Arquivo de Fevereiro, 2011

Carmen Laforet

“Se se é escritor, escreve-se sempre, mesmo que não se queira fazê-lo, mesmo que pretenda escapar a essa duvidosa glória e a esse real sofrimento que se merece por seguir uma vocação.”

Carmen Laforet

Carmen Laforet

Novelista espanhola que ascende à fama com a publicação da novela “Nada”, um romance que revolucionou a literatura e agitou a sociedade espanhola e que é, em 1944, o grande vencedor da primeira nomeação do prémio Nadal.

Oito anos depois, publica “A Ilha e os Demónios”, que vem confirmar o seu talento narrativo, consagrando a autora como uma das mais importantes escritoras espanholas do Século XX.

«A 28 de Fevereiro de 2004, faleceu em Madrid, aos 82 anos, Carmen Laforet, a mulher que renovou a narrativa do pós-guerra com o seu inesquecível romance “Nada”.» (El Mundo).

Quando passam 7 anos da sua morte, relembramos Carmen Laforet.

Bibliografia de Carmen Laforet

Ruy Belo

E tudo era possível

“Na minha juventude antes de ter saído
da casa de meus pais disposto a viajar
eu conhecia já o rebentar do mar
das páginas dos livros que já tinha lido

Chegava o mês de maio era tudo florido
o rolo das manhãs punha-se a circular
e era só ouvir o sonhador falar
da vida como se ela houvesse acontecido

E tudo se passava numa outra vida
e havia para as coisas sempre uma saída
Quando foi isso? Eu próprio não o sei dizer

Só sei que tinha o poder duma criança
entre as coisas e mim havia vizinhança
e tudo era possível era só querer”

(Ruy Belo, in Homem de Palavra[s])

Ruy Belo

Ruy Belo

Destacamos hoje, no 78.º aniversário do seu nascimento, um escritor que viria a consagrar-se como um dos maiores poetas portugueses da segunda metade do século XX, tendo as suas obras sido reeditadas diversas vezes. Doutorado em Direito Canónico em Roma, a sua carreira na administração pública portuguesa foi interrompida, logo no seu início, devido à sua actividade oposicionista ao regime da época, tendo sido vigiado e condicionado.

Foi a sua experiência profissional como responsável editorial que o levou a iniciar-se na escrita poética, deixando-nos livros cuja temática se prende com o religioso e o metafísico, sob a forma de interrogações acerca da existência. Veio a ser condecorado, em 1991, a título póstumo, com o grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada.

Bibliografia de Ruy Belo

Rita Ferro

‎«A escrita não é um ofício lúdico. É solitário, lento, árduo, obsessivo, diria mesmo psicadélico, na propriedade que tem de nos revelar o lado oculto. (…)» (in CARAS)

Rita Ferro

Rita Ferro

Hoje, damos os parabéns a Rita Ferro, pelos seus 56 anos. Filha e neta de escritores notáveis, estudou design e marketing no IADE, escola de que o seu Pai foi fundador, afirmou-se como publicitária, cronista, docente académica ou apresentadora de programas de televisão e consagrou-se finalmente como romancista, logo com o seu primeiro livro “O Nó na Garganta”, um retumbante e revolucionário êxito, precursor de um novo estilo, hoje muito em voga.

Considera-se “endiabrada, provocadora e levemente irresponsável” e, “tendo já transcendido as questões femininas, ou não se esgotando nelas, distingue-se por uma técnica de narração mordaz e cativante, de grande versatilidade, tanto no épico urbano de “Os Filhos da Mãe”, como no realismo fantástico de “O Vento e a Lua”. (in Portal da Literatura)

Publicou também em co-autoria com outras escritoras, como a sua filha, Marta Gautier, ou a sua irmã Mafalda, ou ainda Alice Vieira, Luísa Beltrão ou Rosa Lobato de Faria.

Bibliografia de Rita Ferro

Tennessee Williams

«Há uma hora de partida mesmo quando não há lugar certo para ir.»

Tennessee Williams

Tennessee Williams

Foi um dos mais admiráveis e prolíficos dramaturgos do século XX, conquistando inúmeros prémios, entre eles dois Pulitzer Prize em Drama e um Tony Award em Best Play. Mas é sobretudo recordado como o autor de peças que deram origem a filmes tão inesquecíveis como “Um Eléctrico Chamado Desejo” ou “Gata em Telhado de Zinco Quente.”

“Um Eléctrico Chamado Desejo” é uma obra-prima da dramaturgia do século XX que o estabeleceu como um dos maiores autores americanos. Retrata o confronto entre os valores tradicionais do Sul da América e o materialismo agressivo da América moderna.

Passou por um período bastante difícil, enveredando pelo álcool e pelas drogas, sobretudo após a morte de Merlo, um ex-combatente da Segunda Guerra Mundial, descendente de sicilianos e por quem se apaixonou, e que se arrastou numa agonia causada por um cancro do pulmão. A sua relação com Melro exerceu uma influência pacificadora sobre Williams e foi enquanto durou que o escritor produziu algumas das suas melhores obras.

Residente num hotel de Nova Iorque, sufocou até morrer com a cápsula de um frasco de medicamentos que se alojou acidentalmente na sua garganta. O relatório policial, entretanto, sugeriu que o uso de drogas e de álcool terá contribuido para a sua morte.

Quando passam 28 anos da sua morte, recordamos Tennessee Williams.

Bibliografia de Tennessee Williams

Octavia E. Butler

‎«Cada história que eu escrevo acrescenta-me um pouco, muda-me um pouco, força-me a reavaliar uma atitude ou crença, faz-me investigar e aprender, ajuda-me a compreender as pessoas e a crescer… Cada história que eu crio, cria-me. Eu escrevo para me criar a mim mesma.»

 Octavia E. Butler

Octavia E. Butler

Foi uma inspiração para a nova geração de escritores do último quarto de século. Consagrada pelos seus livros de ficção científica “feminista” e por inserir a questão da diferença e do racismo nas suas histórias, recebeu por duas vezes o célebre Prémio Hugo e também o Prémio Nebula.

Quando passam 5 anos da sua morte, destacamos Octavia E. Butler.

Bibliografia de Octavia E. Butler

José Afonso

«Semeio palavras na música. Não tenho pretensões de dar a estas minhas deambulações pela música popular qualquer outro rótulo. Faço apenas canções. A canção insere-se sempre dentro de um processo. A sua eficácia depende do processo em que se insere. A sua importância depende da vastidão desse processo.»

José Afonso

José Afonso

Foi um notável compositor de música de intervenção, durante um dos mais conturbados períodos da história recente portuguesa. Como compositor, soube conciliar de forma notável a música popular e os temas tradicionais com a palavra de protesto.

Morreu no dia 23 de Fevereiro de 1987, no Hospital de Setúbal. A 18 de Novembro, do mesmo ano, é criada a Associação José Afonso com o objectivo de ajudar a realizar as ideias do compositor e intérprete no campo das Artes.

Muitas das suas músicas continuam a ser gravadas por numerosos artistas portugueses e estrangeiros. Calcula-se que existam actualmente mais de 300 versões de canções suas gravadas por mais de uma centena de intérpretes, o que faz de Zeca Afonso um dos compositores portugueses mais divulgados a nível mundial.

O seu trabalho é reconhecido e apreciado pelo país inteiro e Zeca Afonso, com a sua incidência política que as suas canções ganharam, indiscutivelmente representa uma parte muito importante da cultura poética portuguesa.

Quando passam 24 anos da sua morte, destacamos José Afonso.

Bibliografia de José Afonso

Antonio Machado

O Sonho

Antonio Machado

Antonio Machado

«Era um menino a sonhar
com um cavalo de cartão.
O menino abriu os olhos
e não viu o cavalinho.
Com um cavalinho branco
ele voltou a sonhar;
pelas crinas o prendia…
Assim não te escaparás!
Mal o conseguiu prender,
logo o menino acordou.
Tinha a sua mão fechada.
O cavalinho voou!
O menino ficou sério,
pensando não ser verdade
um cavalinho sonhado.
Já não voltou a sonhar.
E o menino fez-se moço
e o moço teve um amor,
e dizia à sua amada:
Tu és de verdade ou não?
Quando o moço se fez velho
pensava: Tudo é sonhar,
o cavalinho sonhado
e o cavalo de verdade.
E quando chegou a morte,
o velho ao seu coração
perguntava: Tu és sonho?
Quem saberá se acordou!»

(Traduçao de José Bento)

Poeta e prosista nascido em Sevilha, pertenceu ao movimento literário conhecido como “geração de 98″. Provavelmente, ainda é o poeta da sua época mais lido.

Morreu em 1939, refugiado num quarto de hotel, fugindo dos assassinos da polícia política franquista.

Relembramos Antonio Machado, o poeta de «O caminho faz-se caminhando», quando passam 72 anos da sua morte.

Bibliografia de Antonio Machado

Chuck Palahniuk

O Elogio do Vício

“Admiro os viciados. Num mundo em que está toda a gente à espera de uma catástrofe total e aleatória ou de uma doença súbita qualquer, o viciado tem o conforto de saber aquilo que quase de certeza estará à sua espera ao virar da esquina. Adquiriu algum controlo sobre o seu destino final e o vício faz com que a causa da sua morte não seja uma completa surpresa.
De certo modo, ser um viciado é uma coisa bastante proactivista. Um bom vício retira à morte a suposição. Existe mesmo uma coisa que é planear a tua fuga.”

(Chuck Palahniuk, in “Asfixia”)

Chuck Palahniuk

Chuck Palahniuk

Emergiu, em finais dos anos 90, como uma das vozes mais originais do moderno romance norte-americano, um retratista desencantado dos novos anti-heróis. O seu livro “Clube de Combate” veio provar que estava viva toda uma tradição de humor negro e escrita cruel, herdada de autores como Kurt Vonnegut ou Don DeLillo.

Adaptado ao cinema, em 1999, por David Fincher, “Clube de Combate” foi, sem dúvida, a obra que o tornou conhecido e o confirmou como um escritor de culto. Seguiram-se, entre outros, títulos como “Non-Fiction”, “Choke-Asfixia”, “Lullaby” e “Sobrevivente”.

No dia em que celebra o seu 50.º aniversário, destacamos Chuck Palahniuk.

Bibliografia de Chuck Palahniuk

Alan Furst

«Uma pessoa é o que tiver coragem de fingir ser»

(Alan Furst)

Alan Furst

Alan Furst

Destacámos hoje, no dia do seu 70.º aniversário, um escritor consagrado internacionalmente como o mais celebrado autor de romances de espionagem norte-americano. Foi professor universitário de literatura, em França, e depois jornalista da Esquire Magazine e do International Herald Tribune, altura em que viajou bastante pela Europa de Leste.

Os seus livros mais vendidos, best-sellers nos Estados Unidos, são “O Oficial Polaco” e o não menos afamado “O Correspondente”. A forma da sua escrita combina magistralmente a acção com a emoção, pelo que tem sido justamente comparado pela crítica com John le Carré, ou Graham Greene.

Bibliografia de Alan Furst

António Gedeão

Lágrima de preta

António Gedeão

António Gedeão

“Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio. 

(António Gedeão)

Pseudónimo de Rómulo de Carvalho, a sua vida profissional foi dedicada à investigação, à pedagogia e ao ensino das Ciências Físico-Químicas, nos vários liceus por onde passou, desde o Camões (Lisboa), ao D. João III (Coimbra), ou ao Pedro Nunes (Lisboa). “Teve um papel importante na divulgação de temas científicos, colaborando em revistas da especialidade e coordenando obras no campo da história das ciências e das instituições.” Exigente e rigoroso, comunicador por excelência, mas discreto, calmo e algo distante, afirmava assertivamente que “ser Professor tem de ser uma paixão, pode ser uma paixão fria, mas tem de ser uma paixão, uma dedicação.”

Só em 1956, aos 50 anos de idade e após ter participado num concurso de poesia de que tomou conhecimento no jornal, se revela como poeta, mas usando já o seu pseudónimo artístico e deixando no anonimato o professor. A originalidade da sua obra é difícil de catalogar e “as suas fontes de inspiração são heterogéneas e equilibradas de modo único pelo homem que, com rigor científico, nos comunica o sofrimento alheio, ou a constatação da solidão humana, muitas vezes com surpreendente ironia. Alguns dos seus textos poéticos foram aproveitados para músicas de intervenção”, como a inesquecível “Pedra Filosofal”, adoptada como hino à liberdade e ao sonho. (cit. de http://www.astormentas.com/)

Na data do seu 90.º aniversário, foi alvo de uma homenagem nacional, tendo sido condecorado com a Grã-Cruz da Ordem de Sant’Iago da Espada. Perfazem-se hoje 14 anos da sua morte, que deixou saudade em todos quantos o conheceram e assim o homenageamos.

Bibliografia de António Gedeão

Alain Robbe-Grillet

‎”Um livro ou um filme é uma aventura que se contesta e que se destrói, ao mesmo tempo que se elabora. É um jogo permanente, do imaginário.”

(Alain Robbe-Grillet)

Alain Robbe-Grillet

Alain Robbe-Grillet

Através do contacto com Nathalie Serraute e Claude Simon, apaixonou-se pela literatura, tendo sido um dos criadores do movimento nouveau roman dos anos 50, alicerçado na «anti-novela», pois nos seus textos eliminou qualquer premissa psicológica, incidindo a sua escrita sobre uma descrição neutra das formas e dos objectos.

”Entre Dois Tiros”, ”Djinn”, Uma Mancha Vermelha no Pavimento Estragado e ”Les Derniers Jours de Corinth” foram os seus títulos mais significativos. Foi convidado por Alain Resnais para ser o argumentista do filme-culto L’ Année dernière à Marienbad (O Último Ano em Marienbad, 1961) que veio a ser premiado com o Leão de Ouro do Festival de Veneza. (in Infopédia)

Quando passam 3 anos da sua morte, destacamos Alain Robbe-Grillet.

Bibliografia de Alain Robbe-Grillet

Ruth Rendell

Ruth Rendell

Ruth Rendell

Publicou o seu primeiro livro em 1964, com o título “From Doon With Death”. Neste romance, a escritora apresentava o Inspector Reginald Wexford, detective da pequena localidade de Kingsmarkham, personagem que obteve desde o começo grande popularidade. Seguiram-se muitos outros volumes, entre os quais “To Fear A Painted Devil” (1965), “Vanity Dies Hard” (1966) e “Wolf To The Slaughter” (1967).

Durante a década de 80, começou a publicar romances policiais utilizando o pseudónimo Barbara Vine, para exprimir uma sua faceta mais psicológica.

Publicou cerca de meia centena de livros policiais, que a crítica dividiu em três categorias. Uma série dedicada ao Inspector Wexford, uma outra à psicologia patológica e os romances que assinou como Barbara Vine.

Vencedora de vários prémios literários da especialidade, foi nomeada membro vitalício da Câmara dos Lordes do Parlamento Britânico, com o título de baronesa.

No dia em que celebra o seu 81.º aniversário, destacamos Ruth Rendell.

Bibliografia de Ruth Rendell

Retratos dispersos (antologia de contos)

‘Retratos dispersos’ é uma obra que reúne um conjunto de diversos contos, agora recolhidos de forma antológica. Esta obra é, como o próprio título sugere, um largo manancial de retratos, pintando tipos bem característicos da nossa sociedade, com basta ironia e um certo pitoresco, que lhe é conferido pelo viver aldeão, bem sentido pelo autor. Afigura-se, igualmente, como um catálogo de memórias, de reminiscências de antanho, que vão insistentemente pululando por cada parágrafo dos seus textos, trazendo novamente aos nossos olhos a lembrança de um Portugal esquecido.

 

‘Retratos dispersos (antologia de contos)’, uma auto-publicação do autor Diogo Figueiredo P. D. Ferreira, através do SitiodoLivro.pt.

Angela Carter

Angela Carter

Angela Carter

Foi uma escritora inglesa, muito conhecida pela sua literatura pós-feminista e pelo seu realismo mágico, sem falar em trabalhos de ficção científica.

Escritora prolífica, em muitas áreas, do romance ao ensaio, da literatura fantástica à infantil, o seu interesse simultâneo pelo feminismo e pela literatura levou-a a reescrever, pelo ponto de vista feminino, textos de autores como o Marquês de Sade e Baudelaire.

Não se enquadrava nos padrões convencionais da cultura dos países de língua inglesa e procurava conhecer outras culturas e outras línguas. Era fluente em francês e alemão.

Quando passam 19 anos da data da sua morte, relembramos Angela Carter.

Bibliografia de Angela Carter

Brasil, a democracia do crime

‘O que terá em comum o sub-mundo da criminalidade carioca, em sua vertente mais cruel, as magníficas paisagens das encostas vinícolas do rio Douro e a capacidade da arquitectura em moldar o futuro? Ourisbaldo Capputin, é um jovem mulato marginalizado, que cruza o maior dos abismos e faz a intersecção entre estes mundos tão distintos. Em sua aventura, consegue provar que somos sobretudo produtos do meio em que estamos inseridos e que a educação pode mudar o destino marcado de uma vida e até transformar a sociedade de uma maneira impensável naquilo que define entre a diferença fundamental entre “Ver” e “Enxergar”.’ (Ad´so, autor do livro ‘Brasil, a democracia do crime’)

 

“Brasil, a Democracia do crime”, uma auto-publicação de Adelson Gama através do Sítio do Livro, que retrata, de uma maneira simples e ágil, temas complexos como criminalidade violenta, maioridade penal, deformação da personalidade, corrupção e a degradação dos valores morais e éticos no Brasil, tendo como referência a sociedade portuguesa actual.

Sombras… nada mais!

 ‘Era o paraíso! Visto do lado do mar o panorama é maravilhoso: os rochedos em cutelo, fragas vivas, em alcantilados, cortados a pique, até às minúsculas praias, rendilhadas de enseadas. (…) Por toda a parte arbustos, nascidos no vento, fazem-se árvores, aproveitando o orvalho e a geada que ficou da noite. Esconderam-se e erraram nas suas sombras, como noutros tempos os ermitãs e pensadores, homens acossados e animais feridos. Entre as pedras cobertas por musgos e habitando as celas estreitas do Conventinho da Arrábida, santuário alcandorado no meio da encosta virada a sul, (…). Mas, nas noites de temporal, com o vento inclemente e duro, com a chuva impiedosa a entrar pelas árvores, pelos musgos e encharcando a terra, os medos acoitam-se nas fragas. São as noites dos lobos, dos carneiros chacinados e dos foragidos. Em nenhum lugar a noite é mais noite e o negrume mais negro. Quando a madrugada chega e se não há nevoeiro, o sol rompe as trevas e com os seus raios rasantes vai amolecendo a desgraça. Por fim, o mar fica tranquilo.’ (João Sena, autor do livro ‘Sombras… nada mais!’)

Recorrendo aos serviços de apoio à edição disponíveis no SítiodoLivro.pt, ‘Sombras… nada mais!’ é uma auto-publicação de João Sena, com a chancela Vírgula. Só depois de uma carreira militar, o autor se viu confrontado com a arte de contar estórias e, no seu jeito de beirão, transporta-nos através para as páginas do seu último livro!’. Que, como os bons vinhos, aguardou anos até ser publicado…

Diabruras da Rita e do Ricardo

«‘Diabruras da Rita e do Ricardo’ são uma série de peripécias que acontecem a dois irmãos com grande criatividade e forte poder de imaginação. Infelizmente as aventuras em que se metem nem sempre têm um final feliz. Eles arrependem-se mas um pouco tarde. Tenho a certeza que vão divertir-se com as diabruras da Rita e do Ricardo e até, teriam gostado de participar com os manos em algumas das suas aventuras.» (Teresa Cavaco, autora do livro infantil ‘As diabruras da Rita e do Ricardo’)

 

Um livro infantil, escrito e ilustrado por Teresa Cavaco, editado e publicado através do SítiodoLivro.pt. Aventure-se e ‘redescubra’ a criança que existe dentro de si com a Rita e o Ricardo. Partilhe a leitura do livro infantil ‘As diabruras da Rita e do Ricardo’ com as crianças que estão à sua volta!

Elio Vittorini

Elio Vittorini

Elio Vittorini

Sem dúvida um nome incontornável na literatura italiana do século XX, o escritor que destacámos hoje, 45 anos após a sua morte, e que se distinguiu também como tradutor, crítico e editor, “foi como um timoneiro para a sua geração”. Militante anti-fascista, o que lhe valeu uma breve passagem pela prisão, de onde iniciou a sua colaboração na Resistência, como responsável pela imprensa clandestina, foi um dos mais expressivos e atentos animadores do debate cultural do pós-guerra.

Bibliografia de Elio Vittorini

Charles Schulz

“Charlie Brown: Dizem que a força da gravidade é 13% menor do que era há 14,5 bilhões de anos atrás.
Lucy: De quem é a culpa?
Charlie Brown: Culpa? Não há culpa!
Lucy: O que quer você dizer “Não há culpa?” Tem que ser culpa de alguém! Alguém tem de ser culpado! Encontre um bode expiatório!”

“Linus van Pelt: O objectivo da escola é estudar, estudar e estudar; para ir para o segundo grau e estudar, estudar e estudar; para ir para a faculdade e estudar, estudar e estudar; para conseguir um bom emprego, constituir família e ter filhos. Filhos que vão para a escola, para estudar, estudar e estudar…”

“Lucy: Veja de outra maneira, Charlie Brown, nós aprendemos muito mais com as falhas do que com as vitórias.
Charlie Brown: Isso faz de mim a pessoa mais esperta do mundo.”

Charles M. Schulz

Charles M. Schulz

“Charlie Brown”, “Snoopy” e “Lucy”, entre outras, são algumas das famosas personagens dos “Peanuts”, banda desenhada que começou a aparecer em jornais americanos em 1947, inicialmente sob o título “Li’l Folks” e que, desde logo, granjearam grande sucesso, tendo, mais tarde, passado ao cinema, em desenho animado, e que foram dando origem a uma quantidade interminável e muito popular de produtos, de muito diversa natureza, com as simpáticas e cómicas figuras dos “Peanuts” e as suas sempre desconcertantes e irónicas frases.

Celebramos hoje o seu genial criador e autor, 11 anos após a sua morte. Schulz, que em 1996 ganhou uma estrela na “calçada da fama” de Hollywood, decretou, antes de morrer, que a sua obra não poderia ter continuidade, embora, sem dúvida, se tenha imortalizado. David Michaelis, no seu livro “Peanuts and Schulz: A Biography” (Harper Collins, 2007), veio a revelar que muito desta banda desenhada constitui afinal uma espécie de autobiografia do seu criador e as suas personagens estão inspiradas por pessoas do quotidiano de Charles Schulz e algumas das suas sequências são referências a factos da sua vida.

Bibliografia de Charles Schulz

Estruturas intermédias e gestão curricular

 

Este livro destina-se a todos os professores, de qualquer área disciplinar e de qualquer nível de ensino, dado centrar-se na Gestão Curricular realizada por cada professor no exercício das suas funções. Destina-se também aos Órgãos de Gestão, geradores de condições para serem elaborados e executados os diferentes Proje…ctos Curriculares de Turma. Dá-se destaque às Estruturas de Coordenação Educativa e Supervisão Pedagógica que têm a competência de coordenar e supervisionar todas as actividades escolares de modo a promover aprendizagens significativas em todos os actores educativos.

É neste sentido que se apresenta um texto reflexivo sobre o Projecto Curricular de Turma e sua execução no contexto educativo. Pretende-se contribuir para a melhoria significativa da elaboração do PCT e sobretudo da sua execução, tendo em conta o Currículo Nacional e a seu contexto, a multiplicidade de interesses e necessidades dos alunos ao nível do saber-saber, do saber-fazer, do saber-ser e saber-estar. É importante que as Estruturas de Gestão Educativa, professores, pais e alunos trabalhem colaborativamente para melhorarem significativamente a qualidade do Saber.

‘Estruturas intermédias e gestão curricular’, uma auto-publicação da Doutora Maria Casanova, através do SítiodoLivro.pt, com a chancela Vírgula.


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