Arquivo de Novembro, 2011

David Nicholls

David Nicholls

David Nicholls

Formado em Literatura e Teatro, optou pela carreira de actor, após ter recebido uma bolsa da American Musical and Dramatic Academy de Nova York. Entre uma peça e outra, trabalhou como vendedor na rede de livrarias Waterstone’s, em Notting Hill.

Após ter trabalhado como freelancer, conseguiu emprego como leitor de peças e pesquisador da BBC Radio Drama, o que o levou à edição de guiões na London Week Television e na Tiger Aspect Productions. Ao longo da sua notável carreira de guionista, recebeu duas indicações ao BAFTA.

O seu livro “Um dia” foi um verdadeiro fenómeno de vendas, tendo sido adaptado ao cinema no ano passado, com Anne Hathaway e Jim Sturgess nos principais papéis.

Destacamos David Nicholls, quando festeja hoje o seu 45.º aniversário.

Bibliografia de David Nicholls

“Minha Querida Inês”, de Margarida Rebelo Pinto

‎”Margarida Rebelo Pinto regressa às livrarias com o seu primeiro romance histórico, fruto de intensa investigação, misturada com a paixão por mulheres fortes, cuja presença tem sido uma constante na obra da autora e que marca uma nova fase da sua viagem literária que, após uma década de obra publicada, sentiu o apelo para se dedicar a uma das suas heroínas preferidas. 7 Capítulos a que correspondem os primeiros 7 dias de 1355, os últimos 7 dias de Inês de Castro, a maior heroína romântica da História de Portugal.” Uma edição do Clube do Autor, já disponível na nossa livraria online:

Minha Querida Inês
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/minha-querida-ines/9789898452757/

9789898452757

Sinopse
A história trágica de D. Inês de Castro, pela sua universalidade e intemporalidade, é inesgotável. Margarida Rebelo Pinto revela-nos os meandros deste universo fascinante, desmontando todos os passos da vida de D. Inês na semana que antecede um destino inelutável: a sua execução no dia 7 de Janeiro de 1355. Através da perspectiva de D. Inês vamos conhecendo os segredos da alma desta heroína e as maquinações das razões do Estado que determinaram o fim de uma vida mas não do amor.Uma estreia surpreendente no romance histórico de uma escritora que, pela sua extraordinária capacidade de penetrar no íntimo de cada personagem, dá voz a D. Inês, D. Pedro, D. Afonso IV e a outros protagonistas deste momento inesquecível da nossa História. Despidos das suas máscaras, ficamos a conhecer melhor as suas forças, fraquezas, motivações e desejos íntimos. Novas e surpreendentes revelações deste período único da História de Portugal dão sentido à frase que eterniza o amor de D. Inês e de D. Pedro: “Até ao fim do mundo”.

Louisa May Alcott

Louisa May Alcott

Louisa May Alcott

Escritora ensaísta e romancista, autora best-seller de obras tão populares como “Mulherzinhas” e “Anos Felizes“, beneficiou de um estudo informal com amigos e familiares, entre eles, Henry David Thoreau, Ralph Waldo Emerson e Theodore Parker.

Desde 1851 que publicou, sob o pseudónimo de Flora Fairfield, poemas, contos e alguns textos infanto-juvenis. Para além deste pseudónimo, adoptou inúmeros outros. “Mulherzinhas” seria o seu grande sucesso editorial e a sua independência financeira e, a partir daqui, começou a ganhar o reconhecimento do público.

A sua obra, que se debruça sobre a condição feminina e sobre as possibilidades de uma vida sem casamento, foi influenciada pela sua necessidade de independência, contrária às tendências da época e, por isso, também nunca chegou a casar, tendo ainda militado em causas feministas, como a do sufrágio das mulheres.

Faleceu em 1888, apenas dois dias depois do seu pai falecer. Falamos de Louisa May Alcott, quando passam 179 anos do seu nascimento.

Bibliografia de Louisa May Alcott

Erico Veríssimo

“Em geral quando termino um livro encontro-me numa confusão de sentimentos, um misto de alegria, alívio e vaga tristeza. Relendo a obra mais tarde, quase sempre penso, não era bem isto o que queria dizer.”

Erico Veríssimo

Erico Veríssimo

Trabalhou como bancário, empregado de armazém e farmacêutico. Foi redactor, diagramador e ilustrador da Revista do Globo, onde se estreou como escritor com o conto “Ladrões de gado“.

Ganhou diversos prémios, como o Jabuti (1966), o Juca Pato (1967), o do PEN Clube (1972) e o da Fundação Moinho Santista (1973). Tornou-se também um bem-sucedido autor de livros infantis e tradutor de obras importantes, como “Contraponto”, de Aldous Huxley.

Destacamos Erico Veríssimo, quando passam 36 anos da sua morte.

Bibliografia de Erico Veríssimo

“Cozinha d’Amigos”, de Miguel Sousa Tavares

Como o Autor escreve na introdução, “Cozinha d’Amigos” «não é bem um livro de cozinha, mas um livro». Prefaciado por José Manuel Barata-Feyo e com fotografias de José Pedro Monteiro, é um livro bem ao estilo de Miguel Sousa Tavares, revelador, emocionante, provocador. A cada uma das 33 receitas corresponde uma boa história, uma viagem ou uma memória, mas tem mais (ou menos) do que apenas receitas: tem também o registo dos tiques e hábitos do autor na cozinha, das manias, das teorias e até dos estados de alma, «os quais, todavia, sempre variam mais depressa do que o tempo que demora a deixar estragar um refogado». Um livro que existe porque o seu autor acredita que a cozinha é uma arte, que aproxima os amigos, que reúne a família, que dá um sentido à casa e às coisas do mundo. Uma recente edição da Oficina do Livro, já disponível na nossa livraria online:

Cozinha d’Amigos
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/cozinha-damigos/9789895558292/

9789895558292

Sinopse
Cozinha d’Amigos não é mais um livro de cozinha. É, sobretudo, um livro sobre o gosto e prazer de cozinhar, o pretexto para partilhar com os amigos, com tempo e deleite, uma refeição elaborada com tempo e com muito carinho. Traduz, neste sentido, amar e respeitar o espaço-cozinha mais do que a cozinha-culinária, propriamente dita. Reflecte também o gosto e a filosofia de alguém que se habituou a “trabalhar” (como dizem os cozinheiros) com aquilo que Portugal tem de melhor e, às vezes, único: o peixe e o marisco, a caça e o porco, as ervas, o azeite, as batatas – e a não complicar. Neste sentido, é também um livro sobre a superioridade da cozinha natural, simples e de amigos, em relação à cozinha de autor, à ”Nouvelle Cuisine” e ao “show-off” a ela associado. Este livro é sobre tudo isto. Tem receitas, claro: do autor, dos amigos do autor, do domínio público. Mas tem, também, mais do que apenas receitas: tem o registo dos hábitos na cozinha, das teorias (porventura erradas, quem sabe?), sobre a melhor forma de grelhar um peixe, das manias e até dos estados de alma. Por estas razões, Cozinha d’Amigos, mais do que um novo livro de Miguel Sousa Tavares, é um livro que, além de grande originalidade, vai certamente proporcionar ao leitor grandes momentos de saboroso prazer.

Eugene O’Neill

Eugene O'Neill

Eugene O'Neill

Vencedor do Nobel de Literatura em 1936 e quatro vezes do Prémio Pulitzer na categoria de Drama e um dos mais notáveis dramaturgos norte-americanos da primeira metade do Século XX, a sua obra evoluiu entre o Naturalismo e o drama experimental e contribuiu, de forma determinante, para a inovação no teatro moderno dos Estados Unidos. Explorando as partes mais sórdidas da condição humana, as personagens das suas peças são, em geral, socialmente marginais, que lutam, em vão, pelas suas aspirações e acabam decepcionadas e desesperadas.

Filho de actores itinerantes de origem irlandesa, viveu uma infância amargurada, entre a avareza do pai, a angústia da mãe pela morte prematura de um filho e o alcoolismo de outro irmão e, depois de abandonar os estudos, teve um inicio de vida profissional muito instável, variando constantemente de empregos precários e deambulantes, até se encontrar com o teatro, quando ingressou num grupo experimental e começou a estudar Arte Dramática em Harvard. A primeira representação da sua peça “Beyond the Horizon” constituiu um êxito retumbante e valeu-lhe, desde logo, o primeiro dos Pulitzer.

Sofrendo cronicamente de diversas doenças, entre as quais a de Parkinson, que praticamente o impediu de continuar a escrever na última década da sua vida, viveu sempre em conflitos com a sua família, tendo-se casado por três vezes e veio a morrer em grande solidão, aos 65 anos, num hotel de Boston.

Contrariando as suas últimas instruções, a viúva, a actriz Carlotta Monterey, ordenou a publicação de “Long Day’s Journey Into Night” (“Jornada Para a Noite”), escrito dez anos antes e que veio a ser o seu livro mais aclamado e lhe valeu o último dos Pulitzer, já a título póstumo. Relembrámos, nesta data, este importante autor, quando se cumpre o 58.º aniversário da sua morte.

Bibliografia de Eugene O’Neill

Lançamento do livro “Passion for Dance”, da Escola de Dança Ana Köhler

Hora: Sábado, 26 de Novembro · 17:00 – 19:00

Local: Livraria “LeYa na Barata” | Av. de Roma, 11 A | Lisboa

Uma obra de notável qualidade gráfica, que reflecte, em fotografias de grande beleza cénica, toda a estética e paixão pela arte da dança dos alunos da Escola de Dança Ana Köhler.

Lançamento do livro "Passion for Dance", da Escola de Dança Ana Köhler

Charlaine Harris

Charlaine Harris

Charlaine Harris

Tem uma tendência natural para escrever livros de mistério. A sua primeira história, onde a personagem principal era uma bibliotecária da Geórgia de nome Aurora Teagarden, recebeu uma nomeação para o Prémio Agatha.

Até chegar à sua série de grande sucesso, “The Southern Vampire Mysteries”, escreveu pelo meio mais duas ou três séries que não tiveram grande impacto junto do público.

“The Southern Vampire Mysteries” foi a rampa de lançamento para se tornar numa autora best-seller. Os livros têm como personagem principal Sookie Stackhouse, que é amiga de vampiros, lobisomens e outras criaturas estranhas. Esta série teve tanto sucesso que inspirou uma série de televisão chamada “True Blood”.

Destacamos hoje, quando festeja o seu 60.º aniversário, Charlaine Harris.

Bibliografia de Charlaine Harris

Dale Carnegie

“Tente a sua sorte! A vida é feita de oportunidades. O homem que vai mais longe é quase sempre aquele que tem coragem de arriscar.”

Dale Carnegie

Dale Carnegie

É considerado um pioneiro em livros de auto-ajuda e de discursos em público. Tornou-se famoso por mostrar aos outros como se tornarem bem sucedidos. O seu livro “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas” (1936), que já vendeu mais de 10 milhões de cópias, foi traduzido para várias línguas e considerado um dos livros mais influentes, na área dos negócios, do século XX.

Fundou o Dale Carnegie Institute, com filiais espalhadas pelo mundo inteiro, que tem como principal objectivo o de contribuir para aperfeiçoamento das habilidades individuais de pessoas de negócios e melhorar o seu desempenho a fim de construir resultados positivos, estáveis e rentáveis.

Falamos de Dale Carnegie, quando passam 123 anos do seu nascimento.

Bibliografia de Dale Carnegie

Roald Dahl

Roald Dahl

Roald Dahl

Foi um romancista de ascendência norueguesa que alcançou sucesso em 1940 com obras para crianças e adultos, tornando-se mesmo num best-seller mundial.

Escreveu histórias tão conhecidas como “James e o Pêssego Gigante” e “Charlie e a Fábrica de Chocolate”. Esta última viria a ser a sua obra de referência na literatura infanto-juvenil.

A par da literatura para crianças, ficou conhecido também como escritor de contos “macabros” para adultos, repletos de humor negro e sempre com um final inesperado. Muitos destes textos foram, originalmente, publicados em revistas norte-americanas, tais como “Ladies Home Journal”, “Harper’s”, “Playboy” e “The New Yorker”.

Destacámos Roald Dahl, quando perfazem hoje 21 anos da sua morte.

Bibliografia de Roald Dahl

“História Económica de Portugal”, de Leonor Freire Costa, Pedro Lains e Susana Münch Miranda

‎”[…] uma excelente síntese, sobre a evolução portuguesa, a partir da demografia, das alterações nas formas de propriedade, na organização da produção, no comércio externo e nas finanças públicas, que nos permite ter uma interpretação séria e fundamentada sobre uma «economia nacional» com nove séculos de existência, com um desenvolvimento complexo e multifacetado. […]” (Guilherme d’Oliveira Martins, in e-Cultura.pt). Recentemente editado pel’A Esfera dos Livros e já disponível na nossa livraria online:

História Económica de Portugal
1143-2010
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/historia-economica-de-portugal/9789896263461/

9789896263461

Sinopse
Leonor Freire Costa, Susana Münch Miranda e Pedro Lains apresentam-nos a História Económica de Portugal, de 1143, data da fundação do reino, até aos dias de hoje. Trata-se de uma obra de referência, num só volume, que nos permite traçar a evolução da economia portuguesa ao longo dos seus mais de oito séculos de história, dentro de fronteiras, nas suas relações com a Europa, os impérios e o resto do mundo. Tendo Portugal como objeto de estudo, na procura de crescimento económico, estagnação e crise, os autores analisaram de forma criteriosa, numa linguagem clara e rigorosa, a evolução demográfica, as transformações institucionais, quando e como avançou ou recuou a agricultura, quando as manufacturas tiveram maior ou menor importância, quando se expandiu o comércio interno e externo para a Europa e para o império, a evolução da produção e da produtividade, os impostos, preços e salários.

Vasco Pulido Valente

Vasco Pulido Valente

Vasco Pulido Valente

“Talvez convenha perceber duas coisas sobre a corrupção. Primeiro, onde há poder, há corrupção. E onde há pobreza, há mais corrupção. Destes dois truísmos resulta necessariamente que quanto maior é o poder ou a pobreza, maior é a corrupção.”

Investigador e professor universitário, ensaísta, escritor e comentador político português, é autor de vários livros sobre temas históricos e factos políticos, incluindo ainda várias biografias.

Autor prolífico, mas polémico, crítico mordaz, mas lúcido, ninguém fica indiferente à sua escrita. Tem o pessimismo como imagem de marca e costuma dizer que “Optimismo e pessimismo são sentimentos que eu não tenho. Às vezes parece-me que a vida portuguesa vai correr bem, outras vezes parece-me que vai correr mal, mas isso é irrelevante. Não escrevo fundado num sentimento ocasional”.

Foi também co-argumentista dos filmes “O Cerco”, de António da Cunha Telles (1970) e “Aqui d’El Rei!”, de António-Pedro Vasconcelos (1992) e argumentista do filme “O Delfim”, de Fernando Lopes (2002).

Falamos hoje de Vasco Pulido Valente, quando festeja o seu 70.º aniversário.

Bibliografia de Vasco Pulido Valente

“Steve Jobs”, de Walter Isaacson

A única biografia autorizada de Steve Jobs, baseada em dezenas de entrevistas ao líder da Apple, aos seus familiares, amigos, colegas e até adversários. Uma história de vida fascinante e intensa, marcada pela personalidade invulgar de um empreendedor criativo, determinado e perfeccionista. Porque não temia a verdade, Jobs aceitou falar de tudo, não impôs quaisquer limites ao biógrafo e colaborou activamente no processo de criação da biografia, partilhando experiências até agora nunca reveladas, com uma transparência e sinceridade inesperadas. Acabado de ser lançado em Portugal pela editora Objectiva e disponível na nossa livraria online:

Steve Jobs
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/steve-jobs/9789896721213/

9789896721213

Sinopse
“Eu quero deixar uma marca no Universo” Conheça um percurso de vida marcado pelo inconformismo, pelas conquistas, por lançamentos de sucesso e discursos apaixonantes. Deles é feita a história da Apple e de uma figura incontornável no mundo da tecnologia e dos negócios. Seguido por muitos e respeitado por todos, Steve Jobs, hoje uma espécie de segunda designação para o que atualmente reconhecemos como “inovação”. A única biografia autorizada de Steve Jobs baseia-se em dezenas de entrevistas ao líder da Apple, aos seus familiares, amigos, colegas e até adversários. O resultado é uma história de vida fascinante e intensa, marcada pela personalidade invulgar de um empreendedor criativo, determinado e perfeccionista. Steve Jobs colaborou activamente no processo de criação desta biografia, partilhando experiências até agora nunca reveladas, com uma transparência e sinceridade inesperadas. Porque não temia a verdade, Jobs não impôs quaisquer limites ao biógrafo e aceitou falar de tudo. Igualmente reveladoras são as impressões dos seus amigos, companheiros e colegas, que contribuem para formar a imagem de um homem apaixonado, complexo e genial, nos negócios e na vida. Apoiado no inconformismo e numa vontade férrea, Steve Jobs revolucionou a indústria dos computadores, dos filmes de animação, da música e dos telefones. Transformou o modo como nos relacionamos com a tecnologia e deixou ao mundo um importantíssimo legado de inovação e criatividade. As suas criações reflectem a sua personalidade, tão carismática quanto problemática. A sua história de vida, marcada por altos e baixos, conquistas e obstáculos, é extremamente inspiradora, recheada de lições de inovação, liderança, carácter e valores.

Don DeLillo

«Os romances serão gerados pelo leitor. Uma pessoa não só carregará num botão que lhe dará um romance adequado aos seus gostos, necessidades e estados de espírito particulares, como também poderá projectar o seu próprio romance, muito possivelmente tendo-se a si mesma como personagem principal. O mundo está a ficar cada vez mais personalizado, modificado segundo as especificações individuais. Este contexto redutor mudará necessariamente a linguagem que as pessoas falam, escrevem e lêem.»

(DeLillo, a propósito do efeito da Tecnologia na Literatura)

Don DeLillo

Don DeLillo

Filho de uma família de imigrantes católicos italianos, nasceu no bairro nova-iorquino do Bronx e na sua casa coabitavam onze pessoas, pelo que, como conta, passava todo o tempo na rua e sempre sonhava ser um locutor de basebol. Começou a interessar-se pela escrita enquanto desempenhava um trabalho de vigilante de um parque de estacionamento e, depois de estudar Artes de Comunicação, na Universidade de Fordham, daquele mesmo bairro, trabalhou como publicitário, porque não conseguiu emprego na edição.

Foi o romance “White Noise” (“Ruído Branco”), publicado em 1985, que lhe trouxe o reconhecimento público e o que é considerado o seu melhor livro, “Underworld” (“Submundo”), foi finalista dos prémios Pulitzer e do National Book Award e, em 2006, considerado um dos três melhores romances dos últimos vinte e cinco anos pela New York Times Book Review. Ganhou ainda os prémios National Book Award, PEN/Faulkner Award e Jerusalem Prize.

Os seus romances abordam temas tão diversos como a televisão, a guerra nuclear, o desporto, as complexidades da linguagem, arte performativa, a Guerra Fria, a matemática, ou o advento da era digital e do terrorismo global. Lamenta ter-se iniciado como escritor muito tarde, mas reconhece que não tinha atingido antes a maturidade necessária para passar ao papel as histórias que tinha na cabeça. Destacamos hoje este autor norte-americano, quando cumpre 75 anos.

Bibliogafia de Don DeLillo

Manuel António Pina

Amor como em Casa

«Regresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
amor como em casa.»

(Manuel António Pina, in
“Ainda não é o Fim nem o Princípio do Mundo. Calma é Apenas um Pouco Tarde”)

Manuel António Pina

Manuel António Pina

Cronista, poeta e tradutor costuma dizer “A literatura não é uma profissão, para mim é uma devoção”.

Ganhou vários prémios, de que se destacam o Prémio Calouste Gulbenkian – Melhor Livro Publicado em Portugal em 1986/1987 com a obra “O Inventão”, e o Prémio Nacional de Crónica Press Club / Clube de Jornalistas com a obra “O Anacronista” (1994).

A sua obra, “acessível e ao mesmo tempo de grande complexidade”, composta de cerca de 40 títulos, entre poesia, teatro, literatura infantil e ficção, foi a grande vencedora do Prémio Camões deste ano, o mais importante prémio da literatura lusófona. Está traduzida em França, em Espanha, na Dinamarca, na Alemanha, na Rússia, na Croácia, na Bulgária e nos Estados Unidos.

Parabéns a Manuel António Pina, que festeja hoje o seu 68.º aniversário.

Bibliografia de Manuel António Pina

“Pátria Utópica”, de Ana Benavente, António Barreto, Eurico Figueiredo, José Medeiros Ferreira e Valentim Alexandre

Uma reflexão das expectativas e experiências de cinco antigos exilados que fizeram de Genebra a sua Pátria, mas regressaram a Portugal, depois do 25 de Abril e «deram à pátria de origem o que a pátria adotiva lhes emprestara: alguma ciência, a vontade de reformar não só a política, mas também a sociedade, algumas esperanças, muitas desilusões […]». Apresentado em Outubro passado, por Eduardo Lourenço e já disponível na nossa livraria online:

Pátria Utópica
O Grupo de Genebra Revisitado
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/patria-utopica/9789725304891/

9789725304891

Sinopse
«Neste início de século e de milénio, depois de décadas de apagamento da memória histórica, é de difícil inteligência pelo comum dos mortais o mal-estar da juventude portuguesa nos anos 60. A ameaça da mobilização para a guerra colonial pairava como uma ave de mau auspício sobre os destinos individuais.» Para os autores deste livro a solução foi partir. António Barreto, por estar farto de viver aqui; Ana Benavente que se casara aos 18 anos, porque não queria que o marido fosse mobilizado para a guerra colonial; Eurico Figueiredo sabia que partir do Portugal salazarista estava «marcado nos astros» e era essencial para fugir à inevitável prisão; José Medeiros Ferreira, prestes a ser mobilizado, num dos processos mais «dramáticos e até dilemáticos» da sua vida; e, Valentim Alexandre porque crescentemente considerava estar do lado errado no conflito guineense. Fizeram de Genebra a sua Pátria, mas regressaram a Portugal depois do 25 de Abril e «deram à pátria de origem o que a pátria adotiva lhes emprestara: alguma ciência, a vontade de reformar não só a política mas também a sociedade, algumas esperanças, muitas desilusões […]»

José-Augusto França

“A arte não é feita com ideias, é feita com inteligência. Ideias toda a gente tem, mas reflectir nem todos conseguem.”

José-Augusto França

José-Augusto França

Ficcionista, ensaísta, crítico de arte e professor Catedrático Jubilado da Universidade Nova de Lisboa. É ainda diplomado pela École d’Hautes Études de Paris e doutorado pela Sorbonne. É membro honorário do Comité International d’Histoire de l’Art e antigo membro do Comité du Patrimoine Mondial (UNESCO).

Pertenceu ao Grupo Surrealista de Lisboa, de que fizeram parte, entre outros, Mário Cesariny de Vasconcelos e Alexandre O’Neill. Foi director da Revista Colóquio da Fundação Gulbenkian desde 1970.

Tem participado activamente em numerosos encontros e congressos, bem como organizado e apresentado exposições individuais e colectivas em Portugal e no estrangeiro. Publicou numerosas obras sobre história da cultura e da arte.

Considera-se um ”um sentimental como todos os portugueses” e festeja hoje o seu 89.º aniversário. Parabéns a José-Augusto França.

Bibliografia de José-Augusto França

“Guerra Santa”, de Nigel Cliff

Nigel Cliff, escritor britânico, traz-nos uma nova visão da epopeia de Vasco da Gama, numa interpretação que a encara como o ponto de viragem na luta entre a cristandade e o islão e como consequência da sua rivalidade com Cristovão Colombo, pelo controle do mercado das especiarias, sedas e pedras preciosas. Recém editado em Portugal pela Texto, já em venda na nossa livraria online:

Guerra Santa
As viagens épicas de Vasco da Gama e o ponto de viragem em séculos de confrontos entre civilizações
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/guerra-santa/9789724743288/

9789724743288
Sinopse

Guerra Santa é uma história épica de espiões, intrigas e traições. E é também uma interpretação nova e radical das viagens pioneiras de Vasco da Gama, encaradas como o ponto de viragem na luta entre a cristandade e o islão. Em 1498, um jovem capitão navegou de Portugal, circum-navegou África, atravessou o oceano Índico e descobriu o caminho marítimo para a Índia e, com isso, o acesso à riqueza do Oriente. Foi a mais longa viagem conhecida da História. O presente livro revela uma inesperada verdade: a de que tanto Vasco da Gama como o seu rival Cristóvão Colombo se fizeram ao mar para iniciar uma Cruzada, com o objetivo de alcançar as Índias; controlar o mercado de especiarias, sedas e pedras preciosas; e reclamar para Portugal e Espanha, respetivamente, todos os territórios descobertos. Vasco da Gama triunfou na sua missão e criou uma linha divisória entre as eras históricas dos muçulmanos e dos cristãos – conhecidas, no Ocidente, como as eras medieval e moderna.

“Quem Assim Falou – Grandes Frases de Todos os Tempos”, de José Jorge Letria

Uma obra sem dúvida original e que resultou de intensa pesquisa, citando “centenas de frases, proferidas por grandes figuras da história da Humanidade que a memória colectiva registou e imortalizou, incluindo várias de origem portuguesa […] e merecem ser recordadas e recontextualizadas de uma forma criativa, colocando em cena os autores e as circunstâncias históricas em que foram pronunciadas” (retirado parcialmente do prefácio de Irene Flunser Pimentel). José Jorge Letria apresentou esta semana o seu último livro, uma edição da “Oficina do Livro”, já disponível na nossa livraria online:

Quem Assim Falou
Grandes Frases de Todos os Tempos
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/quem-assim-falou/9789895558179/

9789895558179

Sinopse
Ao longo dos tempos, têm sido proferidas frases por grandes figuras da história da Humanidade que a memória colectiva registou e imortalizou. Apenas dois exemplos: «Não sois vós que me expulsais, sou eu que vos condeno a ficar», pronunciada por Demóstenes, na Grécia Antiga, e «os tempos que nos esperam serão de sangue, suor e lágrimas», da autoria de Winston Churchill, ao anunciar a entrada do Reino Unido na II Guerra Mundial. Como estas, existem centenas de frases, incluindo várias de origem portuguesa («Obviamente, demito-o!», de Humberto Delgado, ou «Sou socialista, republicano e laico», de Mário Soares, entre outras), que merecem ser recordadas e recontextualizadas de uma forma criativa, colocando em cena os autores e as circunstâncias históricas em que foram pronunciadas. Até já temos o «Porreiro, pá», dito pelo (nosso) Sócrates… Prefácio de Irene Flunser Pimentel, ilustre historiadora e Prémio Pessoa.

“A Vida Privada dos Bragança”, de Ana Cristina Pereira e Joana Troni

As historiadoras Ana Cristina Pereira e Joana Troni, autoras de “Amantes dos Reis de Portugal” e “Amantes dos Reis de França”, relatam-nos o quotidiano da corte dos Bragança, desde a reconquista do trono por D. João IV, em 1640, que inicia a quarta dinastia, até ao último rei de Portugal, D. Manuel II. Uma recente edição de A Esfera dos Livros, a ser lançada no próximo dia 15 e já disponível na nossa livraria online:

A Vida Privada dos Bragança
De D. João IV a D. Manuel II: o dia a dia na corte
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/a-vida-privada-dos-braganca/9789896263492/

9789896263492
Sinopse

Como se realizavam as festas de casamento, batizados e procissões? Quais os divertimentos da corte e como se passavam os serões no Paço? Quem frequentava os bailes, as corridas de touros ou a ópera italiana? Para onde se deslocava a família real durante as férias de verão? Como eram organizados os bailes de máscaras no Carnaval? Quem vestia o rei e a rainha, quem os servia? Como brincavam os príncipes e as princesas? As historiadoras Ana Cristina Pereira e Joana Troni, autoras de Amantes dos Reis de Portugal e Amantes dos Reis de França, relatam-nos o quotidiano da corte dos Bragança. Da conquista do trono por D. João IV, em 1640, que inicia a quarta dinastia, até ao último rei de Portugal, D. Manuel II. Ao longo destas páginas encontramos a despedida de D. Catarina de Bragança de partida para Inglaterra para se tornar rainha, que mobilizou a cidade de Lisboa em animados festejos. A aclamação de D. João V que rompe com a austeridade dos anos anteriores e traz esplendor para a corte nacional, mas que fica marcada por um episódio conhecido como «boicote das damas». Conhecemos a vida familiar da rainha D. Maria II que gostava de passar o serão a bordar junto das crianças enquanto o seu marido D. Fernando organizava a sua coleção de gravuras. E a paixão pelo mar de D. Carlos que juntamente com a sua mulher D. Amélia tiveram de viver numa corte com custos controlados, em que as festas eram mais modestas.


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