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Histórias dos avós à maneira dos netos

«‘Histórias dos avós à maneira dos netos’ são 5 histórias tradicionais que os nossos avós nos contavam, mas adaptadas à realidade actual dos mais novos. As crianças vão gostar de uma Carochinha moderna a utilizar a Internet, de jovens apaixonados a tentar ligar os seus telemóveis, ou do lobo a encontrar um telemóvel perdido. A fantasia, as emoções, os sonhos presentes nas histórias antigas permanecem nesta histórias actuais porque eles são eternos. Vão perceber que as novas tecnologias ajudam muito mas nem sempre resolvem os nossos problemas, como o caso do David. No entanto, foi através da Internet que a Carochinha conseguiu concretizar o seu sonho. Querem saber o que aconteceu ao Capuchinho Vermelho? Terão que ler estas histórias e divertirem-se com os seus personagens.» (Teresa Cavaco, autora do livro infantil ‘Histórias dos avós à maneira dos netos’)

 

Um livro infantil, escrito e ilustrado por Teresa Cavaco, editado e publicado através do SítiodoLivro.pt. Reviva e divirta-se a ler com os seus filhos ou netos o livro ‘Histórias dos avós à maneira dos netos’

Boris Pasternak

«Também a vida é só um instante,
apenas um dissolver-se,
de nós mesmos nos outros,
Como um dom que se faz.

Apenas um rumor de bodas que,debaixo,
irrompe pelas janelas,
nada além de um canto, um sonho,
uma pomba azul-cinzentada.»

Boris Pasternak

Boris Pasternak

Poeta e romancista russo, foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1958, “pelo seu importante feito tanto na lírica poética contemporânea como na área da grande tradição épica russa”, depois de ter publicado clandestinamente o romance Doutor Jivago em Itália, em 1957.

Em 1959, a revista britânica “New Statesman” publica um poema de Pasternak, titulado “O Prémio Nobel” – “Que espécie de truque sujo é que terei feito, serei um assassino, um vilão? / Eu, que deixei o mundo inteiro a chorar pela beleza da minha pátria”. O regime soviético acusou-o de traição e ameaçou-o de prisão se voltasse a ter qualquer tipo de contactos com estrangeiros.

Quando passam 121 anos do seu nascimento, destacamos Boris Pasternak.

Bibliografia de Boris Pasternak

J. M. Coetzee

«A ideia de que um escritor é um sábio está praticamente morta hoje em dia. Eu iria sentir-me muito desconfortável nesse papel.»

J. M. Coetzee

J. M. Coetzee

É um dos mais respeitados escritores sul-africanos contemporâneos, autor de ficção, ensaios de crítica literária e memórias. Galardoado com o prémio Nobel de Literatura em 2003, venceu por duas vezes o Man Booker Prize com os livros “A Vida e o Tempo de Michael K.” e “Desgraça”.

Foi professor de inglês na Universidade do Estado de Nova Iorque mas, depois de lhe ser negado o direito de residência permanente nos EUA, regressou à África do Sul, onde ensinou na Universidade da Cidade do Cabo. Personalidade muito reservada, não gosta das luzes da fama e dá raramente entrevistas, tendo faltado às cerimónias de entrega dos prémios Booker. Dele disse Saramago, a propósito do Nobel, “(…) é um grande escritor, com uma postura ética desassombrada.”

Publicou mais de uma dezena de livros, pelos quais recebeu vários prémios antes do Nobel, entre eles, o CNA Prize e o Irish Times Internacional Fiction Prize” e foi o primeiro escritor a receber duas vezes o Booker Prize. No dia em que celebra o seu 71.º aniversário, destacamos J. M. Coetzee.

Bibliografia de J. M. Coetzee

Diferentes origens, a mesma viagem

‘Charles, um homem nos seus 80 anos, sofre de uma doença que, a pouco e pouco, lhe vai tirando a memória, pelo que decide contar a sua história, antes que já não o consiga. Ao constatar que o Mundo, mesmo depois de ter visto duas grandes guerras, não caminha para melhor, pensa que ajudará as pessoas se falar da sua experiência de aprisionamento, durante o Holocausto. A sua história é misturada com a de Karin, uma jovem com quem trava amizade e decide ajudar. Num misto de divagações sobre os problemas que abalam o Mundo, da história de um sobrevivente do Holocausto e de uma rapariga problemática, a autora mostra como nem a religião, a idade ou o sexo foram um entrave para que a amizade entre os dois personagens fosse tão intensa.’

(Carla Pimenta, autora do livro ‘Diferentes origens, a mesma viagem’)

 

Carla Pimenta apresenta-nos uma obra onde o leitor é confrontado com a forma como, hoje em dia, o ser humano lida com o Mundo: ignorância e desprezo pelo valor de qualquer forma de vida, inclusive da sua própria. A conclusão que a autora tenta transmitir é que ninguém, não importa o dinheiro, a posição, a cor, o sexo, ou a religião, se deveria superiorizar, pois todos acabam por embarcar na mesma viagem. Recorrendo aos serviços de apoio à edição disponíveis no SitiodoLivro.pt, ‘Diferentes origens, a mesma viagem’ é a 1.ª auto-publicação da autora com a chancela Vírgula.

John Grisham

John Grisham

John Grisham

Começou a escrever nas poucas horas vagas que a sua carreira como advogado lhe permitia. As suas especialidades eram defesa criminal e processos por danos físicos.

Foi o caso de uma vítima de estupro de apenas 12 anos que o inspirou a escrever sobre o universo jurídico. Esse primeiro romance, “Tempo de matar”, foi publicado em 1988. Desde então, o ofício de escritor acabou tornando-se prioritário na sua vida.

Hoje, é um dos seis autores mais lidos nos EUA, onde os seus livros já venderam cerca de 100 milhões de exemplares, ocupando as listas dos mais vendidos, por anos a fio. Sete dos seus romances tornaram-se filmes de sucesso, como “A Firma”, “O Dossier Pelicano”, “O Cliente” e “O homem que fazia chover”.

No dia em que celebra o seu 56.º aniversário, destacamos John Grisham.

Bibliografia de John Grisham

O caminho das pedras

‘Após a Independência que pôs termo a um colonialismo de quinhentos anos, num País envolvido numa guerra civil fratricida, que se arrastava havia dez anos, guerra apoiada pelos blocos Soviético e Americano, “cooperantes” eram assim denominadas as pessoas que iam trabalhar para Angola. Não eram imigrantes, tinham um estatuto mais forte, era considerado que essas pessoas iam cooperar com o Governo instituído, fossem Portugueses, Cubanos, Soviéticos, Ucranianos, Romenos, Coreanos, Filipinos, Brasileiros, Franceses ou de outra nacionalidade, por acordos celebrados entre Países ou meramente por contratos individuais. “O CAMINHO DAS PEDRAS” é a história de alguns desses cooperantes que, nos conturbados anos oitenta, deixaram o seu País para trabalharem no misterioso e mítico continente Africano, numa empresa de exploração de diamantes, mais pelos elevados salários, pelo espírito de aventura, pela realização pessoal, do que propriamente por motivação ideológica ou sentimento altruísta de ajuda a um povo orgulhoso extremamente carenciado que lutava com todas as suas forças para sobreviver, sozinho, ao parto extremamente doloroso e sangrento da sua independência.’

 

Recorrendo à auto-publicação e aos serviços de apoio à edição disponíveis no SitiodoLivro.pt, João Fernandes apresenta-nos ‘O caminho das pedras’. Uma ficção sobre a vida dos trabalhadores estrangeiros num país Africano em época de guerra civil. Uma obra com a chancela Vírgula.

Sinclair Lewis

Sinclair Lewis

Sinclair Lewis

Escritor e crítico social norte-americano, conhecido pelos trabalhos satíricos e documentários, foi o primeiro do seu país a receber o Prémio Nobel de Literatura, em 1930.

Trabalhou como repórter e editor de diversas publicações. Em 1914 estreia-se com o romance ”Our Mr. Wrenn”, que faz sucesso na crítica, mas não no público.

Escreve, em 1920, Main Street considerada uma das suas mais importantes obras de crítica social, que mostra o isolamento de uma rapariga do Leste que se casa com um médico e vai morar numa retrógrada cidade do interior.

Dois anos depois escreve ”Babbitt”, história de um empresário de meia-idade submetido ao espírito conformista de seu meio. O nome do personagem principal virou sinónimo de provincianismo e conservadorismo.

Com ficha no FBI, acusado de “radicalismo” e de “viver na companhia de uma mulher com quem não estava casado”, acaba por ser envolvido na “caça às bruxas” desencadeada em 1950 pelo senador McCarthy e sai dos Estados Unidos, indo viver para Roma, onde morre no ano seguinte, a 10 de Janeiro.

Quando passam 126 anos do seu nascimento, destacamos Sinclair Lewis.

Bibliografia de Sinclair Lewis

Ajustar os passados

“Beatriz recorda-se como se fosse hoje, deitou-se só com uma camisa-de-dormir branca de tecido fino que lhe cobria o corpo e lhe aligeirava o calor húmido que naquela noite de verão se fazia sentir.(…) Beatriz sabia que aquele momento iria acontecer. (…) Distinguiu um vulto que entrava cautelosamente, fechando a porta de imediato, deu os passos necessários para se abeirar da sua cama, levantou o lençol e entrou no leito quente. Sentiu de imediato as pernas dele contra a nudez macia e aveludada das suas coxas, não gritou (…) Ao longo da noite, lentamente, tudo se foi consumando, saboreando os desejos (…) até se fundirem numa explosão luminosa de paixão carnal, abafada pelo enlaçar dos seus lábios de modo a evitar que o resfolgar daqueles corpos exaustos se tornasse escândalo na quietude daquela casa. Saiu da sua cama já (…) o dia ameaçava clarear a noite. E António foi regressando em muitas noites, até ao dia em que tudo abruptamente se modificou.” (Excerto do Livro ‘Ajustar os passados, de Alberto da Antas)

Através do SitiodoLivro.pt e recorrendo aos nossos serviços editoriais, Alberto Da Antas auto-publica ‘Ajustar os passados’. Um romance que conta uma história, cinquenta anos depois dos acontecimentos, de dois personagens femininos que revisitam a sociedade cabo-verdiana no final da primeira metade do século XX, dos direitos da mulher, da relação da burguesia instalada com o poder político e da especificidade de uma colonização branda para com um povo miscigenado possuidor de uma identidade cultural própria.

José Craveirinha

Um Homem Nunca Chora

«Acreditava naquela historia
do homem que nunca chora.

Eu julgava-me um homem.

Na adolescência
meus filmes de aventuras
punham-me muito longe de ser cobarde
na arrogante criancice do herói de ferro.

Agora tremo.
E agora choro.

Como um homem treme.
Como chora um homem!»

(José João Craveirinha)

José Craveirinha

José Craveirinha

Distinguiu-se como desportista, enquanto praticante e treinador, nas modalidades de atletismo e futebol. Depois foi jornalista, cronista e poeta, no semanário “O Brado Africano”, onde fazia um pouco de tudo e no “Notícias” e na “Tribuna”, entre outros, todos periódicos de Moçambique, tendo escrito sob vários pseudónimos. Veio a ser preso pela polícia política, durante 5 anos, em Lourenço Marques, onde privou com Malangatana, na célebre Cela 1.

É consensualmente considerado o grande poeta de Moçambique e tornou-se, em 1991, o primeiro autor africano a receber o Prémio Camões, o mais importante galardão literário da Língua Portuguesa. Publicou o seu primeiro livro, “Xigubo”, em 1964 e a sua consciência política surge em obras como “O Grito e o Tambor”. “Maria”, o último livro que escreveu, é dedicado à sua mulher, cuja morte prematura em 1979 muito o afectou.

A sua resenha auto-biográfica discorre assim: «Nasci a primeira vez em 28 de Maio de 1922. Isto num domingo. Chamaram-me Sontinho, diminutivo de Sonto. Pela parte da minha mãe, claro. Por parte do meu pai fiquei José. Aonde? Na Avenida do Zichacha, entre o Alto Mae e como quem vai para o Xipamanine. Bairros de quem? Bairros de pobres. Nasci a segunda vez quando me fizeram descobrir que era mulato. A seguir fui nascendo à medida das circunstâncias impostas pelos outros. Quando o meu pai foi de vez, tive outro pai: o seu irmão. E a partir de cada nascimento eu tinha a felicidade de ver um problema a menos e um dilema a mais. Por isso, muito cedo, a terra natal em termos de Pátria e de opção. Quando a minha mãe foi de vez, outra mãe: Moçambique (…)»

Relembramos “o maior poeta africano de expressão portuguesa”, 8 anos após ter falecido.

Bibliografia de José Craveirinha

William S. Burroughs

“Depois de uma olhadela neste planeta, qualquer visitante extraterrestre dirá: eu quero falar com o gerente.”

(William S. Burroughs)

William S. Burroughs

William S. Burroughs

Relembrámos hoje, no 97.º aniversário do seu nascimento, um escritor norte-americano, cujas vida, muito controversa e obra, incialmente censurada, exerceram grande influência na geração Beat dos anos 50, nomeadamente sobre Jack Kerouac e Allen Ginsberg. Foi empregado de bar, jornalista e detective privado e viveu viciado em drogas. A sua vida veio a ser muito marcada por, num acidente trágico, em 1951, ter morto a mulher com um tiro acidental, facto abordado na introdução do seu livro “Queer”.

A sua obra mais conhecida, “Naked Lunch” (“Festim Nu”), foi convertida ao cinema, por David Cronenberg, em 1991. Participou também em inúmeros álbuns musicais, recitando poemas ou outros textos, incluindo trabalhos de Frank Zappa, John Cage, Philip Glass, Laurie Anderson, The Doors e Kurt Cobain.

Segundo ele próprio, “sentia horror por uma sociedade que criava um estado policial para controlar o desejo de fumar um cigarro no trabalho, bar ou restaurante. Duvidava da qualidade da vida. Tinha fé apenas em si mesmo.”

Bibliografia de William S. Burroughs

Hilda Hilst

Dez Chamamentos ao Amigo

«Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse.

Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.

Te olhei. E há um tempo
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta

Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.»

Hilda Hilst

Hilda Hilst

Foi uma poetisa, escritora e dramaturga brasileira.

Escreveu por quase cinquenta anos, tendo sido agraciada com os mais importantes prémios literários do Brasil. Em 1962, recebeu o Prémio PEN Clube de São Paulo, por Sete ”Cantos do Poeta para o Anjo” (1962).

Em 1969, a peça ”O Verdugo” arrebata o Prémio Anchieta, um dos mais importantes do país na época. Em 1984, a Câmara Brasileira do Livro concede o Prémio Jabuti, idealizado por Edgard Cavalheiro (1959) a ”Cantares de Perda e Predileção” (1983) e, no ano seguinte, a mesma obra recebe o Prémio Cassiano Ricardo (Clube de Poesia de São Paulo). ”Rútilo Nada”, publicado em 1993, leva o Prémio Jabuti como melhor conto. E, finalmente, em 9 de agosto de 2002, é premiada na 47.ª edição do Prémio Moinho Santista na categoria Poesia.

Alguns dos seus textos foram traduzidos para francês, inglês, italiano e alemão.

Quando passam 7 anos da sua morte, destacamos Hilda Hilst.

Bibliografia de Hilda Hilst

Henning Mankell

Henning Mankell

Henning Mankell

O seu primeiro romance foi publicado em 1973, mas tornou-se conhecido em todo o mundo com a obra ”Assassino Sem Rosto” e outros romances policiais, em que o protagonista é o oficial da Polícia de Ystad, Kurt Wallander. Publicou ainda muitos romances para crianças e jovens, sendo frequentemente premiado. As suas obras já venderam mais de 30 milhões de exemplares em mais de 40 países. Desde há muito tempo, divide o seu tempo entre a Suécia e Moçambique, onde trabalha como director do Teatro Avenida.

Foi considerado pelo Observer e pelo The Times como «um dos mais brilhantes escritores de policiais».

No dia em que celebra o seu 63.º aniversário, destacamos Henning Mankell.

Bibliografia de Henning Mankell

Tom Wolfe

«Um conservador é um liberal que foi assaltado»

Tom Wolfe

Tom Wolfe

Jornalista e escritor norte-americano, valeu-se de uma estratégia mais ou menos simples para se tornar um dos autores mais populares dos EUA, ao misturar técnicas da narrativa ficcional com o impacto do jornalismo investigativo e nascendo daí o que se convencionou chamar de “new journalism”, movimento jornalístico dos anos 60 e 70, do qual Wolfe é o papa. Com essa receita vitoriosa, pintou verdadeiros retratos da sociedade americana, vista por ele sempre com uma dose de cinismo, ironia e, às vezes, escárnio.

O seu maior sucesso é o romance ”A Fogueira das Vaidades” (1986), um painel da cultura e da moral yuppie de Wall Street. É também é conhecido por ter cunhado expressões como “radical chic” e a “década do eu”.

No dia em que celebra o seu 80.º aniversário, destacamos Tom Wolfe.

Bibliografia de Tom Wolfe

Fernando Assis Pacheco

SEM QUE SOUBESSES

«Falei de ti com as palavras mais limpas,
viajei, sem que soubesses, no teu interior.
Fiz-me degrau para pisares, mesa para comeres,
tropeçavas em mim e eu era uma sombra
ali posta para não reparares em mim.

Andei pelas praças anunciando o teu nome,
chamei-te barco, flor, incêndio, madrugada.
Em tudo o mais usei da parcimónia
a que me forçava aquele ardor exclusivo.

Hoje os versos são para entenderes.
Reparto contigo um óleo inesgotável
que trouxe escondido aceso na minha lâmpada
brilhando, sem que soubesses, por tudo o que fazias.»

Fernando Assis Pacheco

Fernando Assis Pacheco

Foi um brilhante tradutor, tendo vertido para língua portuguesa obras de Pablo Neruda e Gabriel García Márquez, entre outros. O seu nome nunca será esquecido no mundo do jornalismo, tendo trabalhado no Jornal de Letras, Artes e Ideias, Diário de Lisboa e República. As suas principais obras de poesia são ”Cuidar dos Vivos”, ”Memória do Contencioso” e ”A Musa Irregular”. Em prosa, deixou-nos obras como ”Walt” e ”Trabalhos e Paixões de Benito Prada”, ”Galego da Província de Ourense que Veio a Portugal Ganhar a Vida”.

No dia em que faria 74 anos, relembramos Fernando Assis Pacheco.

Bibliografia de Fernando Assis Pacheco

Fernando Namora

Poema de Amor

«Se te pedirem, amor, se te pedirem
que contes a velha história
da nau que partiu
e se perdeu,
não contes, amor, não contes
que o mar és tu
e a nau sou eu.

E se pedirem, amor, e se pedirem
que contes a velha fábula
do lobo que matou o cordeiro
e lhe roeu as entranhas,
não contes, amor, não contes
que o lobo é a minha carne
e o cordeiro a minha estrela
que sempre tu conheceste
e te guiou — mal ou bem.

Depois, sabes, estou enjoado
desta farsa.
Histórias, fábulas, amores
tudo me corre os ouvidos
a fugir.

Sou o guerreiro sem forças
para erguer a sua espada,
sou o piloto do barco
que a tempestade afundou.

Não contes, amor, não contes
que eu tenho a alma sem luz.

…Quero-me só, a sofrer e arrastar
a minha cruz.»

Fernando Namora

Fernando Namora

Foi poeta do ”Novo Cancioneiro”, tendo, nos seus primeiros livros de ficção, partilhado das ideias do Neo-realismo. Mais tarde, enveredou por um caminho mais próprio. Foi um escritor dotado de uma profunda capacidade de análise psicológica, a que se ligou uma linguagem de grande carga poética. Escreveu, para além de obras de poesia e romances, contos, memórias e impressões de viagem.

Quando passam 22 anos da sua morte, relembramos Fernando Namora.

Bibliografia de Fernando Namora

Maria

‘A sua história começou mesmo antes de nascer, numa vila termal junto ao Rio Uima, com o seu parque e as suas árvores centenárias…
Junto à ponte, mesmo ali à Sé, havia um café e padaria da falecida D. Rosa, que viria a ser herdado pelo seu filho, o Américo. Um dia, em nome do progresso, desapareceu, e dele sobrou apenas uma fotografia para recordação. Um dos que o frequentava era o Albano (Júnior), de Arcozelo e Pinheiro. Num dia quente de Verão, acompanhando ele com alguns amigos, encostado ao balcão do café, viu passar uma linda moça que lhe despertou a atenção. Era a primeira a vez que a via e, através dos seus colegas, veio a saber que era da sua freguesia. Mariazinha, de seu nome, a moça era de Casaldoido, linda, linda, filha de uma família de agricultores. O Albano acabou por vir a conhecê-la pessoalmente num dos leilões da terra, no início dos anos 40…’ (Excerto do livro ‘Maria)

Albano Gomes apresenta-nos, através do Sitiodolivro.pt, a sua primeira auto-publicação, ‘Maria’. A viver na Suíça e pelo facto de já não dominar suficientemente a língua portuguesa, recorreu aos serviços profissionais de apoio à edição, na revisão editorial e na estruturação integral do manuscrito, para editar com todo o rigor técnico a sua obra.

Uma história de amor em que Albano Gomes e a sua Mariazinha assumem as personagens principais da história que nos contagia pela intensidade e autenticidade do seu amor, desde o momento em que se conheceram, até aos dias de hoje. Uma história ilustrada com fotografias que nos aproximam e nos permitem conhecer pormenores pessoais desta grande história de amor.

Sidney Sheldon

“Nada pode impedi-lo quando você estabelece um objectivo. Ninguém pode impedi-lo, a não ser você mesmo. Eu acredito nisso.”

(Sidney Sheldon)

Sidney Sheldon

Sidney Sheldon

Ao passarem 4 anos da sua morte, ocorrida dias antes de completar 90 anos de idade, relembramos o escritor tido pelo Guinness como o mais traduzido em todo o mundo e o único que recebeu quatro dos mais cobiçados prémios da indústria cultural norte-americana, o Óscar (no Cinema), o Emmy (na TV), o Tony (no Teatro) e o Edgar (na Literatura de suspense). Dos seus livros, todos best-sellers, venderam-se mais de 300 milhões de exemplares, em 51 idiomas. Foi também um prolífico guionista de séries de televisão e filmes de Hollywood.

Para poder sobreviver, começou por fazer quase de tudo, desde vendedor de sapatos, a locutor de rádio, ou estafeta de uma drogaria e arriscou ainda, mas sem êxito, afirmar-se como compositor de música, em Nova York, até que, depois de se mudar para Hollywood, para tentar a sua sorte, conseguiu que lhe comprassem um guião para um filme e passou então a dedicar-se profissionalmente a esta actividade. Só muito mais tarde veio a escrever o seu primeiro livro, arte para que antes se julgava incapaz.

Mestre do suspense, mas nada apreciado pela crítica, considera que o êxito dos seus romances se deve “ao facto de que escrevo histórias que cativam a imaginação dos leitores. Os meus romances têm personagens que o público costuma considerar interessantes, passam-se em lugares glamourosos e geralmente são divertidos.” Na sua autobiografia, o último livro que publicou, confessou ter tentado suicidar-se aos 17 anos.

Bibliografia de Sidney Sheldon

Nada mais e o ciúme

‘A relação de Virgílio e Dulce continha, desde a génese, um projecto de tristeza. De outra maneira: o seu amor possuía em si um pigmento desagregador inato, fatal e profundo, um desgaste intrínseco e congénito. Algo que não era devido ao tempo nem à acumulação das contrariedades, mas fazia parte do código genético desse amor. Uma bomba ao retardador que, minuto a minuto, se ia libertando da sua amnésia. E até no início da paixão, quando esta não tivera tempo para esmorecer ainda, nem interrogar-se demasiado a si mesma, já existiam momentos metafísicos em que um ou outro davam por si a querer saber: «Mas que faço eu aqui?».’ (Gil Duarte, autor do livro ‘Nada mais e o ciúme’)

Nada Mais e o Ciúme

Esta é a primeira auto-publicação de Gil Duarte, através do Sítio do Livro. O autor é um misto de pseudónimo e de heterónimo de um romancista, contista, poeta, ensaísta e crítico cuja identidade secreta só raramente se revela; sabe-se, no entanto, que se trata de um homem de certa idade (como todos os homens), de origem moçambicana, que se dedica ao estudo e ao ensino da filosofia..  Uma das proezas mais espantosas do seu currículo como escritor consiste em nunca ter ganho qualquer prémio literário. Poderia pois, e legitimamente, perguntar-se o que vale um tal escritor: desta vez, terá de ser o leitor a decidir. E sozinho. Nada Mais e o Ciúme é o seu quinto romance: nenhum dos outros quatro se encontra publicado.

William Butler Yeats

Quando Fores Velha

«Quando fores velha, grisalha, vencida pelo sono,
Dormitando junto à lareira, toma este livro,
Lê-o devagar, e sonha com o doce olhar
Que outrora tiveram teus olhos, e com as suas sombras profundas;

Muitos amaram os momentos de teu alegre encanto,
Muitos amaram essa beleza com falso ou sincero amor,
Mas apenas um homem amou tua alma peregrina,
E amou as mágoas do teu rosto que mudava;

Inclinada sobre o ferro incandescente,
Murmura, com alguma tristeza, como o Amor te abandonou
E em largos passos galgou as montanhas
Escondendo o rosto numa imensidão de estrelas.»

William Butler Yeats

William Butler Yeats

Foi dos maiores poetas de língua inglesa do século XX, a quem foi atribuído o Prémio Nobel da Literatura em 1923. O Comité de entrega do prémio justificou a sua decisão pela “sua poesia sempre inspirada, que através de uma forma de elevado nível artístico dá expressão ao espírito de toda uma nação”.

As suas obras iniciais eram caracterizadas por uma tendência romântica exuberante e fantasiosa, que transparece no título da sua colectânea de 1893, The Celtic Twilight (O Crepúsculo Celta). Posteriormente, por volta dos seus 40 anos e em resultado da sua relação com poetas modernistas, como Ezra Pound e também do seu envolvimento activo no nacionalismo irlandês, o seu estilo tornou-se mais austero e moderno.

Quando passam 39 anos da sua morte, recordamos e destacamos William Butler Yeats.

Bibliografia de William Butler Yeats

Lewis Carroll

– Poderia dizer-me, por favor, que caminho devo eu seguir?
– Isso depende muito, para onde pretende ir – disse o Gato.
– Para mim tanto faz, para onde quer que seja… – respondeu Alice.
– Então, pouco importa o caminho que tome – disse o Gato.
– …desde que eu chegue a algum lugar… – acrescentou Alice, explicando-se melhor.
– Ah, então certamente chegará lá, se continuar a andar bastante…” – respondeu o Gato.”

(in “Alice no País das Maravilhas”)

Lewis Carroll

Lewis Carroll

Relembrámos hoje, no aniversário do seu nascimento, o criador de Alice, a do País das Maravilhas. Um escritor de carácter introvertido, tímido e conservador, mas também matemático e fotógrafo. O tão famoso livro de Alice nasceu do improviso de uma divertida história, contada às três filhas de um amigo, uma delas homónima, num longo passeio fluvial e que o escritor logo passou a escrita, baptizando-a inicialmente de “Alice, Debaixo da Terra”. Mais tarde, alongou-a e completou-a, dando-lhe o título definitivo que o imortalizou como escritor. Seguiu-se-lhe, tempos depois, “Alice, do Outro lado do Espelho”.

O seu interesse pela lógica matemática e pelos jogos racionais levou-o também a publicar diversos livros científicos, para as quais reservou o seu nome verdadeiro, Charles Dodgson.

Bibliografia de Lewis Carroll


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