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David Malouf

David Malouf

David Malouf

Destacámos hoje, quando perfaz 77 anos, um escritor australiano, professor de literatura inglesa e com uma vivência muito cosmopolita, cuja obra, premiada inúmeras vezes, no seu país e internacionalmente, inclui romances, novelas, contos, teatro, poesia e libretos de ópera, além de uma autobiografia. Os seus livros mais famosos e traduzidos para Português são “Recordando a Babilónia” e “Uma Vida Imaginária”.

Bibliografia de David Malouf

Philip Roth

Philip Roth

Philip Roth

Celebra-se, também hoje, o 78.º aniversário deste escritor norte-americano, de origem judia, um dos mais populares e premiados da actualidade literária e que muitos o consideram o melhor romancista do momento. Títulos como “A Conspiração Contra a América”, “O Complexo de Portnoy”, “Pastoral Americana”, ou “Casei com um Comunista”, entre vários outros, valeram-lhe a raríssima distinção de ver a sua obra publicada numa colecção completa e definitiva pela Library of America.

Foi recentemente condecorado por Barack Obama, juntamente com outros artistas seus compatriotas, pela sua “contribuição para as letras americanas”, tendo Obama afirmado na ocasião que “um dos grandes prazeres de ser presidente é ter a oportunidade de homenagear artistas, poetas e intérpretes que nos tocaram e abriram os nossos espíritos.” Crítico feroz do anterior presidente americano, chegou a dizer de Bush, quando candidato ao cargo, que “não tem capacidade para dirigir nem um armazém de secos e molhados, quanto mais este país”.

Eremita e muito reservado na sua forma de vida, revelou-se céptico sobre o “futuro pouco brilhante dos livros, no mundo tecnológico contemporâneo.”

Bibliografia de Philip Roth

Irving Wallace

“Ser o que se é e sem medo de, se bem ou mal, é mais admirável que a cobardia fácil da submissão à conformidade.”

Irving Wallace

Irving Wallace

Autor de vários romances premiados, dos quais o mais famoso será “O Prémio”, e muitos deles convertidos ao cinema, escreveu também algumas obras notáveis de não-ficção, incluindo várias edições do “The People’s Almanac” e “The Book of Lists”. “Uma das características mais marcantes das suas narrativas é o modo como costumava desmembrar os enredos, muito diversificados, oferecendo ao leitor várias possibilidades interpretativas.” Começou a sua carreira como repórter e jornalista, em publicações de gabarito, como o “The Saturday Evening Post”, a “Cosmopolitan” ou a “Esquire and Collier” e continuou como argumentista de cinema, em Hollywood.

O seu primeiro grande êxito literário foi “O Relatório Chapman” (1960) e os livros que se lhe seguiram mereceram muita popularidade, mercê da conjunção hábil de ingredientes como o sexo, a alta finança e o antagonismo anti-soviético, muito em voga na altura.

Destacamo-lo, na data em que cumpriria 95 anos.

Bibliografia de Irving Wallace

António Nobre

À Luz da Lua!

“Iamos sós pela floresta amiga,
Onde em perfumes o luar se evola,
Olhando os céus, modesta rapariga!
Como as crianças ao sair da escola.

Em teus olhos dormentes de fadiga,
Meio cerrados como o olhar da rola,
Eu ia lendo essa ballada antiga
D’uns noivos mortos ao cingir da estola…

A Lua-a-Branca, que é tua avozinha,
Cobria com os seus os teus cabellos
E dava-te um aspeto de velhinha!

Que linda eras, o luar que o diga!
E eu compondo estes versos, tu a lel-os,
E ambos scismando na floresta amiga…”

António Nobre

António Nobre

Poeta que se insere numa estética decadentista/simbolista, renovando o romantismo de Garrett e anunciando o modernismo de Sá-Carneiro, foi figura dominante do grupo Boémia Nova.

A tuberculose, que cedo o atacou, forçou-o a uma vida de peregrinação pela Suiça, Inglaterra e Madeira, acabando por morrer precocemente, o que não impediu que o seu nome figurasse entre os grandes poetas da literatura portuguesa de todos os tempos, levando Fernando Pessoa a afirmar: “Ele foi o primeiro a pôr em europeu este sentimento português das almas e das coisas, que tem pena de que umas não sejam corpos, para lhes poder fazer festas, e de que outras não sejam gente, para poder falar com elas”. (inhttp://www.bragancanet.pt/)

É na solidão do seu quarto da Rue des Écoles que escreverá muitos dos poemas que integrarão o “Só”, publicado em Paris em 1892, pelo editor dos poetas simbolistas, Léon Vanier. A obra é mal acolhida em Portugal, com excepção de alguns amigos, mas quando o livro é reeditado seis anos depois, as reacções já são mais favoráveis. Hoje, faz-se-lhe finalmente justiça e “Só” está entre os livros maiores da literatura portuguesa. “Só” é um retrato do país em fins do séc. XIX, em especial do Norte (Douro e Minho), feito com grande ironia.

Quando passam 111 anos da sua morte, relembramos António Nobre.

Bibliografia de António Nobre

 

Selma Lagerlöf

«A cultura é tudo o que resta depois de se ter esquecido tudo o que se aprendeu.»

Selma Lagerlöf

Selma Lagerlöf

Escritora sueca, detentora do primeiro prémio Nobel de Literatura atribuído a uma mulher. É considerada uma das mais importantes escritoras da viragem do século XIX para o século XX.

A sua bibliografia inclui obras importantes, algumas traduzidas em português: “A Lenda de Gösta Berling” (o seu romance de estreia, 1891), “O Exilado”, “Histórias Maravilhosas”, “O Livro das Lendas”, “O Cocheiro da Morte e outras novelas fantásticas”, Infância e, claro, “O Imperador de Portugal”. Este último daria origem a um filme intitulado “A Torre das Mentiras” (realizado pelo sueco Victor Sjöström).

Militante das causas feministas e uma pacifista convicta, durante a II Guerra Mundial ajudou vários intelectuais alemães a fugirem conseguindo-lhes vistos suecos. A poetisa alemã Nelly Sachs foi por ela salva de ser colocada num campo de concentração. Como símbolo da sua contribuição, doou a sua medalha de ouro do prémio Nobel para os esforços nacionais de luta contra os Nazis.

Quando passam 71 anos da sua morte, relembramos Selma Lagerlöf.

Bibliografia de Selma Lagerlöf

Javier Marías

“(…) nenhum segredo pode ou deve ser guardado para sempre do conhecimento de toda a gente, é forçoso que encontre pelo menos um destinatário uma vez na vida, uma vez na vida desse segredo.
É por isso que algumas pessoas reaparecem.
É por isso que nos condenamos sempre por aquilo que dizemos. Ou por aquilo que nos dizem.”

(in ‘Todas as Almas’)

Javier Marías

Javier Marías

É um escritor, tradutor e editor espanhol, membro da Real Academia Espanhola. É considerado um dos romancistas mais relevantes da literatura espanhola contemporânea.

Desde 1971, já escreveu mais de trinta obras, entre romances, ensaios e colectâneas de artigos e contos que incluem títulos tão conhecidos como, “Vidas Escritas”, “O Homem Sentimental”, “O Teu Rosto Amanhã” e “Todas as Almas”.

É considerado um dos escritores vivos mais importantes da língua castelhana. Os seus artigos de imprensa têm tido grande influência na cultura tanto em Espanha como na América Latina, sendo publicados em jornais tais como El País, El Semanal e na revista mexicana Letras Libres.

Em 1997, recebeu o Prémio Nelly Sachs, recentemente ganhou o Prémio Nonino em Itália e foi agora distinguido com o Prémio Austríaco de Literatura Europeia pelo conjunto da sua obra. O Prémio Austríaco de Literatura Europeia já havia distinguido anteriormente nomes como Marguerite Duras, Umberto Eco, António Lobo Antunes, Claudio Magris, Harold Pinter e Doris Lessing. Segundo o júri, a obra do espanhol «é uma obra narrativa de autêntica dimensão europeia, onde combina a reflexão sobre os abismos da natureza humana com o pensamento moral, a história e a política.»

Destacamos Javier Marías, a propósito de ter sido o grande vencedor do Prémio Austríaco de Literatura Europeia.

Bibliografia de Javier Marías

Karl Marx

«Os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo de diversas maneiras; o que importa é modificá-lo.»

Karl Marx

Karl Marx

Acerca dele se afirmou: «No século dezanove foi o pensador que teve, de longe, a influência mais directa, deliberada e poderosa sobre a Humanidade» (Isaiah Berlin).

O seu pensamento define-se essencialmente em oposição ao idealismo Hegeliano, embora dele retome a concepção dinâmica da realidade e os princípios da dialéctica, reinterpretando-os à luz de uma concepção materialista.

Defende que não é a consciência do homem que determina o seu ser, mas o seu ser social que determina a consciência. É a partir dessa premissa que constitui o sistema do materialismo histórico, segundo o qual os processos económicos estão na base de toda a evolução da humanidade.

A história das sociedades é encarada como um longo processo dialéctico em que as classes oprimidas, vítimas de relações de produção desiguais, se revoltam contra as classes dominantes, instaurando uma nova ordem económica. A luta de classes percorre, portanto, todo o devir da humanidade, desde a antiguidade.

Debruçou-se em particular sobre a formação e a essência do capitalismo considerando que este se fundamenta numa apropriação indevida da mais-valia gerada pelo trabalho numa lógica de acumulação e concentração de riqueza que deixa completamente de lado a função social do trabalho e reduz o proletariado a um estado de alienação em que o trabalho deixa de ser um factor de realização pessoal. A religião, que classifica como «ópio do povo», associa-se a esse processo de alienação, prometendo aos proletários uma satisfação extra mundana em troca da sua submissão à ordem estabelecida. (via @Infopédia)

Falamos de Karl Marx, quando passam 128 anos da sua morte.

Bibliografia de Karl Marx

Hans-Georg Gadamer

Hans-Georg Gadamer

Hans-Georg Gadamer

Morreu com 102 anos de idade, convertendo-se assim no pensador de maior longevidade da história da Filosofia Ocidental. Considerado um dos maiores expoentes da Hermenêutica Filosófica, dedicou a sua vida ao ensino universitário e deixou uma extensa e discutida obra que o fez famoso pela sua investigação sobre a Teoria da Interpretação e de que se destaca “Verdade e Método”. Passam hoje 9 anos da data da sua morte.

Bibliografia de Hans-Georg Gadamer

Miguel Delibes

«A minha vida de escritor não seria como é se não se apoiasse num fundo moral inalterável. Ética e estética deram-se a mão em todos os aspectos da minha vida.»

Miguel Delibes

Miguel Delibes

Faz hoje um ano que morreu este autor espanhol, depois de uma prolongada e sofrida agonia causada por um cancro de cólon diagnosticado doze anos antes e que lhe interrompeu a sua prolífica e muito premiada carreira literária. Considerado uma das grandes figuras da literatura espanhola posterior à Guerra Civil e várias vezes apontado para candidato ao Prémio Nobel, o escritor, jornalista e colunista foi um dos espanhóis que melhor retrataram a região de Castela, e o seu mundo rural, tendo sido reconhecido pela sua obra, em grande parte convertida ao teatro e ao cinema, com vários galardões, entre outros, o Prémio Príncipe das Astúrias de Letras (1982), o Prémio Nacional das Letras Espanholas (1991), o Prémio Cervantes (1993 ) e o Prémio Nacional de Narrativa (1999), este pelo seu último livro, “O Herege”. O filme “Os Santos Inocentes”, adaptado por Mario Camus do seu romance homónimo, foi galardoado no Festival de Cannes de 1984.

Disse uma vez que “nas minhas obras há quatro elementos essenciais, a natureza, a morte, a sensibilidade em relação ao próximo e a infância” e, quando morreu, a ele se referiu Ángel Gabilondo, pedindo que o escritor fosse lembrado “sobretudo como uma boa pessoa, (…) que nos ensinou que o cuidado da escrita e da palavra também são formas de se construir a si mesmo.”

Bibliografia de Miguel Delibes

Manuel da Fonseca

Antes que Seja Tarde

«Amigo,
tu que choras uma angústia qualquer
e falas de coisas mansas como o luar
e paradas
como as águas de um lago adormecido,
acorda!
Deixa de vez
as margens do regato solitário
onde te miras
como se fosses a tua namorada.
Abandona o jardim sem flores
desse país inventado
onde tu és o único habitante.
Deixa os desejos sem rumo
de barco ao deus-dará
e esse ar de renúncia
às coisas do mundo.
Acorda, amigo,
liberta-te dessa paz podre de milagre
que existe
apenas na tua imaginação.
Abre os olhos e olha,
abre os braços e luta!
Amigo,
antes da morte vir
nasce de vez para a vida.»

Manuel da Fonseca

Manuel da Fonseca

Escritor português, considerado um vulto destacado do Neo-realismo, publicou, em 1940, “Rosa dos Ventos”, obra pioneira do neo-realismo poético português, nascida do convívio com um grupo de jovens escritores, entre os quais, Mário Dionísio, José Gomes Ferreira, Rodrigues Miguéis, Manuel Mendes e Armindo Rodrigues.

Colaborou em jornais e revistas e fez parte do grupo do Novo Cancioneiro. A sua extensa obra é composta por obras tão populares como, “Planície”, “Poemas Completos”, “O Fogo e as Cinzas”, “Um Anjo no Trapézio”, “Cerromaior” e “Seara de Vento”, esta última considerada uma das suas obras de maior êxito.

Poeta, romancista, contista e cronista, foi ainda presidente da Sociedade Portuguesa de Escritores. Quando passam 18 anos da sua morte, relembramos Manuel da Fonseca.

Bibliografia de Manuel da Fonseca

Pedro Bandeira

Quem sou eu? (de Pedro Bandeira)

“Eu às vezes não entendo!
As pessoas em um jeito
De falar de todo mundo
Que não deve ser direito.

Aí eu fico pensando
Que isso não está bem.
As pessoas são quem são,
Ou são o que elas têm?

Eu queria que comigo
Fosse tudo diferente.
Se alguém pensasse em mim,
Soubesse que eu sou gente.

Falasse do que eu penso,
Lembrasse do que eu falo,
Pensasse no que eu faço
Soubesse por que me calo!

Porque eu não sou o que visto.
Eu sou do jeito que estou!
Não sou também o que eu tenho.
Eu sou mesmo quem eu sou!”

Pedro Bandeira

Pedro Bandeira

É o escritor de literatura juvenil mais lido e vendido do Brasil. O seu livro “A Droga da Obediência” foi a sua consagração como escritor, levando-o a dedicar-se a tempo inteiro à escrita, abandonando o jornalismo e a publicidade.

Especialista em literacia e técnicas especiais de leitura, ministra conferências para professores em todo o Brasil. Já escreveu mais de 70 livros, entre eles a famosa série “Os Karas” da qual fazem parte títulos como: “A droga da obediência”, “Pântano de sangue”, “Anjo da morte”, “A droga do amor” e “Droga de americana”.

Autor amplamente premiado, já conquistou, entre outros, o Prémio APCA, pela Associação Paulista de Críticos de Arte e, em 1986, o Prémio Jabuti (Literatura Juvenil).

Falamos de Pedro Bandeira no dia em que celebra o seu 69.º aniversário.

Bibliografia de Pedro Bandeira

Adolfo Bioy Casares

“A trama é o ‘carro-chefe’ da literatura. Tudo mais, o estilo, a maneira de contar, os experimentos, deve estar ao seu serviço.”

Adolfo Bioy Casares

Adolfo Bioy Casares

A sua obra mais famosa e que é hoje considerada um clássico da literatura contemporânea, “A Invenção de Morel”, consagrou-o como um dos escritores argentinos mais importantes do Século XX e muito premiado em todo o Mundo, ostentando, entre outros, o Prémio Cervantes, de 1990. Em finais de 1993, a tragédia abateu-se sobre a sua família, com a morte da sua mulher Silvina e, passados apenas poucos dias, Marta, a sua filha única morreu atropelada. Faleceu a 8 de Março de 1999, numa clínica de Buenos Aires, vítima de uma insuficiência respiratória e coronária.

Considerado por Jorge Luis Borges como um dos maiores escritores argentinos de ficção, é autor de uma vasta obra “onde a fantasia e a realidade se sobrepõem com uma harmonia magistral.” A impecável construção dos seus relatos é, talvez, a característica pela qual é referido pela crítica com mais frequência. Todos os seus companheiros escritores, compatriotas ou de outras partes sul-americanas, são unânimes em afirmar que Adolfo Bioy Casares foi um dos mais perfeitos escritores argentinos.

A crítica é hoje unânime em afirmar que apostou no humor e na ironia como forma de contrabalançar e, até mesmo, escapar à dureza da realidade vivida em Buenos Aires. Tem a sua obra traduzida em 16 idiomas, talvez até pelo facto de toda ela abordar temas de profundidade filosófica e intelectual, desde a perspectiva do relato ou da novela fantástica. (in Infopédia)

Hoje, passados 12 anos da sua morte, relembramos este autor.

Bibliografia de Adolfo Bioy Casares

Georges Perec

«O que precisamos de questionar são os tijolos, o cimento ou o vidro, as nossas maneiras, os utensílios e instrumentos, a maneira como gastamos o nosso tempo, os nossos ritmos. Questionar o que parece ter deixado em definitivo de nos surpreender. É verdade que vivemos, respiramos, andamos, sentamo-nos à mesa para comer, deitamo-nos numa cama para dormir. Como? Onde? Quando? Porquê? Descreva a sua rua, descreva outra e compare-as.»

 Georges Perec

Georges Perec

Considerado como um dos mais importantes romancistas franceses do pós Segunda Guerra Mundial, “dono de uma prosa extremamente lúdica, que recorre à lógica e à matemática para lançar uma luz surpreendente sobre os detalhes mais repetitivos das sociedades de consumo”, tornou-se famoso logo com o seu primeiro livro, o romance “As Coisas”, ao ganhar, em 1965, o Prémio Renaudot. Logo em seguida, com a publicação de “Um homem que dorme”, foi convidado a participar no grupo de literatura experimental OuLiPo e, daí em diante, assinaria uma obra extensa, desde o relato autobiográfico, à poesia, do romance experimental, ao ensaio literário.

Nascido em Paris, a sua infância foi muito conturbada pela Guerra, pois os seus pais, judeus de origem polaca, morreram cedo, o pai na frente de batalha e a mãe deportada em Auschwitz, tendo sido acolhido e educado por uma tia paterna. Só em 1978, pelo êxito conseguido com o seu livro ”La Vie, mode d’emploi”, acabaria por conseguir dedicar-se em exclusivo à literatura, abandonando um antigo emprego de arquivista e tendo ainda realizado uma incursão no cinema, como produtor. Boa parte da sua obra vem a ser publicada apenas postumamente.

Georges Perec completaria hoje 75 anos.

Bibliografia de Georges Perec

Pearl S. Buck

‎”Muitas pessoas perdem as pequenas alegrias, enquanto anseiam pela grande felicidade.”

Pearl S. Buck

Pearl S. Buck

Circunstâncias familiares, já que o seu Pai era um missionário, tradutor para chinês da Bíblia, levaram-na a emigrar ainda criança para a China, pais onde acabou por passar grande parte da sua vida e que muito a marcou, tendo inclusive aprendido o seu idioma antes do inglês e vindo a dedicar-se a tarefas filantrópicas ou académicas e, por via disso e por ter acompanhado o primeiro marido na sua profissão de agrónomo, conheceu amplamente a China profunda. Depois de se refugiar no Japão, na sequência da eclosão da Guerra Civil Chinesa, radicou-se nos Estados Unidos e não mais regressou àquele País, em parte decepcionada com a política nele vigente, mas também por oposição do próprio governo chinês.

A sua muito extensa obra literária, premiada com um Pulitzer e com o Nobel e que lhe valeu a nomeação para o Instituto Nacional das Artes e Letras norte-americano, veio assim a ser emanada de toda a sua vivência na China e centrada nas cruéis realidades sociais com que se viu confrontada, denunciando também uma manifesta preocupação pelas condições de vida das mulheres e crianças asiáticas e vários dos seus livros foram convertidos ao cinema. A sua empenhada actividade humanitária, apoiada pelos seus sucessivos maridos, veio a culminar na criação da Fundação “Pearl S. Buck International”, intensa e extensivamente dedicada às causas por que a autora tanto se bateu (v. http://www.psbi.org/).

Tendo sido a primeira mulher escritora norte-americana a ganhar o Prémio Nobel, em 1938, o júri da Academia Sueca atribuiu-lho “pelas descrições ricas e realmente épicas da vida rural na China e pelas suas obras-primas biográficas” (cf. http://nobelprize.org/nobel_prizes/literature/laureates/1938/).

Passam hoje 38 anos da sua morte e assim a celebramos.

Bibliografia de Pearl S. Buck

Joel Serrão

Joel Serrão

Joel Serrão

Deixou “uma obra vasta e multifacetada que o posicionou como um dos responsáveis pela renovação da historiografia portuguesa, além de ter sido um intelectual civicamente interveniente. Da sua enorme produção, destaca-se o ‘Dicionário de História de Portugal’, elaborado ao longo de dez anos e que é encarado como um dos marcos da historiografia portuguesa do século XX”. Recordámo-lo, no 3.º aniversário da sua morte.

Bibliografia de Joel Serrão

Khaled Hosseini

‎”Um homem que não tem consciência, nem bondade, não sofre.”

(in “O Caçador de Pipas”)

Khaled Hosseini

Khaled Hosseini

Médico de profissão, aproveitava as horas vagas para escrever. Foi nesses intervalos que surgiu “O Caçador de Pipas”, romance sobre a trajectória de um menino afegão ao longo da turbulenta história do país: a queda da monarquia nos anos 70, a invasão pelos soviéticos, o fim do comunismo e a ascensão do regime Taliban. “O Caçador de Pipas” foi um verdadeiro best-seller internacional, publicado em 40 países e presença constante nas listas dos mais vendidos.

Em 2001, escreveu o “Menino de Cabul”, que viria a ser adaptado ao cinema por Marc Forster e Sam Mendes. Recebeu em 2006, a nomeação de embaixador da UNHCR, a Agência das Nações Unidas para os Refugiados, nos Estados Unidos.

Falamos de Khaled Hosseini no dia em que celebra o seu 46.º aniversário.

Bibliografia de Khaled Hosseini

Maria Gabriela Llansol

Saber esperar alguém

“Não há mais sublime sedução do que saber esperar alguém.
Compor o corpo, os objectos em sua função, sejam eles
A boca, os olhos, ou os lábios. Treinar-se a respirar
Florescentemente. Sorrir pelo ângulo da malícia.
Aspergir de solução libidinal os corredores e a porta.
Velar as janelas com um suspiro próprio. Conceder
Às cortinas o dom de sombrear. Pegar então num
Objecto contundente e amaciá-lo com a cor. Rasgar
Num livro uma página estrategicamente aberta.
Entregar-se a espaços vacilantes. Ficar na dureza
Firme. Conter. Arrancar ao meu sexo de ler a palavra
Que te quer. Soprá-la para dentro de ti —————–
————————-até que a dor alegre recomece.”

Maria Gabriela Llansol
“o começo de um livro é precioso”
assírio & alvim, 2003
(retirado de: http://canaldepoesia.blogspot.com/)

Maria Gabriela Llansol

Maria Gabriela Llansol

Escritora portuguesa de ascendência espanhola, é considerada uma das mais inovadoras escritoras da ficção portuguesa contemporânea. Um dos traços mais marcantes de toda a sua produção consiste na constante negação da escrita representativa, com inserção no texto de diferentes caracteres tipográficos, espaços em branco, traços que dividem o texto, perguntas de retórica, aspectos que contribuem para a sensação de estranheza que os seus textos provocam.

A sua obra faz estilhaçar as fronteiras entre o que designamos por ficção, diário, poesia, ensaio, memórias, etc.

Ganhou o Prémio Dom Dinis da Fundação Casa de Mateus do ano de 1985, com a obra “Um Falcão no Punho” e, por duas vezes, o Grande Prémio de Romance e Novela APE/IPLB da Associação Portuguesa de Escritores, no ano de 1990, com a obra “Um Beijo Dado Mais Tarde” e, em 2006, com a obra “Amigo e Amiga”.

Quando passam 3 anos da sua morte, relembramos Maria Gabriela Llansol.

Bibliografia de Maria Gabriela Llansol

Philip K. Dick

‎«A ferramenta básica para se manipular a realidade é a manipulação das palavras. Se você puder controlar o significado das palavras, você pode controlar as pessoas que precisam delas.»

Philip K. Dick

Philip K. Dick

Foi um escritor americano de ficção científica que alterou profundamente este género literário. Apesar de ter tido pouco reconhecimento em vida, a adaptação de vários dos seus livros ao cinema acabou por tornar a sua obra conhecida.

Inspirando-se em ideias do Budismo, Cabalismo, Gnosticismo e outras doutrinas herméticas e combinando-as com certos aspectos das novas crenças na parapsicologia, extraterrestres e percepção extra-sensorial, o autor criou mundos alternativos nos quais acabou eventualmente por julgar viver. Consumindo drogas em excesso, alegou ter sido contactado em 1974 por uma inteligência alienígena. Explorou em muitas das suas obras temas como a realidade e a humanidade, utilizando normalmente como personagens, pessoas comuns e não os normais heróis galácticos de outras obras do género.

Os filmes “Minority Report” com Tom Cruise, “Total Recall” com Arnold Schwarzenegger, “Screamers” com Peter Weller, entre outros, são sucessos cinematográficos baseados em novelas ou contos de Dick. Quando passam 29 anos da sua morte, relembramos Philip K. Dick.

Bibliografia de Philip K. Dick

Robert Lowell

MEIA IDADE

“A monotonia do solstício de inverno
está agora em mim, Nova Iorque
atravessa-me os nervos,
enquanto percorro
as ruas maceradas.

Quarenta e cinco,
e a seguir?, e a seguir?
A cada esquina,
encontro meu Pai,
da minha idade, ainda vivo.

Pai, perdoa as
minhas ofensas,
como eu perdoo
aqueles que
tenho ofendido!

Nunca escalaste
o Monte Sião, porém deixaste
pegadas de dinossauro
na crosta
por onde devo caminhar.”

Robert Lowell

Robert Lowell

É considerado um dos mais importantes poetas do século XX. Considerado o pai dos poetas confessionais, termo usado para rotular poetas como W. D. Snodgrass, Sylvia Plath, Anne Sexton e outros mais, o seu trabalho literário foi fruto da sua própria infelicidade e foi fortemente influenciado pelos movimentos sociais, políticos e ideológicos ocorridos nos EUA durante as três primeiras décadas do pós-guerra.

Ganhou o Prémio Pulitzer em 1974, com a obra ‘’The Dolphin’’. Morreu de ataque cardíaco, num táxi, em Nova York, em 12 de Setembro de 1977. Quando faria 94 anos, relembramos Robert Lowell.

Bibliografia de Robert Lowell

Carmen Laforet

“Se se é escritor, escreve-se sempre, mesmo que não se queira fazê-lo, mesmo que pretenda escapar a essa duvidosa glória e a esse real sofrimento que se merece por seguir uma vocação.”

Carmen Laforet

Carmen Laforet

Novelista espanhola que ascende à fama com a publicação da novela “Nada”, um romance que revolucionou a literatura e agitou a sociedade espanhola e que é, em 1944, o grande vencedor da primeira nomeação do prémio Nadal.

Oito anos depois, publica “A Ilha e os Demónios”, que vem confirmar o seu talento narrativo, consagrando a autora como uma das mais importantes escritoras espanholas do Século XX.

«A 28 de Fevereiro de 2004, faleceu em Madrid, aos 82 anos, Carmen Laforet, a mulher que renovou a narrativa do pós-guerra com o seu inesquecível romance “Nada”.» (El Mundo).

Quando passam 7 anos da sua morte, relembramos Carmen Laforet.

Bibliografia de Carmen Laforet


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