Arquivo de Agosto, 2010

William Saroyan

«O papel da arte é tornar o nosso mundo habitável.»

William Saroyan

Aos 16 anos, resolveu ser escritor. Na época, graças sobretudo à actuação de algumas revistas, o conto tinha-se tornado uma verdadeira mania na América. No início, tentou imitar o estilo das revistas sensacionalistas, mas os seus contos foram rejeitados. Passou então a escrever com espontaneidade, inspirando-se em acontecimentos pessoais, pequenas aventuras vividas no decorrer da sua infância e adolescência.

A fórmula deu certo e, em 1934, com a publicação do volume de contos ”O Ousado Rapaz” recebeu boas críticas. Ganhou o prémio Pulitzer, em 1939, com a peça ”O Tempo da tua Vida”, prémio que recusou, alegando que “a riqueza não tem o direito de patrocinar a arte”.

”A Comédia Humana” (1942) é sem dúvida o seu romance mais famoso e constitui uma das mais tocantes páginas da moderna ficção norte-americana. Destacamos William Saroyan, no 102.º aniversário do seu nascimento.

Naguib Mahfouz

“Você consegue saber se um homem é inteligente pelas suas respostas. Você consegue saber se um homem é sábio pelas suas perguntas.”

Naguib Mahfouz

Foi o primeiro escritor de origem árabe a receber o Prémio Nobel de Literatura, em 1988. Ganhou fama internacional com a “triologia do Cairo”, publicada entre os anos de 1956 e 1957, onde descreve a vida num bairro islâmico no Cairo, existente há mais de mil anos.

Caiu no desagrado dos fundamentalistas islâmicos que, em 1994, enviaram dois assassinos ao seu encontro. Apunhalaram o escritor no pescoço, com uma faca de cozinha, mas falharam o atentado e, capturados, foram ambos condenados à morte no ano seguinte. Recordamos, 4 anos após a sua morte, Naguib Mahfouz.

John Locke

“As acções dos homens são as melhores intérpretes dos seus pensamentos”.

John Locke

Celebra-se hoje o aniversário do nascimento deste pensador inglês, uma das personalidades históricas que mais influenciou a cultura ocidental nos séculos que se lhe seguiram e grande inspirador dos ideais que presidiram às Revoluções Americana e Francesa.

Filósofo, político e, ocasionalmente, médico, Locke, através das suas obras referenciais, “Ensaio acerca do Entendimento Humano” e “Dois Tratados sobre o Governo”, estabeleceu os princípios básicos da ética liberal e da democracia constitucional, sendo também um dos pais do “empirismo”, como teoria do conhecimento. A sua formação médica permitiu-lhe também escrever sobre pedagogia, deixando-nos o livro “Pensamentos sobre a Educação”. É este o autor que hoje destacamos.

Francisco Umbral

“Caim continua a ser a ‘esquerda’ e Abel a ‘direita’. São os agricultores contra os pastores. Abel é o agricultor que cuida muito dos seus frutos e a Bíblia diz que para serem oferecidos ao Senhor; e Caim é o nómada que cruza o mundo. Claro, sempre haverá mais revolução, mais inquietude, mais novidade, mais progresso, num homem errante e aventureiro, que no primeiro burguês, que é Abel.”

(Francisco Umbral)

Francisco Umbral

Decorrem hoje 3 anos da morte de Francisco Umbral, prolífico escritor contemporâneo espanhol, uma das figuras mais relevantes das letras de Espanha das últimas décadas e distinguido com vários prémios literários, entre os quais, o “Cervantes” e o “Príncipe das Astúrias”. Também jornalista e cronista, era dono de uma forte personalidade e escrevia com uma linguagem própria e de grande vitalidade.

Dele se disse que era agressivo, mordaz, paradoxal, antipático, provocador e implacável. Chegou a confessar, numa entrevista, “que não se tinha tornado num assassino porque conseguiu dirigir a sua agressividade para a literatura”. Uma das suas obras mais marcantes é “Mortal e Rosa”, livro em que o escritor exibe a violência da dor sofrida com a morte do seu filho.

Cesare Pavese

Não há homem que consiga deixar uma marca nela.
Todo o passado se dilui num sonho
como uma rua na manhã e só fica ela.
Se não fosse a testa franzida por um momento
pareceria atónita.
As maçãs do rosto têm sempre
um sorriso.
Também não se acumulam os dias
no seu rosto, nem alteram o sorriso leve
que irradia sobre todas as coisas.
Com uma firmeza dura
faz cada coisa como se fosse a primeira;
no entanto vive-a até ao último momento.
O seu corpo
firme abre-se, o olhar recolhido,
a uma voz doce e algo rouca: à voz
dum homem cansado.
E nenhum cansaço a toca.
Quando se lhe olha para a boca, semicerra os olhos
à espera: ninguém se arriscaria.
Muitos homens conhecem o seu ambíguo sorriso
ou a súbita ruga. Se homem existiu
que a soube queixosa, humilhada de amor,
paga dia após dia, ignorando dela
por quem vive hoje.
Caminhando pela rua
sorri sozinha o sorriso mais ambíguo.

Cesare Pavese

Foi um dos mais proeminentes vultos da literatura e crítica literária italiana do pós-guerra e também um dos responsáveis pela introdução em Itália dos grandes escritores americanos. Traduziu Moby Dick, Herman de Melville, entre outros, a dar aulas e a escrever para a revista La Cultura. Aos 42 anos incompletos, em 1950, suicidou-se num quarto de hotel, em Turim, deixando apenas a frase “A todos perdoo e a todos peço perdão” inscrita na primeira página de seu romance Diálogos com Leucó. Falamos de Cesare Pavese, 60 anos após a sua morte.

Truman Capote

«Todas as pessoas têm a disposição de trabalhar criativamente. O que acontece é que a maioria nunca dá por isso.»

Truman Capote

A sua vida foi tão polémica, como grandes foram as suas obras, algumas das quais adaptadas ao cinema. Pai do romance de “não-ficção”, criou assim um novo género literário. Era dotado de uma «língua afiada e provocativa» e ganhou uma imagem de escritor maldito.

Em 1964, publica o seu romance “Breakfast at Tiffany’s “. No ano seguinte, depois de seis anos de minuciosa pesquisa, publica o célebre “A Sangue Frio”, obra que o consagra como um escritor de fama internacional. Falamos de Truman Capote, 26 anos após a sua morte.

Paulo Coelho

«Escreve. Seja uma carta, um diário ou umas notas enquanto falas ao telefone, mas escreve. Procura desnudar a tua alma por escrito, ainda que ninguém leia; ou, o que é pior, que alguém acabe lendo o que não querias. O simples acto de escrever ajuda-nos a organizar o pensamento e a ver com mais clareza o que nos rodeia. Um papel e uma caneta fazem milagres, curam dores, consolidam sonhos, levam e trazem a esperança perdida. As palavras têm poder.»

Paulo Coelho

Antes de se dedicar inteiramente à literatura, trabalhou como director e actor de teatro, compositor e jornalista. Escreveu letras de música para alguns dos nomes mais famosos da musica brasileira, como Elis Regina e Rita Lee. Em 1982, editou ele mesmo o seu primeiro livro, “Arquivos do Inferno”, que não teve qualquer repercussão. ”O Alquimista” foi o livro que o lançou – transformou-se no livro brasileiro mais vendido de todos os tempos – e desde então nunca mais parou de escrever, tornando-se num dos escritores mais vendidos no mundo. As suas obras estão traduzidas em 56 línguas e editadas em mais de 150 países. Falamos de Paulo Coelho, no dia em que comemora o seu 63.º aniversário.

Nelson DeMille

Escritor norte-americano que publicou uma dúzia de romances que se tornaram bestsellers internacionais com vendas superiores a 80 milhões de exemplares. ”A Filha do General”, adaptada ao cinema e que teve como protagonistas da história John Travolta e Madeleine Stowe e ”Lágrimas sobre a a Babilónia” são exemplos do grande sucesso de Nelson DeMille que destacámos, hoje, no dia em que comemora o 67.º aniversário.

Nelson DeMille

Ray Bradbury

“Se não quiser ver uma pessoa politicamente infeliz, não lhe mostre os dois lados de uma questão para o preocupar; dê-lhe apenas um ou, melhor ainda, não lhe dê nenhum.” (Ray Bradbury, in “Fahrenheit 451”)

Ray Bradbury

Faz hoje 90 anos o já mítico e polémico escritor norte-americano Ray Bradbury, autor das celebérrimas obras “Fahrenheit 451” e “Crónicas Marcianas”, que marcaram a literatura de ficção especulativa do século XX.
Em “Fahrenheit 451”, o ponto térmico da combustão do papel, o romance apresenta um futuro, numa sociedade oligárquica, onde todos os livros, considerados subversores da ordem instalada, são proibidos e queimados e o pensamento crítico é suprimido. A obra, que constituía uma crítica ao que Bradbury via como uma sociedade americana crescentemente disfuncional, foi passada ao cinema em 1966, por François Truffaut, com intrepretações de Oskar Werner e Julie Christie.
Ainda recentemente Bradbury voltou a gerar controvérsia numa entrevista ao Los Angeles Times, afirmando que “os Estados Unidos precisam de fazer uma revolução para pôr fim ao poder excessivo do governo” e criticando Obama por ter renunciado ao projecto norte-americano de exploração espacial.

Alexandre O’Neill

Alexandre O'Neill

“Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.”

“(…) A linguagem de O’Neill, a mistura de picardia, ironia e melancolia, um lirismo muito pouco sentimental, e um jogo de aliterações a mostrar o contorcionismo possível das palavras, servem uma poesia de mão cheia, quase sem erros nem desperdícios, cruelmente original, intacta, apesar da mudança dos tempos e dos costumes. O poeta começou a escrever num tempo sem liberdade, um tempo de estupidez de um lado, e de lucidez do outro. (…)” (Clara Ferreira Alves)
Autodidacta e vanguardista, um dos fundadores do movimento surrealista em Portugal, tendência bem marcada na sua obra que, para além de poesia, inclui prosa, crónicas, traduções e antologias, quis ser marinheiro e tornou-se publicitário, como modo de vida profissional. É da sua autoria o famoso lema «Há mar e mar, há ir e voltar». Hoje, fazem 24 anos que morreu.

Howard Phillips Lovecraft

O seu estilo literário era muito distinto e frequentemente imitado por protegidos. Quando da sua morte, já se tinha tornado aquilo que hoje chamaríamos de “figura de culto”. Mas foram necessários vários anos para fazer chegar o homem e a sua obra a uma audiência mais vasta. Hoje, é reconhecido como um dos grandes escritores americanos de ficção fantástica. A sua obra já foi traduzida para mais de 15 línguas e adaptada para cinema, televisão, banda desenhada, jogos e até música. Destacamos Howard Phillips Lovecraft, no 120.º aniversário do seu nascimento.

Howard Phillips Lovecraft

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Frank McCourt

«Scott Fitzgerald disse que não há segundas oportunidades nas vidas dos americanos. Eu provei que ele estava errado.»

Frank McCourt

”As Cinzas de Ângela”, a sua autobiografia, foi considerado pela Times Magazine como o melhor livro de 1996. Valeu-lhe um Pulitzer, a consagração internacional e também a adaptação ao cinema. O livro narra a infância, infância miserável e decadente, dos subúrbios pobres da Irlanda, rodeado de alcoolismo e violência.

«Uma história de vida trágica, mas onde a dignidade, a coragem e a força de vontade vão vencendo as duras vicissitudes de uma vida negra, dando a cada uma dessas vidas, não um significado (ali poucas vidas têm algum sentido e significado), mas um contributo para um conjunto de memórias que tornam este livro num hino à vida, à coragem e ao próprio povo irlandês. Recordamos Frank McCourt, no dia em que comemoraria o seu 80.º aniversário.

Honoré de Balzac

«Estamos habituados a julgar os outros por nós próprios, e se os absolvemos complacentemente dos nossos defeitos, condenamo-los com severidade por não terem as nossas qualidades.»

Honoré de Balzac

Aos vinte anos dedicar-se à literatura. Como escritor de ”Cromwell” (1819) e outras trágicas peças não foi além de um insucesso absoluto. Associa-se a um livreiro e torna-se impressor, mas em 1828 acaba por arruinar a família e volta novamente à escrita. As histórias que contava eram, na sua maior parte, estudos psicológicos baseados em conflitos entre pais e filhos. Era um escritor que observava muito detalhadamente a fachada social e, como cientista, deve muito ao positivismo de Comte. Escreve o que pensa da sociedade, mas de um modo desapaixonado.

Os seus romances são inigualáveis, quer na vitalidade e na diversidade narrativas, quer no interesse obsessivo pelas várias vertentes da vida, o contraste entre os hábitos e costumes da cidade e da província, a indústria, o comércio, a arte, a literatura, a cultura, a intriga política, o amor romântico, os escândalos na aristocracia e na alta burguesia. A maioria destes assuntos estavam ainda por explorar na ficção francesa. Falamos de Honoré de Balzac, aos 160 anos da sua morte.

V. S. Naipaul

Escritor britânico de ascendência indiana, galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 2001. É actualmente um dos escritores mais conceituados das letras inglesas, autor de romances, ensaios e livros de viagem, onde, com aguda perspicácia, muitas vezes com ironia, aborda temas variados, desde a sua infância na ilha de Trinidad, às viagens, à alienação e às dificuldades do mundo de hoje.

Quando a sua biografia intitulada ”O Mundo É o Que É” saiu no Reino Unido, gerou-se uma enorme polémica, com os críticos a acusarem-no de ser um monstro moral. Provocatório, confessa-se totalmente indiferente do que as pessoas possam pensar de si. E acrescenta que só lhe interessa mesmo a literatura. No dia em que comemora o seu 78.º aniversário, o Sítio do Livro destaca V. S. Naipaul.

V. S. Naipaul

Charles Bukowski

O Coração que Ri
«A tua vida é a tua vida
Não a deixes ser dividida em submissão fria.
Está atento
Há outros caminhos,
Há uma luz algures.
Pode não ser muita luz mas vence a escuridão.
Está atento.
Os deuses oferecer-te-ão hipóteses.
Conhece-las.
Agarra-las.
Não podes vencer a morte mas
podes vencer a morte em vida, às vezes.
E quanto mais o aprendes a fazê-lo,
mais luz haverá.
A tua vida é a tua vida.
Memoriza-o enquanto a tens.
És magnífico.
Os deuses esperam por se deliciarem
em ti.»

Charles Bukowski

É um dos escritores contemporâneos mais conhecidos dos EUA. É o paradigma do poeta decadente e aventureiro, com especial queda para o álcool e para as mulheres. Apesar de ter estudos superiores em literatura e jornalismo, trabalhou como motorista e funcionário dos Correios. Em 1970, passou a dedicar-se à escrita a tempo inteiro. Publicou, em vida, mais de 45 livros de prosa e poesia. Morreu em 1994, com 73 anos. Falamos de Charles Bukowski, no dia em que comemoraria o seu 90.º aniversário.

Inês Pedrosa

“O que me move a escrever um livro não é o que sei sobre essa realidade, é o que quero saber sobre ela.”

“(…) quase recusou dirigir a Casa Fernando Pessoa, porque a última coisa que queria era um emprego. Hoje, Inês Pedrosa (…) nem imagina viver só dos livros e bate-se por despolitizar a Casa. Detestava ser vista como a filha trabalhadora e sempre foi namoradeira. Boémia também, mas só até ser mãe.”

(in entrevista ao Jornal i, em 29 de Abril de 2010)

Inês Pedrosa

Destacámos hoje, quando festeja 48 anos, esta jornalista e escritora e já “coleccionadora” de vários prémios de jornalismo e literatura, mas também muito polemizada pela crítica.

Danielle Steel

É a grande senhora do romance, dona de um estilo inconfundível e a preferida por legiões de leitores em dezenas de países. Os seus livros já venderam mais de 560 milhões de exemplares em todo o mundo. Nos seus romances, as figuras femininas são o centro da atenção. Na maioria das vezes, são fortes, “glamourosas”, têm de fazer opções cruciais na vida e passam por muitos desafios para alcançar os seus objectivos.

Considerada um fenómeno, Steel lança livros que alcançam regularmente a lista dos best-sellers. Apesar de rejeitada pela crítica, os fãs de Steel continuam a acolher muito bem os seus romances e vinte e um deles já foram convertidos ao cinema. Hoje, quando perfaz 63 anos, destacamos esta autora.

Danielle Steel

H. G. Wells

«A história do homem torna-se, cada vez mais, uma corrida entre a educação e a catástrofe.»

H. G. Wells

É considerado um dos pioneiros da ficção científica. A sua obra revela fé no progresso técnico. Destacam-se, de entre os numerosos livros que publicou, ”A Máquina do Tempo”, ”A Ilha do Doutor Moreau” e ”A Guerra dos Mundos”. Falamos de H. G. Wells, no 64.º ano da sua morte.

Miguel Torga

«Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria…
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.»

Miguel Torga

O seu verdadeiro nome é Adolfo Correia Rocha, no entanto, adoptou um pseudónimo, por influência de dois grandes escritores espanhóis Miguel de Cervantes e Miguel de Unamuno, e com o qual sempre assinou as suas obras. Considerado uma das mais marcantes figuras da literatura portuguesa do século XX, a sua obra abarca géneros como a poesia, o romance, o conto, o ensaio, as conferências e, sobretudo, o memorialismo e a diarística, assumindo, de forma superior, um papel relevante na cultura portuguesa.
Várias vezes premiado, nacional e internacionalmente, foram-lhe atribuídos, entre outros, o prémio Diário de Notícias (1969), o Prémio Internacional de Poesia (1977), o Prémio Montaigne (1981), o Prémio Camões (1989), o Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (1992) e o Prémio da Crítica, consagrando a sua obra (1993). Evocamos, no 103.º aniversário do seu nascimento, Miguel Torga.

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