Archive for the 'Notoriedades' Category



Juan Rulfo

Juan Rulfo

Juan Rulfo

É talvez o autor sul-americano mais comentado, elogiado e imitado do Século XX. Toda a sua obra literária conhecida, que reunida pouco ultrapassa as 300 páginas, é considerada como fundadora, origem de uma nova forma de literatura, que deu lugar a escritores como Gabriel García Marquez, um dos seus mais famosos e reconhecidos devedores. De Pablo Neruda a Carlos Fuentes, de Octávio Paz a Jorge Luis Borges e Juan Carlos Onetti, abundam os testemunhos de admiração dos seus pares e o assombro e desconcerto da crítica.

Em contraste com este enorme rumor a rodear a escassa obra do autor, está o silêncio em que desapareceu o escritor depois da publicação, em 1955, de «Pedro Páramo» e até à sua morte, em Janeiro de 1986. Silêncio este apenas interrompido pela revelação esporádica, por parte de jornalistas, da iminente «saída» de uma nova novela, ”La Cordillera”, que acabou por se tornar mítica. (in www.cavalodeferro.pt) Recordamos Juan Rulfo, no dia em que faria 94 anos.

Bibliografia de Juan Rulfo

Katherine Anne Porter

«Deve haver uma espécie de ordem no universo, no movimento das estrelas, na rotação da terra e nas mudanças das estações, mas a vida humana é quase puro caos.»

Katherine Anne Porter

Katherine Anne Porter

Jornalista, ensaísta, romancista e activista política norte-americana, galardoada com o prémio Pulitzer pelo seu livro “Collected Stories” e nomeada por três vezes ao Nobel da Literatura, ficou conhecida pela sua agudeza de espírito e perspicácia e é considerada a mais importante escritora texana.

As suas obras, que pertencem à tradição literária do Sul dos Estados Unidos, lidam com temas sombrios, tais como traição, morte e a origem do mal humano. O seu único romance, “A Nave dos Loucos”, ainda que tendo levado vinte anos a terminar de ser escrito, tornou-a famosa e rica. Passam hoje 121 anos do seu nascimento.

Bibliografia de Katherine Anne Porter

Roger Zelazny

“Não existe algo como civilização. A palavra apenas significa a arte de viver em cidades.”

(Roger Zelazny, in “As Crónicas de Âmbar”)

Roger Zelazny

Roger Zelazny

Foi um escritor de fantasia, ficção científica, contos e romances. Ganhou o prémio Nebula por três vezes, num total de 14 nomeações e o prémio Hugo por seis vezes, num total de também 14 nomeações.

As “Crónicas de Âmbar”, uma série de 10 livros, foram o seu grande sucesso. É uma obra comparável e, para alguns, até supera a Trilogia de J.R.R.Tolkien, “O Senhor dos Anéis”.

Escreveu vários outros livros de ficção científica e era próximo e venerado de escritores mais jovens tais como Neil Gaiman. Falamos de Roger Zelazny, no dia em que faria 74 anos.

Bibliografia de Roger Zelazny

Fernando Pinto do Amaral

Segredo

«Esta noite morri muitas vezes, à espera
de um sonho que viesse de repente
e às escuras dançasse com a minha alma
enquanto fosses tu a conduzir
o seu ritmo assombrado nas trevas do corpo,
toda a espiral das horas que se erguessem
no poço dos sentidos. Quem és tu,
promessa imaginária que me ensina
a decifrar as intenções do vento,
a música da chuva nas janelas
sob o frio de fevereiro? O amor
ofereceu-me o teu rosto absoluto,
projectou os teus olhos no meu céu
e segreda-me agora uma palavra:
o teu nome – essa última fala da última
estrela quase a morrer
pouco a pouco embebida no meu próprio sangue
e o meu sangue à procura do teu coração.»

Fernando Pinto do Amaral

Fernando Pinto do Amaral

Escritor português, crítico literário e tradutor é, desde 1987, professor na Faculdade de Letras de Lisboa. Colaborou em revistas como Ler, A Phala, Colóquio/Letras e o jornal Público.

É autor da tradução ‘’As Flores do Mal’’ de Baudelaire, que lhe valeu o Prémio Pen Club e o Prémio da Associação Portuguesa de Tradutores e ”Poemas Saturnianos” de Verlaine.

Entre a sua obra, contam-se “Acédia”, “A Escada de Jacob”, “Às Cegas”, “Mosaico Fluido — Modernidade e Pós-Modernidade na Poesia Portuguesa Mais Recente” (Prémio de Ensaio Pen Club), “Na Órbita de Saturno” e “Obra Poética”, “O Segredo de Leonardo Volpi”, entre muitos outros.

Falamos de Fernando Pinto do Amaral no dia em que celebra o seu 51.º aniversário.

Bibliografia de Fernando Pinto do Amaral

Rubem Fonseca

“A beleza é triste pois ela está no lugar de algo que se foi. O tempo perdido não pode ser recuperado. Sua beleza só pode ser vivida como ausência: a beleza dói… Magia é isto: invocar o que se foi, mas que continua a nos habitar. Ou será poesia?”

Rubem Fonseca

Rubem Fonseca

É considerado o maior escritor brasileiro vivo. Inaugurou uma nova corrente na literatura brasileira contemporânea que ficou conhecida, em 1975, através de Alfredo Bosi, como “brutalista”.

As suas obras geralmente retratam, em estilo seco e directo, a luxúria e a violência urbana, num mundo onde marginais, assassinos, prostitutas, miseráveis e delegados se misturam. Revelou as entranhas da sociedade e antecipou a escalada de violência no País.

Não se deixa fotografar e tão pouco concede entrevistas. Foi agraciado, em 2003, com o Prémio Luís de Camões, concedido pelos governos do Brasil e de Portugal, pelo conjunto da sua obra. Falamos de Rubem Fonseca, no dia em que celebra o seu 86.º aniversário.

Bibliografia de Rubem Fonseca

Nuno Lobo Antunes

«Escrever um livro foi um exorcismo.»

Nuno Lobo Antunes

Nuno Lobo Antunes

Licenciado em Medicina, em 1977, foi assistente hospitalar de Pediatria e coordenador da Unidade de Neuropediatria do Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Foi membro da Comissão de Neurologia do Children Oncology Group, consultor de Neurologia Pediátrica para o Departamento de Neurologia e Pediatria do Memorial Hospital for Cancer and Allied Diseases e para o Presbyterian Hospital, em Nova Iorque.

Na mesma cidade, foi professor auxiliar de Neurologia e Pediatria no Weill Cornell Medical College, pertencente à Universidade de Cornell. Actualmente é director médico e coordenador das áreas de Neurodesenvolvimento e Neurologia do CADIn – Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil, em Cascais.

Publicou os livros “Vida em mim”, em 2010, “Mal entendidos”, em 2009, e “Sinto muito”, em 2008. Falamos de Nuno Lobo Antunes, no dia em que comemora o seu 57.º aniversário.

Bibliografia de Nuno Lobo Antunes

José Ortega y Gasset

A Falsa Igualdade entre os Homens

«Debaixo de toda a vida contemporânea encontra-se latente uma injustiça profunda e irritante: a falsa suposição da igualdade real entre os homens. Cada passo que damos entre eles mostra-nos tão evidentemente o contrário que cada caso é um tropeção doloroso.»

(José Ortega y Gasset, in ‘A Desumanização da Arte’)

José Ortega y Gasset

José Ortega y Gasset

Foi o primeiro vulto da filosofia na Espanha do século XX e um dos nomes mais importantes da cultura espanhola contemporânea. Licenciou-se e doutorou-se na Universidade de Madrid, de que foi catedrático de Metafísica de 1910 a 1936.

Em 1923, fundou a célebre “Revista de Occidente”, que dirigiu até 1936, com uma importância fundamental no pensamento e na literatura contemporâneos da Espanha e que continuaria de 1963 até ao presente.

A maioria dos seus livros são colectâneas de artigos e ensaios. Além das idéias lúcidas e avançadas, demonstra maestria no manejo da língua espanhola. Ortega y Gasset também foi um grande conferencista e gostava de incitar seus ouvintes e leitores a desenvolver os temas em discussão. Para ele, a vida era um intenso diálogo entre cada indivíduo e o seu meio.

Entre suas obras, podem ser destacadas as “Meditações do Quixote” e “A Rebelião das Massas”. Quando passam 128 anos do seu nascimento, relembramos José Ortega y Gasset.

Bibliografia de José Ortega y Gasset

Thomas Pynchon

Thomas Pynchon

Thomas Pynchon

Conhecido pela reclusão em que vive, o que gerou diversos rumores sobre a sua real identidade, é tido como um dos mais originais escritores norte-americanos vivos e constantemente citado como concorrente ao Nobel de Literatura. A sua ficção, vertida em livros longos e complexos, às vezes com centenas de personagens e dezenas de histórias paralelas, abrange campos muito diversos, como física, matemática, química, filosofia, parapsicologia, história, mitologia, ocultismo, música pop, banda desenhada, cinema, drogas ou psicologia, unindo-os de maneira picaresca, humorística, absurda, poética e sombria. Comemora hoje 74 anos.

Bibliografia de Thomas Pynchon

Almeida Faria

Almeida Faria

Almeida Faria

Ficcionista, dramaturgo e ensaísta, obteve o Prémio Revelação de Romance da Sociedade Portuguesa de Escritores com o livro “Rumor Branco” (1962), confirmando depois a sua maturidade literária com “A Paixão” (1965), primeiro romance de uma «Tetralogia Lusitana» de que fazem parte “Cortes” (1978) – Prémio Aquilino Ribeiro da Academia das Ciências de Lisboa, “Lusitânia” (1980) – Prémio Dom Dinis da Fundação da Casa de Mateus, e “Cavaleiro Andante” (1983) – Prémio Originais de Ficção da Associação Portuguesa de Escritores.

O seu último romance, “O Conquistador”, foi publicado em 1990, e o conto “Vanitas” em 2007. Publicou ainda as peças “Vozes da Paixão” (1998) e “A Reviravolta” (1999). Os seus livros estão traduzidos em várias línguas.

Falamos de Almeida Faria no dia em que celebra o seu 68.º aniversário.

Bibliografia de Almeida Faria

Maurice Maeterlinck

«A inteligência é a faculdade com o auxílio da qual compreendemos por fim que tudo é incompreensível.»

Maurice Maeterlinck

Maurice Maeterlinck

Foi um dramaturgo e ensaísta belga de língua francesa. Embora tenha estudado Direito, sentiu que não tinha muita aptidão para a carreira de advocacia e decidiu dedicar-se à Literatura. Ao deslocar-se a Paris, travou conhecimento com muitos poetas simbolistas, entre os quais se destaca a figura de Villiers de l’Isle Adam, de quem recebeu influência.

Em 1899, obteve notoriedade com a crítica favorável de Octave Mirbeau (crítico literário do jornal Le Figaro) à sua primeira obra teatral “La Princesse Maleine”. Provocou ainda grande impacto com a peça “Pelléas et Mélisande” (1892), considerada uma obra-prima do drama simbolista e transformada em ópera por Claude Debussy.

A maioria das suas obras caracteriza-se por um certo fatalismo, misticismo e pela constante presença da morte. Em 1911, foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura e em 1932 foi-lhe atribuído o título de Conde da Bélgica. (fonte: Infopedia.pt)

Quando passam 62 anos da data da sua morte, relembramos Maurice Maeterlinck.

Bibliografia de Maurice Maeterlinck

Graham Swift

“Em algumas circunstâncias, a generosidade é uma das mais eficazes, e talvez das mais doces formas de vingança.”

Graham Swift

Graham Swift

É um dos mais talentosos escritores britânicos de sua geração, elogiado por romancistas como Salman Rushdie. O seu reconhecimento permitiu que se tornasse escritor em regime integral, podendo abandonar as aulas de inglês que dava em Londres e na Grécia.

“Desde Aquele Dia”, “Fora deste Mundo”, “O País das Águas” e “Últimas Vontades” são as suas obras que se encontram traduzidas em Portugal.

No dia em que faz 62 anos, destacamos Graham Swift.

Bibliografia de Graham Swift

Juan Gelman

Chuva

“hoje chove muito, muito,
dir-se-ia que estão a lavar o mundo.
o meu vizinho do lado vê a chuva
e pensa em escrever uma carta de amor
uma carta à mulher com quem vive
e lhe faz a comida e lava a roupa e faz amor com ele
e se parece com a sua sombra
o meu vizinho nunca diz palavras de amor à mulher
entra em casa pela janela e não pela porta
por uma porta entra-se em muitos sítios
no trabalho, no quartel, na prisão,
em todos os edifícios do mundo
mas não no mundo
nem numa mulher
nem na alma
quer dizer
nessa caixa ou nave ou chuva que chamamos assim
como hoje
que chove muito
e me custa escrever a palavra amor
porque o amor é uma coisa e a palavra amor é outra coisa
e só a alma sabe onde as duas se encontram
e quando
e como
mas que pode a alma explicar
por isso o meu vizinho tem tempestades na boca
palavras que naufragam
palavras que não sabem que há sol porque nascem e morrem na mesma noite em que ele amou
e deixam cartas no pensamento que ele nunca escreverá
como o silêncio que existe entre duas rosas
ou como eu
que escrevo palavras para regressar
ao meu vizinho que vê a chuva
e à chuva
ao meu coração desterrado”

(Juan Gelman, in «No Avesso do Mundo»)

Juan Gelman

Juan Gelman

Prémio Cervantes 2007, dedicou a sua vida não só às letras, ao jornalismo e à tradução, mas também à luta social e política no turbilhão das suas palavras poética.

Tido como uma das mais importantes vozes da poesia castelhana contemporânea, recebeu em 2005 o “XIV Premio Reina Sofía de Poesía Iberoamericana”, concedido pelo Estado Espanhol e pela Universidade de Salamanca. Pela sua importância, este prémio equivale a uma espécie de Nobel da Literatura para os poetas de expressão hispânica.

A sua poesia vem sendo traduzida para diversas línguas, tais como o francês, o inglês, o alemão, o italiano, o norueguês, o sueco, o grego, o hebraico, o russo, o chinês, o checo e o turco.

Falamos de Juan Gelman, no dia em que celebra o seu 81.º aniversário.

Bibliografia de Juan Gelman

Benjamim Spock

«Amar é também ensinar o filho a ser um cidadão responsável, estimar e respeitar os outros como a si. A ter equilíbrio nos direitos, deveres e até prazeres.»

Benjamim Spock

Benjamim Spock

Foi um médico pediatra norte-americano. As suas ideias sobre a educação dos filhos influenciaram tremendamente pais e mães. Defendeu uma postura liberal, flexível e permissiva, privilegiando a comunicação e o carinho na relação pais-filhos, operou uma ruptura clara com a tradição marcadamente repressiva e rígida na educação das crianças.

Muitos educadores e psicopedagogos responsabilizaram-no pelos resultados negativos desta permissividade. Chegou a ser chamado de “pai da permissividade”.

Falamos do Dr. Benjamim Spock, na data do seu nascimento.

Bibliografia de Benjamim Spock

José de Alencar

“O sucesso nasce do querer, da determinação e persistência em se chegar a um objectivo. Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e vence obstáculos, no mínimo fará coisas admiráveis.”

José de Alencar

José de Alencar

Tido como o maior prosador do romantismo brasileiro, é considerado o criador do romance deste país e criou uma literatura nacionalista, empregando um vocabulário e uma sintaxe típicos do Brasil e evitando o estilo lusitano, que até então prevalecia na literatura aí produzida. Os seus romances costumam ser classificados em quatro categorias, urbanos, históricos, indigenistas e regionalistas e a sua obra traça um perfil psicológico, social e cultural da sociedade e dos costumes da sua época, bem como da História do Brasil.

Licenciou-se em direito e exerceu advocacia, mas tornou-se jornalista, romancista, cronista, dramaturgo e também político, vindo a ser deputado provincial e a ocupar o cargo de Ministro da Justiça, mas abandonou a política, depois de ter sido vetado para o cargo de senador, pelo Imperador D. Pedro II. Veio a morrer no Rio de Janeiro, aos 48 anos, deprimido e muito debilitado pela tuberculose, que o perseguia desde jovem e depois de ter tentado, em vão, a sua cura na Europa. Foi muito homenageado no Brasil, designadamente com uma estátua no Rio e um teatro em Fortaleza e é evocado como “o patriarca da literatura brasileira”.

Celebramos hoje este notável e prolífico escritor brasileiro, no 182.º aniversário do seu nascimento.

Bibliografia de José de Alencar

Jean-François Revel

“O que tomamos como justiça é, muitas vezes, uma injustiça cometida em nosso favor.”

Jean-François Revel

Jean-François Revel

Destacámos hoje, quando passam 5 anos da sua morte, este incontornável filósofo e sociólogo francês, que também se distinguiu como jornalista e romancista. Membro da Academia Francesa de Letras, sempre polémico e provocador, mas realista e objectivo, foi um dos mais lúcidos críticos da teoria marxista e do pensamento socialista. Dos seus livros mais célebres e esclarecedores, serão a “Obsessão Antiamericana”, em que confronta os mitos com as realidades da sociedade norte-americana e a “A Grande Parada”, onde procura elucidar os motivos para a sobrevivência da ideologia socialista, mesmo após a queda do regime soviético.

Bibliografia de Jean-François Revel

Nuno Júdice

Jogo

”Eu, sabendo que te amo,
e como as coisas do amor são difíceis,
preparo em silêncio a mesa
do jogo, estendo as peças
sobre o tabuleiro, disponho os lugares
necessários para que tudo
comece: as cadeiras
uma em frente da outra, embora saiba
que as mãos não se podem tocar,
e que para além das dificuldades,
hesitações, recuos
ou avanços possíveis, só os olhos
transportam, talvez, uma hipótese
de entendimento. É então que chegas,
e como se um vento do norte
entrasse por uma janela aberta,
o jogo inteiro voa pelos ares,
o frio enche-te os olhos de lágrimas,
e empurras-me para dentro, onde
o fogo consome o que resta
do nosso quebra-cabeças.”

(Nuno Júdice, in “A Fonte da Vida”)

Nuno Júdice

Nuno Júdice

É poeta, ensaísta e académico, foi Conselheiro Cultural da Embaixada de Portugal e Director do Instituto Camões, em Paris. A sua estreia literária deu-se com ”A Noção de Poema” (1972). Em 1985, receberia o Prémio Pen Clube e o Prémio D. Dinis, da Casa de Mateus, em 1990. Em 1994, a Associação Portuguesa de Escritores distinguiu-o pela publicação de ”Meditação sobre Ruínas”, finalista do Prémio Europeu de Literatura Aristeion. Assinou ainda obras para teatro e traduziu autores como Corneille e Emily Dickinson.

Foi Director da revista literária ”Tabacaria”, editada pela Casa Fernando Pessoa e Comissário para a área da Literatura da representação portuguesa à 49.ª Feira do Livro de Frankfurt. Tem obras traduzidas em Espanha, Itália, Venezuela, Inglaterra e França.

No dia em que celebra o seu 62.º aniversário, destacamos e damos os parabéns a Nuno Júdice.

Bibliografia de Nuno Júdice

Roberto Bolaño

Roberto Bolaño

Roberto Bolaño

Escritor chileno, venceu o Prémio Rómulo Gallegos pelo seu romance “Os Detectives Selvagens”, que descreveu como uma carta de amor à sua geração. Foi considerado por seus pares o mais importante autor latino-americano de sua geração.

Já não pôde receber o prestigiado National Book Critics Circle Award, o da Fundación Lara, o Salambó, o Ciudad de Barcelona, o Santiago de Chile ou o Altazor, atribuídos a “2666”, unanimemente considerado o maior fenómeno literário da última década.

O Washington Post comparou “2666” às obras mais ambiciosas do século XX, saídas do génio de Proust, Musil ou Joyce. Escreveu ainda que, com este livro, Bolaño se “juntou aos imortais”. Foi considerado o “livro do ano”, para alguns “o livro da década” ou, então, “o primeiro grande romance do século XXI”. Foi um fenómeno mundial que lançou o seu nome que era até então praticamente desconhecido.

Falecido em 2003, tinha na altura 50 anos, relembramo-lo, hoje, no dia em que faria 58 anos.

Bibliografia de Roberto Bolaño

The Evolution of the Book

“We put this video together for a publishing conference, to show that while the format of the book is changing, the things that we take from books remain constant. The evolution of the medium is shown, from antiquity to ebooks, using extracts and references from thirty five books and series published by Hachette’s companies – see if you can identify them all!” (via http://youtu.be/PF9Q3LcOAQ8)

Morris West

“A liberdade mais difícil de conservar é a de nos enganarmos”.

Morris West

Morris West

Escritor australiano de renome mundial, nascido em 1916 e falecido em 1999. Em 1955, abandona a Austrália para prosseguir na sua carreira de escritor, indo então viver para diversos sítios, passando pela Áustria, Itália, Inglaterra e Estados Unidos da América. Depois de publicada a sua primeira obra, sente-se incentivado a publicar outras, seguindo-se mais vinte e oito outras obras.

Para além de novelista, destacou-se ainda pelas obras dramáticas, publicando cinco no total, pelas obras de não ficção, onde se pode encontrar um texto plenamente autobiográfico, e por diversos guiões de adaptação de obras suas ao cinema, de onde se destacam principalmente as adaptações de The Devil’s Advocate (1978), The Second Victory (1986) e Cassidy (1989).
(in http://www.infopedia.pt/$morris-west)

No dia em que faria 95 anos, destacamos Morris West.

Bibliografia de Morris West

Alejo Carpentier

Alejo Carpentier

Alejo Carpentier

Diz-se que após ler a obra de Alejo Carpentier, Gabriel García Márquez terá deitado para o lixo o seu primeiro manuscrito de “Cem Anos de Solidão” e começado outra vez do zero.

Novelista e ensaísta cubano e, também, jornalista, músico e crítico de arte, a sua literatura, frequentemente associada ao “realismo fantástico”, abordou a realidade americana, descobrindo a magistralidade de um continente, onde o surpreendente se podia encontrar a cada passo. Ganhou inúmeros literários prémios, entre os quais, o Cervantes e o Médicis Étranger, o mais alto galardão Francês para escritores estrangeiros e permitiu uma comunicação entre o velho continente e a América, em matéria de cultura.

Chegou a ser preso político, em 1928, conseguindo fugir para França, para onde acabou por regressar, mais tarde, já na época do regime Castrista, como adido cultural, aí vindo a morrer, cumprem-se hoje 31 anos.

Bibliografia de Alejo Carpentier


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