Arquivo de Junho, 2010

Czeslaw Milosz

«(…) Se depois de morrer for para o Céu, lá, terá de ser como aqui,
apenas hei-de livrar-me dos sentidos entorpecidos e dos ossos pesados.

Transformado em puro olhar, continuarei a absorver as proporções
do corpo humano, a cor dos lírios, a rua parisiense na madrugada de Junho.

Enfim, toda a inconcebível, a inconcebível pluralidade das coisas visíveis»

Czeslaw Milosz

Poeta, romancista, historiador e ensaísta, recebeu o Nobel da Literatura em 1980. Autor de uma extensa obra, onde se destacam vários volumes de poesia e os romances, “O vale de Issa” e “A tomada do poder”. No 99.º aniversário do seu nascimento, destacamos Czeslaw Milosz.

Nós (des)atados n’areia

“Este romance foi fruto da junção de manuscritos que fui coleccionando ao longo da vida e que por falta de tempo nunca pensei divulgar. Com o passar dos anos vamos mudando de ideias e considerei que tinha matéria para relatar não só a vida da minha época mas para que as gerações mais novas possam comparar vivências e hábitos em que hoje já quase ninguém se revê. Afinal só este ano se comemoram os 100 anos da República, e as mudanças que se deram em todos os campos (moral, tecnológico, ciência) alteraram por completo as nossas vidas que até a nós, nos custa a acreditar como se viveu sem telefone, televisão, automóvel, computador ou telemóvel. O que se fazia então, perguntarão os mais novos? (…) Procurei dar ao Leitor um texto simples que não canse nem dê demasiado que pensar mas possa chegar a todas as classes e faixas etárias. Nesta altura de começo de férias, sempre tão bem merecidas, será uma boa opção para relaxar, eliminar o stress e esquecer o trabalho durante umas horas. Falta acentuar que parti de alguns factos verídicos, romanceados e ficcionados, que fui juntando a outros puramente imaginados.”

Ana Francisca Saldanha

«Nós (des)atados n’areia», a primeira auto-publicação de Ana Francisca Saldanha, que relata, de uma forma simples, aventuras imaginárias, misturadas com a realidade vivida pela autora e que, como a autora sugere, poderá ser nostálgica para uns e reveladora para outros.

Antoine de Saint-Exupéry

”Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, pois cada pessoa é única
e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, mas não
vai só nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,
mas há os que não levam nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida, e a prova de que duas almas não se encontram ao acaso.”

Antoine de Saint-Exupéry

Foi escritor, ilustrador e piloto da Segunda Guerra Mundial. É o autor do livro mais traduzido em todo o mundo, “O Principezinho”, a par da Bíblia e de “O Capital”. Em Lyon, há 110 anos, nascia Antoine de Saint-Exupéry.

Luigi Pirandello

«Como podemos nos entender (…), se nas palavras que digo coloco o sentido e o valor das coisas como se encontram dentro de mim; enquanto quem as escuta inevitavelmente as assume com o sentido e o valor que têm para si, do mundo que tem dentro de si?»

Luigi Pirandello

Prémio Nobel da Literatura em 1934, a sua obra influenciou autores como Jean-Paul Sartre, Samuel Beckett, Eugène Ionesco, Jean Genet ou Eugene O’Neill. “Ele Foi Matias Pascal” (1904) e “Um, ninguém e cem mil” (1926), ambos editados em Portugal, são dois dos seus romances mais conhecidos. No dia do 143.º aniversário do seu nascimento, relembramos Luigi Pirandello.

Guimarães Rosa

“O homem nasceu para aprender, aprender tanto quanto a vida lhe permita.”

Citamos João Guimarães Rosa, escritor mineiro, poliglota e cosmopolita, também médico e diplomata, 102 anos após o seu nascimento. Considerado um dos mais importantes autores brasileiros de sempre, “(…) um ícone da língua portuguesa, que inventa o idioma ao mesmo tempo que constrói seus personagens” e “(…) profundo conhecedor da alma humana”.

“A sua obra destaca-se, sobretudo, pelas inovações de linguagem, sendo marcada pela influência de falares populares e regionais. Tudo isso, somando a sua erudição, permitiu a criação de inúmeros vocábulos, a partir de arcaísmos e palavras populares, invenções e intervenções semânticas e sintácticas.”

Guimarães Rosa

Maria Velho da Costa

«Se há na moderna literatura portuguesa uma “obra aberta”, é bem esta de Maria Velho da Costa . (…) Nenhum dos nossos livros contemporâneos redistribui com tanto sucesso as experiências mais criadoras da prosa portuguesa, (…). Exprime-se com contenção e reserva, em parágrafos tensos para melhor explodir a ira informe mas controlável que a habita como herança sua e da longa linhagem que do castro ibérico até ao interior morto da sala burguesa se metamorfoseou em história e natureza.»

(Eduardo Lourenço, in O Canto do Signo)

Maria Velho da Costa

Distinguimos hoje, quando completa 72 anos, esta premiada romancista portuguesa, precursora de um “experimentalismo linguístico que renovou a literatura portuguesa na década de 60”.

Miguel Sousa Tavares

«Ali estavas tu, então, tão nova que parecias irreal, tão feliz que era quase impossível de imaginar. Ali estavas tu, exactamente como te tinha conhecido. E o que era extraordinário é que, olhando-te, dei-me conta de que não tinhas mudado nada, nestes vinte anos: como nunca mais te vi, ficaste assim para sempre, com aquela idade, com aquela felicidade, suspensa, eterna, desde o instante em que te apontei a minha Nikon e tu ficaste exposta, sem defesa, sem segredos, sem dissimulação alguma»

Miguel Sousa Tavares

Jurista, jornalista e escritor, é filho de uma das maiores poetisas de Portugal. Tem vários livros publicados, quase todos de crónicas. Estreou-se no romance com a obra ‘Equador’. O sucesso desta obra foi tão grande que, posteriormente, acabaria por ser lançada a nível internacional (Brasil, Holanda, Alemanha, República Checa, Espanha e América Latina). Actualmente é colunista semanal do jornal Expresso e conduz entrevistas em Sinais de Fogo, na SIC. No dia em que comemora o seu 58.º aniversário, destacamos Miguel Sousa Tavares.

Ernesto Sabato

«Creio que a verdade é perfeita para a matemática, a química, a filosofia, mas não para a vida. Na vida contam mais a ilusão, a imaginação, o desejo, a esperança.»

Ernesto Sabato

Controverso novelista e ensaísta argentino, autor de uma vasta obra que oferece ao seu leitor uma visão ampla sobre o homem, a sociedade, a natureza, a história, a arte e os artistas. Falamos de Ernesto Sabato, no dia em que festeja o seu 99.º aniversário.

Arestas do círculo

 «Nesta folha virginal
 Que é pauta
 Desenho notas
 E melodia
 Que são palavras
 Secretas
 Minhas filhas
 Paridas
 Com toda a labuta
 De um parto
 E o que dele sucede.»

 Ana Ramos

 

A autora Ana Ramos aventura-se assim na sua primeira auto-publicação e através do SitiodoLivro.pt lança a sua primeira obra de poesia “Arestas do Círculo”.

Richard Bach

«A tua única obrigação durante toda a tua existência é seres verdadeiro para contigo próprio.» 

Richard Bach

«É um dos autores mais fascinantes dos últimos tempos. Obras como “Fernão Capelo Gaivota”, “Ilusões” e “Não há Longe, Nem Distância”, verdadeiros hinos à liberdade, à vocação, à descoberta interior, ao amor, fazem parte do seu currículo(…).» Lido pelo mundo inteiro, por adultos e jovens, destacamo-lo, no dia em que celebra o seu 74.º aniversário.

Quatro Águas

Com a publicação deste volume «Quatro Águas», completa-se a trilogia submetida ao tema «A CASA», a qual tinha sido iniciada com o romance «Tempo matinal», seguindo-se, passados alguns anos, «Pedra Angular». O lugar da narrativa é o mesmo. O tempo, o de agora. Mas as personagens mais são que sombras. Imagens esbatidas na memória do narrador. Fantasmas que passeiam pela «CASA». Poeira dos tempos. Cinzas.

Maria do Pilar

Vencedora do Prémio Nacional Revelação em 1971, com o livro “O vento e as raízes”, Maria do Pilar lança o seu último livro “Quatro Águas”, através de uma auto-publicação no SitiodoLivro.pt.

“Quatro Águas” uma obra talvez insólita, talvez enredada, talvez divertida crónica de outros tempos que vem completar a trilogia iniciada há mais de 20 anos.

Erich Maria Remarque

No desespero e no perigo, as pessoas aprendem a acreditar no milagre. De outra forma, não sobreviveriam.

Erich Maria Remarque

Foi um dos mais importantes escritores do séc. XX. Apesar de banido pelos Nazis e de ver os seus livros serem atirados para a fogueira, o seu trabalho viria a ser reconhecido. Toda a sua obra é um grito corajoso e veemente contra a guerra que sofreu na alma e na carne. Relembramos, no 112.º aniversário do seu nascimento, Erich Maria Remarque.

Machado de Assis

Trata de saborear a vida; e fica sabendo, que a pior filosofia é a do choramingas que se deita à margem do rio para o fim de lastimar o curso incessante das águas. O ofício delas é não parar nunca; acomoda-te com a lei, e trata de aproveitá-la.

Machado de Assis

Jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, é tido como o maior nome da literatura brasileira. Harold Bloom considerou-o um dos 100 maiores génios da literatura de todos os tempos, ao lado de clássicos como Dante, Shakespeare e Cervantes. No 171.º aniversário do seu nascimento, relembramos Machado de Assis.

Vikram Seth

Considerado um dos nomes mais representativos da literatura pós-colonial, autor de um monumental romance, traduzido e lido em todo o mundo, relembrámos hoje, no dia do seu 58.º aniversário, este versátil e cosmopolita escritor, mas sempre fiel às suas origens indianas.

Vikram Seth

Salman Rushdie

A verdade é o que a maioria vê como verdade, mas a maioria também pode mudar de opinião ao longo da história.

Salman Rushdie

Citamos um famoso escritor contemporâneo, muito premiado, mas também muito polemizado e até perseguido, que destacamos no dia em que completa 63 anos.

José Saramago (1922 – 2010)

Faleceu hoje, aos 87 anos, o escritor português e prémio Nobel da Literatura em 1998, José Saramago. A cultura Portuguesa fica, assim, mais pobre. Resta-nos dizer, até sempre, Saramago.

Aprendamos, Amor

Aprendamos, amor, com estes montes
Que, tão longe do mar, sabem o jeito
De banhar no azul dos horizontes.

Façamos o que é certo e de direito:
Dos desejos ocultos outras fontes
E desçamos ao mar do nosso leito.

José Saramago

Introdução às Bases de Dados

Apresentamos um livro técnico, em que a aprendizagem é feita com base na compreensão e no raciocínio e não à custa da memorização de conceitos teóricos. As imagens falam por si e a sua interpretação assenta numa clarividência simplificada de conceitos que, se fossem explicados teoricamente, poderiam tornar-se complexos, aos olhos daqueles que os vislumbram pela primeira vez.

Uma obra imprescindível para todos os que profissionais que pretendem iniciar o contacto com as ferramentas de bases de dados, sejam elas instrumentos de modelização da informação ou programas informáticos de bases de dados.

Raul Ressano Garcia, professor que, ao longo de vários anos, contactou directamente com diversas turmas desta disciplina, auto-publica, com base nessa experiência e através do Sítio do Livro, uma obra que tem como objectivo aperfeiçoar o método de ensino deste tema, com o intuito de facilitar e acelerar cada vez mais a compreensão, por parte dos alunos, da lógica do funcionamento de uma base de dados.

Máximo Gorki

O melhor de mim, devo-o aos livros.

Máximo Gorki

De seu verdadeiro nome Alexei Maximovitch Peshkov, é considerado um poderoso ficcionista, aplaudido como o expoente da literatura proletária e celebrizou-se por contar histórias de párias e de vagabundos. Uma das suas obras mais populares é “A Mãe”, onde descreveu o movimento revolucionário russo. O seu espírito subversivo, levou-o a denunciar as injustiças sociais, muitas vezes através dos seus textos, consagrando-o, assim, como um escritor de fama internacional. Falamos de Máximo Gorki, no 74.º aniversário da sua morte.

John Hersey

O seu trabalho mais notável foi ‘Hiroshima’, uma história que escreveu para o The New Yorker, sobre os efeitos da bomba atómica naquela cidade Japonesa. O artigo, que conta a história de seis vítimas do bombardeamento, transformou-se depois num livro. ‘Hiroshima’ tornou-se, assim, a sua obra mais conhecida. No dia em que festejaria o seu 96.º aniversário, relembramos este escritor e jornalista.

John Hersey

Lisboa, Capital da Palavra

FESTIVAL SILÊNCIO!

De 16 a 26 de Junho, os palcos do Musicbox Lisboa, do Instituto Franco-Português, do Goethe-Institut Portugal, do Teatro Maria Matos e do Cinema Nimas, irão receber inúmeros músicos, actores, jornalistas, realizadores e escritores portugueses e estrangeiros, num festival que convida a descobrir talentos emergentes, bem como nomes já consagrados de artistas que trabalham em torno da palavra dita. Lisboa, cidade candidata a Capital Mundial do Livro em 2013 e marcada pelo multilinguismo e pelo multiculturalismo, acolhe uma vez mais este evento internacional que divulga em terras lusas a literatura no seu cruzamento com as diferentes artes e se insere na rota dos grandes festivais literários contemporâneos.

Ursula Rucker


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