Archive for the 'Novidades' Category

Apresentação do livro “Lisboa a Oriente”, de José Manuel Moreno

Quinta-feira, 28 de Fevereiro às 18:00, no Hotel Myriad (Cais das Naus, 1990-173 Lisboa)

José Manuel Moreno, natural de Mértola, jurista de formação, desde cedo desenvolveu uma intensa atividade associativa integrada na sua zona de residência em Lisboa oriental e é atualmente Deputado na Assembleia Municipal de Lisboa. Decidiu publicar uma obra dedicada à história daquela zona, conhecida atualmente como Parque das Nações, que intitulou “Lisboa a Oriente – Memórias do Passado”, em que relata e retrata algumas das suas “marcas ou memórias” e traz ao “conhecimento dos leitores episódios e imagens do seu passado”.

A apresentação da obra e do autor estará a cargo do Dr. Luís Roza Dias.

Clique na imagem para antever o livro e conhecer o autor

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A história da zona mais oriental de Lisboa, conhecida como Parque das Nações, após ter acolhido a Expo’98, atenta a sua posição estratégica, confunde-se com a história da própria cidade. É uma história milenária e riquíssima de acontecimentos, nomeadamente de batalhas, nomeadamente a travada por D. Afonso Henriques, contra os mouros, junto à Ponte Romana de Sacavém.

Por aqui passaram fenícios, gregos, cartagineses, romanos, alanos, visigodos e árabes. Foi retiro de alfacinhas boémios, que nas suas tabernas cantaram o fado.

Aqui ocorreu o primeiro acidente ferroviário português. Foi farol de esperança para os que, acossados pela cruel perseguição, numa guerra tenebrosa, que sangrava a Europa no séc. XX, aportavam a Lisboa por mar e ar.

Aqui se instalou, na primeira metade do séc. XX, a primeira refinaria portuguesa de hidrocarbonetos, a Sacor, e todas as demais empresas ligadas ao sector. Foi também a casa do nosso primeiro aeroporto, o Aeroporto Marítimo de Cabo Ruivo, permitindo a ligação, única pela via do ar, com o novo mundo. Simultaneamente, também aqui se instalou o primeiro Matadouro Frigorífico de Lisboa. De todo este passado há marcas ou memórias.

É, justamente, de algumas dessas marcas ou memórias que vos fala este trabalho, cuja única pretensão é trazer ao conhecimento dos leitores episódios e imagens desse passado, até 1998, desta cidade que cativa e arrebata os que a frequentam.

 

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Apresentação do livro “Quinta da Torre de Santo António – Das Origens à Actualidade”

Quinta-feira, dia 17-Jan, às 18:00, na Livraria Ferin (Rua Nova do Almada, 70, 1249-098 Lisboa)

«A Quinta da Torre de Santo António, fundada no século XVII, actualmente com uma área que perfaz sessenta hectares, reveste-se de manifesta importância paisagística e arquitectónica. Durante mais de duzentos e cinquenta anos este lugar foi um refúgio muito frequentado, motivando os maiores elogios e despertando a atenção dos visitantes. Ninguém lhe ficou ou fica indiferente! O convívio diário da natureza com a arte, aqui perfeitamente delineado pelos seus anteriores proprietários, permitiu-lhes legar um património único e de uma beleza inigualável que no concelho de Torres Novas é, sem dúvida, um dos mais significativos.»

Sob a coordenação de José João Loureiro, que reuniu, para a sua redacção, uma equipa de especialistas nas matérias abordadas, “este livro pretende proporcionar uma incursão agradável na Quinta, que, para o poder ser verdadeiramente, não é superficial. Foram considerados os antecedentes da propriedade, a partir do século XVII, e períodos ulteriores ao falecimento do Marquês da Foz que tiveram impacto na configuração arquitectónica e paisagística da mesma.” Um livro único, sobre uma propriedade singular!

A apresentação da obra será feita pela historiadora de arte Professora Doutora Raquel Henriques da Silva.

Anteveja o livro clicando na imagem

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“Salve-se Quem Puder”, nova obra de António Serra Correia

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“Angola após o 25 de Abril de 1974”

Não querendo pôr de lado a ficção, mais uma vez o autor serve-se dela para narrar factos, entretanto, também eles verídicos e em memória daqueles (e foram muitos) que sofreram “na carne” os maléficos efeitos de uma descolonização vergonhosa e que não pretende que como tal seja esquecida, apesar dos já muitos anos que passaram sobre eles.

Intitula-se este, Salve-se Quem Puder, em memória de todos os que se tornaram vítimas de um processo político que se pretendia justo e que acabará por ser vergonhoso.

O autor acredita mesmo que este livro se torne algo polémico e espera receber alguma crítica que o desminta, num ou noutro aspecto. Aceita essa crítica porque sabe que há e haverá sempre vozes contraditórias e vários modos de descrição, mas como estamos em democracia, espera também que lhe reconheçam o direito de opinar, da maneira que melhor sabe e divulga.

“Tábula”, novo romance de Alberto Bravo

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Um moribundo de muitas mortes que teima em não morrer, leccionador epiléptico, dizimador de palavras, cria um suspense pouco usual, e aspira a uma forma de liderança oculta. Num casulo de pedras, labora por sua vez um enigmático mação, tão obstinado quanto modesto, sonhando uma ideia de catedral minimalista que se guarde na palma de uma mão de criança. Vítimas duma bifurcação originária indocumentada, o homem de trapo e o comandante convergem no mesmo desejo de unificação através da narração pública duma biografia inventada, o que lhes possibilitaria, no seu entender, uma forma de existência social como outra qualquer. O visitante, suspeito de ser um autor, não se sente autorizado a nada, nem a uma só palavra. Nestas condições, o estatuto de estagiário assentar-lhe-ia como uma luva. Mas nada indica que esse estatuto exista. Em consequência, nada lhe poderá ser imputado, muito menos um resumo do que nunca lhe foi dado a ler. O que tiver aprendido ficará com ele.

Tábula é um conto quase amargurado com um rasgão estrutural de aventura e acaso. Daí a hipótese do seu interesse. Ao texto falta um monge para lhe endossar o hábito, embora dê a ver alguns outros lindos trajos, como acontece em todas as histórias de viagens e de fantasia. E como em todas elas tem um lindo fim feliz, com música dos anjos e turbilhões de nuvens.

Cecília Barreira publica “Masculinidades e Outros Estudos”

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Masculinidades e Outros Estudos pretende referenciar o lugar do Masculino na Literatura Portuguesa Contemporânea, bem como a presença da Literatura Gay durante esse mesmo período. Um capítulo muito breve sobre Henry Miller e Anaïs Nin, em torno do conceito de pornografia e obscenidade nas obras destes dois autores, também é inserido no núcleo de estudos. O objetivo é uma obra de divulgação geral das temáticas e não um estudo académico de raiz.

“Delírios de um Homem Fantasma e Outros Contos Delirantes”, de Pedro Rodrigues Costa

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Escritos algures entre 2013 e 2016, os contos presentes em Delírios de Um Homem Fantasma e Outros Contos Delirantes (2018, Edições Vírgula) discorrem sobre três assuntos tão delirantes quanto inquietantes: o aproveitamento da frequência sonora como meio subliminar capaz de impor um estado de humor benéfico à violência; a viagem e a experiência como os gatilhos maiores da aprendizagem; e a notícia falsa como uma força capaz de irradiar a esperança de um mundo diferente daquilo que é.

O conto homónimo (Delírios de um Homem Fantasma) dá conta das três grandes dimensões do «Humano» corroído e acelerado pelo lado sombrio da existência:
i) a dimensão do insaciável (o eterno Hungry Ghost que nunca sossega satisfeito);
ii) a dimensão da coisa-sombra, isto é, o sujeito que vive e produz por detrás de marcas ou nomes;
iii) e a dimensão da co-autoria, quer dizer, a coisa que se torna coisa porque muitos outros sem rosto contribuíram para que a coisa um dia se tornasse possível.

Iniciando este conto através de um pastiche ao célebre conto de Dostoievsky (O Sonho de Um Homem Ridículo), o autor desafia o leitor a reparar na luz e na sombra, na oscilação entre um otimista incurável e um devir sinistro, permanentemente insatisfeito e à espreita de um motivo para se libertar. Só um forte ikigai (uma razão de viver) poderá limitar o ímpeto corrosivo das três dimensões do homem fantasma…

“Crawford, Entre Dois Impérios”, novo romance de J. P. Machado

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Novembro de 1938. Com a ameaça do fascismo a ensombrar a Europa, um jovem anglo-português alista-se como voluntário no exército inglês, decidido a lutar pela liberdade e por um futuro melhor junto da mulher que ama.

Enquanto tenta sobreviver às primeiras batalhas da 2.ª Guerra Mundial e ao opressivo regime de Salazar, Victor Crawford de Almeida terá que conciliar as suas raízes lusitanas com o implacável dever de combatente britânico.

Poderá o contributo de um só homem, perdido entre duas pátrias tão distintas, fazer a diferença?


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