Arquivo de Dezembro, 2011

Excelente Ano Novo!

A todos os nossos clientes, amigos, fãs e parceiros, desejamos tudo do melhor para o Novo Ano.

Nicholas Sparks

“Sem amor não temos nada. Todas as emoções positivas têm origem no amor e todas as emoções negativas têm origem no medo.”

Nicholas Sparks

Nicholas Sparks

Tornou-se campeão de permanência nos tops de vendas mas, quando jovem, sonhava ser campeão de atletismo, do que teve que abdicar devido a um grave acidente, durante cuja recuperação escreveu o seu primeiro romance, nunca publicado.

Trabalhou em diversas actividades até que, quando era delegado de propaganda médica, uma agente literária descobriu o manuscrito do que viria a ser o seu primeiro livro publicado, “The Notebook”, (“O Diário da Nossa Paixão”) que, de imediato, se converteu num enorme êxito, mantendo-se durante 56 semanas consecutivas nos tops americanos.

Desde então, sucederam-se os best-sellers, dos quais 6 foram adaptados ao cinema, sempre protagonizados por actores famosos e que fizeram deste escritor o “golden boy” da ficção comercial americana e um autor consagrado mundialmente pelo público.

Católico fervoroso, contribui generosamente como filantropo para várias instituições de caridade, humanitárias e culturais, atribuindo também bolsas académicas. Damos-lhe hoje os parabéns pelos seus 46 anos.

Bibliografia de Nicholas Sparks

Paul Bowles

CENA IX

“Aqui está a matéria. Ainda não te desossaram.
Aqui está a cascata e o grilo.
Mexe um dedo. Grita. Faz um esgar –
A pesada respiração da terra contém o desespero.

Aqui estão as bocas fechadas na sua mudez, os ossos insensíveis.
Inveja as árvores com a sua dor, decepa os anos que hão-de vir.
Destrói a águia do vale, afoga o grito do clarim –
A mente transformou-se em escorpião e vive entre as pedras.

Tudo o que a vontade quer são as tesouras e a esponja,
A coroa de úlceras, a imunidade.
Uma voz estrangeira sussurra nos quartos
E interminável é o penetrante garrote do sol.”

[in Poemas, de Paul Bowles, selecção e tradução de José Agostinho Baptista,
Assírio & Alvim, 2008]

Paul Bowles

Paul Bowles

Criador artístico talentoso e multi-facetado, como romancista, poeta, tradutor e músico, a sua residência em Tânger (Marrocos), onde viveu os últimos 52 anos da sua vida e era conhecido por “l’écrivain américain”, tornou-se pólo de atracção da geração Beat, incluindo Allen Ginsberg ou William S. Burroughs e também de vultos da literatura norte-americana, como Truman Capote, Tennessee Williams ou Gore Vidal, devido ao ambiente informal e indulgente que aí reinava. No seu hall da entrada, amontoavam-se permanentemente as malas dos hóspedes que o visitavam, em busca da sua personalidade cosmopolita, excêntrica e inconformista.

O livro que o tornou famoso, “The sheltering sky” (“O Céu que nos Protege”), convertido ao cinema por Bernardo Bertolucci, sob o título “Um Chá no Deserto” e em que pretendeu estabelecer a célebre diferença entre turista e viajante, reflecte, como de resto toda a sua obra ficcional, o absurdo do mundo moderno, da sua crueza e da corrupção.

Foi um viajante constante, por geografias exóticas e distantes, sempre com uma curiosidade insaciável e cujas experiências verteria nas suas obras, tanto literárias, como musicais. Passam hoje 101 anos do seu nascimento e por isso o evocamos.

Bibliografia de Paul Bowles

Alves Redol

“Não é difícil entender-se o que escrevo e porque escrevo. E também para quem escrevo. Daí o apontarem-me como um escritor comprometido. Nunca o neguei; é verdade. Mas também é verdade que todos os escritores o são.”

(do livro “FANGA“)

Alves Redol

Alves Redol

Celebra-se hoje o centenário do nascimento da figura maior da literatura neo-realista portuguesa, como romancista, dramaturgo e também ensaísta. Natural de Vila Franca de Xira, iniciou a sua vida profissional de forma errática, desempenhando diversas actividades, primeiro em Angola, onde conheceu a miséria e depois em Lisboa, acabando por aderir ao Partido Comunista e militar na resistência ao regime do Estado Novo, usando a sua escrita como forma de intervenção social e política. Foi vigiado e perseguido e chegou mesmo a ser detido por duas vezes, em 1944 e em 1961.

O seu estilo simples e romanesco valeu-lhe o êxito junto do grande público, mas o ataque impiedoso da crítica, o que o escritor corroborava pela despretensão e modéstia literárias que explicitamente assumia. Autor de uma vasta obra, começou a publicar muito jovem, ainda com 15 anos e, para além de conferências e artigos em jornais, escreveu romances, contos, peças de teatro e estudos de etnografia, tomando como motivos centrais os dramas humanos vividos na sociedade ribatejana e também na região duriense.

A ele se referiu Matilde Rosa Araújo dizendo: “Se me puder lembrar objectivamente de Redol, para além da memória que contorna a saudade de um amigo autêntico, terei a imagem de uma beleza exterior consonante com a interior, um destes recortes de vida que não se esquecem mais – não pelo pormenor, mas pelo todo que não se dissocia na força que dele emana.”

Nesta data, não poderíamos deixar de destacar este protagonista ímpar da literatura Portuguesa.

Bibliografia de Alves Redol

Vítor Serrão

“A arte é tão importante que pode legitimar as mais horríveis ideologias”

(in entrevista a Kulturiart)

Vítor Serrão

Vítor Serrão

Filho do também historiador Veríssimo Serrão, é um dos principais investigadores e especialistas portugueses em História da Arte, professor catedrático da Universidade de Lisboa e membro das Academias Nacional de Belas-Artes e Portuguesa da História. Foi agraciado, em 2008, pelo Presidente da República, com a Comenda da Ordem de Santiago da Espada e deve-se-lhe, entre outros cometimentos, o lançamento da revista Artis e a criação do Mestrado em Estudos do Património.

A sua obra é reconhecida internacionalmente e está centrada no estudo da arte portuguesa do Renascimento, do Maneirismo e do Barroco.

Destacámos este insigne académico, no dia em que perfaz 59 anos.

Bibliografia de Vítor Serrão

Alberto Pimenta

«o carrinho dos uísques
e das revistas
a dizer coisas…
quem o empurra
é o cônjuge periódico

diz que a marca dos uísques
é sobretudo uma questão
de agradar ao olho.

se o papel fosse mais macio
podia-se
dizer o mesmo das revistas.»

Alberto Pimenta

Alberto Pimenta

Para melhor marcar simbolicamente o conteúdo satírico e insurrecto da sua obra, protagonizou eventos insólitos e desconcertantes, como quando, em Julho de 1977, se encerrou numa jaula de macacos no Jardim Zoológico de Lisboa ou, em Maio de 1991, se expôs para venda à porta da Igreja dos Mártires ou ainda, em Junho do mesmo ano, queimou publicamente o seu ensaio “O Silêncio dos Poetas”, entre vários outros episódios.

Esteve longamente auto-exilado por oposição política ao regime do Estado Novo, desde que foi demitido, em 1963, do seu cargo de leitor de Português na Universidade de Heidelberg, mas aí se manteve até 1977, quando finalmente regressou a Portugal.

Licenciado em Filologia Germânica na Universidade de Coimbra, desenvolveu uma intensa actividade literária relacionada com os movimentos experimentalistas, como poeta, narrador, dramaturgo, crítico e ensaísta e os seus textos, por vezes publicados numa configuração gráfica original, assumem um sentido polémico e vanguardista, como os seus próprios títulos podem evidenciar.

Dos seus livros mais notórios, apontamos “Discurso sobre o filho-da-puta” (1977), obra inclassificável que se avizinha do ensaio, “O silêncio dos poetas” (1978), um estudo sobre a poesia concreta e visual ou, “Ainda há muito para fazer” (1998), um longo poema que parodia os discursos publicitários e da internet.

Na data em que festeja os seus 74 anos, destacamos Alberto Pimenta.

Bibliografia de Alberto Pimenta

Boas Festas a todos! (by The Voca People)

(Com o nosso devido agradecimento aos The Voca People)

Nota: para quem não os conhece, os The Voca People são um conjunto de vocalistas israelitas e toda a sua música resulta apenas das suas vozes. Actuaram este ano em Lisboa, no Casino de Lisboa. Se voltarem, não os percam.

Manuel Lopes

Manuel Lopes

Manuel Lopes

A sua obra estende-se pelo romance, conto, ensaio e poesia. Recebeu por duas vezes o Prémio Fernão Mendes Pinto, pelas suas obras “Chuva Braba” e “Galo Cantou na Baía“. Recebebeu também o Prémio Meio Milénio do Achamento das Ilhas de Cabo Verde, pelo seu livro “Os Flagelalos do Vento do Leste“, obra esta que viria a ser adaptada, posteriormente, ao cinema.

É um dos escritores mais conhecidos de Cabo Verde, tendo colaborado com escritos seus em diversas publicações, nomeadamente, Claridade, Atlântico, Notícias de Cabo Verde, Renascimento, entre outras. Foi co-fundador da revista Claridade, em 1936. Encontra-se também representado em diversas antologias.

Passou por Coimbra, onde estudou, pela Ilha do Faial, nos Açores, onde viveu até se fixar em Lisboa, a partir dos anos 60, onde acaba por falecer em 25 de Janeiro de 2005.

Destacamos, hoje, Manuel Lopes quando, passam 104 anos do seu nascimento.

Bibliografia de Manuel Lopes

Boas Festas

Com estas sugestivas imagens de uma árvore de Natal constituída por 1.600 livros, feita pelos colaboradores da Biblioteca da Universidade Warmia and Mazury, em Olsztyn (Polónia), desejamos a todos os nossos clientes, amigos, fãs e parceiros
Boas Festas.

(v. mais imagens e slideshow em http://www.flickr.com/photos/pulowerek/sets/72157628301308289/)

Heinrich Böll

“A poesia é a impressão de estar sempre em contacto com a morte.”

Heinrich Böll

Heinrich Böll

Ganhou, em 1967, o prémio Buchner, que é a maior honra literária da Alemanha. Durante a sua vida, publicou 8 romances, vários contos, sátiras brilhantes, peças radiofónicas e duas peças de teatro e, em 1972, foi laureado com o Nobel da Literatura.

Por ter sido o principal intelectual envolvido nos debates acerca do terrorismo e da guerra do estado contra este, a sua figura estava tão estabelecida no seio da comunidade alemã que, em 1970, uma sondagem concluiu que era reconhecido por 89% da população alemã.

Antes da sua morte, o seu trabalho foi traduzido para mais de 30 línguas. Permanece como um dos autores alemães mais notórios e, em 2010, foi publicada uma edição de 17 volumes contendo a reprodução integral da sua obra.

Infelizmente, alguns dos seus originais perderam-se em 2009, quando do colapso do Arquivo Municipal de Colónia.

Falamos de Heinrich Böll, que faria hoje 94 anos.

Bibliografia de Heinrich Böll

Sandra Cisneros

«Eu digo sempre às pessoas que me tornei numa escritora, não porque fui à escola, mas porque a minha mãe me levou à biblioteca (…)»

Sandra Cisneros

Sandra Cisneros

Romancista, contista, ensaísta e poetisa americana, é uma das primeiras escritoras hispânico-americanas que atingiu sucesso comercial. É laureada por académicos e críticos literários pelos seus trabalhos que ajudaram a trazer a perspectiva de mulheres de origem mexicana-americana para a literatura feminina de massas.

Apercebendo-se que as suas experiências enquanto mulher latina eram únicas e diferentes da cultura americana dominante, decidiu escrever acerca dos conflitos que a afectaram durante o seu crescimento, como sentimentos de alienação e degradação social infligida pela pobreza.

Era a única menina de sete irmãos e as tentativas dos seus irmãos de a fazer assumir um papel feminino tradicional reflectem-se nas correntes feministas da sua escrita, glorificando heroínas que sonham com independência económica e em que celebra a sexualidade “matreira” das mulheres.

O melhor exemplo de como a sua escrita fala das experiências dos marginalizados pela sociedade americana é a obra “A Casa na Rua das Mangas“. Nesta obra amplamente aclamada pelos críticos, professores, adultos e adolescentes, Cisneros introduz os leitores a Esperanza, uma pobre adolescente latina que anseia por um quarto só dela e uma casa de que ela se possa orgulhar. Apesar de Cisneros se destacar principalmente pelo seu trabalho na ficção, a sua poesia também atraiu alguma atenção.

Falamos de Sandra Cisneros, quando festeja hoje o seu 57.º aniversário.

Bibliografia de Sandra Cisneros

Italo Svevo

«Uma das grandes dificuldades da vida é adivinhar qual é o desejo de uma mulher.»

Italo Svevo

Italo Svevo

Teve aulas de inglês com o escritor James Joyce, de quem se fez amigo e que o encorajou a escrever. Em 1923, publicou “A Consciência de Zeno”, livro que saiu sem maior repercussão, tal como os seus dois anteriores, até Joyce passar o romance a dois críticos franceses (Valéry Larbaud e Benjamin Cremieux), que promoveram a sua publicação em França e finalmente tornaram Svevo famoso.

Não é considerado um autor clássico da sua época, uma vez que escreveu romances introspectivos, baseados na psicanálise, quando a Europa ainda estava imersa na atmosfera positivista do romance do século XIX.

Em Portugal, existem traduzidos três dos seus livros mais emblemáticos, “A Consciência de Zeno“, “Curta Viagem Sentimental” e “Últimos Cigarros“. Falamos de Italo Svevo, quando passam 150 anos do seu nascimento.

Bibliografia de Italo Svevo

Onésimo Teotónio de Almeida

“Gosto de humor em qualquer situação. É uma óptima ferramenta para sublinhar uma ideia, torna-a mais interessante. Quanto à ironia, é sempre preferível ao sarcasmo porque pede mais distância. O sarcástico é muito envolvido e emotivo, com fúria e raiva. […]”

(in entrevista ao jornal i)

Onésimo Teotónio de Almeida

Onésimo Teotónio de Almeida

Açoriano de origem, mas radicado nos E.U.A. desde há quase 40 anos, onde se estabeleceu como professor universitário de língua e cultura portuguesa, prima sempre pelo humor, quer na conversa, quer na escrita. Cronista regular em alguns periódicos portugueses de referência, é um dos grandes pensadores e prosadores dos nossos dias e autor de uma obra composta por mais de uma centena de ensaios e textos publicados em Portugal, E.U.A, Brasil, França e Inglaterra.

O seu último livro, “Onésimo, Português sem Filtro”, nas suas próprias palavras, trata sobre “Portugal, os portugueses, a América, os americanos, os luso-americanos e os Açores, […] o quotidiano dos mundos que habita, das personagens que encontrou, […] e pretende animar os ainda com fôlego e capacidade de resistência, […]” no meio “do cinzento e do pessimismo nacional.”

Destacamos este autor no dia em que festeja 65 anos.

Bibliografia de Onésimo Teotónio de Almeida

Alphonse Daudet

“Atingir a dúvida da dúvida é o começo da certeza.”

(Alphonse Daudet)

Alphonse Daudet

Alphonse Daudet

Autor de uma obra variada e satírica, num estilo cristalino e brilhante, deixando transparecer sentimentos de paixões recalcadas e retirando as suas personagens da vida parisiense, criou o héroi Tartarin, o personagem alegre e gabarola das novelas “Tartarin de Tarascon” e “Tartarin sur les Alpes”.

Escreveu várias composições poéticas em provençal, idioma falado no Languedoc, onde nasceu e foi criado e alcançou o sucesso ao publicar “Lettres de mon moulin”, em 1869, depois de ter migrado para Paris, com a ajuda do irmão, também escritor e onde iniciou a sua vida literária. Recordamos hoje este escritor francês do Século XIX, quando passam 114 anos da sua morte.

Bibliografia de Alphonse Daudet

Eduardo Lourenço é o 25.º premiado com o Prémio Pessoa

Segundo o Júri do prémio hoje atribuído, “num momento crítico da História e da sociedade portuguesa, torna-se imperioso e urgente prestar reconhecimento ao exemplo de uma personalidade intelectual, cultural, ética e cívica que marcou o século XX português”, […] e “homenagear ainda a generosidade e a modéstia desta sabedoria, que tendo deixado uma marca universal nos Estudos Portugueses e nos Estudos Pessoanos, nunca desdenhou a heteredoxia nem as grandes questões do nosso tempo e da nossa identidade.”

Francisco Pinto Balsemão, que preside ao Júri, disse ainda que a distinção de Eduardo Lourenço é um prémio a “um português de quem os portugueses podem e devem orgulhar-se”.

(Ler mais em http://aeiou.expresso.pt/eduardo-lourenco-eleito-premio-pessoa-com-fotogaleria-e-video=f694742)

Eduardo Lourenço

Eduardo Lourenço

Bibliografia de Eduardo Lourenço

Fado Portugal 200 Anos de Fado | 200 Years of Fado

Numa edição de luxo bilingue (Português-Inglês) comemorativa dos 200 anos de fado, este livro pretende proporcionar uma leitura da informação essencial sobre o fado, fazendo uma viagem cronológica pela sua história e pelos seus protagonistas, das origens ao século XXI. Inclui ainda um guia fadista com algumas das melhores casas de fado em Portugal e no estrangeiro, locais emblemáticos a visitar, alguns sítios recomendados na internet e sugestões de 10 discos, livros e filmes importantes, assim como 2 CD que fazem uma viagem da tradição para a modernidade, sendo o primeiro CD dedicado ao Fado Tradicional, contendo maioritariamente gravações dos anos 30 aos 60, de artistas consagrados, onde se podem escutar alguns dos mais belos fados de sempre e o segundo CD ao Fado Contemporâneo, contando com a participação de alguns dos principais artistas e outros emergentes, das gerações dos anos 90 ao século XXI. Uma edição da SevenMuses, em venda na nossa livraria online:

Fado Portugal
200 Anos de Fado | 200 Years of Fado
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/fado-portugal/9789899712713/

9789899712713

Sinopse
A obra FADO PORTUGAL é um conceito especial que integra um livro com a oferta de 50 fados em 2 CD. Uma edição de luxo comemorativa dos 200 anos de fado, traduzida em inglês para que possa ser apreciada por todos os entusiastas deste fascinante estilo musical português espalhados pelo mundo.

Este livro pretende proporcionar uma breve leitura da informação essencial sobre o fado, fazendo uma pequena viagem cronológica pela sua história e seus protagonistas, das origens ao século XXI. É um trabalho que resultou de uma extensa pesquisa pela informação disponível, cruzando vários dados numa perspectiva factual.

Nesta nossa breve história do fado, podemos perceber a sua definição morfológica e expressão musical, as várias teses das origens, do seu aparecimento nos anos 20 do século XIX à sua chegada aos salões aristocráticos, a sua evolução pelo século XX – da chegada aos palcos do mundo e cinema nos anos 30 e 40 e o seu apogeu com a definitiva internacionalização nos anos 50 e 60, tendo já Amália Rodrigues como sua primeira figura. A história continua pelos pouco prolíferos anos 70 e 80, passando pelo novo fado dos anos 90, percorrendo a nova geração de intérpretes que o transportou para o novo milénio.

O livro FADO PORTUGAL inclui ainda um guia fadista com algumas das melhores casas de fado em Portugal e no estrangeiro, locais emblemáticos a visitar, alguns sítios recomendados na internet e sugestões de 10 discos, livros e filmes importantes. Esta obra é acompanhada por fotos exclusivas de Susana Pereira e texto de Samuel Lopes.

Os 2 discos que acompanham este livro fazem uma viagem da tradição para a modernidade, estando o primeiro CD – Fado Tradicional, dedicado à experiência e tradição, contando maioritariamente com gravações dos anos 30 aos 60, de artistas consagrados, onde se podem escutar alguns dos mais belos fados de sempre. No segundo CD – Fado Contemporâneo participam artistas das gerações dos anos 90 ao século XXI, incluindo alguns dos principais artistas e outros emergentes. Como a descoberta faz parte desta aventura, lançámos um passatempo numa rede social através da qual descobrimos novos talentos de vários pontos do país, alguns dos quais fazem aqui a sua estreia discográfica.

Ambos os discos têm um tratamento de recuperação e masterização áudio em alta definição, utilizando software de última geração para permitir uma audição tão fidedigna quanto possível.

O livro CD FADO PORTUGAL pretende contribuir para a divulgação global do fado, proporcionando uma audição de fados de duas épocas distintas. Uma viagem pela riquíssima história e um guia desta canção portuguesa que tem encantado o mundo.

ALINHAMENTO:

CD1 FADO TRADICIONAL:
1. Amália Rodrigues Fado menor
2. Alfredo Marceneiro O louco
3. Maria da Fé Divino fado
4. Argentina Santos A minha pronúncia
5. Maria Amélia Proença Era só o que faltava
6. Fernando Maurício Igreja de Santo Estêvão
7. Maria Teresa de Noronha Fado em cinco estilos
8. Fernando Farinha Menina do rés-do-chão
9. Hermínia Silva Fado do arco
10. Lucília do Carmo Trindade popular
11. Fernanda Maria Isto é fado
12. Amália Rodrigues Solidão
13. Celeste Rodrigues Noite de inverno
14. Tristão da Silva Há festa na Mouraria
15. Vicente da Câmara Milagre de Santo António
16. Berta Cardoso Cinta vermelha
17. Alfredo Duarte Jr. Fado Júnior
18. Max A Rosinha dos limões
19. Mariana Silva A minha sina
20. Carlos Ramos Biografia do fado
21. Frutuoso França Lobos do mar
22. Augusto Camacho Sé Velha
23. Coimbra Quintet Fado do estudante
24. Alberto Ribeiro Coimbra (Avril au Portugal)
25. Amália Rodrigues Foi Deus

CD2 FADO CONTEMPORÂNEO:
1. Mísia Fogo preso
2. Ana Moura Amor em tons de sol maior
3. Jorge Fernando Foste só que Deus te fez
4. Cristina Branco Fim
5. Hélder Moutinho Ao trovador
6. Ricardo Ribeiro Muito embora o querer bem
7. Ana Laíns O fado que me traga
8. Miguel Ramos Sabe Deus
9. Joana Amendoeira Lisboa no coração
10. Gonçalo Salgueiro Túnel de saudade
11. Teresa Tapadas Fado toureiro
12. Rute Soares Meu Portugal meu amor
13. Filipa Tavares Novo fado de Lisboa
14. Filipa Maltieiro Eu preciso de te ver
15. Cláudia Leal As mãos que trago
16. Marco Rodrigues Sob a lua
17. Joana Costa Recado
18. António Zambujo O mesmo fado
19. Ana Margarida Pinto Venho falar dos meus medos
20. Bárbara Passos Senhora do monte
21. Débora Rodrigues Lua Carmim
22. Cláudia Madur Mar dos meus olhos
23. António Ataíde E alegre se fez triste
24. Cláudia Aurora Meu amor, meu limão de amargura
25. Natalia Juskiewicz Com que voz

Ofereça um livro!

Fazemos aqui eco da campanha da APEL, para que, neste Natal, ofereça livros.

José Tolentino Mendonça

Se me puderes ouvir

«O poder ainda puro das tuas mãos
é mesmo agora o que mais me comove
descobrem devagar um destino que passa
e não passa por aqui

à mesa do café trocamos palavras
que trazem harmonias
tantas vezes negadas:
aquilo que nem ao vento sequer
segredamos

mas se hoje me puderes ouvir
recomeça, medita numa viagem longa
ou num amor
talvez o mais belo.»

(in Baldios, Assírio & Alvim)

José Tolentino Mendonça

José Tolentino Mendonça

É licenciado em teologia e doutorado em Ciências Bíblicas. É capelão da Universidade Católica de Lisboa, onde dá aulas de teologia bíblica.

A sua poesia é considerada, unanimemente, como uma das mais rigorosas e originais da moderna poesia portuguesa. Como ensaísta, publicou “As Estratégias do Desejo” e textos sobre Ruy Belo, Teixeira de Pascoaes e Eugénio de Andrade. É biblista, tendo realizado estudos como “O Outro Que Me Torna Justo” e “Métodos de Leitura da Bíblia”. Do hebraico traduziu “Cântico do Cânticos” e “Livro de Ruth”.

Foi nomeado, há dias, pelo Papa Bento XVI, consultor do Conselho Pontifício da Cultura, organismo do Vaticano.

Foi laureado com o Prémio Cidade de Lisboa de Poesia (1998) e com o Prémio PEN Clube de Ensaio (2004).

Destacamos hoje, José Tolentino Mendonça quando festeja o seu 46.º aniversário.

Bibliografia de José Tolentino Mendonça

Antony Beevor

“A guerra civil espanhola é um dos poucos casos em que a história foi escrita pelos vencidos e não pelos vencedores.”

(Anthony Beevor)

Antony Beevor

Antony Beevor

É um escritor e historiador britânico, educado na Real Academia Militar de Sandhurst e discípulo do mais respeitado historiador britânico sobre a Segunda Guerra Mundial, John Keegan.

Elogiados e multi-premiados pela crítica, pelo seu estilo vivo, de descrição detalhada e levantamento investigativo e testemunhal dos factos, os seus livros são sempre um sucesso de vendas.

Festeja hoje o seu 65.º aniverário e por isso destacamos Antony Beevor.

Bibliografia de Antony Beevor

Fernando Dacosta

“O mundo está a jeito de ditaduras alcançáveis por voto, por terrorismo, por demagogia, por coacções de imprevisíveis consequências.”

Fernando Dacosta

Fernando Dacosta

Jornalista premiado e escritor galardoado, tem mais de 20 livros publicados nos géneros de reportagem, teatro, romance, narrativa e conto.

Trabalhou em vários jornais e revistas como Diário de Lisboa, Diário de Notícias, A Luta, JL, O Jornal, Público, Visão, entre outros. Colaborou em vários programas de rádio, de que se destaca Café Concerto, de Maria José Mauperrin, na Rádio Comercial, nos anos 80. Na RTP, em 1991/2, apresentou uma rubrica sobre literatura. Dirigiu os “Cadernos de Reportagem” e foi co-editor das edições Relógio de Água.

Em 2005, foi agraciado pelo Presidente da República com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique. Falamos de Fernando Dacosta quando celebra o seu 66.º aniversário.

Bibliografia de Fernando Dacosta


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