Arquivo de Junho, 2011



Lídia Jorge

“A vida é cair sete vezes e levantarmo-nos oito”

(in Diário de Notícias, 2003)

Lídia Jorge

Lídia Jorge

Licenciada em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa, passou alguns anos decisivos em Angola e Moçambique, onde foi professora do Ensino Secundário, durante o último período da presença portuguesa, experiência que veio a reflectir posteriormente num dos seus romances, “A Costa dos Murmúrios”, já adaptado ao cinema. A sua primeira obra, “O Dia do Prodígios”, uma alegoria ao país que Portugal era antes de Abril de 74, constituiu um acontecimento, num período em que se inaugurava uma nova fase da Literatura Portuguesa e projectou de imediato a autora como uma das mais importantes revelações das letras portuguesas e uma voz renovadora do seu imaginário romanesco.

Os seus livros, traduzidos em diversas línguas, “mantêm uma grande variedade temática e estão sobretudo ligados aos problemas colectivos do povo português e às circunstâncias históricas e mudanças da sociedade nacional após o 25 de Abril, assim como à problemática da mulher” (via http://www.mulheres-ps20.ipp.pt/Lidia-Jorge.htm). Foi já galardoada com inúmeros prémios, entre os quais, o “Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores”, o “Prémio Internacional de Literatura da Fundação Günter Grass” e o “Prémio de Ficção do P.E.N. Clube”. Felicitamos hoje esta admirável escritora, pelo seu 65.º aniversário.

Bibliografia de Lídia Jorge

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António Franco Alexandre

Nesta última tarde em que respiro

António Franco Alexandre

António Franco Alexandre

“Nesta última tarde em que respiro
A justa luz que nasce das palavras
E no largo horizonte se dissipa
Quantos segredos únicos, precisos,
E que altiva promessa fica ardendo
Na ausência interminável do teu rosto.
Pois não posso dizer sequer que te amei nunca
Senão em cada gesto e pensamento
E dentro destes vagos vãos poemas;
E já todos me ensinam em linguagem simples
Que somos mera fábula, obscuramente
Inventada na rima de um qualquer
Cantor sem voz batendo no teclado;
Desta falta de tempo, sorte, e jeito,
Se faz noutro futuro o nosso encontro.”

Poeta significativo da actual poesia portuguesa, estreou-se na década de 60, apesar de apenas na década seguinte se ter afirmado com um «discurso centralmente inovador», como o considerou Joaquim Manuel Magalhães, exemplo de uma prática de efeitos intelectuais e de meios semânticos a que se junta uma certa técnica de distanciação narrativa.

Da sua obra destacam-se “Poemas” (1996), reunindo a obra já publicada e alguns poemas inéditos, “Quatros Caprichos” (1999), prémio APE de Poesia e “Duende” que, segundo Eduardo Prado Coelho, é «um dos mais belos livros de poesia amorosa que se escreveram desde há muito em língua portuguesa». O júri do Prémio “Corrente D´escritas” classifica-o como «um livro que conjuga numa tensão permanente o fragmento e a totalidade, num poema feito de 52 sonetos, onde a originalidade do processo enunciativo impera dificultando a leitura, mas onde o ritmo e a rima colmatam essa dificuldade no sentido de uma evidência.»

Destacamos António Franco Alexandre, no dia em que celebra 67 anos.

Bibliografia de António Franco Alexandre

O que há de novo nas livrarias

Conheça as últimas novidades editoriais. Na nossa livraria online:
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livraria/

A Árvore dos SegredosO Fim da IlusãoA Um Metro do Chão

Luísa Costa Gomes

“Ver televisão é a antimnemónica (enfraquecedor de memória) por excelência (…) É actividade eminentemente fragmentária, de coisas fora de contexto mostradas umas atrás das outras. Mostra não o singular, que o singular assusta, mas o particular empobrecido pelo formato e pela focagem.”

Luísa Costa Gomes

Luísa Costa Gomes

Contista, romancista, dramaturga, dramaturgista, guionista, tradutora e cronista, estreou-se literariamente no início dos anos 80 com “Treze Contos do Sobressalto” (1981), vindo a afirmar-se como uma das mais interessantes revelações literárias da década de oitenta.

É responsável pela edição da revista “Ficções”, dedicada à divulgação do conto, quer de autores estrangeiros, como de portugueses. O seu nome encontra-se também muitas vezes relacionado com tomadas de posição pública na defesa dos princípios básicos da democracia.

Ganhou inúmeros prémios tais como, Prémio D. Dinis da Fundação da Casa de Mateus de 1988 (“O Pequeno Mundo”), Prémio Eça de Queiroz do Município de Lisboa de 1993 (“Ubardo / A Minha Austrália”), Prémio Máxima de Literatura de 1994 (“Olhos Verdes”) e Prémio Literário Fernando Namora de 2010, com “Ilusão, ou o Que Quiserem”.

Falamos de Luísa Costa Gomes, no dia em que celebra o seu 55.º aniversário.

Bibliografia de Luísa Costa Gomes

Brian Jacques

Brian Jacques

Brian Jacques

Abandonou a escola aos 15 anos para embarcar num navio mercante. Regressado à sua cidade natal, teve as mais diversas profissões até finalmente se dedicar à escrita, grande paixão da sua adolescência.

Celebrizou-se com a série de literatura infantil “Redwall” que começou a escrever para as crianças de uma escola para cegos em Liverpool, para a qual fazia entregas de leite.

Exímio contador de histórias, é conhecido e reconhecido em todo o mundo pela sua série de livros dedicados aos animais da Abadia de Redwall, um verdadeiro sucesso planetário. “Os Náufragos do Holandês Voador” foi o seu primeiro romance fora dessa série.

No dia em que faria 72 anos, recordamos Brian Jacques.

Bibliografia de Brian Jacques

Max Weber

“A história ensina-nos que o homem não teria alcançado o possível se, muitas vezes, não tivesse tentado o impossível.”

Max Weber

Max Weber

Viveu no período em que as primeiras disputas sobre a metodologia das ciências sociais começavam a surgir na Europa, sobretudo no seu país, a Alemanha. Um dos três principais “Pais da Sociologia”, contribuiu para a nossa compreensão da perspectiva sociológica, da natureza da mudança social e da desigualdade social.

Sem negar a importância dos factores materiais, defendidos por Marx, nem a noção de factos sociais externos aos indivíduos, defendida por Durkheim, ele acrescentou que deveríamos olhar para as ideias. Em especial, para os significados que atribuimos às coisas e para o papel das mudanças nas ideias que contribuem para a sociedade e para as mudanças sociais. (via www.scn.org/cmp/)

A sua obra mais famosa é o ensaio “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”, com o qual começou as suas reflexões sobre a sociologia da religião. Quando passam 91 anos da sua morte, relembramos Max Weber.

Bibliografia de Max Weber

Gonzalo Torrente Ballester

“A História não se faz com documentos, mas com fantasia ao serviço da política.”

Gonzalo Torrente Ballester

Gonzalo Torrente Ballester

Ganhador, entre muitos outros prémios literários, do “Príncipe de Astúrias das Letras” e do “Cervantes”, teve também uma intensa relação com o cinema, não só como espectador, mas também como argumentista e viu algumas das suas obras serem adaptadas à sétima arte, como “El Rey Pasmado”, realizado por Imanol Uribe. Grande bibliófilo, deu aulas em institutos de diversas cidades espanholas, sempre contagiando os alunos com o seu amor pela literatura e, além de professor, exerceu ainda como jornalista, crítico, dramaturgo e novelista. Chegou a ser censurado e banido por razões políticas e, depois de reintegrado no corpo docente, acabou por fixar-se definitivamente em Salamanca, onde prosseguiu a sua carreira literária, cronista e de professor, até à sua morte.

É, sem dúvida, um dos escritores espanhóis contemporâneos mais homenageados e admirados, o autor de origem galega que hoje celebramos, no 101.º aniversário do seu nascimento.

Bibliografia de Gonzalo Torrente Ballester


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