Arquivo de Outubro, 2011

I Congresso do Livro discutiu alternativas “para que o livro não morra”

Ainda conclusões do Congresso do Livro, realizado nos passados dias 28 e 29, na Ilha Terceira. Trataram-se, de forma abrangente e pertinente, mas não sem controvérsia, praticamente todas as questões que afectam, na actualidade, o mundo editorial e livreiro e, claro, a leitura e os leitores.

«A revolução digital está em nosso redor, é um momento transformador, o equivalente ao momento da revolução de Gutenberg», afirmou Fergal Tobin, presidente da Federação Europeia de Editores e um dos convidados do I Congresso do Livro, organizado pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) e que reuniu nos últimos dias editores, livreiros e agentes literários na Praia da Vitória, ilha da Terceira, Açores.

(por Isabel Coutinho, in Público, ler resto da notícia)

Congresso identificou necessidade de adequar a legislação em defesa dos direitos dos autores e dos editores (Ana Banha)

Claude Lévi-Strauss

“O mundo começou sem o homem e acabará sem ele.”

Claude Lévi-Strauss

Claude Lévi-Strauss

Foi um dos grandes pensadores do século XX. Estudou leis e filosofia, mas descobriu na etnologia a sua verdadeira paixão. No livro “Tristes Trópicos” (1955), que lhe trará a fama e pelo qual recebeu o recebeu o Prémio Goncourt, o autor conta como a sua vocação de antropólogo nasceu durante as viagens ao interior do Brasil.

Passou mais de metade da sua vida a estudar o comportamento dos índios americanos. Defendia que o ser humano não deveria ser visto como um habitante privilegiado do universo, mas como uma espécie passageira que deixará apenas alguns traços da sua existência quando estiver extinta.

Numa entrevista em 2005, Lévi-Strauss disse: “Dirigimo-nos para uma espécie de civilização à escala mundial (…) Estamos num mundo a que já não pertenço. Aquele que conheci, aquele de que gostei, tinha 1500 milhões de habitantes. O mundo actual tem seis mil milhões de humanos. Já não é o meu.”

Relembramos Claude Lévi-Strauss, quando passam 103 anos do seu nascimento.

Bibliografia de Claude Lévi-Strauss

Fotocópias a livros dão prejuízo de 40 milhões

Mais repercussões do Congresso do Livro, ocorrido nos últimos dois dias em Praia da Vitória e onde participámos:

«Os prejuízos resultantes das fotocópias de livros, principalmente no ensino universitário, “deve atingir os 40 milhões de euros”, segundo declarações do professor universitário Pedro Dionísio à Lusa.»

(in Correio da Manhã, ler resto da notícia)

Congresso do Livro

As novas tecnologias em debate no último dia do Congresso da APEL …

Estivemos presentes e gostámos muito. Parabéns à APEL pela excelência da organização e pela actualidade e pertinência dos temas tratados.

‎«O livro e as novas tecnologias constituem um dos temas em debate hoje, no último dia do Congresso do Livro que decorre desde sexta-feira na Praia da Vitória, ilha Terceira…»

(via LUSA, v. mais notícias aqui)

Evelyn Waugh

“Pontualidade é a virtude do chato.”

Evelyn Waugh

Evelyn Waugh

Escritor inglês, considerado um dos grandes mestres da sátira moderna, publicou mais de sessenta livros. O seu maior sucesso literário foi “Reviver o Passado em Brideshead”, que retrata o mundo de Oxford no final de 1920.

Tentou a vida como professor, mas não conseguia aguentar um emprego por muito tempo. Bebia muito gim e tinha ímpetos autodestrutivos. Em 1925, tentou o suicídio por afogamento, mas sem sucesso. Foi salvo pela literatura e pelo catolicismo, ao qual se converteu em 1930, depois de se divorciar da primeira mulher.

O clã Waugh tem uma vasta tradição literária. Somando a obra de filhos, netos e bisnetos do editor Arthur Waugh, pai de Evelyn, chega-se a cerca de 180 livros.

Destacamos Evelyn Waugh, quando passam 108 anos do seu nascimento.

Bibliografia de Evelyn Waugh

Prémio Literário José Saramago vai para o Brasil

Andréa del Fuego, uma mineira de 36 anos, recebeu ontem o prémio Literário José Saramago, pelo seu romance de estreia “Os Malaquias”. (por Joana Emídio Marques, in DN ARTES)

Andréa del Fuego, uma mineira de 36 anos, recebeu ontem o prémio Literário José Saramago, pelo seu romance de estreia "Os Malaquias".
“Na cerimónia, que decorreu no edifício do grupo editorial BertrandCirculo, em Lisboa, estava presente o Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, João Tordo, o último vencedor do prémio, os membros do júri, entre eles Vasco Graça Moura e Nélida Piñon.

Nome praticamente desconhecido em terras lusas, Andréa del Fuego é editada no Brasil pela Letra Geral e, antes deste “Os Malaquias”, escreveu oito livros, entre contos eróticos e histórias infanto-juvenis.”

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Ziraldo

“O importante é motivar a criança para leitura, para a aventura de ler.”

Ziraldo

Ziraldo

É um homem de oito ofícios: cartunista, pintor, dramaturgo, caricaturista, escritor, cronista, desenhador e jornalista. Nos anos 60, lança a sua primeira história em banda desenhada, “A Turma do Pererê” que lhe trouxe alguma fama. Fundou com outros humoristas, durante a ditadura militar, “O Pasquim”, um jornal não conformista.

Ganhou, em 1969, o Óscar Internacional de Humor no 32.º Salão Internacional de Caricaturas de Bruxelas e o Merghantealler, prémio máximo da imprensa livre da América Latina. Foi, ainda, convidado a desenhar o cartaz anual da Unicef, honra concedida pela primeira vez a um artista latino.

Em 1980, lançou aquele que seria um dos maiores fenómenos editoriais no Brasil, “O Menino Maluquinho”. O seu sucesso foi tão grande, que foi adpatado para banda desenhada, teatro, ópera infantil, cinema, entre outros.

Os seus trabalhos encontram-se traduzidos para diversas línguas como o inglês, espanhol, alemão, francês, italiano, etc. Falamos de Ziraldo, no dia em que celebra o seu 79.º aniversário.

Bibliografia de Ziraldo

“YOU Manual de Instruções”, de Michael F. Roizen e Mehmet C. Oz

Michael F. Roizen e Mehmet C. Oz, os médicos “oficiais” da Oprah, em cujo programa surgem frequentemente como convidados, escreveram o mais completo e divertido guia de saúde de que há memória e o mais vendido em todo o mundo e que tornou os seus autores em estrelas mundiais. Um guia do corpo humano, que mostra como ele funciona e o que realmente pode ser feito para cuidar da saúde e da aparência à medida que os anos passam.

Já disponível na nossa livraria online:

YOU Manual de Instruções
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/you-manual-de-instrucoes/9789896600860/

9789896600860

Sinopse
Tudo o que precisa de saber para ter um corpo jovem e saudável «You, Manual de Instruções vai revelar-lhe os segredos do seu corpo.» Lance Armstrong, campeão da Volta à França. O mais completo e divertido guia de saúde de que há memória. A partir de um questionário inicial, que permite ao leitor testar os seus conhecimentos, o Dr. Michael F. Roizen e o Dr. Mehmet C. Oz dividiram o corpo por secções, como se de uma casa se tratasse, e a partir daí começaram a explicar o funcionamento da cada “divisão”: o coração, o cérebro, o aparelho reprodutor… esta visita guiada, acompanhada por sugestões práticas que nos tornarão mais jovens e saudáveis, é complementada por uma dieta de dez dias que nos fará sentir muito mais novos.

Augusten Burroughs

Augusten Burroughs

Augusten Burroughs

Um dos escritores de maior destaque no actual panorama literário norte-americano, cujos livros de crónicas e de memórias oferecem uma perspectiva única, sarcástica e provocante sobre a vida quotidiana, tornou-se famoso pela publicação, em 2002, de “Running with Scissors”, uma muito aclamada autobiografia da sua infância e adolescência, que permaneceu mais de 2 anos no Top do New York Times. A obra veio a gerar enorme polémica, para além de um mediático processo judicial por difamação, movido pela sua família de adopção visada no livro, o que naturalmente também contribuiu para a popularidade do autor e foi depois adaptada ao cinema, com grande êxito, por Ryan Murphy.

Colabora regularmente com diversas publicações de renome, incluindo os jornais The New York Times, The London Times, The Guardian e a revista Out e continuou entretanto a publicar mais best sellers. Destacámos este singular escritor, no dia em que completa 46 anos.

Bibliografia de Augusten Burroughs

“O Quarto de Jack”, de Emma Donoghue

Finalista dos Man Booker Prize 2010 e Orange Prize e nomeado por vários dos media internacionais como “Top Best Book”, recebeu críticas como “[…] uma raridade, uma completa e original obra de arte” (Michael Cunningham), ou “[…] é de uma imaginação incrível e de um estilo de linguagem deslumbrante” (Anita Shreve). Acabado de sair, já disponível na nossa livraria online:

O Quarto de Jack
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/o-quarto-de-jack/9789720043436/

9789720043436
Sinopse
Original, poderoso e soberbo, Jack é inesquecível: a coragem e o imenso amor numa história perturbante contada pela voz da inocência. Para Jack, de cinco anos, o quarto é o mundo todo. É onde ele e a Mamã comem, dormem, brincam e aprendem. Embora Jack não saiba, o sítio onde ele se sente completamente seguro e protegido, aquele quarto é também a prisão onde a mãe tem sido mantida contra a sua vontade. Contada na divertida e comovente voz de Jack, esta é uma história de um amor imenso que sobrevive a circunstâncias aterradoras, e da ligação umbilical que une mãe e filho. O quarto é um lugar que nunca vai esquecer, o mundo é um sítio que nunca mais olhará da mesma maneira.

Eric Ambler

Eric Ambler

Eric Ambler

Inglês de origem e engenheiro de formação, iniciou a sua profusa carreira de guionista de cinema, ao ter servido nos serviços fotográficos e de cinematografia do exército americano, durante a Segunda Guerra Mundial, onde escreveu e realizou quase uma centena de filmes de propaganda e de instrução. Mas foi principalmente como escritor de romances de intriga política, ficção policial e espionagem internacional, muitos dos quais se converteram em clássicos universais do género e foram passados ao cinema, que ficou famoso.

Perfilhando inicialmente ideais de esquerda, o seu estilo literário e sentido de humor britânico, apoiado na sua experiência profissional, permitiram-lhe e serviram-lhe para exprimir, de forma subtil e acutilante, mas com verosimilhança, a sua crítica política e social e o seu contributo terá sido essencial para elevar o thriller à categoria de literatura nobre. Foi premiado internacional e reiteradamente com inúmeros galardões, entre os quais o Gold Dagger ou o Diamond Dagger, da British Crime Writers Association, ou o Edgar Award da Mystery Writers of America e, em 1981, foi ordenado oficial da Ordem do Império Britânico.

Depois de ter residido na Califórnia, optou por voltar a viver na Europa, a partir dos seus 50 anos, primeiro na Suíça e depois em Londres, tendo continuado a escrever numerosos romances até 1981, altura em que publicou as suas memórias sob o título “Here Lies Eric Ambler: An Autobiography”. Recordámos este incontornável autor, quando passam 13 anos da sua morte.

Bibliografia de Eric Ambler

“A Torre de Vigia”, de Ana María Matute

Considerada por Mário Vargas Llosa dona de “uma das obras mais ricas da literatura contemporânea em língua espanhola”, já nomeada ao Nobel de Literatura e vencedora do Prémio Cervantes de 2010, Ana María Matute esteve recentemente em Portugal para apresentar o seu último livro editado em Português e pelo qual ganhou aquele galardão. Publicado pela Planeta Manuscrito e já disponível na nossa livraria online:

A Torre de Vigia
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/a-torre-de-vigia/9789896572266/

9789896572266

Sinopse
Torre de Vigia é o primeiro romance da trilogia medieval de Ana María Matute. Decorrendo numa Idade Média mítica, mágica e sensual, trata-se de um singular romance de cavalaria, onde se narram, na primeira pessoa e com uma sensibilidade moderna, os anos de formação e de aprendizagem de um jovem cavaleiro, no decurso de um enredo repleto de heroísmo, superstição e barbárie. A descoberta do mundo e os conflitos inerentes, a memória, a saudade e a dificuldade para estabelecer relações na infância e na adolescência marcam os primeiros anos do jovem cavaleiro, preso a um mundo onde tudo se rege por instintos primários e febris e no qual o amor, o ódio, a violência, a solidão, a crueldade e a nostalgia, alternando-se, desvelam um universo inquietante e misterioso, sem deixar de se revelar selvagem e passional.

Vasco Pratolini

Vasco Pratolini

Vasco Pratolini

Foi um autodidata, leu e estudou os clássicos para aprender italiano. Conviveu com figuras importantes para a sua formação como Alfonso Gatto e Elio Vittorini que tiveram uma grande influência na sua vida.

Algumas das suas obras foram adoptadas ao cinema por por realizadores tão conhecidos como Roberto Rossellini. Em 1964, foi nomeado ao Óscar pelo seu guião de “Le quattro giornate di Napoli”, de Nanni Loy, com Regina Bianchi, Pupella Maggio e Gian Maria Volonté.

Relembramos Vasco Pratolini, no dia em que faria 98 anos.

Bibliografia de Vasco Pratolini

Julian Barnes é o vencedor do Prémio Man Booker 2011

Prémio Man Booker foi finalmente para Julian Barnes

Julian Barnes

Julian Barnes

http://www.sitiodolivro.pt/pt/autor/julian-barnes/2199/

“O escritor britânico Julian Barnes é o vencedor do Prémio Man Booker 2011 para ficção com o romance “The Sense of an Ending” (Jonathan Cape – Random House), que já foi comprado pela Quetzal e será publicado em Portugal em breve. É caso para dizer que à quarta foi de vez.”
(Por Isabel Coutinho, in Publico.pt)
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Bibliografia de Julian Barnes

“A Menina é Filha de Quem?”, de Rita Ferro

No seu último livro, a autora ficciona as suas memórias pessoais, num romance autobiográfico e intimista, onde conta as suas origens e a sua história familiar. Quase a ser lançado nas livrarias, mas já disponível em pré-venda na nossa livraria online:

A Menina é Filha de Quem?
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/a-menina-e-filha-de-quem/9789722047050/

9789722047050
Sinopse
Depois de ter perdido a mãe, em Agosto de 2010, Rita Ferro volta ao passado para saber de si. A viagem é penosa porque as pessoas são as mesmas, mas ela não se reconhece. Quem é aquela menina? Com que sonha? Que espera da vida? O que a defrauda? E como conseguem os seus, tão cheios de regras, ensiná-la a voar? Por ela respondem as memórias mais marcantes: o primeiro amor na Primária, os namorados de Verão, as primas direitas que se ficam num desastre brutal, as vezes que ela própria se cruzou com a morte, os avós públicos e privados, o pai e, sobretudo, a mãe, difícil de chorar pois toda a vida fez rir. Uma viagem que começa nos anos 50 e atravessa toda uma época de escuridão e mansidão, em que a obediência e o mimetismo são encorajados, por onde passam figuras conhecidas de todos nós como Fernanda de Castro, António Ferro, António Quadros, Ruben A., Almada Negreiros, Natália Correia, Ary dos Santos, David Mourão-Ferreira e até Fernando Pessoa.

Henri Bergson

“Há coisas que só a inteligência é capaz de procurar, mas que por si mesma nunca achará. E essas coisas só o instinto as acharia, mas nunca as procura.”

Henri Bergson

Henri Bergson

Foi um dos mais famosos e influentes filósofos franceses do início do século XX. Consagrou-se como grande filósofo em 1907, ao ter lançado o livro “A Evolução Criativa”.

A sua ideia básica é que a realidade é duração real. E o local em que se evidencia que a realidade é duração é a consciência, onde se unem a experiência e a intuição. A intuição é a alma da verdadeira experiência, o acto que nos coloca dentro das coisas; não um acto estático, mas uma actividade viva, a própria duração da realidade.

Recebeu, em 1927, o Prémio Nobel da Literatura. Quando passam 152 anos do seu nascimento, destacamos Henri Bergson.

Bibliografia de Henri Bergson

“O amante é sempre o último a saber”, de Rui Zink

O novo romance de Rui Zink é o primeiro em que conta uma história de amor, passada “metade e meia no Japão, meia metade em Portugal […] porque, na sua opinião, com todas as diferenças, japoneses e portugueses têm aspectos em que são muito parecidos. Só que não sabem. […] E Portugal já merecia uma história de amor tão bonita e comovente como esta.” (o Autor à LUSA).

Numa edição da Planeta, chegou às livrarias na passada semana e está já disponível na nossa livraria online:

O amante é sempre o último a saber
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/o-amante-e-sempre-o-ultimo-a-saber/9789896572297/

9789896572297
Sinopse
Teresa, uma mulher forte e poderosa, vai ao Japão procurar o filho há muito perdido. Tano, o professor de artes marciais do jovem e seu mentor, é forçado a acompanhá-la, regressando a contragosto ao país natal que há muito não visitava. Duas pessoas e dois universos culturais que parecem muito distantes, mas que, afinal, têm mais pontos em comum do que poderíamos pensar. História de desencontros e da possibilidade de encontros felizes, O amante é sempre o último a saber fala-nos de um mundo em mudança, onde o amor toma novas qualidades e a esperança é mesmo a última a morrer. Três anos depois de O Destino Turístico, Rui Zink regressa com um romance que nos põe perante questões com que, cedo ou tarde, todos nos confrontamos.

Book trailer

Arthur Miller

“Às vezes, penso que eu se fosse uma magnólia, iria querer ser um laranjeira; se fosse uma águia, iria querer ser um cavalo; se fosse um quadro, iria querer ser uma fotografia. Esqueço-me que devo ser o que sou. Pela evidência de ser o único que posso ser, só quando gostar disso é que posso sentir e passar felicidade. Fico a pensar que perdemos tempo demais em querer dar laranjas, em galopar velozmente ou em ser o clarão de um instante supremo. Cada qual deve acabar por agarrar a própria vida nos braços e beijá-la”.

Arthur Miller

Arthur Miller

Dramaturgo norte-americano, ficou conhecido sobretudo por ser o autor das peças “Morte de um Caixeiro Viajante” e “As Bruxas de Salem” e por se ter casado com Marilyn Monroe, em 1956. Estudou na Universidade de Michigan, onde começou a escrever peças teatrais. Ganhou notoriedade com “All My Sons” e afirmou-se com “Death of a Salesman”, em 1949. Seguiram-se, entre outras, “The Crucible”, “A View from the Bridge”, ou “Playing for Time”, com a que ganhou o Peabody Award. São, igualmente, da sua autoria, o romance “Focus”, o argumento cinematográfico, “The Misfits”, escrito para a sua então mulher Marilyn Monroe, a coleção de contos, “I Don’t Need You Anymore” e “Plain Girl”, um pequeno trabalho de ficção em prosa.

Recebeu, por duas vezes, o New York Drama Critics Award, foi agraciado com o Prémio Pulitzer em 1949 e com o Prémio Príncipe das Astúrias das Letras, em 2002. (fonte: Infopédia)

No dia em que faria 96 anos, recordamos Arthur Miller.

Bibliografia de Arthur Miller

“Longe é um Bom Lugar (O Resto são Histórias)”, de Mário Zambujal

“Mário Zambujal volta a cativar os leitores pelo ritmo vivo da prosa em que avultam as surpresas, o humor e a reflexão acerca de comportamentos e situações” e, “porque o resto são (também) histórias, o leitor acompanha uma sequência de pequenas ficções, […] com o estilo inconfundível a que podemos chamar zambujalesco.” O autor “admite que o jornalista que há em si vem sempre ao de cima e afirma que o ritmo da narrativa acelerado característico do jornalismo transparece na sua escrita literária.” (in entrevista a Antena 1).

Lançado há dias em Lisboa e disponível na nossa livraria online:

Longe é um Bom Lugar
(O Resto são Histórias)
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/longe-e-um-bom-lugar/9789898452740/

9789898452740
Sinopse
Tânia Dulce é uma jovem com uma ampla capacidade para amar e cede aos rogos do Doutor Ângelo, narrador de uma movimentada relação de desfecho imprevisível. Médico com sonhos de romancista, o doutor Ângelo percorre caminhos paralelos, do romance real com Tânia Dulce e da trama ficcional que se esforça por escrever. E porque o resto são (também) histórias, o leitor acompanha uma sequência de pequenas ficções, originalmente publicadas na revista “Tempo Livre”, do Inatel, com o estilo inconfundível a que podemos chamar de zambujalesco. Em “Longe É Um Bom Lugar (O Resto São Histórias)”, Mário Zambujal volta a cativar os leitores pelo ritmo vivo da prosa em que avultam as surpresas, o humor e a reflexão acerca de cumprimentos e situações.

Oscar Wilde

Loucos e Santos

“Escolho os meus amigos, não pela cor da pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila dos olhos.
Tem que ter um brilho questionador e uma tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espíritos, nem os maus de hábitos.
Fico com os que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero respostas, quero o meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isto, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho os meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só ombros e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim, metade maluquice, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, que e lutem para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças para que não esqueçam o valor do vento no nosso rosto; e velhos para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem sou.
Pois vendo os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos nunca me esquecerei de que a ‘normalidade’ é uma ilusão imbecil e estéril…”

Oscar Wilde

Oscar Wilde

Celebramos hoje o 157.º aniversário do nascimento deste poeta, dramaturgo, novelista e ensaísta Irlandês, mestre em criar frases, marcadas por ironia, sarcasmo e cinismo. Para além de ter levado uma vida excêntrica e mundana, marcada pela controvérsia e humilhação, por episódios dramáticos e, no final, pela miséria, deixou uma obra incontornável, expoente máximo da literatura inglesa no período vitoriano, quer na poesia, ou no teatro, como em novelas, ou contos infantis.

O seu único romance, “O Retrato de Dorian Gray”, considerado por muitos como uma obra-prima da literatura inglesa e várias vezes convertido ao cinema, causou polémica, na altura, sendo considerado imoral pela sociedade vitoriana de mentalidade puritana e valores rígidos, mas tornou-se um símbolo da juventude intelectual “decadente” da época e das suas críticas à cultura dominante e algumas partes do livro foram mesmo usadas contra o autor, no processo judicial que o condenou a dois de prisão com trabalhos forçados.

Bibliografia de Oscar Wilde


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