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Johannes Mario Simmel

Johannes Mario Simmel

Johannes Mario Simmel

Escritor e jornalista austríaco, autor de clássicos da literatura mundial, vendeu mais de 73 milhões de livros ao longo da carreira e sua obra foi traduzida para mais de 30 idiomas.

Metade de sua família morreu em campos de concentração nazis, durante a Segunda Guerra Mundial. Após o fim da guerra, trabalhou como tradutor para o exército americano na Áustria, seguindo depois para o jornalismo, antes de começar a publicar uma série de contos de ficção.

Além de “Nem só de Caviar Vive o Homem”, obra que lhe trouxe o reconhecimento internacional, publicou outros best sellers, como “Ainda Estamos Vivos”, ou “Ninguém é uma Ilha”.

Falamos de Johannes Mario Simmel, quando faria 87 anos.

Bibliografia de Johannes Mario Simmel

Gabriela Mistral

A imensa alegria de servir

“Toda natureza é um desejo de serviço.
Serve a nuvem, serve o vento, serve o sulco.
Onde houver uma árvore para plantar,
planta-a tu;
onde houver um erro para corrigir,
corrige-o tu;
onde houver uma tarefa que todos recusem,
aceita-a tu.
Sê quem tira
a pedra do caminho,
o ódio dos corações
e as dificuldades dos problemas.
Há a alegria de ser sincero e de ser justo;
há, porém, mais do que isso,
a imensa alegria de servir.
Como seria triste o mundo
se tudo já estivesse feito,
se não houvesse uma roseira para plantar,
uma iniciativa para lutar!
Não te seduzam as obras fáceis.
É belo fazer tudo
que os outros se recusam a executar.
Não cometas, porém, o erro
de pensar que só tem merecimento executar
as grandes obras;
há pequenos préstimos que são bons serviços:
enfeitar uma mesa.
arrumar uns livros.
pentear uma criança.
Aquele é quem critica,
este é quem destrói;
sê tu quem serve.
Servir não é próprio dos seres inferiores:
Deus, que nos dá fruto e luz,
serve.
Poderia chamar-se: o Servidor.
E tem os seus olhos fixos nas nossas mãos
e pergunta-nos todos os dias:
– Serviste hoje?”

Gabriela Mistral

Gabriela Mistral

Foi a primeira mulher da América Latina a ser distinguida com o Prémio Nobel da Literatura (1945). Começou por tornar-se conhecida no seu país com “Sonetos de la Muerte” (1914).

Em 1922, é convidada pelo Ministério da Educação do México a trabalhar nos planos de reforma educacional daquele país. O Prémio Nobel transformou-a numa figura de destaque na literatura internacional e levou-a a viajar por todo o mundo e a representar o seu país em comissões culturais das Nações Unidas.

Tida como um exemplo de honestidade moral e intelectual e movida por um profundo sentimento religioso, a tragédia do suicídio do noivo, em 1907, marcou toda a sua poesia com um forte sentimento de carinho maternal, principalmente nos seus poemas em relação às crianças. Na sua obra, aparecem como temas recorrentes, o amor pelos humildes, ou um interesse mais amplo por toda a humanidade.

Quando passam 122 anos do seu nascimento, recordamos Gabriela Mistral.

Bibliografia de Gabriela Mistral

Hugo Claus

Gravo-te no Papel

“Minha mulher, meu altar pagão,
que toco e afago com dedos de luz,
meu bosque viçoso onde hiberno,
sinal neurótico, terno, impúdico,
gravo o teu bafo e o teu corpo no papel
em papel de música pautado.

E contra o teu ouvido sussurro horóscopos felizes
e falo-te de viagens à volta do mundo
com paragem na Áustria ou coisa do género.

Mas apesar dos deuses e dos signos do Zodíaco
a felicidade eterna também se cansa,
e eu não tenho casa, não tenho cama,
nem flores para te oferecer nos teus anos.”

Hugo Claus

Hugo Claus

Foi indicado em várias ocasiões como candidato ao Nobel da Literatura e, em 1998, foi galardoado com o Grande Prémio de Literatura da Comissão Europeia. Quando da publicação do seu primeiro livro, “A Caça aos Patos”, obteve logo uma das mais importantes distinções literárias do seu país, o “Leo J. Krijn Prijs”, bem como o reconhecimento internacional.

Escreveu, depois, uma vasta obra de romancista, que atingiu um dos seus momentos mais altos com a publicação de “O Desgosto da Bélgica”, romance traduzido em praticamente todo o mundo. Para além de romancista, foi também homem de teatro, poeta, cineasta e artista plástico e é hoje considerado uma das figuras cimeiras da cultura europeia.

Morreu num hospital de Antuérpia, aos 78 anos, depois de ter solicitado a eutanásia, por sofrer da doença de Alzheimer. No dia em que faria 82 anos, recordamos Hugo Claus.

Bibliografia de Hugo Claus

Maya Angelou

«É altura de os pais ensinarem os jovens, desde cedo, que na diversidade há beleza e força.»

Maya Angelou

Maya Angelou

É talvez a figura mais vibrante da poesia contemporânea nos Estados Unidos da América. Uma das temáticas recorrentes na sua obra gira em torno das pressões sociais exercidas sobre as mulheres afro-americanas. Autora de numerosos artigos literários e jornalísticos, escreveu também diversas peças para o teatro e televisão, bem como alguns volumes de poesia.

Nos anos 60, ficou amiga de Martin Luther King Jr. e Malcolm X. Serviu no SCLC, com o Dr. King e trabalhou durante anos para o Movimento dos Direitos Civis. Também nos anos 60, trabalhou e viajou por África, como jornalista e professora, ajudando vários movimentos de independência africanos.

Destacamos, Maya Angelou no dia em que comemora o seu 83.º aniversário.

Bibliografia de Maya Angelou

Luís de Sttau Monteiro

«Procuro com a mão o despertador que está a tocar há mais de meio minuto. Encontro-o entre um livro e o copo de água que me colocam todas as noites sobre a mesinha-de-cabeceira. Carrego num botão e o silêncio volta a entrar no meu quarto. Sei que já não posso readormecer. O meu despertador toca invariavelmente às oito de manhã, todos os dias, faça sol ou faça chuva.

É uma das invariáveis da minha vida, tão invariável como o amor da Fernanda, como os jantares de família nos dias santos, como o som do piano da vizinha aos domingos.

Não há nada a fazer. Atiro com a roupa ao chão e procuro, com o pé, o chinelo que deve estar algures ao lado da cama.»

(in “Um Homem não chora”, 1960)

Luís de Sttau Monteiro

Luís de Sttau Monteiro

«Dramaturgo incontornável do século XX português mas cujo carisma literário também se impôs no romance, na crónica e no jornalismo» (Gabriela Seara), viu boa parte dos seus livros serem banidos, por razões políticas, pelo regime de Salazar e chegou mesmo a ser preso, mais que uma vez, pela PIDE, tendo tomado conhecimento na prisão do prémio com que a APE distinguira a sua peça “Felizmente há Luar!”, considerada (Fernando Pinto do Amaral) um dos cem livros Portugueses do Século XX. A sua obra literária, em que também se destacam, por exemplo, “Angústia para o Jantar” ou “E se For Rapariga Chama-se Custódia”, constituiu-se numa crítica satírica, cáustica e impressiva da sociedade portuguesa das décadas de 60 e 70.

Foi jornalista, cronista, romancista, crítico gastronómico, tradutor, encenador, advogado e até corredor de automobilismo e popularizou-se muito com a sua participação no júri do, não menos popular, concurso televisivo “A Visita da Cornélia”, apresentado por Raul Solnado, experiência que lhe agradou «(…) porque devido a esse programa fez grandes amigos, entre eles o José Jorge Letria. Claro que também ajudou muito o facto de o programa ter muita qualidade. Já não se fazem programas como na altura!» (in entrevista a alunos da Escola E. B. 2,3 Luís de Sttau Monteiro).

Celebramos esta figura inesquecível das letras portuguesas, na data em que cumpriria 85 anos.

Bibliografia de Luís de Sttau Monteiro

Roberto Arlt

Roberto Arlt

Roberto Arlt

Tentou persistentemente enriquecer como inventor, mas sempre fracassou, pelo que os seus amigos insistiam com ele que se dedicasse antes à escrita. Foi jornalista nos jornais “Crítica” e “El Mundo” e, das suas sucessivas crónicas, posteriormente compiladas em livros, surgiram o clássico da literatura Argentina “Aguafuertes porteñas” e, depois, o “Aguafuertes Españolas”, resultante de uma viagem sua a Espanha.

Considerado, juntamente com Jorge Luis Borges, o maior narrador argentino de todos os tempos, conhecia bem o ambiente das ruas e divertia-se falando das suas amizades com rufias, falsificadores e pistoleiros, que inspiraram alguns dos seus melhores textos e muitas das suas personagens, como as de “Os Sete Loucos”, tida como a obra-prima deste autor.

Morreu prematuramente, de ataque cardíaco, aos 42 anos. Cumprem-se, hoje, 111 anos do seu nascimento.

Bibliografia de Roberto Arlt

José Rodrigues dos Santos

José Rodrigues dos Santos

José Rodrigues dos Santos

É escritor e professor de Ciências da Comunicação, mas sobretudo conhecido pelo seu trabalho como jornalista, carreira que abraçou em 1981, na Rádio Macau. Trabalhou na BBC, em Londres, de 1987 a 1990, e seguiu para a RTP, onde começou a apresentar o 24 horas. Em 1991, passou para a apresentação do Telejornal e tornou-se colaborador permanente da CNN, entre 1993 e 2002.

Venceu vários prémios académicos e jornalísticos como, o Prémio Ensaio, do Clube Português de Imprensa, em 1986, e o American Club of Lisbon Award for Academic Merit, do American Club of Lisbon em 1987. Ganhou o Grande Prémio de Jornalismo, do Clube Português de Imprensa, em 1994. Internacionalmente, venceu três prémios da CNN, o Best News Breaking Story of the Year, em 1994, pela história “Huambo Battle”, o Best News Story of the Year for the Sunday, em 1998, pela reportagem “Albania Bunkers” e o Contributor Achievement Award, em 2000, pelo conjunto do seu trabalho.

Com mais de uma dezena de livros publicados, é um dos autores mais vendidos em Portugal.

No dia em que faz 47 anos, destacamos e damos os parabéns a José Rodrigues dos Santos.

Bibliografia de José Rodrigues dos Santos

Kamala Das

Kamala Das

Kamala Das

É uma das escritoras indianas mais admiradas e controversas da actualidade. O seu talento poético valeu-lhe um reconhecimento incontestado, mas a sinceridade com que denuncia o lado hipócrita da sociedade conservadora indiana, pondo em causa as tradições, o Hinduísmo e o papel atribuído à mulher no seu país, condenou-a à crítica e à ostracização. Tem inúmeros romances publicados, bem como colectâneas de poesia e contos. Foi agraciada com vários prémios literários, entre eles o Prémio PEN de poesia. “A Minha História” é um marco no seu percurso literário e no âmbito mais alargado da literatura feminista. (via presenca.pt)

No dia em que festeja o seu 77.º aniversário, destacamos Kamala Das.

Bibliografia de Kamala Das

Vasco Gato

“a morte é uma coisa muito pouca
em nada se compara ao crescimento das constelações
a morte não respira nem se expande desde o centro
como fazem as estações desde o coração da terra

e assim eu sei que um sorriso é precioso
porque respira e alarga-se dentro dos olhos
e quando chega ao lugar em que a mão se abre
é já uma forma de sossego uma lua coberta de luar
um modo certo de trocar nomes em dias de excepção.”

(in “Um Mover de Mão”, Assírio e Alvim, 2000)

Vasco Gato

Vasco Gato

Poeta português da vaga dos anos noventa e que se está a impor na literatura moderna portuguesa. Começou por frequentar o curso de Economia, acabando por trocá-lo pelo de Filosofia. A sua grande estreia e revelação deu-se com a publicação de «Um Mover de Mão». Integrou a antologia da nova poesia portuguesa «Anos 90 e Agora» e traduziu a obra «Noites de Atropelo» de Mark Kozelek. (via nescritas.com)

No dia em que faz 33 anos, damos os parabéns e destacamos Vasco Gato.

Bibliografia de Vasco Gato

Ernst Jünger

“A vontade é cega, a dor é míope.”

Ernst Jünger

Ernst Jünger

Entomologista, viajante infatigável, romancista, ensaísta, pensador maior das letras alemãs do século XX, morreu aos 103 anos de idade. Combateu também na Primeira Grande Guerra, onde foi ferido por diversas vezes, o que lhe valeu algumas condecorações por bravura. Finda a guerra, serviu como oficial no exército da República de Weimar, entre 1919 e 1923.

Chegou a Berlim no ano de 1927, onde presenciou com agrado a ascensão do Nacional-Socialismo, dando o seu aval ao pensamento nietzscheano e professando doutrinas antisemíticas em publicações nacionalistas. O destino reservou-lhe porém uma ironia, pois apaixonou-se por uma mulher judia, o que fez com fosse lentamente mitigando o seu antisemitismo. E, em consequência de um incidente com Else Lasker-Schüler que, galardoada com um prémio literário, em 1932, foi arrasada pela imprensa nacional-socialista e espancada até perder os sentidos pelas SA, Jünger optou por abandonar Berlim no ano seguinte.

Tido como um dos precursores do chamado “realismo mágico”, foi honrado com títulos académicos e galardoado com vários prémios, incluindo o Prémio Goethe, antes de falecer em 1998. (via Infopédia)

Quando passam 116 anos do seu nascimento, recordamos Ernst Jünger.

Bibliografia de Ernst Jünger

Alexandre Herculano

Somos uma Nação que se Regenera

«Que somos nós hoje? Uma nação que tende a regenerar-se; diremos mais, que se regenera. Regenera-se, porque se repreende a si própria; porque se revolve no lodaçal onde dormia tranquila; porque se irrita da sua decadência, e já não sorri sem vergonha ao insultar de estranhos; porque principia, enfim, a reconhecer que o trabalho não desonra, e vai esquecendo as visagens senhoris de fidalga. Deixai passar essas paixões pequenas e más que combatem na arena política, deixai flutuar à luz do sol na superfície da sociedade esses corações cancerosos que aí vedes; deixai erguerem-se, tombar, despedaçarem-se essas vagas encontradas e confusas das opiniões! Tudo isto acontece quando se agita o oceano; e o mar do povo agita-se debaixo da sua superfície. O sargaço imundo, a escuma fétida e turva hão-de desparecer. Um dia o oceano popular será grandioso, puro e sereno como saiu das mãos de Deus. A tempestade é a precusora da bonança. O lago asfaltite, o Mar Morto, esse é que não tem procelas.
O nosso estrebuchar, muitas vezes colérico, muitas mais mentecapto e ridículo, prova que a Europa se enganava quando cria que esta nobre terra do último ocidente era o cemitério de uma nação cadáver. Vivemos; e ainda que semelhante viver seja o delírio febril de moribundo, esta situação violenta, aos olhos dos que sabem ver, é uma crise de salvação, posto que dolorosa, e lenta. Confiemos e esperemos; o nome português não foi riscado do livro dos eternos destinos.»

Alexandre Herculano

Alexandre Herculano

Foi, além de um dos mais importantes escritores portugueses do século XIX, o renovador do estudo da História de Portugal. A sua obra, em toda a extensão e diversidade, ostenta uma profunda coerência, obedecendo a um programa romântico-liberal que norteou não apenas o seu trabalho, mas também a sua vida. Obras como, “A Harpa do Crente”, “Lendas e Narrativas”, “O Bobo”, “Eurico, o Presbítero”, ou “O Monge de Cister”, continuam hoje a ser lidas pelas diferentes gerações de leitores e estudiosos.

No 201.º aniversário do seu nascimento, recordamos Alexandre Herculano.

Bibliografia de Alexandre Herculano

Stanisław Lem

“O homem esquece que a alta tecnologia não exclui a crença religiosa.”

Stanisław Lem

Stanisław Lem

Chegou a ser o autor de ficção científica mais lido no mundo, facto raro para alguém que não escreve em inglês. Escreveu sobre a impossibilidade de comunicação entre humanos e civilizações extraterrestres e sobre o futuro tecnológico da humanidade e desenvolveu ideias de uma sociedade ideal e utópica, explorando os problemas relacionados com a existência humana, num mundo onde o progresso suprime todo o esforço.

Tendo sido activo resistente anti-nazi na altura da ocupação alemã, foi depois censurado, devido às suas divergências políticas, no seu país, de onde se exilou algum tempo em Berlim e Viena, durante a dominação do regime soviético, mas foi também banido da “Science Fiction and Fantasy Writers of America”, por ter criticado a fraca qualidade da literatura de ficção científica norte-americana, que considerava estar essencialmente interessada pela rentabilidade comercial. Os seus livros, de que “Solaris” é o mais conhecido, construídos em torno de uma visão crítica do comportamento humano, foram traduzidos em 57 línguas e venderam mais de 45 milhões de exemplares.

Trata-se, sem dúvida, de um dos grandes mestres contemporâneos deste género literário que, passados 5 anos da sua morte, hoje destacamos.

Bibliografia de Stanisław Lem

Patrick Süskind

“…as pessoas podem fechar os olhos diante da grandeza, do assustador, da beleza, e podem tapar os ouvidos diante de uma melodia ou de palavras sedutoras. Mas não podem escapar ao aroma. Pois o aroma é um irmão da respiração, penetra nas pessoas, elas não podem escapar-lhe caso queiram viver. E bem para dentro delas é que vai o aroma, directamente para o coração, distinguindo lá categoricamente entre atracção e repulsa, horror e prazer, amor e ódio. Quem dominasse os odores dominaria o coração das pessoas.”

(in “O Perfume”, de Patrick Süskind)

Patrick Süskind

Patrick Süskind

Visto como um genial criador de histórias e ambientes, mas simultaneamente como controverso e “estranho”, escreve essencialmente contos, embora tenha tido também uma experiência ocasional, mas muito interessante, como dramaturgo e é ainda guionista de televisão e ensaísta. Com uma personalidade muito reservada e socialmente retraída, evita quaisquer eventos mediáticos e vive de forma muito austera. Confessa que desistiu, em jovem, de uma sonhada carreira musical devido a uma pequena deficiência física, aventurando-se então como contista e guionista.

É mundialmente conhecido pela famosa obra “O Perfume”, o seu primeiro romance, editado, pela primeira vez, em 1985, muito apreciado pela crítica e várias vezes premiado, considerado o livro da década de 80 na Alemanha e do qual foram vendidos cerca de 20 milhões de exemplares, em quarenta línguas. A obra, que foi publicada inicialmente em capítulos, com grande êxito, no jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung, fazendo reviver a tradição dos folhetins, veio a ser convertida ao cinema em 2006, por Tom Tykwer, com um elenco de celebridades, tais como Dustin Hoffman e Alan Rickman.

Hoje, quando completa 62 anos, destacamos este autor alemão.

Bibliografia de Patrick Süskind

Novalis

“Ao homem é lícito desejar as coisas sensíveis de maneira racional, enquanto à mulher é lícito desejar as coisas racionais de maneira sensível… A natureza secundária do homem é a principal da mulher.”

Novalis

Novalis

Os seus 29 anos de vida são dominados pelo amor a Sophie von Kühn, cuja morte em 1797, com apenas 15 anos, influenciará a sua obra, alimentando a densa nostalgia romântica de “Os Hinos à Noite”.

Além de poeta mágico e, provavelmente, devido aos seus reconhecidos conhecimentos enciclopédicos, o autor relacionou permanentemente a poesia com a natureza, com a vida e com a filosofia.

A sua obra encontrava-se praticamente toda inacabada e por publicar na altura da sua morte. De qualquer forma, os seus escritos foram recuperados, encontrando-se entre eles, além de tentativas literárias juvenis de interesse menor, um conjunto muito significativo de textos líricos e narrativos e, mesmo ensaísticos, plenos de simbolismo e interesse filosófico. A própria variedade das suas realizações constitui prova de se tratar de uma figura excepcional. As suas obras terão influenciado uma série de gerações de autores alemães, como Joseph von Eichendorff, Rainer Maria Rilke, Herman Hesse e Thomas Mann.

Quando passam 210 anos da sua morte, relembramos Novalis.

Bibliografia de Novalis

Quim Monzó

Quim Monzó

Quim Monzó

É um dos principais ficcionistas da actual literatura catalã. Tem-se afirmado sobretudo como contista e como cronista, embora tenha publicado também três romances, bem recebidos pela crítica e pelo público. Além disso, é autor de letras de canções, guionista e tradutor.

Colaborou em diversos diários e, actualmente, publica uma coluna quotidiana no diário La Vanguardia. As suas colaborações na rádio e na televisão catalãs, desde os anos 80, contribuíram para torná-lo um dos autores catalães mais populares.

Vencedor de inúmeros prémios literários, entre eles, do Prémio Nacional de Ficção, do Prémio Cidade de Barcelona (para ficção), do Prémio Prudenci Bertrana (para ficção), do Prémio El Temps (para melhor romance), do Prémio Lletra d’Or Prize e do Prémio Escritores da Catalunha, entre outros.

No dia em que festeja o seu 59.º aniversário, destacamos Quim Monzó.

Bibliografia de Quim Monzó

Moacyr Scliar

“Acredito, sim, em inspiração, não como uma coisa que vem de fora, que “baixa” no escritor, mas simplesmente como o resultado de uma peculiar introspecção que permite ao escritor acessar histórias que já se encontram em embrião no seu próprio inconsciente e que costumam aparecer sob outras formas — o sonho, por exemplo. Mas só inspiração não é suficiente”.

Moacyr Scliar

Moacyr Scliar

Autor de uma vasta obra (romance, conto, ensaio), recebeu já vários prémios e está traduzido em mais de uma dezena de línguas. “O Centauro no Jardim”, “A Orelha de Van Gogh” (contos, Prémio Casa de las Americas), “Sonhos Tropicais”, “Contos Reunidos”, “A Paixão Transformada: História da Medicina na Literatura” e “A Mulher Que Escreveu a Bíblia” são alguns dos títulos que compõem a sua vasta obra.

Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras em 2003 e foi distinguido com o prémio Jabuti, o mais importante da literatura brasileira, em 1988, 1993, 2000 e 2009, o último dos quais pela obra “Manual da paixão solitária”, a última que escreveu.

Faleceu no dia 27 de Fevereiro deste ano. Se fosse vivo, faria hoje 74 anos. Falamos de Moacyr Scliar.

Bibliografia de Moacyr Scliar

Arquitectura sem fronteiras

‘Arquitectura derrubando fronteiras’ é uma obra de natureza científica, tratando-se de um estudo original e aprofundado, abrangendo, a formação do arquitecto ao longo da história em Portugal e no Brasil; os desafios introduzidos pela Arquitectura Bioclimática e pela Arquitectura Sustentável e o novo arquitecto europeu face à reforma do ensino superior da Arquitectura, segundo a recente adesão de Portugal ao Processo de Bolonha.

‘Arquitectura sem fronteiras’ é a primeira auto-publicação da arquitecta Carla Valéria, através do Sítio do Livro, que privilegiando sempre as condições e os objectivos que constituíram o enquadramento científico e temporal da dissertação, disponibiliza, a todos os interessados, uma obra técnica, com uma natureza científica inegável.

Morreu, hoje, Artur Agostinho. Tinha 90 anos.

Artur Agostinho

Artur Agostinho

Bibliografia de Artur Agostinho

António Quadros

“Há fundadas razões para esperar que as novas gerações, libertas de complexos e avisadas pelo fracasso da cultura estrangeira e internacionalista que domina as superstruturas e os seus poderes em vários planos, consigam inflectir a tendência autodestrutiva, a tempo de salvarem esta velha e nobre pátria da queda no anonimato histórico, ou num provincianismo onde só restariam alguns tipismos regionais sem dimensão nacional.”

(In “O Jornal”, 1986, entrevista a Fernando Dacosta)

António Quadros

António Quadros

Pensador, crítico e professor, também poeta e ficcionista, foi um dos fundadores da extinta Sociedade Portuguesa de Escritores. Fundou a actual Associação Portuguesa de Escritores e o Instituto de Arte, Decoração e Design (IADE).

Da sua vasta e diversificada bibliografia destacam-se “A Existência Literária”, “O Movimento do Homem”, “Ficção e Espírito” e os dois volumes de “Portugal Razão e Mistério”.

Recebeu diversos prémios pela sua actividade literária e colaborou em diversos jornais, como o Diário de Notícias, Diário Popular, Jornal de Letras, bem como nas revistas Ler, Rumo, Persona, Colóquio, Contravento, Litoral, Atlântico, etc.

Traduziu Albert Camus, André Maurois, Jean Cocteau e Georges Duhamel. Quando passam 18 anos da sua morte, destacamos António Quadros.

Bibliografia de António Quadros

Alice Vieira

Alice Vieira

Alice Vieira

Não podíamos deixar de também felicitar e distinguir Alice Vieira, que hoje cumpre 68 anos. Sem dúvida, uma das mais populares e premiadas autoras portuguesas de literatura infanto-juvenil, tem a sua obra traduzida para várias línguas e ganhou grande projecção internacional. Licenciada em Germânicas, iniciou-se em 1958 como jornalista no Diário de Lisboa e publicou, desde então, várias dezenas de livros.

Bibliografia de Alice Vieira


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