Arquivo de Dezembro, 2010

Desafios para 2011

Aqui vos deixamos uma sugestão para os vossos muitos desafios de 2011
(via http://www.tickettoanywhere.net/2010/11/2011-challenges.html):

A todos desejamos fantásticas e inolvidáveis leituras ao longo do próximo ano (para além do melhor, em tudo o resto)!

Miguel de Unamuno

“Mais vale o erro em que se crê do que a realidade em que não se crê; pois não é o erro, mas sim a mentira, o que mata a alma.”

ENTROPIA (poema)

E se o próprio tempo
um instante parasse
preso no abismo
da eternidade?

Se Deus adormecesse
e seu dedo horário
na esfera escrevesse
a última verdade?

Se contra o costume
voltasse a torrente
ao gelo, lá no cume
de onde saiu?

Infinito rolo
do tear divino,
fechado botão,
árvore, fruto e flor!

(Miguel de Unamuno)

Miguel de Unamuno

Miguel de Unamuno

Com a célebre frase “Vencereis, mas não convencereis”, este filósofo e escritor basco desafiou o regime franquista quando foi destituído, pela 3.ª vez e sempre por desavença política, do seu cargo de Reitor da Universidade de Salamanca e depois de ter sido deportado e exilado, por duas vezes. Acabou por morrer, pouco tempo depois, em prisão domiciliária.

Foi um “pensador apaixonado pelos problemas de seu tempo e é considerado um dos expoentes da chamada “geração de 98” da inteligência espanhola e precursor do existencialismo no seu país.” Evocamos este autor espanhol, no 74.º aniversário da sua morte.

Rudyard Kipling

Se

Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo o mundo ao redor já a perdeu e te culpa;

De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para estes no entanto achar desculpa;

Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,

Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretencioso;

Se és capaz de pensar – sem que a isso só te atires;
De sonhar – sem fazer dos sonhos teus senhores;

Se encontrando a Derrota e o Triunfo conseguires
tratar da mesma forma a esses dois impostores;

Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste;

E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;

Se és capaz de arriscar numa só parada
Tudo quando ganhaste em toda a tua vida;

E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado tornar ao ponto de partida;

De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.

E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.

E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.

Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.

Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e – o que ainda é muito mais – és um Homem, meu filho!

(Rudyard Kipling, tradução de Guilherme de Almeida)

Rudyard Kipling

Rudyard Kipling

Aqui vos deixamos este famoso poema, para evocar o incontornável e genial autor, considerado o maior “inovador na arte do conto curto”, Nobel da Literatura em 1907, que hoje destacámos, ao cumprirem-se 145 anos do seu nascimento.

Os seus livros para crianças são clássicos da literatura infantil e o seu melhor trabalho dá mostras de um talento narrativo versátil e brilhante. Foi um dos escritores mais populares de Inglaterra, em prosa e poema, no final do século XIX e início do XX. Para Henry James, “Kipling impressiona-me pessoalmente como o mais completo homem de génio (o que difere de inteligência refinada) que eu jamais conheci.”

O torso

‘Ainda mergulhado no torpor matinal, de persianas corridas e pensamentos trancados, ouço ao fundo do corredor o som dos meus pesadelos. Os passos afiados, como uma estocada de um qualquer toureiro espanhol, libertavam no ar toda a fealdade gelada da sua alma e tinham em mim efeitos diversos, bastante distantes da placidez do torpor em que me encontrava…’

(in ‘O torso’, de Ricardo Mendes da Fonseca)

Assim começa a história de um jovem mutilado que se vê privado da sexualidade, vivendo numa casa caiada de conservadorismo, que encerra uma verdade bem mais subversiva. Encontra finalmente o amor num dia chuvoso de funeral. ‘O torso’ é a 1.ª auto-publicação de Ricardo Mendes da Fonseca, recorrendo aos serviços editoriais disponíveis no SitiodoLivro.pt, uma história originada pela frustração laboral que o autor acumulou ao longo dos anos. Através desta obra, o autor quis e conseguiu exprimir as suas emoções e realidades vividas no seu passado.

William Gaddis

“Somos banda desenhada. Somos todos banda desenhada. Vivemos num tempo de banda desenhada. E quanto pior fica, mais banda desenhada nós somos.”
(William Gaddis)
William Gaddis

William Gaddis

Destacámos hoje, no 88.º aniversário do seu nascimento, um autor americano, cuja principal obra, “Agapé Agape”, a sua única traduzida em Portugal, foi já publicada postumamente. Um escritor considerado difícil, obsessivo e complexo, mas genial e que “promete unir-se ao leitor por laços de amor fraterno”. (Rodrigo Martins, in http://orgialiteraria.com).

Susan Sontag

«A inteligência é uma espécie de paladar que nos dá a capacidade de saborear ideias.»

(Susan Sontag)

Susan Sontag

Susan Sontag

“Radical pacifista”, “fanática pela seriedade”, “moralista obsessiva”, “esteta afeiçoada” são alguns dos atributos com que se auto-definia esta escritora, ficcionista, crítica e ensaísta, empenhada activista na defesa dos direitos das mulheres e dos direitos humanos em geral, adversária feroz da política de Bush e “cuja mente voraz e prosa provocante a tornaram uma das mais importantes intelectuais dos últimos 50 anos.”

Hoje, celebrámos esta famosa autora, ao passarem 6 anos da sua morte, vítima de Leucemia.

Hervé Guibert

Hervé Guibert

Hervé Guibert

Autor prolífico, talentoso, complexo, controverso e mesmo escandaloso, a notoriedade da sua escrita foi projectada pelo seu trabalho fotográfico e pelo cinema em que participou como guionista. Foi jornalista e crítico no jornal “Le Monde” e privou com gente famosa das artes francesas. Morreu de SIDA, aos 36 anos, doença que retratou despudoradamente e com atrocidade em toda a sua obra. Completam-se hoje 19 anos.


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