Archive for the 'Notoriedades' Category



Tenzin Gyatso (Dalai Lama)

“Determinação, coragem e autoconfiança são factores decisivos para o sucesso. Não importa quais sejam os obstáculos e as dificuldades. Se estamos possuídos de uma inabalável determinação, conseguiremos superá-los. Independentemente das circunstâncias, devemos ser sempre humildes, recatados e despidos de orgulho.”

(Tenzin Gyatso, “O Livro de Dias”)

Tenzin Gyatso

Tenzin Gyatso

É o 14.º Dalai Lama e, ao mesmo tempo, líder temporal e espiritual do povo tibetano.

Com apenas 15 anos de idade, foi solicitado a assumir a completa responsabilidade política como chefe de estado e de governo, após a invasão chinesa do Tibete. Em 1954, foi a Beijing para conversações de paz com Mao Tsetung e outros lideres chineses, como Chou En-Lai e Deng Xiaoping. Mas, em 1959, sob a repressão das tropas chinesas, foi obrigado a abandonar o país e, desde então, vive exilado em Dharamsala, no norte da Índia.

Defensor incansável da não-violência, da tolerância, do diálogo e da preservação dos recursos naturais do planeta, visitou muitos países, defendendo a convivência harmoniosa entre os povos, as culturas, as religiões e a própria natureza. Os seus muitos livros representam uma contribuição significativa, não somente para o vasto corpo da literatura budista, mas também para o diálogo ecuménico entre as grandes religiões mundiais. E, em 1989, foi laureado com o Prémio Nobel da Paz.

Damos os parabéns a Tenzin Gyatso (Dalai Lama), no dia do seu 76.º aniversário.

Bibliografia de Tenzin Gyatso

Mia Couto

Fui Sabendo de Mim

«Fui sabendo de mim
por aquilo que perdia

pedaços que saíram de mim
com o mistério de serem poucos
e valerem só quando os perdia

fui ficando
por umbrais
aquém do passo
que nunca ousei

eu vi
a árvore morta
e soube que mentia»

(Mia Couto, in “Raiz de Orvalho e Outros Poemas”)

Mia Couto

Mia Couto

É o mais galardoado escritor moçambicano. Tem as suas obras traduzidas para o alemão, francês, espanhol, catalão, inglês e italiano. Publicou 28 livros, traduzidos e distribuídos em 27 países.

Em 1998, foi eleito membro da Academia Brasileiras de Letras, sendo o único africano a integrar esta Academia.

O nome “Mia” é proveniente da sua paixão pelos gatos e pelo facto do seu irmão mais novo, em tempos de infância, não conseguir proferir o seu nome corretamente.

Em 1999, foi vencedor do prémio Vergílio Ferreira pelo conjunto da sua obra, um dos mais conceituados prémios literários portugueses que já premiou autores como Maria Velho da Costa, Maria Judite de Carvalho e Eduardo Lourenço, entre outros. Em 2001, recebeu também o Prémio Literário Mário António, que distingue obras e autores dos países africanos lusófonos e de Timor-Leste, atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian por “O Último Voo do Flamingo” (2000).

Damos os parabéns a Mia Couto que celebra hoje o seu 56.º aniversário.

Bibliografia de Mia Couto

Adolfo Casais Monteiro

Aurora

«A poesia não é voz – é uma inflexão.
Dizer, diz tudo a prosa. No verso
nada se acrescenta a nada, somente
um jeito impalpável dá figura
ao sonho de cada um, expectativa
das formas por achar. No verso nasce
à palavra uma verdade que não acha
entre os escombros da prosa o seu caminho.
E aos homens um sentido que não há
nos gestos nem nas coisas:
vôo sem pássaro dentro.»

Adolfo Casais Monteiro

Adolfo Casais Monteiro

Poeta, ficcionista, crítico literário e ensaísta, foi ainda editor e tradutor (traduziu Baudelaire, Charlotte Bronte, Caldwell, Alexis Carrel, George Eliot, Hemingway, Philippe Hériat, Kierkegaard, Jules Lachelier, Robert Margerit, Stendhal, Tolstoi, Henri Troyat).

Na poesia foi, segundo Fernando J. B. Martinho “não só dos mais tocados pela sombra de Pessoa, como também um dos poucos que soube, na sua geração, assimilar e ampliar o vetor vanguardista do primeiro modernismo”.

Dois anos depois do seu falecimento, foi instituído, com o patrocínio da Associação Portuguesa de Escritores, o Prémio Literário de Poesia Adolfo Casais Monteiro.

Quando passam 103 anos do seu nascimento, recordamos Adolfo Casais Monteiro.

Bibliografia de Adolfo Casais Monteiro

Joanne Harris

Joanne Harris

Joanne Harris

Filha de mãe francesa e pai inglês e, portanto, com uma educação bilingue, que a condicionou, a autora que hoje destacamos, no dia do seu 47.º aniversário, teve de esperar 10 anos após a publicação dos seus primeiros livros, para se tornar famosa, com o seu não menos famoso “Chocolate”, que, desde logo, conheceu um retumbante sucesso internacional, pelo qual foi nomeada para um Prémio Whitbread e que obteve uma versão cinematográfica, também muito popular, protagonizada por Juliette Binoche e Johnny Depp. Seguiram-se-lhe alguns outros grandes êxitos, tais como, “Cinco Quartos de Laranja”, “A Praia Roubada”, ou, o mais recente, “O Rapaz de Olhos Azuis”.

É também co-autora, junto com Fran Warde, de obras sobre gastronomia e culinária francesa.

Bibliografia de Joanne Harris

Wislawa Szymborska

Alguns gostam de poesia

“Alguns –
quer dizer que nem todos.
Nem sequer a maior parte mas sim uma minoria.
Não contando as escolas onde se tem que,
e quanto a poetas,
dessas pessoas, em mil, haverá duas.

Gostam –
mas gosta-se também de sopa de espaguete,
dos galanteios e da cor azul,
do velho cachecol,
brindar à nossa gente,
fazer festas ao cão.

De poesia –
mas que é isso a poesia?
Muitas e vacilantes respostas
já foram dadas à questão.
Por mim não sei e insisto que não sei
e esta insistência é corrimão que me salva.”

(Tradução de Júlio Sousa Gomes)

Wislawa Szymborska

Wislawa Szymborska

Ganhadora de inúmeros prémios literários, entre os quais se destacam o Goethe, em 1991, o Herder, em 1995 e, o de maior relevo, o Nobel da Literatura de 1996, destacou-se como poetisa com uma obra que tem como tema as vicissitudes da Polónia moderna.

Viveu primeiro debaixo da ocupação alemã, tendo tido que estudar clandestinamente e vindo a licenciar-se, já no pós-guerra, em Filologia Polaca e Sociologia. Depois, sob o regime comunista imposto pela União Soviética, viu a sua actividade literária condicionada, chegando mesmo a ter o seu primeiro livro censurado. Colaborou ainda em publicações periódicas polacas como editora de poesia e colunista e foi também tradutora de poesia francesa.

A sua extensa obra poética, traduzida em 36 línguas, foi caracterizada pela Academia de Estocolmo como “uma poesia que, com precisão irónica, permite que o contexto histórico e biológico se manifeste em fragmentos da realidade humana», tendo sido a poetisa definida, ela própria, como “o Mozart da poesia”. Celebramos hoje esta autora polaca, no dia em que perfaz 88 anos.

Bibliografia de Wislawa Szymborska

Carlos de Oliveira

Acusam-me de Mágoa e Desalento

«Acusam-me de mágoa e desalento,
como se toda a pena dos meus versos
não fosse carne vossa, homens dispersos,
e a minha dor a tua, pensamento.

Hei-de cantar-vos a beleza um dia,
quando a luz que não nego abrir o escuro
da noite que nos cerca como um muro,
e chegares a teus reinos, alegria.

Entretanto, deixai que me não cale:
até que o muro fenda, a treva estale,
seja a tristeza o vinho da vingança.

A minha voz de morte é a voz da luta:
se quem confia a própria dor perscruta,
maior glória tem em ter esperança.»

(Carlos de Oliveira, in ‘Mãe Pobre’)

Carlos de Oliveira

Carlos de Oliveira

É um dos grandes poetas deste século, combinando a preocupação de intervenção social (neo-realismo) com a reflexão sobre a escrita no próprio processo da sua produção, o que confere à sua obra grande densidade e agudeza nos efeitos diversificados da sua leitura.

Filho de pais portugueses emigrados no Brasil, tinha apenas dois anos quando a família regressou a Portugal, onde o seu pai exercerá Medicina.

Publicou poesia – “Mãe Pobre”, “Micropaisagem”, “Trabalho Poético e Pastoral”, entre outras obras – e romance – “Casa na Duna”, “Alcateia”, “Pequenos Burgueses”, “Uma Abelha na Chuva”, “Finisterra” e “O Aprendiz de Feiticeiro”.

Quando passam 30 anos da sua morte, recordamos Carlos de Oliveira.

Bibliografia de Carlos de Oliveira

Malcolm Lowry

«- Todos os casos – sem excepção – nos quais a nossa concepção de livre vontade varia, dependem de três causas – prosseguiu o Cônsul. – Não podemos fugir a isso. Além disso, segundo Tolstoi – antes de julgarmos um ladrão – se é que realmente de um ladrão se trata – teríamos de perguntar a nós próprios quais eram as suas relações com outros ladrões, quais os seus laços de família, o seu lugar no tempo e, se até isso conseguíssemos saber, quais as suas relações com o mundo externo e com as consequências que o levaram a actuar…»

(in ”Debaixo do Vulcão”)

Malcolm Lowry

Malcolm Lowry

Foi um escritor e poeta inglês que viveu durante a primeira metade do século XX. Vindo de uma família de classe alta, estudou em Cambridge, mas já na altura o álcool e a literatura dominavam a sua vida. Passou a maior parte da vida viajando e morou em Paris, Nova York, México, Los Angeles, Canadá e Itália, entre outros lugares.

”Debaixo do Vulcão” foi adaptado para o cinema por John Huston. Em 1998, foi considerado o 11.º melhor romance em língua inglesa do século XX por uma comissão da editora norte-americana Modern Library.

Quando passam 102 anos do seu nascimento, recordamos Malcolm Lowry.

Bibliografia de Malcolm Lowry

José Barata-Moura

José Barata-Moura

José Barata-Moura

Doutorado em Filosofia, foi Reitor da Universidade de Lisboa, entre 1998 e 2006 e é professor catedrático da respectiva Faculdade de Letras, desde 1986, onde foi também presidente do Conselho Directivo, de 1981 a 1982.

Mas tornou-se muito popular, sobretudo como autor e cantor de intervenção e, mais ainda, de músicas infantis tão famosas como “Joana come a papa”, “Olha a bola Manel” e “Fungágá da Bicharada”. Hoje celebra 63 anos, razão por que o destacamos e felicitamos.

Bibliografia de José Barata-Moura

Ambrose Bierce

“Curiosidade: uma qualidade repreensível do espírito feminino. O desejo de saber se uma mulher sofre da maldição da curiosidade constitui uma das paixões mais insaciáveis da alma masculina.”

(in Dicionário do Diabo)

Ambrose Bierce

Ambrose Bierce

Foi um dos maiores escritores norte-americanos de sempre. A sua produção literária é muito vasta, passando pela escrita jornalística, textos humorísticos, ensaios, fábulas e contos.

Dado o seu sarcasmo e humor negro, foi precursor de muitas tendências literárias que viriam a suceder-lhe. Empregava um estilo distinto na sua escrita e foi considerado um mestre do mais “puro” inglês pelos seus contemporâneos. Terá sido inspiração para o trabalho de Lord Dunsany, bem como de outros escritores dos anos 20 e 30.

Em 1913, aos setenta e um anos, partiu ao encontro da Revolução Mexicana, sem deixar rasto. A sua morte permanece um mistério, mas acredita-se que possa ter acontecido durante a Batalha de Ojinaga, em Janeiro de 1914.

Quando passam 169 anos do seu nascimento, recordamos Ambrose Bierce

Bibliografia de Ambrose Bierce

Dan Brown

«O segredo mais extraordinário e chocante é aquele que se esconde diante dos nossos olhos.»

Dan Brown

Dan Brown

Tornou-se instantaneamente célebre quando lançou, em 2003, “O Código da Vinci”, romance que vendeu mais de oitenta milhões de exemplares e suscitou um debate no Ocidente sobre a relação entre Jesus Cristo e Maria Madalena. O sucesso deste livro levou a que fosse anunciada uma adaptação cinematográfica e uma sequela literária.

A revista Time elegeu-o como um dos cem mais influentes de 2005. Além do sucesso planetário de “O Código da Vinci”, publicou outros bestsellers, entre os quais, “A Conspiração”, “Anjos e Demónios” e “O Símbolo Perdido”.

Falamos de Dan Brown, no dia em que celebra o seu 47.º aniversário.

Bibliografia de Dan Brown

Leon Uris

«Muitas vezes não temos tempo para dedicar aos amigos, mas para os inimigos temos todo o tempo do mundo.»

Leon Uris

Leon Uris

Escritor norte-americano de origem judía, foi autor de vários best-sellers, entre eles “Exodus” que aborda a criação do estado de Israel. Lançado no final de 1950, a obra é um fenómeno da literatura mundial do século XX, com mais de 10 milhões de exemplares vendidos.

Também escreveu “Mila 18”, baseada no gueto de Varsóvia e “Topázio”, na qual se baseou Alfred Hitchcock para realizar o seu filme homónimo.

Faleceu em Nova York, a 21 de Junho de 2003, de insuficiência renal. Quando passam 8 anos da sua morte, recordamos Leon Uris.

Bibliografia de Leon Uris

Matilde Rosa Araújo

Canção de Embalar Bonequinhas Pobres

“Menina dos olhos doces
adormece ao meu cantar:
Tenho menina de trapos,
Tenho uma voz de luar…

Os meus braços são a lua
quando ela é quarto crescente:
dorme menina de trapos,
meu pedacinho de gente.”

Matilde Rosa Araújo

Matilde Rosa Araújo

Licenciou-se em Filologia Românica na Faculdade de Letras de Lisboa e, em 1946, apresentou uma tese inovadora por considerar a reportagem como um género literário: “A Reportagem Como Género: Génese do Jornalismo Através do Constante Histórico-Literário.”

Recebeu um primeiro prémio no concurso do jornal O Século “Procura-se um Novelista”, e nos Jogos Florais Universitários de 1945, com o livro de contos ”Estrada sem nome”, que foi publicado em 1947.

Colaborou em diversos jornais e revistas, escrevendo geralmente sobre a arte da educação e do ensino. Escreveu, para adultos, contos em que descreve a realidade de uma forma poética. Além de ter estudado a literatura infantil, escreveu contos e livros de poesia, tentando transmitir aos jovens as suas ideias educativas e moralizadoras através de palavras delicadas em textos que também distraem e divertem.

Em 1980 recebeu o “Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura Para Crianças”, ex-aequo com Ricardo Alberty.

Fez parte dos corpos directivos da Sociedade Portuguesa de Escritores, foi sócia fundadora do Comité Português para a Unicef. Tem obras traduzidas no Brasil, na Roménia e na Moldávia.

Quando faria 90 anos, recordamos Matilde Rosa Araújo.

Bibliografia de Matilde Rosa Araújo

Lídia Jorge

“A vida é cair sete vezes e levantarmo-nos oito”

(in Diário de Notícias, 2003)

Lídia Jorge

Lídia Jorge

Licenciada em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa, passou alguns anos decisivos em Angola e Moçambique, onde foi professora do Ensino Secundário, durante o último período da presença portuguesa, experiência que veio a reflectir posteriormente num dos seus romances, “A Costa dos Murmúrios”, já adaptado ao cinema. A sua primeira obra, “O Dia do Prodígios”, uma alegoria ao país que Portugal era antes de Abril de 74, constituiu um acontecimento, num período em que se inaugurava uma nova fase da Literatura Portuguesa e projectou de imediato a autora como uma das mais importantes revelações das letras portuguesas e uma voz renovadora do seu imaginário romanesco.

Os seus livros, traduzidos em diversas línguas, “mantêm uma grande variedade temática e estão sobretudo ligados aos problemas colectivos do povo português e às circunstâncias históricas e mudanças da sociedade nacional após o 25 de Abril, assim como à problemática da mulher” (via http://www.mulheres-ps20.ipp.pt/Lidia-Jorge.htm). Foi já galardoada com inúmeros prémios, entre os quais, o “Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores”, o “Prémio Internacional de Literatura da Fundação Günter Grass” e o “Prémio de Ficção do P.E.N. Clube”. Felicitamos hoje esta admirável escritora, pelo seu 65.º aniversário.

Bibliografia de Lídia Jorge

António Franco Alexandre

Nesta última tarde em que respiro

António Franco Alexandre

António Franco Alexandre

“Nesta última tarde em que respiro
A justa luz que nasce das palavras
E no largo horizonte se dissipa
Quantos segredos únicos, precisos,
E que altiva promessa fica ardendo
Na ausência interminável do teu rosto.
Pois não posso dizer sequer que te amei nunca
Senão em cada gesto e pensamento
E dentro destes vagos vãos poemas;
E já todos me ensinam em linguagem simples
Que somos mera fábula, obscuramente
Inventada na rima de um qualquer
Cantor sem voz batendo no teclado;
Desta falta de tempo, sorte, e jeito,
Se faz noutro futuro o nosso encontro.”

Poeta significativo da actual poesia portuguesa, estreou-se na década de 60, apesar de apenas na década seguinte se ter afirmado com um «discurso centralmente inovador», como o considerou Joaquim Manuel Magalhães, exemplo de uma prática de efeitos intelectuais e de meios semânticos a que se junta uma certa técnica de distanciação narrativa.

Da sua obra destacam-se “Poemas” (1996), reunindo a obra já publicada e alguns poemas inéditos, “Quatros Caprichos” (1999), prémio APE de Poesia e “Duende” que, segundo Eduardo Prado Coelho, é «um dos mais belos livros de poesia amorosa que se escreveram desde há muito em língua portuguesa». O júri do Prémio “Corrente D´escritas” classifica-o como «um livro que conjuga numa tensão permanente o fragmento e a totalidade, num poema feito de 52 sonetos, onde a originalidade do processo enunciativo impera dificultando a leitura, mas onde o ritmo e a rima colmatam essa dificuldade no sentido de uma evidência.»

Destacamos António Franco Alexandre, no dia em que celebra 67 anos.

Bibliografia de António Franco Alexandre

Luísa Costa Gomes

“Ver televisão é a antimnemónica (enfraquecedor de memória) por excelência (…) É actividade eminentemente fragmentária, de coisas fora de contexto mostradas umas atrás das outras. Mostra não o singular, que o singular assusta, mas o particular empobrecido pelo formato e pela focagem.”

Luísa Costa Gomes

Luísa Costa Gomes

Contista, romancista, dramaturga, dramaturgista, guionista, tradutora e cronista, estreou-se literariamente no início dos anos 80 com “Treze Contos do Sobressalto” (1981), vindo a afirmar-se como uma das mais interessantes revelações literárias da década de oitenta.

É responsável pela edição da revista “Ficções”, dedicada à divulgação do conto, quer de autores estrangeiros, como de portugueses. O seu nome encontra-se também muitas vezes relacionado com tomadas de posição pública na defesa dos princípios básicos da democracia.

Ganhou inúmeros prémios tais como, Prémio D. Dinis da Fundação da Casa de Mateus de 1988 (“O Pequeno Mundo”), Prémio Eça de Queiroz do Município de Lisboa de 1993 (“Ubardo / A Minha Austrália”), Prémio Máxima de Literatura de 1994 (“Olhos Verdes”) e Prémio Literário Fernando Namora de 2010, com “Ilusão, ou o Que Quiserem”.

Falamos de Luísa Costa Gomes, no dia em que celebra o seu 55.º aniversário.

Bibliografia de Luísa Costa Gomes

Brian Jacques

Brian Jacques

Brian Jacques

Abandonou a escola aos 15 anos para embarcar num navio mercante. Regressado à sua cidade natal, teve as mais diversas profissões até finalmente se dedicar à escrita, grande paixão da sua adolescência.

Celebrizou-se com a série de literatura infantil “Redwall” que começou a escrever para as crianças de uma escola para cegos em Liverpool, para a qual fazia entregas de leite.

Exímio contador de histórias, é conhecido e reconhecido em todo o mundo pela sua série de livros dedicados aos animais da Abadia de Redwall, um verdadeiro sucesso planetário. “Os Náufragos do Holandês Voador” foi o seu primeiro romance fora dessa série.

No dia em que faria 72 anos, recordamos Brian Jacques.

Bibliografia de Brian Jacques

Max Weber

“A história ensina-nos que o homem não teria alcançado o possível se, muitas vezes, não tivesse tentado o impossível.”

Max Weber

Max Weber

Viveu no período em que as primeiras disputas sobre a metodologia das ciências sociais começavam a surgir na Europa, sobretudo no seu país, a Alemanha. Um dos três principais “Pais da Sociologia”, contribuiu para a nossa compreensão da perspectiva sociológica, da natureza da mudança social e da desigualdade social.

Sem negar a importância dos factores materiais, defendidos por Marx, nem a noção de factos sociais externos aos indivíduos, defendida por Durkheim, ele acrescentou que deveríamos olhar para as ideias. Em especial, para os significados que atribuimos às coisas e para o papel das mudanças nas ideias que contribuem para a sociedade e para as mudanças sociais. (via www.scn.org/cmp/)

A sua obra mais famosa é o ensaio “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”, com o qual começou as suas reflexões sobre a sociologia da religião. Quando passam 91 anos da sua morte, relembramos Max Weber.

Bibliografia de Max Weber

Gonzalo Torrente Ballester

“A História não se faz com documentos, mas com fantasia ao serviço da política.”

Gonzalo Torrente Ballester

Gonzalo Torrente Ballester

Ganhador, entre muitos outros prémios literários, do “Príncipe de Astúrias das Letras” e do “Cervantes”, teve também uma intensa relação com o cinema, não só como espectador, mas também como argumentista e viu algumas das suas obras serem adaptadas à sétima arte, como “El Rey Pasmado”, realizado por Imanol Uribe. Grande bibliófilo, deu aulas em institutos de diversas cidades espanholas, sempre contagiando os alunos com o seu amor pela literatura e, além de professor, exerceu ainda como jornalista, crítico, dramaturgo e novelista. Chegou a ser censurado e banido por razões políticas e, depois de reintegrado no corpo docente, acabou por fixar-se definitivamente em Salamanca, onde prosseguiu a sua carreira literária, cronista e de professor, até à sua morte.

É, sem dúvida, um dos escritores espanhóis contemporâneos mais homenageados e admirados, o autor de origem galega que hoje celebramos, no 101.º aniversário do seu nascimento.

Bibliografia de Gonzalo Torrente Ballester

Juan José Saer

“Em toda a forma de expressão há um elemento fixo, o inconsciente, e um outro fluido, produzido pela experiência, que tende a modificar-se.”

(Juan José Saer)

Juan José Saer

Juan José Saer

Considerado um dos maiores escritores argentinos da geração pós-Borges, recebeu o Prémio Nadal pelo seu romance La Ocasión (1986) e, em 2004, o XV Prémio União Latina de Literaturas Românicas. Traduzido em todo o mundo, foi professor universitário, ensaísta, contista, romancista e poeta e auto exilou-se em França, a partir de 1968, tendo-se radicado em Paris, onde viveu até à sua morte, perfazem hoje 6 anos.

Bibliografia de Juan José Saer

Joaquim Paço d’Arcos

Joaquim Paço d'Arcos

Joaquim Paço d'Arcos

Destacámos hoje um insigne e prolífico romancista, dramaturgo, ensaísta e poeta, premiado diversas vezes, muito lido nos anos 40 e 50 e cuja obra principal, “Crónica da Vida Lisboeta”, foi considerada por muitos críticos, portugueses e brasileiros, fundamental no âmbito da literatura portuguesa. Praticamente esquecido após a sua morte, há 32 anos, deixou interrompidos, no 3.º volume, os seus livros de memórias.

Bibliografia de Joaquim Paço d’Arcos


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