Arquivo de Fevereiro, 2011



Chuck Palahniuk

O Elogio do Vício

“Admiro os viciados. Num mundo em que está toda a gente à espera de uma catástrofe total e aleatória ou de uma doença súbita qualquer, o viciado tem o conforto de saber aquilo que quase de certeza estará à sua espera ao virar da esquina. Adquiriu algum controlo sobre o seu destino final e o vício faz com que a causa da sua morte não seja uma completa surpresa.
De certo modo, ser um viciado é uma coisa bastante proactivista. Um bom vício retira à morte a suposição. Existe mesmo uma coisa que é planear a tua fuga.”

(Chuck Palahniuk, in “Asfixia”)

Chuck Palahniuk

Chuck Palahniuk

Emergiu, em finais dos anos 90, como uma das vozes mais originais do moderno romance norte-americano, um retratista desencantado dos novos anti-heróis. O seu livro “Clube de Combate” veio provar que estava viva toda uma tradição de humor negro e escrita cruel, herdada de autores como Kurt Vonnegut ou Don DeLillo.

Adaptado ao cinema, em 1999, por David Fincher, “Clube de Combate” foi, sem dúvida, a obra que o tornou conhecido e o confirmou como um escritor de culto. Seguiram-se, entre outros, títulos como “Non-Fiction”, “Choke-Asfixia”, “Lullaby” e “Sobrevivente”.

No dia em que celebra o seu 50.º aniversário, destacamos Chuck Palahniuk.

Bibliografia de Chuck Palahniuk

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Alan Furst

«Uma pessoa é o que tiver coragem de fingir ser»

(Alan Furst)

Alan Furst

Alan Furst

Destacámos hoje, no dia do seu 70.º aniversário, um escritor consagrado internacionalmente como o mais celebrado autor de romances de espionagem norte-americano. Foi professor universitário de literatura, em França, e depois jornalista da Esquire Magazine e do International Herald Tribune, altura em que viajou bastante pela Europa de Leste.

Os seus livros mais vendidos, best-sellers nos Estados Unidos, são “O Oficial Polaco” e o não menos afamado “O Correspondente”. A forma da sua escrita combina magistralmente a acção com a emoção, pelo que tem sido justamente comparado pela crítica com John le Carré, ou Graham Greene.

Bibliografia de Alan Furst

António Gedeão

Lágrima de preta

António Gedeão

António Gedeão

“Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio. 

(António Gedeão)

Pseudónimo de Rómulo de Carvalho, a sua vida profissional foi dedicada à investigação, à pedagogia e ao ensino das Ciências Físico-Químicas, nos vários liceus por onde passou, desde o Camões (Lisboa), ao D. João III (Coimbra), ou ao Pedro Nunes (Lisboa). “Teve um papel importante na divulgação de temas científicos, colaborando em revistas da especialidade e coordenando obras no campo da história das ciências e das instituições.” Exigente e rigoroso, comunicador por excelência, mas discreto, calmo e algo distante, afirmava assertivamente que “ser Professor tem de ser uma paixão, pode ser uma paixão fria, mas tem de ser uma paixão, uma dedicação.”

Só em 1956, aos 50 anos de idade e após ter participado num concurso de poesia de que tomou conhecimento no jornal, se revela como poeta, mas usando já o seu pseudónimo artístico e deixando no anonimato o professor. A originalidade da sua obra é difícil de catalogar e “as suas fontes de inspiração são heterogéneas e equilibradas de modo único pelo homem que, com rigor científico, nos comunica o sofrimento alheio, ou a constatação da solidão humana, muitas vezes com surpreendente ironia. Alguns dos seus textos poéticos foram aproveitados para músicas de intervenção”, como a inesquecível “Pedra Filosofal”, adoptada como hino à liberdade e ao sonho. (cit. de http://www.astormentas.com/)

Na data do seu 90.º aniversário, foi alvo de uma homenagem nacional, tendo sido condecorado com a Grã-Cruz da Ordem de Sant’Iago da Espada. Perfazem-se hoje 14 anos da sua morte, que deixou saudade em todos quantos o conheceram e assim o homenageamos.

Bibliografia de António Gedeão

Alain Robbe-Grillet

‎”Um livro ou um filme é uma aventura que se contesta e que se destrói, ao mesmo tempo que se elabora. É um jogo permanente, do imaginário.”

(Alain Robbe-Grillet)

Alain Robbe-Grillet

Alain Robbe-Grillet

Através do contacto com Nathalie Serraute e Claude Simon, apaixonou-se pela literatura, tendo sido um dos criadores do movimento nouveau roman dos anos 50, alicerçado na «anti-novela», pois nos seus textos eliminou qualquer premissa psicológica, incidindo a sua escrita sobre uma descrição neutra das formas e dos objectos.

”Entre Dois Tiros”, ”Djinn”, Uma Mancha Vermelha no Pavimento Estragado e ”Les Derniers Jours de Corinth” foram os seus títulos mais significativos. Foi convidado por Alain Resnais para ser o argumentista do filme-culto L’ Année dernière à Marienbad (O Último Ano em Marienbad, 1961) que veio a ser premiado com o Leão de Ouro do Festival de Veneza. (in Infopédia)

Quando passam 3 anos da sua morte, destacamos Alain Robbe-Grillet.

Bibliografia de Alain Robbe-Grillet

Ruth Rendell

Ruth Rendell

Ruth Rendell

Publicou o seu primeiro livro em 1964, com o título “From Doon With Death”. Neste romance, a escritora apresentava o Inspector Reginald Wexford, detective da pequena localidade de Kingsmarkham, personagem que obteve desde o começo grande popularidade. Seguiram-se muitos outros volumes, entre os quais “To Fear A Painted Devil” (1965), “Vanity Dies Hard” (1966) e “Wolf To The Slaughter” (1967).

Durante a década de 80, começou a publicar romances policiais utilizando o pseudónimo Barbara Vine, para exprimir uma sua faceta mais psicológica.

Publicou cerca de meia centena de livros policiais, que a crítica dividiu em três categorias. Uma série dedicada ao Inspector Wexford, uma outra à psicologia patológica e os romances que assinou como Barbara Vine.

Vencedora de vários prémios literários da especialidade, foi nomeada membro vitalício da Câmara dos Lordes do Parlamento Britânico, com o título de baronesa.

No dia em que celebra o seu 81.º aniversário, destacamos Ruth Rendell.

Bibliografia de Ruth Rendell

Retratos dispersos (antologia de contos)

‘Retratos dispersos’ é uma obra que reúne um conjunto de diversos contos, agora recolhidos de forma antológica. Esta obra é, como o próprio título sugere, um largo manancial de retratos, pintando tipos bem característicos da nossa sociedade, com basta ironia e um certo pitoresco, que lhe é conferido pelo viver aldeão, bem sentido pelo autor. Afigura-se, igualmente, como um catálogo de memórias, de reminiscências de antanho, que vão insistentemente pululando por cada parágrafo dos seus textos, trazendo novamente aos nossos olhos a lembrança de um Portugal esquecido.

 

‘Retratos dispersos (antologia de contos)’, uma auto-publicação do autor Diogo Figueiredo P. D. Ferreira, através do SitiodoLivro.pt.

Angela Carter

Angela Carter

Angela Carter

Foi uma escritora inglesa, muito conhecida pela sua literatura pós-feminista e pelo seu realismo mágico, sem falar em trabalhos de ficção científica.

Escritora prolífica, em muitas áreas, do romance ao ensaio, da literatura fantástica à infantil, o seu interesse simultâneo pelo feminismo e pela literatura levou-a a reescrever, pelo ponto de vista feminino, textos de autores como o Marquês de Sade e Baudelaire.

Não se enquadrava nos padrões convencionais da cultura dos países de língua inglesa e procurava conhecer outras culturas e outras línguas. Era fluente em francês e alemão.

Quando passam 19 anos da data da sua morte, relembramos Angela Carter.

Bibliografia de Angela Carter


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