Arquivo de Outubro, 2010



Ramalho Ortigão

«Ninguém é grande nem pequeno neste mundo pela vida que leva, pomposa ou obscura. A categoria em que temos de classificar a importância dos homens deduz-se do valor dos actos que eles praticam, das ideias que difundem e dos sentimentos que comunicam aos seus semelhante.»

Ramalho Ortigão

Interveio na célebre Questão Coimbrã (1865), defendendo Castilho, por meio do folhetim “Literatura de Hoje” e batendo-se em duelo com Antero de Quental. Com o seu ex-aluno Eça de Queirós, escreve um”romance execrável” (classificação dos autores no prefácio de 1884): “O mistério da estrada de Sintra”. Ainda com Eça, surgem em 1871 os primeiros folhetos de “As Farpas”, de que vem a resultar a compilação em dois volumes sob o título “Uma Campanha Alegre”. Tornou-se numa das principais figuras da chamada “Geração de 70”, que pretendiam aproximar Portugal das sociedades modernas europeias, cosmopolitas e anticlericais.

Foi nomeado bibliotecário da Biblioteca da Ajuda. Por decreto de 23 de Janeiro de 1901, foi agraciado com o titulo de académico de mérito da Academia Real de Belas Artes e, por decreto de 30 de Novembro de 1907, foi nomeado vogal do Conselho Superior de Instrução Pública por parte da mesma Academia. Falamos de Ramalho Ortigão, no 174.º aniversário do seu nascimento.

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Michael Crichton

“Ele era o melhor a misturar ciência com grandes conceitos teatrais, que é o que deu credibilidade para os dinossauros de novo andarem na Terra (…) Michael era uma alma gentil, que reservou o seu lado extravagante para os seus livros. Não há ninguém em actividade que tome seu lugar”

(Steven Spielberg, na morte de Michael Crichton).

Michael Crichton

Destinado a ser médico, no entanto, cedo se dedicou por inteiro à escrever, criando um estilo literário muito característico, em que combinou evidências e fenómenos científicos, com suspense, acção e aventura. Os seus livros, traduzidos por todo o mundo, em trinta idiomas, venderam mais de 150 milhões de exemplares. Algumas das suas obras mais lidas são “Estado de Pânico”, ou “Next”.

Hoje, quando faria 68 anos, relembrámos este autor americano, também com grande relevância em Hollywood, onde gerou filmes como “Parque Jurássico”, “Mundo Perdido” ou “Congo”.

Doris Lessing

«Vocês estão num processo de endoutrinação. Nós ainda não conseguimos desenvolver um sistema de educação que não seja um sistema de endoutrinação. Pedimos desculpa, mas é o melhor que podemos fazer.

Aqui, o que vos estão a ensinar é uma amálgama dos preconceitos da época e de escolhas da nossa cultura actual. A mais peq…uena olhadelha à história mostra como são impermanentes. Vocês estão a ser ensinados por pessoas que se acomodaram a um regime de pensamentos estabelecido pelos seus predecessores. É um sistema auto-perpetuante.

Os mais fortes e individualistas entre vós são incentivados a sair daqui e a encontrar maneiras de se educarem a si próprios – de educarem o vosso próprio julgamento. Aqueles que aqui ficarem devem lembrar-se constantemente de que estão a ser moldados e padronizados para satisfazerem as necessidades específicas e asfixiantes desta sociedade.»

Doris Lessing

Já publicou mais de 50 livros, entre romances, contos, poesia, teatro e não ficção, tendo-se tornado uma das escritoras contemporâneas mais aclamadas. Ao longo da sua carreira, foi distinguida com diversos prémios, incluindo o prémio Príncipe das Astúrias e o David Cohen British Literature Prize em 2001.

Em 2007, tornou-se na 11.ª mulher a receber o Nobel de Literatura e a personalidade mais idosa a ser galardoada. Descrita pelo júri como “a narradora épica da experiência feminina e de força visionária”, inspirou uma geração de escritoras feministas.

No dia em que celebra o seu 91.º aniversário, destacamos Doris Lessing.

Alfred Nobel

«Criador da dinamite, foi também o pai dos prémios Nobel. Apelidado por muitos de “cientista louco”, nunca ligou a este estereótipo. Com uma vida dedicada às experiências, apesar da riqueza que alcançou, acabou por morrer sem constituir família e atormentado com a utilização do seus inventos para fins bélicos.

Faleceu com uma hemorragia cerebral, em São Remo, Itália, em 1896. No seu testamento, deixou como sendo um dos seus desejos, a criação de uma fundação que anualmente premiasse as pessoas que mais tivessem contribuído para permitir o desenvolvimento da Humanidade. Assim, em 1900, foi criada a Fundação Nobel, que atribui prémios em cinco áreas distintas: Química, Física, Medicina, Literatura e Paz Mundial.»

No 177.º aniversário do seu nascimento, não poderíamos deixar de relembrar Alfred Nobel.

 

Alfred Nobel

 

Jack Kerouac

«O meu defeito não são as paixões que tenho, mas a minha falta de controlo sobre elas»

Jack Kerouac

É considerado o “porta-voz” da geração beat, que marcou o final dos anos 50 nos Estados Unidos e preparou a contracultura da década seguinte. ”Pela Estrada Fora”, de carácter autobiográfico, é a sua obra mais conhecida. Expressa numa linguagem espontânea o descontentamento da sua geração e as suas características marcantes, romantismo, exaltação da natureza, uso de drogas e celebração da vida livre dos condicionamentos sociais da classe média. Falamos de Jack Kerouac, 41 anos após a sua morte.

Elfriede Jelinek

“o fluxo musical das vozes e contra-vozes presente nos romances e peças” da autora, que com “extraordinário zelo linguístico”, revelam o “absurdo dos clichés da sociedade.”

(Academia Sueca)

Elfriede Jelinek

Marcou o panorama teatral e literário germânico e europeu do fim do século XX como nenhuma outra autora. Eminentemente política e feminista, ao mesmo tempo, soube forjar uma linguagem muito própria que utiliza como arma artística e estética contra os males e vícios das sociedades modernas – a exclusão das diferenças, os abusos de poder, os pesos sociais que asfixiam, esmagam e destroem.

Autora mais do que reconhecida, galardoada com múltiplos prémios literários, entre eles, o Nobel da Literatura em 2004, não deixou, no entanto, de ser marginalizada. Obras como a ”A Pianista”, ”As Amantes” e ”Os Excluídos” são consideradas obras-primas da literatura mundial. No dia em que celebra o seu 64.º aniversário, destacamos Elfriede Jelinek.

John le Carré

«O bom de se ser um escritor velhote é que se viveram muitas vidas e já não se está dominado pela paixão ou pelo desejo, mas pode-se recordar o que é perder a cabeça pelas mulheres»

John le Carré

É autor de numerosos livros de espionagem, muitos dos quais apresentam um enredo que se desenvolve no contexto da Guerra Fria. A profundidade humana, a complexidade política e moral, assim como a inteligência dos enredos levaram-no a ser considerado o autor de espionagem mais literário e filosófico do século XX.

Na sua intervenção pública, recusou vários prémios e um grau honorífico de “cavaleiro do reino” (Knighthood), mantendo sempre uma postura de independência e crítica, que se materializou recentemente nas afirmações contra a guerra ao Iraque.

Entre os seus romances mais recentes, todos eles assinaláveis êxitos de vendas e de crítica, contam-se ”O Alfaiate do Panamá”, ”Single & Single”, ”O Fiel Jardineiro”, ”Amigos até ao Fim”, ”O Canto da Missão” e ”Um Homem Muito Procurado”.

Falamos de John le Carré no dia que celebra o seu 79.º aniversário.

 


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