Archive for the 'Notoriedades' Category



António Maria Lisboa

Z

«As formas, as sombras, a luz que descobre a noite
e um pequeno pássaro

e depois longo tempo eu te perdi de vista
meus braços são dois espaços enormes
os meus olhos são duas garrafas de vento

e depois eu te conheço de novo numa rua isolada
minhas pernas são duas árvores floridas
os meus dedos uma plantação de sargaços

a tua figura era ao que me lembro da cor do jardim.»

(António Maria Lisboa, in “Ossóptico e Outros Poemas”)

António Maria Lisboa

António Maria Lisboa

É, com Mário Cesariny de Vasconcelos, um dos principais poetas do surrealismo português. A sua obra é composta pelos livros, «Afixação Proibida» (1949), «Erro Próprio» (1950), «Ossóptico» (1952), «A Verticalidade e a Chave» (1956) e «Exercício sobre o Sono e A Vigília de Alfred Jarry seguido de O senhor Cágado e o Menino» (1958). Em 1980 foi publicado pela Assírio e Alvim um volume com a sua obra completa.

«António Maria Lisboa deixou um obra escassa, mas nem por isso menos fulgurante. Preocupado com uma verdadeira aproximação às culturas exteriores à tão celebrada civilização ocidental, há na sua poesia uma busca incessante de um futuro tão antigo como o passado. Pode, e decerto deve, ser considerado o mais importante poeta surrealista português, pela densidade da sua afirmação e na “direcção desconhecida” para que aponta.» (Mário Cesariny)

Morreu de tuberculose, com apenas 25 anos, mas a sua curta obra constitui indiscutivelmente um marco na literatura portuguesa. Recordamos António Maria Lisboa, quando faria 83 anos.

Bibliografia de António Maria Lisboa

 

João Barreiros

João Barreiros

João Barreiros

Distinguimos hoje, no dia em que faz 59 anos, um escritor, editor, tradutor e crítico português de ficção científica, licenciado em Filosofia e professor do ensino secundário nessa disciplina, desde 1975.

A dureza das suas críticas tornou-o famoso entre os fãs de ficção científica portugueses, tornando lendária a sua caneta de aparo de titânio. No Brasil, recebeu por duas vezes o prémio NOVA, oferecido pelos fãs ao melhor conto estrangeiro publicado no continente sul-americano.

As suas obras de maior sucesso serão “Terrarium – Um Romance em Mosaicos” e “O Caçador de Brinquedos e Outras Histórias”. Colaborou ainda como cronista nos jornais “Público” e “Independente” e, mais recentemente, nas revistas “Ler” e “Os Meus Livros”.

Bibliografia de João Barreiros

Dominique Lapierre

Dominique Lapierre

Dominique Lapierre

De origem francesa, mas radicado nos EUA devido à carreira diplomática de seu pai, sobreviveu, na sua juventude, de múltiplos expedientes ocasionais, para levar uma vida itinerante e aventureira, primeiro pela América e depois, já casado, pela Ásia. Foram os relatos destas suas viagens que publicou nos seus primeiros livros, “A Dollar for a Thousand Kilometers” e “Honeymoon around the Earth”, grandes êxitos de vendas.

Durante a sua mobilização militar, em França, veio a conhecer fortuitamente Larry Collins, com quem estabeleceu uma intensa e duradoura amizade e desenvolveu uma carreira literária conjunta, gerando livros tão famosos como “Paris, já está a arder?” ou “Oh Jerusalém”. A sua obra-prima, que escreveu só, será porventura “A Cidade da Alegria”, que, tal como “Paris, já está a arder?”, foi convertida ao cinema.

Desde 1982, tornou-se um importante filantropo, partilhando os seus direitos de autor com a Fundação City of Joy, com o objectivo de ajudar as crianças carentes de Calcutá e Bengala. Destacamos hoje este escritor e jornalista francês, quando perfaz 80 anos.

Bibliografia de Dominique Lapierre

Henri Charrière

Henri Charrière

Henri Charrière

Foi prisioneiro da Ilha do Diabo, na Guiana Francesa, uma das prisões mais temidas do mundo. Lá, passou 8 anos até conseguir fugir da ilha. Escreveu aquela que foi considerada “a maior história verídica de fuga e aventura alguma vez escrita”.

O livro “Papillon” chegou às livrarias francesas em 1969 e foi um sucesso imediato; em pouco tempo, tornou-se o terceiro livro mais vendido no mundo. Foi adaptado ao cinema, em 1973, por Franklin J. Schaffner e interpretado por Steve McQueen (no papel de Papillon) e Dustin Hoffman (Louis Dega).

Morreu pobre e destruído pela bebida, em Madrid, a 29 de julho de 1973. Quando passam 38 anos, relembramos Henri Charrière.

Bibliografia de Henri Charrière

Julien Gracq

“Tantas mãos para transformar este mundo e tão poucos olhares para o contemplar.”

Julien Gracq

Julien Gracq

Figura entre os grandes nomes da literatura contemporânea francesa, tendo deixado 19 obras inspiradas no romantismo alemão. Influenciado pela poesia de Rimbaud e pelo surrealismo, os poemas em prosa de Gracq afirmam o primado da imaginação criadora sobre as imposições e limitações do real.

Ficou famoso em 1951, quando ganhou o prémio Concourt, pela sua obra prima «A Costa das Sirtes», prémio que recusou, assim como a sua nomeação para a Academia Francesa, distinção que classificou como “abuso de poder”.

Quando passam 101 anos do seu nascimento, relembramos Julien Gracq.

Bibliografia de Julien Gracq

Randy Pausch

“Não podemos escolher as cartas que nos são distribuídas, a nossa liberdade reside em saber jogá-las.”

Randy Pausch

Randy Pausch

Além de investigador e professor premiado, trabalhou para a Adobe, Google, Electronic Arts (EA) e para a Walt Disney.

Ficou famoso em 2006, quando gravou uma aula em vídeo, na qual informou as perto de 500 pessoas presentes ter cancro de pâncreas e explicou a todos como pensava enfrentar os seus últimos meses de vida. Nessa aula, Randy Pausch não falou da morte, mas sim da forma como pensava enfrentar a vida e superar os obstáculos. Essa aula foi transfomada no livro, editado em Portugal sob o título “A Última Aula”.

Foi considerado, em 2008, pela revista TIME, uma das 100 pessoas mais influentes do Mundo. Quando passam 3 anos da sua morte, relembramos Randy Pausch.

Bibliografia de Randy Pausch

Robert Graves

“Não há dinheiro na poesia, mas também não há poesia no dinheiro.”

Robert Graves

Robert Graves

Foi durante a 1.ª Guerra Mundial, onde se feriu gravemente em combate, que redigiu e publicou os seus primeiros livros de poesia. Depois e após ter obtido um diploma universitário de Literatura, em Oxford e de uma curta estada no Cairo, como docente, fixou-se definitivamente em Deià (Maiorca), onde viveu e escreveu o resto da sua vida, ausentando-se em 1936, para fugir à Guerra Civil Espanhola, durante um período de 10 anos e aí vindo a morrer em 1985.

Ficou famoso, sobretudo pelos seus romances históricos épicos, a que se dedicou na sequência dos seus estudos filologistas, mas escreveu também sobre mitologia, tendo influenciado o movimento feminista nos anos 60 e 70. Deixou uma extensa obra, de quase centena e meia de livros, sendo considerado um dos mais versáteis, originais e também controversos escritores ingleses do século XX. Celebra-se hoje o 116.º aniversário do seu nascimento.

Bibliografia de Robert Graves

Fernando Morais

Fernando Morais

Fernando Morais

Começou a trabalhar aos 13 anos como repórter de um jornal de bairro, em Belo Horizonte. Trabalhou no Jornal da Tarde e na VEJA.

Em 1970 recebeu o Prémio Esso, de reportagem, pela série “Transamazônica”. Ganhou também três vezes o Prémio Abril de Jornalismo. Foi deputado e secretário da Cultura e da Educação do Estado de São Paulo. É um dos autores brasileiros que mais vende livros no país. “A Ilha”, “Olga”, “Chatô – O Rei do Brasil” e “Corações Sujos” são algumas das suas obras de maior sucesso. Com a obra “Corações Sujos”, ganhou o Prémio Jabuti 2001.

No ano de 2005, um juiz, a pedido de um deputado, ordenou que fossem confiscadas as edições da sua obra “Na Toca dos Leões”. Em 2006, escreveu a biografia do escritor Paulo Coelho e mais dois trabalhos controversos, a biografia de Antônio Carlos Magalhães e uma obra na qual o ex-ministro José Dirceu relata acontecimentos que se passaram no Governo de Lula da Silva.

No dia em que celebra o seu 65.º aniversário, destacamos Fernando Morais.

Bibliografia de Fernando Morais

Diogo Freitas do Amaral

“Há uma disciplina que faz hoje a maior falta: é a Cultura Geral”

Diogo Freitas do Amaral

Diogo Freitas do Amaral

É considerado um reputado especialista no ramo do Direito Público, sendo autor de numerosa bibliografia sobre Direito Constitucional e Administrativo, História das Ideias Políticas, política nacional e política externa e de defesa.

Foi co-fundador e presidente do CDS, deputado e Conselheiro de Estado, Vice-Primeiro-Ministro, Ministro dos Negócios Estrangeiros e Ministro da Defesa Nacional. Foi presidente da União Europeia das Democracias Cristãs e presidente da 50.ª Assembleia Geral da ONU.

Escreveu uma biografia do rei Dom Afonso Henriques e uma peça de teatro sobre Viriato, entre outras obras de cariz político. No dia 22 de Maio de 2007, leccionou no grande auditório da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa a sua última aula subordinada ao tema «Alterações do Direito Administrativo nos últimos 50 anos».

No dia em que celebra o seu 70.º aniversário, destacamos Diogo Freitas do Amaral.

Bibliografia de Diogo Freitas do Amaral

Gastão Cruz

Não cantes o meu nome em pleno dia

«Não cantes o meu nome em pleno dia
não movas os seus ásperos motivos
sob a luz dolorosa sob o som
da alegria

Não movas o meu nome sob as tuas
mãos molhadas do choro doutros dias
não retenhas as sílabas caídas
do meu nome da tua boca extinta

Não cantes o meu nome a primavera
já o ameaça hoje principia
a vida do meu nome não o cantcs
com a tua alegria»

Gastão Cruz

Gastão Cruz

Como poeta, o seu nome aparece inicialmente ligado à publicação colectiva Poesia 61 (que reuniu Gastão Cruz, Casimiro de Brito, Fiama Hasse Pais Brandão, Luiza Neto Jorge e Maria Teresa Horta), uma das principais contribuições para a renovação da linguagem poética portuguesa na década de 60. Como crítico literário, coordenou a revista “Outubro” e colaborou em vários jornais e revistas ao longo dos anos sessenta – “Seara Nova”, “O Tempo e o Modo” ou “Os Cadernos do Meio-Dia” (publicados sob a direcção de Casimiro de Brito e António Ramos Rosa).

Ligado ao teatro, foi um dos fundadores do Grupo de Teatro Hoje (1976-1977), para o qual encenou peças de Crommelynck, Strindberg, Camus, Tchekov ou uma adaptação sua de “Uma Abelha na Chuva” (1977), de Carlos de Oliveira. Algumas delas foram, pela primeira vez, traduzidas para português pelo poeta.

O seu percurso literário inclui ainda a tradução de nomes como William Blake, Jean Cocteau, Jude Stéfan e Shakespeare.

A sua obra “Rua de Portugal” recebeu o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, em 2004. Em 2009, “A Moeda do Tempo” mereceu o Prémio “Correntes d’Escritas”.

Damos os parabéns a Gastão Cruz no seu 70.º aniversário.

Bibliografia de Gastão Cruz

A. J. Cronin

“O inferno é ter perdido a esperança”

A. J. Cronin

A. J. Cronin

Escritor e médico escocês, após a morte do pai foi enviado para a Academia de Dumbarton, graças ao auxílio monetário do seu tio. Foi cirurgião a bordo de uma embarcação que fazia o trajecto entre as Ilhas Britânicas e a Índia. Casado, mudou-se para o País de Gales, onde teve ocasião de tratar doenças relacionadas com a extracção do minério de carvão. Em 1924, foi nomeado Inspector Médico de Minas.

Começou a fazer um estudo detalhado das doenças dos mineiros e alguns destes casos serviram de material para alguns dos seus livros. O seu primeiro romance, “Hatter’s Castle” (1931), constituiu um sucesso imediato e do qual foi realizada uma versão cinematográfica em 1941. Publicaria, depois, “The Stars Look Down” (1935) e “The Citadel” (1937), romances que descreviam o mundo da extracção de minério.

Após a Segunda Guerra Mundial, em 1946, mudou-se para a Suíça, onde faleceu a 9 de janeiro de 1981, na cidade de Montreaux. Quando passam 115 anos do seu nascimento, relembramos A. J. Cronin.

Bibliografia de A. J. Cronin

Nelson Mandela

“A educação e o ensino são as mais poderosas armas que podes usar para mudar o mundo.”

Nelson Mandela

Nelson Mandela

Um herói. Um símbolo. Uma inspiração. Num mundo em desenvolvimento, a luta de Ghandi definiu a primeira metade do século XX, a de Mandela definu a segunda metade.

Líder da África do Sul, lutou contra o sistema de apartheid no país. Esteve preso de 1964 a 1990. Nestes 26 anos, tornou-se o símbolo da luta anti-apartheid na África do Sul. Mesmo na prisão, conseguiu enviar cartas para organizar e incentivar a luta pelo fim da segregação racial no país. Neste período de prisão, recebeu apoio de vários segmentos sociais e governos do mundo todo.

Em 1993, Nelson Mandela e o presidente Frederik de Klerk dividiram o Prémio Nobel da Paz, pelos esforços em acabar com a segregação racial na África do Sul.

Parabéns a Nelson Mandela que celebra hoje o seu 93.º aniversário.

Bibliografia de Nelson Mandela

Mickey Spillane

Mickey Spillane

Mickey Spillane

Cumprem-se hoje 5 anos da morte deste escritor norte-americano de ficção policial, inolvidável criador do seu personagem central, o célebre detective Mike Hammer. Venderam-se em todo o Mundo mais de 225 milhões de exemplares dos seus livros, muitos deles best-sellers, também convertidos ao cinema. Muito criticado pelo conteúdo violento e comercial das suas narrativas, acabou por ganhar o reconhecimento internacional.

Bibliografia de Mickey Spillane

Reinaldo Arenas

Reinaldo Arenas

Reinaldo Arenas

“No dia 7 de Dezembro de 1990, este escritor cubano, em fase terminal de SIDA, suicidava-se em Nova Iorque, deixando atrás de si um alucinante testemunho de natureza pessoal e política, que havia concluído poucos dias antes de morrer, ‘Antes que Anoiteça’. Com efeito, reunira as três condições essenciais para se tornar uma vítima do regime cubano: era um escritor, um homossexual e um dissidente. Foi este texto violentíssimo, mas ao mesmo tempo de uma extrema sensibilidade,” que o realizador Julian Schanabel adaptou depois ao cinema, tendo Javier Bardem no papel principal.

Apesar de ter apoiado a revolução cubana nos seus primeiros anos, devido à extrema miséria em que vivia com a sua família nos anos de Fulgêncio Batista, acabou por ser vítima da censura e da repressão castristas, tendo sido várias vezes perseguido, preso e torturado e, mesmo, forçado a abandonar diversos trabalhos. Depois de várias tentativas frustradas para sair da ilha, acabou finalmente por se refugiar em Nova York, onde lhe diagnosticaram a sua doença e viveu os 10 últimos anos da sua vida. Faria hoje 68 anos.

Bibliografia de Reinaldo Arenas

Arianna Huffington

Arianna Huffington

Arianna Huffington

Destacámos hoje, nos seus 51 anos, uma jornalista grega, radicada em Inglaterra desde jovem e já considerada, pela TIMES, uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. Autora de diversos livros sobre variadas temáticas, desde biografias a sátiras políticas, passando pela mitologia e pela análise cultural, económica e política da sociedade norte-americana, a sua obra obtêm grande sucesso junto da crítica e do público.

Bibliografia de Arianna Huffington

Ingmar Bergman

”Queria ser um bom cineasta porque como ser humano tinha falhado.”

Ingmar Bergman

Ingmar Bergman

A sua obra compõe um dos mais ricos e essenciais capítulos da história do cinema. Abordando temas intrínsecos à existência humana, como o desejo, morte e a religião, o cineasta rompeu as fronteiras do cinema sueco e atingiu a universalidade. Um mestre do cinema, conhecido por filmes como «O Sétimo Selo», «Fanny e Alexandre» e sua mais recente película «Saraband».

Foi galardoado, ao longo da sua vida, com vários prémios e foi também várias vezes candidato aos prémios da Academia, destacando-se o Óscar para a Melhor Realização, como aconteceu, por exemplo, em 1984, com «Fanny e Alexandre», em 1977 ,com «Face a Face» e, em 1974, com «Lágrimas e Suspiros». Em 1997 recebeu a Palma de Ouro de carreira no Festival de Cannes.

No dia em que faria 93 anos, relembramos Ingmar Bergman.

Bibliografia de Ingmar Bergman

Sérgio Buarque de Holanda

“Não creio que o brasileiro seja fundamentalmente bom. Quem lê meus livros de história percebe isso.”

Sérgio Buarque de Holanda

Sérgio Buarque de Holanda

Integrou a chamada geração de 30, que contou ainda com nomes como Caio Prado Jr e Gilberto Freyre. Uma geração que procurava elementos que definissem a formação da sociedade brasileira contemporânea. Participou do movimento Modernista de 22, tendo sido nomeado por Mário e Oswald de Andrade representante da revista Klaxon no Rio de Janeiro.

Em 1957, recebeu o prémio Edgard Cavalheiro do Instituto Nacional do Livro pela publicação de “Caminhos e Fronteiras”.

Escreveu regulamente para a Folha de São Paulo entre 1950 e 1953. Quando passam 109 anos do seu nascimento, relembramos Sérgio Buarque de Holanda.

Bibliografia de Sérgio Buarque de Holanda

Marcel Proust

“A sabedoria não se transmite, é preciso que a descubramos, fazendo uma caminhada que ninguém pode fazer no nosso lugar e que ninguém nos pode evitar, porque a sabedoria é uma maneira de ver as coisas.”

Marcel Proust

Marcel Proust

Tendo vivido uma juventude cronicamente adoentado, que não lhe permitiu uma frequência escolar regular, nasceu no seio de uma família rica, o que lhe assegurou uma vida tranquila e lhe possibilitou frequentar os salões da alta sociedade da época, cujos costumes lhe forneceram material abundante para a sua escrita. Veio a desistir da carreira diplomática, para a qual se havia preparado, para se dedicar exclusivamente à literatura, legando-nos a sua obra literária, uma história da representação, da recriação literária do ser humano, nas suas infinitas reacções químicas diante das coisas que o fazem sentir dor ou prazer.

A sua obra principal, “Em Busca do Tempo Perdido”, foi publicada entre 1913 e 1927, sendo o primeiro volume editado à custa do autor, na pequena editora Grasset, ainda que muito rapidamente as edições Gallimard recuaram na sua recusa e aceitaram o segundo volume, pelo qual recebeu, em 1919, o prémio Goncourt. Trabalhou sem descanso a redacção dos livros seguintes desta saga, confinado no seu quarto, até 1922, quando faleceu esgotado, acometido por uma bronquite mal cuidada.

Cumprem-se hoje 140 anos do nascimento deste memorável escritor francês.

Bibliografia de Marcel Proust

Jean de La Fontaine

“Qualquer um de nós crê facilmente em tudo o que teme e em tudo o que deseja.”

Jean de La Fontaine

Jean de La Fontaine

Poeta e fabulista francês, de origem burguesa, estuda Teologia e Direito e acaba por assumir o trabalho paterno como inspector de águas e florestas. Priva com poetas e literatos como Racine, Molière, Boileau e outros.

Resgatando fábulas do grego Esopo (século VI a.C.) e do romano Fedro (século I d.C.), os seus textos não apresentam grande originalidade temática, mas recebem um tempero de fina ironia. O autor francês não só tornou mais actuais as fábulas de Esopo, como também criou as suas próprias como, “A cigarra e a formiga” e “A raposa e as uvas”.

A publicação da primeira coletânea de fábulas data de 1668. No prefácio dessa primeira coletânea, deixou bem claras as suas intenções na constituição dos textos: “Sirvo-me de animais para instruir os homens.”

Morre aos 73 anos, sendo considerado o pai da fábula moderna. Quando passam 390 anos do seu nascimento, relembramos Jean de La Fontaine.

Bibliografia de Jean de La Fontaine

Guerra Junqueiro

Carta a F.

Guerra Junqueiro

Guerra Junqueiro

«És tu quem me conduz, és tu quem me alumia,
Para mim não desponta a aurora, não é dia,
Se não vejo os dois sóis azuis do teu olhar.
Deixei-te há pouco mais dum mês, – mês secular
E nessa noite imensa, ah, digo-te a verdade,
Iluminou-me sempre o luar da saudade.
E nesses montes nus por onde eu tenho andado,
Trágicos vagalhões dum mar petrificado,
Sempre adiante de mim dentre a aridez selvagem,
Vi como um lírio branco erguer-se a tua imagem.
Nunca te abandonei! Nunca me abandonaste!
És o sol e eu a sombra. És a flor e eu a haste.
Na hora em que parti meu coração deixei-o
Na urna virginal desse divino seio,
E o teu sinto-o eu aqui a bater de mansinho
Dentro em meu peito, como uma rola em seu ninho!»

(Guerra Junqueiro, in ‘Poesias Dispersas’)

Homem de personalidade forte, perspicaz, alegre e com gosto pela vida, simples nos trajes, mas cuidadoso na aparência, com o seu bigode farto e olhar aquilino.

Influenciado por Baudelaire, Proudhon, Victor Hugo e Michelet, iniciou uma intensa escrita poética com o fim último de, pela crítica, renovar a sociedade portuguesa Fez parte do grupo “Vencidos da Vida”, em 1888. A esse grupo também pertenciam grandes nomes como Eça de Queirós e Oliveira Martins.

Detentor de um ‘tom panfletário’ na escrita, bem como de uma riqueza verbal que contribuiu para a renovação do verso português, foi considerado por muitos como ‘o primeiro poeta latino depois de Victor Hugo’.

Autor de uma vasta obra onde se incluem títulos tão conhecidos como, ‘Vozes sem Eco’ (1867), ‘Baptismo de Amor’, com prefácio de Camilo Castelo Branco (1868), ‘Victória da França’ (1870), ‘Espanha Livre’ (1873), ‘A Morte de D. João’ (1874), ‘A Velhice do Padre Eterno’ (1885), ‘Finis Patriae’, (1890), ‘A Pátria’ (1896), ‘Oração ao Pão’ (1902), ‘Oração à Luz’ (1903) e ‘Prosa dispersas’ (1920).

Quando passam 88 anos da sua morte, relembramos Guerra Junqueiro.

Bibliografia de Guerra Junqueiro


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