar aos amigos, mas para os inimigos temos todo o tempo do mundo.»

Leon Uris

Leon Uris

Escritor norte-americano de origem judía, foi autor de vários best-sellers, entre eles “Exodus” que aborda a criação do estado de Israel. Lançado no final de 1950, a obra é um fenómeno da literatura mundial do século XX, com mais de 10 milhões de exemplares vendidos.

Também escreveu “Mila 18”, baseada no gueto de Varsóvia e “Topázio”, na qual se baseou Alfred Hitchcock para realizar o seu filme homónimo.

Faleceu em Nova York, a 21 de Junho de 2003, de insuficiência renal. Quando passam 8 anos da sua morte, recordamos Leon Uris.

Bibliografia de Leon Uris

Matilde Rosa Araújo

Canção de Embalar Bonequinhas Pobres

“Menina dos olhos doces
adormece ao meu cantar:
Tenho menina de trapos,
Tenho uma voz de luar…

Os meus braços são a lua
quando ela é quarto crescente:
dorme menina de trapos,
meu pedacinho de gente.”

Matilde Rosa Araújo

Matilde Rosa Araújo

Licenciou-se em Filologia Românica na Faculdade de Letras de Lisboa e, em 1946, apresentou uma tese inovadora por considerar a reportagem como um género literário: “A Reportagem Como Género: Génese do Jornalismo Através do Constante Histórico-Literário.”

Recebeu um primeiro prémio no concurso do jornal O Século “Procura-se um Novelista”, e nos Jogos Florais Universitários de 1945, com o livro de contos ”Estrada sem nome”, que foi publicado em 1947.

Colaborou em diversos jornais e revistas, escrevendo geralmente sobre a arte da educação e do ensino. Escreveu, para adultos, contos em que descreve a realidade de uma forma poética. Além de ter estudado a literatura infantil, escreveu contos e livros de poesia, tentando transmitir aos jovens as suas ideias educativas e moralizadoras através de palavras delicadas em textos que também distraem e divertem.

Em 1980 recebeu o “Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura Para Crianças”, ex-aequo com Ricardo Alberty.

Fez parte dos corpos directivos da Sociedade Portuguesa de Escritores, foi sócia fundadora do Comité Português para a Unicef. Tem obras traduzidas no Brasil, na Roménia e na Moldávia.

Quando faria 90 anos, recordamos Matilde Rosa Araújo.

Bibliografia de Matilde Rosa Araújo

Lídia Jorge

“A vida é cair sete vezes e levantarmo-nos oito”

(in Diário de Notícias, 2003)

Lídia Jorge

Lídia Jorge

Licenciada em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa, passou alguns anos decisivos em Angola e Moçambique, onde foi professora do Ensino Secundário, durante o último período da presença portuguesa, experiência que veio a reflectir posteriormente num dos seus romances, “A Costa dos Murmúrios”, já adaptado ao cinema. A sua primeira obra, “O Dia do Prodígios”, uma alegoria ao país que Portugal era antes de Abril de 74, constituiu um acontecimento, num período em que se inaugurava uma nova fase da Literatura Portuguesa e projectou de imediato a autora como uma das mais importantes revelações das letras portuguesas e uma voz renovadora do seu imaginário romanesco.

Os seus livros, traduzidos em diversas línguas, “mantêm uma grande variedade temática e estão sobretudo ligados aos problemas colectivos do povo português e às circunstâncias históricas e mudanças da sociedade nacional após o 25 de Abril, assim como à problemática da mulher” (via http://www.mulheres-ps20.ipp.pt/Lidia-Jorge.htm). Foi já galardoada com inúmeros prémios, entre os quais, o “Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores”, o “Prémio Internacional de Literatura da Fundação Günter Grass” e o “Prémio de Ficção do P.E.N. Clube”. Felicitamos hoje esta admirável escritora, pelo seu 65.º aniversário.

Bibliografia de Lídia Jorge

António Franco Alexandre

Nesta última tarde em que respiro

António Franco Alexandre

António Franco Alexandre

“Nesta última tarde em que respiro
A justa luz que nasce das palavras
E no largo horizonte se dissipa
Quantos segredos únicos, precisos,
E que altiva promessa fica ardendo
Na ausência interminável do teu rosto.
Pois não posso dizer sequer que te amei nunca
Senão em cada gesto e pensamento
E dentro destes vagos vãos poemas;
E já todos me ensinam em linguagem simples
Que somos mera fábula, obscuramente
Inventada na rima de um qualquer
Cantor sem voz batendo no teclado;
Desta falta de tempo, sorte, e jeito,
Se faz noutro futuro o nosso encontro.”

Poeta significativo da actual poesia portuguesa, estreou-se na década de 60, apesar de apenas na década seguinte se ter afirmado com um «discurso centralmente inovador», como o considerou Joaquim Manuel Magalhães, exemplo de uma prática de efeitos intelectuais e de meios semânticos a que se junta uma certa técnica de distanciação narrativa.

Da sua obra destacam-se “Poemas” (1996), reunindo a obra já publicada e alguns poemas inéditos, “Quatros Caprichos” (1999), prémio APE de Poesia e “Duende” que, segundo Eduardo Prado Coelho, é «um dos mais belos livros de poesia amorosa que se escreveram desde há muito em língua portuguesa». O júri do Prémio “Corrente D´escritas” classifica-o como «um livro que conjuga numa tensão permanente o fragmento e a totalidade, num poema feito de 52 sonetos, onde a originalidade do processo enunciativo impera dificultando a leitura, mas onde o ritmo e a rima colmatam essa dificuldade no sentido de uma evidência.»

Destacamos António Franco Alexandre, no dia em que celebra 67 anos.

Bibliografia de António Franco Alexandre

O que há de novo nas livrarias

Conheça as últimas novidades editoriais. Na nossa livraria online:
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A Árvore dos SegredosO Fim da IlusãoA Um Metro do Chão

Luísa Costa Gomes

“Ver televisão é a antimnemónica (enfraquecedor de memória) por excelência (…) É actividade eminentemente fragmentária, de coisas fora de contexto mostradas umas atrás das outras. Mostra não o singular, que o singular assusta, mas o particular empobrecido pelo formato e pela focagem.”

Luísa Costa Gomes

Luísa Costa Gomes

Contista, romancista, dramaturga, dramaturgista, guionista, tradutora e cronista, estreou-se literariamente no início dos anos 80 com “Treze Contos do Sobressalto” (1981), vindo a afirmar-se como uma das mais interessantes revelações literárias da década de oitenta.

É responsável pela edição da revista “Ficções”, dedicada à divulgação do conto, quer de autores estrangeiros, como de portugueses. O seu nome encontra-se também muitas vezes relacionado com tomadas de posição pública na defesa dos princípios básicos da democracia.

Ganhou inúmeros prémios tais como, Prémio D. Dinis da Fundação da Casa de Mateus de 1988 (“O Pequeno Mundo”), Prémio Eça de Queiroz do Município de Lisboa de 1993 (“Ubardo / A Minha Austrália”), Prémio Máxima de Literatura de 1994 (“Olhos Verdes”) e Prémio Literário Fernando Namora de 2010, com “Ilusão, ou o Que Quiserem”.

Falamos de Luísa Costa Gomes, no dia em que celebra o seu 55.º aniversário.

Bibliografia de Luísa Costa Gomes

Brian Jacques

Brian Jacques

Brian Jacques

Abandonou a escola aos 15 anos para embarcar num navio mercante. Regressado à sua cidade natal, teve as mais diversas profissões até finalmente se dedicar à escrita, grande paixão da sua adolescência.

Celebrizou-se com a série de literatura infantil “Redwall” que começou a escrever para as crianças de uma escola para cegos em Liverpool, para a qual fazia entregas de leite.

Exímio contador de histórias, é conhecido e reconhecido em todo o mundo pela sua série de livros dedicados aos animais da Abadia de Redwall, um verdadeiro sucesso planetário. “Os Náufragos do Holandês Voador” foi o seu primeiro romance fora dessa série.

No dia em que faria 72 anos, recordamos Brian Jacques.

Bibliografia de Brian Jacques

Max Weber

“A história ensina-nos que o homem não teria alcançado o possível se, muitas vezes, não tivesse tentado o impossível.”

Max Weber

Max Weber

Viveu no período em que as primeiras disputas sobre a metodologia das ciências sociais começavam a surgir na Europa, sobretudo no seu país, a Alemanha. Um dos três principais “Pais da Sociologia”, contribuiu para a nossa compreensão da perspectiva sociológica, da natureza da mudança social e da desigualdade social.

Sem negar a importância dos factores materiais, defendidos por Marx, nem a noção de factos sociais externos aos indivíduos, defendida por Durkheim, ele acrescentou que deveríamos olhar para as ideias. Em especial, para os significados que atribuimos às coisas e para o papel das mudanças nas ideias que contribuem para a sociedade e para as mudanças sociais. (via www.scn.org/cmp/)

A sua obra mais famosa é o ensaio “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”, com o qual começou as suas reflexões sobre a sociologia da religião. Quando passam 91 anos da sua morte, relembramos Max Weber.

Bibliografia de Max Weber

Gonzalo Torrente Ballester

“A História não se faz com documentos, mas com fantasia ao serviço da política.”

Gonzalo Torrente Ballester

Gonzalo Torrente Ballester

Ganhador, entre muitos outros prémios literários, do “Príncipe de Astúrias das Letras” e do “Cervantes”, teve também uma intensa relação com o cinema, não só como espectador, mas também como argumentista e viu algumas das suas obras serem adaptadas à sétima arte, como “El Rey Pasmado”, realizado por Imanol Uribe. Grande bibliófilo, deu aulas em institutos de diversas cidades espanholas, sempre contagiando os alunos com o seu amor pela literatura e, além de professor, exerceu ainda como jornalista, crítico, dramaturgo e novelista. Chegou a ser censurado e banido por razões políticas e, depois de reintegrado no corpo docente, acabou por fixar-se definitivamente em Salamanca, onde prosseguiu a sua carreira literária, cronista e de professor, até à sua morte.

É, sem dúvida, um dos escritores espanhóis contemporâneos mais homenageados e admirados, o autor de origem galega que hoje celebramos, no 101.º aniversário do seu nascimento.

Bibliografia de Gonzalo Torrente Ballester

Juan José Saer

“Em toda a forma de expressão há um elemento fixo, o inconsciente, e um outro fluido, produzido pela experiência, que tende a modificar-se.”

(Juan José Saer)

Juan José Saer

Juan José Saer

Considerado um dos maiores escritores argentinos da geração pós-Borges, recebeu o Prémio Nadal pelo seu romance La Ocasión (1986) e, em 2004, o XV Prémio União Latina de Literaturas Românicas. Traduzido em todo o mundo, foi professor universitário, ensaísta, contista, romancista e poeta e auto exilou-se em França, a partir de 1968, tendo-se radicado em Paris, onde viveu até à sua morte, perfazem hoje 6 anos.

Bibliografia de Juan José Saer

Joaquim Paço d’Arcos

Joaquim Paço d'Arcos

Joaquim Paço d'Arcos

Destacámos hoje um insigne e prolífico romancista, dramaturgo, ensaísta e poeta, premiado diversas vezes, muito lido nos anos 40 e 50 e cuja obra principal, “Crónica da Vida Lisboeta”, foi considerada por muitos críticos, portugueses e brasileiros, fundamental no âmbito da literatura portuguesa. Praticamente esquecido após a sua morte, há 32 anos, deixou interrompidos, no 3.º volume, os seus livros de memórias.

Bibliografia de Joaquim Paço d’Arcos

Curzio Malaparte

“A ditadura é a forma mais acabada do ciúme.”

Curzio Malaparte

Curzio Malaparte

Inicialmente fascista e correspondente de guerra da imprensa italiana, testemunhou, de dentro do lado nazi-fascista, cenas de horror e absurdo durante a guerra, que poucos escritores do lado aliado puderam ver. Foi o fundador de um jornal fascista e o editor do “La Stampa”, um diário de importância nacional que apoiava o regime.

Escreveu “Kaputt”, considerado um clássico da literatura sobre o maior conflito da história da humanidade, a Segunda Guerra Mundial. “Kaputt”, lançado em 1944, quando a guerra na Europa estava no seu fim, consagrou-o como escritor, dando-lhe também uma espécie de salvo-conduto para reassumir a cidadania num país que perseguia os fascistas. Mais tarde, lançou “A Pele”, que é também uma compilação de episódios terríveis narrados friamente, até com ironia.

Falamos de Curzio Malaparte, no 113.º aniversário do seu nascimento.

Bibliografia de Curzio Malaparte

Severo Sarduy

Severo Sarduy

Severo Sarduy

Foi um poeta, romancista, jornalista e crítico de arte e literatura cubano, criador do termo neobarroco. É considerado um dos escritores mais importantes do panorama hispano-americano contemporâneo e um dos mais brilhantes e arrojados escritores do século XX.

Após a revolução castrista, veio estudar para a Europa, fixando-se em Paris (de 1960 a 1993, ano da sua morte) onde integrou a equipa de colaboradores da revista “Tel Quel” e estabeleceu relações de amizade com Roland Barthes e Phillipe Sollers.

Publicou em Paris o seu primeiro livro “Gestos” (1962). Foi-lhe atribuído o Prémio Medicis para a melhor novela estrangeira com “Cobra” (1972). A sua última novela, “Pájaros de la Playa” é publicada meses após a sua morte. Quando passam dezoito anos da sua morte, relembramos Severo Sarduy.

Bibliografia de Severo Sarduy

Provérbios – de entre mil, escolha um (de Alfredo Cabral)

“Para saber não basta ler, é preciso viver e ver?”

“Quanto mais vivemos, mais apreendemos.”

“Quanto sabes, tanto vales.”

“Quem ler, leia para saber; quem souber, saiba para obrar.”

(Provérbios retirados do livro ‘Provérbios – de entre mil, escolha um’,
de Alfredo Cabral)

“No meio do espólio literário de Alfredo Cabral, encontravam-se maços de verbetes contendo alguns dos mais conhecidos ditados populares e junto uma lista de palavras que exprimiam profissões, estações do ano, actividades agrícolas e outras. A finalidade de tudo isto era coleccionar provérbios e arrumá-los por diversas rubricas de acordo com o sentido predominante de cada um. Estava ali o embrião de qualquer sonho, possivelmente para preparar mais uma publicação. Sem pretensões de trazer a lume uma obra de mérito, esta recolha é um simples desejo de homenagear a memória de Alfredo Cabral. Um incansável defensor do nosso maior património nacional, que é a nossa língua. (…) Provérbios são valores da cultura popular, que temos a obrigação de preservar e divulgar. Na verdade ‘ditados velhos, são evangelhos’ e ‘fica sempre o rifão e o bom conselho não’. Eles são uma riqueza de ensinamentos. E, em tão poucas palavras há, tantas vezes, uma tão grande amplitude de pensamentos! (…)” (Excerto da ‘Introdução’ elaborada por Alfredo Nuno Cabral para do livro ‘Provérbios – de entre mil, escolha um’, de Alfredo Cabral).

O livro ‘Provérbios – de entre mil, escolha um’ é uma obra póstuma de Alfredo Cabral. Através do SitiodoLivro.pt, Alfredo Nuno Cabral auto-publica uma compilação que reúne mais de 1000 provérbios organizados por ordem alfabética e por temas, que seu pai, Alfredo Cabral, guardou ao longo da sua vida. Este livro é uma homenagem de Filho para Pai e uma homenagem a um Homem que ao longo da sua vida procurou partilhar os seus ensinamentos e o bem estar da humanidade. Não podíamos ainda deixar de referir que Alfredo Cabral foi o criador da famosa ‘Tabuada Ratinho’. Recorda-se?

Partilhe connosco os provérbios que mais lhe dizem… ficamos à espera!

http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/proverbios/9789892024448/

As Palavras – Escritas pela Vida (de Carlos Teixeira)

“Existir

Como vim aqui parar?
Não me recordo do passado
Sinto que vivo e existo
Mas que a ele me terei furtado

Não me deram um mapa
Mas revejo algum momento
Guio-me por mim sem ver
Se não me encontro, lamento

Não me recordo do meu corpo
Nesse tempo, nesse espaço
Serei mais que o mundo
Neste quintal, neste pedaço

Na espera que eu exista
Não me acanho em perguntar
Se será este o propósito que a vida me quer dar

E se nunca tivesse existido
Aqui não estaria a escrever
Deixem-me gozar o momento
E neste mundo poder viver

Um abraço, um sorriso, uma palavra
E sinto que existo…”

(Retirado do livro ‘As palavras – Escritas pela vida’,
de Carlos Teixeira)

Carlos Teixeira auto-publica, através do SitiodoLivro.pt e recorrendo aos nossos serviços editoriais, “As palavras – Escritas pela vida”. Um livro que, segundo o autor, reúne um conjunto de pensamentos vividos e acumulados ao longo do tempo, entre encontros e desencontros, emoções e paixões e agora traduzidos em rimas de palavras com o intuito de serem “… projectadas como imagens nas pessoas que as ouvem e interpretam”.

http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/as-palavras/9789892023922/


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