Arquivo de Dezembro, 2011

Excelente Ano Novo!

A todos os nossos clientes, amigos, fãs e parceiros, desejamos tudo do melhor para o Novo Ano.

Nicholas Sparks

“Sem amor não temos nada. Todas as emoções positivas têm origem no amor e todas as emoções negativas têm origem no medo.”

Nicholas Sparks

Nicholas Sparks

Tornou-se campeão de permanência nos tops de vendas mas, quando jovem, sonhava ser campeão de atletismo, do que teve que abdicar devido a um grave acidente, durante cuja recuperação escreveu o seu primeiro romance, nunca publicado.

Trabalhou em diversas actividades até que, quando era delegado de propaganda médica, uma agente literária descobriu o manuscrito do que viria a ser o seu primeiro livro publicado, “The Notebook”, (“O Diário da Nossa Paixão”) que, de imediato, se converteu num enorme êxito, mantendo-se durante 56 semanas consecutivas nos tops americanos.

Desde então, sucederam-se os best-sellers, dos quais 6 foram adaptados ao cinema, sempre protagonizados por actores famosos e que fizeram deste escritor o “golden boy” da ficção comercial americana e um autor consagrado mundialmente pelo público.

Católico fervoroso, contribui generosamente como filantropo para várias instituições de caridade, humanitárias e culturais, atribuindo também bolsas académicas. Damos-lhe hoje os parabéns pelos seus 46 anos.

Bibliografia de Nicholas Sparks

Paul Bowles

CENA IX

“Aqui está a matéria. Ainda não te desossaram.
Aqui está a cascata e o grilo.
Mexe um dedo. Grita. Faz um esgar –
A pesada respiração da terra contém o desespero.

Aqui estão as bocas fechadas na sua mudez, os ossos insensíveis.
Inveja as árvores com a sua dor, decepa os anos que hão-de vir.
Destrói a águia do vale, afoga o grito do clarim –
A mente transformou-se em escorpião e vive entre as pedras.

Tudo o que a vontade quer são as tesouras e a esponja,
A coroa de úlceras, a imunidade.
Uma voz estrangeira sussurra nos quartos
E interminável é o penetrante garrote do sol.”

[in Poemas, de Paul Bowles, selecção e tradução de José Agostinho Baptista,
Assírio & Alvim, 2008]

Paul Bowles

Paul Bowles

Criador artístico talentoso e multi-facetado, como romancista, poeta, tradutor e músico, a sua residência em Tânger (Marrocos), onde viveu os últimos 52 anos da sua vida e era conhecido por “l’écrivain américain”, tornou-se pólo de atracção da geração Beat, incluindo Allen Ginsberg ou William S. Burroughs e também de vultos da literatura norte-americana, como Truman Capote, Tennessee Williams ou Gore Vidal, devido ao ambiente informal e indulgente que aí reinava. No seu hall da entrada, amontoavam-se permanentemente as malas dos hóspedes que o visitavam, em busca da sua personalidade cosmopolita, excêntrica e inconformista.

O livro que o tornou famoso, “The sheltering sky” (“O Céu que nos Protege”), convertido ao cinema por Bernardo Bertolucci, sob o título “Um Chá no Deserto” e em que pretendeu estabelecer a célebre diferença entre turista e viajante, reflecte, como de resto toda a sua obra ficcional, o absurdo do mundo moderno, da sua crueza e da corrupção.

Foi um viajante constante, por geografias exóticas e distantes, sempre com uma curiosidade insaciável e cujas experiências verteria nas suas obras, tanto literárias, como musicais. Passam hoje 101 anos do seu nascimento e por isso o evocamos.

Bibliografia de Paul Bowles

Alves Redol

“Não é difícil entender-se o que escrevo e porque escrevo. E também para quem escrevo. Daí o apontarem-me como um escritor comprometido. Nunca o neguei; é verdade. Mas também é verdade que todos os escritores o são.”

(do livro “FANGA“)

Alves Redol

Alves Redol

Celebra-se hoje o centenário do nascimento da figura maior da literatura neo-realista portuguesa, como romancista, dramaturgo e também ensaísta. Natural de Vila Franca de Xira, iniciou a sua vida profissional de forma errática, desempenhando diversas actividades, primeiro em Angola, onde conheceu a miséria e depois em Lisboa, acabando por aderir ao Partido Comunista e militar na resistência ao regime do Estado Novo, usando a sua escrita como forma de intervenção social e política. Foi vigiado e perseguido e chegou mesmo a ser detido por duas vezes, em 1944 e em 1961.

O seu estilo simples e romanesco valeu-lhe o êxito junto do grande público, mas o ataque impiedoso da crítica, o que o escritor corroborava pela despretensão e modéstia literárias que explicitamente assumia. Autor de uma vasta obra, começou a publicar muito jovem, ainda com 15 anos e, para além de conferências e artigos em jornais, escreveu romances, contos, peças de teatro e estudos de etnografia, tomando como motivos centrais os dramas humanos vividos na sociedade ribatejana e também na região duriense.

A ele se referiu Matilde Rosa Araújo dizendo: “Se me puder lembrar objectivamente de Redol, para além da memória que contorna a saudade de um amigo autêntico, terei a imagem de uma beleza exterior consonante com a interior, um destes recortes de vida que não se esquecem mais – não pelo pormenor, mas pelo todo que não se dissocia na força que dele emana.”

Nesta data, não poderíamos deixar de destacar este protagonista ímpar da literatura Portuguesa.

Bibliografia de Alves Redol

Vítor Serrão

“A arte é tão importante que pode legitimar as mais horríveis ideologias”

(in entrevista a Kulturiart)

Vítor Serrão

Vítor Serrão

Filho do também historiador Veríssimo Serrão, é um dos principais investigadores e especialistas portugueses em História da Arte, professor catedrático da Universidade de Lisboa e membro das Academias Nacional de Belas-Artes e Portuguesa da História. Foi agraciado, em 2008, pelo Presidente da República, com a Comenda da Ordem de Santiago da Espada e deve-se-lhe, entre outros cometimentos, o lançamento da revista Artis e a criação do Mestrado em Estudos do Património.

A sua obra é reconhecida internacionalmente e está centrada no estudo da arte portuguesa do Renascimento, do Maneirismo e do Barroco.

Destacámos este insigne académico, no dia em que perfaz 59 anos.

Bibliografia de Vítor Serrão

Alberto Pimenta

«o carrinho dos uísques
e das revistas
a dizer coisas…
quem o empurra
é o cônjuge periódico

diz que a marca dos uísques
é sobretudo uma questão
de agradar ao olho.

se o papel fosse mais macio
podia-se
dizer o mesmo das revistas.»

Alberto Pimenta

Alberto Pimenta

Para melhor marcar simbolicamente o conteúdo satírico e insurrecto da sua obra, protagonizou eventos insólitos e desconcertantes, como quando, em Julho de 1977, se encerrou numa jaula de macacos no Jardim Zoológico de Lisboa ou, em Maio de 1991, se expôs para venda à porta da Igreja dos Mártires ou ainda, em Junho do mesmo ano, queimou publicamente o seu ensaio “O Silêncio dos Poetas”, entre vários outros episódios.

Esteve longamente auto-exilado por oposição política ao regime do Estado Novo, desde que foi demitido, em 1963, do seu cargo de leitor de Português na Universidade de Heidelberg, mas aí se manteve até 1977, quando finalmente regressou a Portugal.

Licenciado em Filologia Germânica na Universidade de Coimbra, desenvolveu uma intensa actividade literária relacionada com os movimentos experimentalistas, como poeta, narrador, dramaturgo, crítico e ensaísta e os seus textos, por vezes publicados numa configuração gráfica original, assumem um sentido polémico e vanguardista, como os seus próprios títulos podem evidenciar.

Dos seus livros mais notórios, apontamos “Discurso sobre o filho-da-puta” (1977), obra inclassificável que se avizinha do ensaio, “O silêncio dos poetas” (1978), um estudo sobre a poesia concreta e visual ou, “Ainda há muito para fazer” (1998), um longo poema que parodia os discursos publicitários e da internet.

Na data em que festeja os seus 74 anos, destacamos Alberto Pimenta.

Bibliografia de Alberto Pimenta

Boas Festas a todos! (by The Voca People)

(Com o nosso devido agradecimento aos The Voca People)

Nota: para quem não os conhece, os The Voca People são um conjunto de vocalistas israelitas e toda a sua música resulta apenas das suas vozes. Actuaram este ano em Lisboa, no Casino de Lisboa. Se voltarem, não os percam.


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