Morreu com 102 anos de idade, convertendo-se assim no pensador de maior longevidade da história da Filosofia Ocidental. Considerado um dos maiores expoentes da Hermenêutica Filosófica, dedicou a sua vida ao ensino universitário e deixou uma extensa e discutida obra que o fez famoso pela sua investigação sobre a Teoria da Interpretação e de que se destaca “Verdade e Método”. Passam hoje 9 anos da data da sua morte.
Archive for the 'Notoriedades' Category
«A minha vida de escritor não seria como é se não se apoiasse num fundo moral inalterável. Ética e estética deram-se a mão em todos os aspectos da minha vida.»
Faz hoje um ano que morreu este autor espanhol, depois de uma prolongada e sofrida agonia causada por um cancro de cólon diagnosticado doze anos antes e que lhe interrompeu a sua prolífica e muito premiada carreira literária. Considerado uma das grandes figuras da literatura espanhola posterior à Guerra Civil e várias vezes apontado para candidato ao Prémio Nobel, o escritor, jornalista e colunista foi um dos espanhóis que melhor retrataram a região de Castela, e o seu mundo rural, tendo sido reconhecido pela sua obra, em grande parte convertida ao teatro e ao cinema, com vários galardões, entre outros, o Prémio Príncipe das Astúrias de Letras (1982), o Prémio Nacional das Letras Espanholas (1991), o Prémio Cervantes (1993 ) e o Prémio Nacional de Narrativa (1999), este pelo seu último livro, “O Herege”. O filme “Os Santos Inocentes”, adaptado por Mario Camus do seu romance homónimo, foi galardoado no Festival de Cannes de 1984.
Disse uma vez que “nas minhas obras há quatro elementos essenciais, a natureza, a morte, a sensibilidade em relação ao próximo e a infância” e, quando morreu, a ele se referiu Ángel Gabilondo, pedindo que o escritor fosse lembrado “sobretudo como uma boa pessoa, (…) que nos ensinou que o cuidado da escrita e da palavra também são formas de se construir a si mesmo.”
Antes que Seja Tarde
«Amigo,
tu que choras uma angústia qualquer
e falas de coisas mansas como o luar
e paradas
como as águas de um lago adormecido,
acorda!
Deixa de vez
as margens do regato solitário
onde te miras
como se fosses a tua namorada.
Abandona o jardim sem flores
desse país inventado
onde tu és o único habitante.
Deixa os desejos sem rumo
de barco ao deus-dará
e esse ar de renúncia
às coisas do mundo.
Acorda, amigo,
liberta-te dessa paz podre de milagre
que existe
apenas na tua imaginação.
Abre os olhos e olha,
abre os braços e luta!
Amigo,
antes da morte vir
nasce de vez para a vida.»
Escritor português, considerado um vulto destacado do Neo-realismo, publicou, em 1940, “Rosa dos Ventos”, obra pioneira do neo-realismo poético português, nascida do convívio com um grupo de jovens escritores, entre os quais, Mário Dionísio, José Gomes Ferreira, Rodrigues Miguéis, Manuel Mendes e Armindo Rodrigues.
Colaborou em jornais e revistas e fez parte do grupo do Novo Cancioneiro. A sua extensa obra é composta por obras tão populares como, “Planície”, “Poemas Completos”, “O Fogo e as Cinzas”, “Um Anjo no Trapézio”, “Cerromaior” e “Seara de Vento”, esta última considerada uma das suas obras de maior êxito.
Poeta, romancista, contista e cronista, foi ainda presidente da Sociedade Portuguesa de Escritores. Quando passam 18 anos da sua morte, relembramos Manuel da Fonseca.
Quem sou eu? (de Pedro Bandeira)
“Eu às vezes não entendo!
As pessoas em um jeito
De falar de todo mundo
Que não deve ser direito.Aí eu fico pensando
Que isso não está bem.
As pessoas são quem são,
Ou são o que elas têm?Eu queria que comigo
Fosse tudo diferente.
Se alguém pensasse em mim,
Soubesse que eu sou gente.Falasse do que eu penso,
Lembrasse do que eu falo,
Pensasse no que eu faço
Soubesse por que me calo!Porque eu não sou o que visto.
Eu sou do jeito que estou!
Não sou também o que eu tenho.
Eu sou mesmo quem eu sou!”
É o escritor de literatura juvenil mais lido e vendido do Brasil. O seu livro “A Droga da Obediência” foi a sua consagração como escritor, levando-o a dedicar-se a tempo inteiro à escrita, abandonando o jornalismo e a publicidade.
Especialista em literacia e técnicas especiais de leitura, ministra conferências para professores em todo o Brasil. Já escreveu mais de 70 livros, entre eles a famosa série “Os Karas” da qual fazem parte títulos como: “A droga da obediência”, “Pântano de sangue”, “Anjo da morte”, “A droga do amor” e “Droga de americana”.
Autor amplamente premiado, já conquistou, entre outros, o Prémio APCA, pela Associação Paulista de Críticos de Arte e, em 1986, o Prémio Jabuti (Literatura Juvenil).
Falamos de Pedro Bandeira no dia em que celebra o seu 69.º aniversário.
“A trama é o ‘carro-chefe’ da literatura. Tudo mais, o estilo, a maneira de contar, os experimentos, deve estar ao seu serviço.”
A sua obra mais famosa e que é hoje considerada um clássico da literatura contemporânea, “A Invenção de Morel”, consagrou-o como um dos escritores argentinos mais importantes do Século XX e muito premiado em todo o Mundo, ostentando, entre outros, o Prémio Cervantes, de 1990. Em finais de 1993, a tragédia abateu-se sobre a sua família, com a morte da sua mulher Silvina e, passados apenas poucos dias, Marta, a sua filha única morreu atropelada. Faleceu a 8 de Março de 1999, numa clínica de Buenos Aires, vítima de uma insuficiência respiratória e coronária.
Considerado por Jorge Luis Borges como um dos maiores escritores argentinos de ficção, é autor de uma vasta obra “onde a fantasia e a realidade se sobrepõem com uma harmonia magistral.” A impecável construção dos seus relatos é, talvez, a característica pela qual é referido pela crítica com mais frequência. Todos os seus companheiros escritores, compatriotas ou de outras partes sul-americanas, são unânimes em afirmar que Adolfo Bioy Casares foi um dos mais perfeitos escritores argentinos.
A crítica é hoje unânime em afirmar que apostou no humor e na ironia como forma de contrabalançar e, até mesmo, escapar à dureza da realidade vivida em Buenos Aires. Tem a sua obra traduzida em 16 idiomas, talvez até pelo facto de toda ela abordar temas de profundidade filosófica e intelectual, desde a perspectiva do relato ou da novela fantástica. (in Infopédia)
Hoje, passados 12 anos da sua morte, relembramos este autor.
«O que precisamos de questionar são os tijolos, o cimento ou o vidro, as nossas maneiras, os utensílios e instrumentos, a maneira como gastamos o nosso tempo, os nossos ritmos. Questionar o que parece ter deixado em definitivo de nos surpreender. É verdade que vivemos, respiramos, andamos, sentamo-nos à mesa para comer, deitamo-nos numa cama para dormir. Como? Onde? Quando? Porquê? Descreva a sua rua, descreva outra e compare-as.»
Considerado como um dos mais importantes romancistas franceses do pós Segunda Guerra Mundial, “dono de uma prosa extremamente lúdica, que recorre à lógica e à matemática para lançar uma luz surpreendente sobre os detalhes mais repetitivos das sociedades de consumo”, tornou-se famoso logo com o seu primeiro livro, o romance “As Coisas”, ao ganhar, em 1965, o Prémio Renaudot. Logo em seguida, com a publicação de “Um homem que dorme”, foi convidado a participar no grupo de literatura experimental OuLiPo e, daí em diante, assinaria uma obra extensa, desde o relato autobiográfico, à poesia, do romance experimental, ao ensaio literário.
Nascido em Paris, a sua infância foi muito conturbada pela Guerra, pois os seus pais, judeus de origem polaca, morreram cedo, o pai na frente de batalha e a mãe deportada em Auschwitz, tendo sido acolhido e educado por uma tia paterna. Só em 1978, pelo êxito conseguido com o seu livro ”La Vie, mode d’emploi”, acabaria por conseguir dedicar-se em exclusivo à literatura, abandonando um antigo emprego de arquivista e tendo ainda realizado uma incursão no cinema, como produtor. Boa parte da sua obra vem a ser publicada apenas postumamente.
Georges Perec completaria hoje 75 anos.
”Muitas pessoas perdem as pequenas alegrias, enquanto anseiam pela grande felicidade.”
Circunstâncias familiares, já que o seu Pai era um missionário, tradutor para chinês da Bíblia, levaram-na a emigrar ainda criança para a China, pais onde acabou por passar grande parte da sua vida e que muito a marcou, tendo inclusive aprendido o seu idioma antes do inglês e vindo a dedicar-se a tarefas filantrópicas ou académicas e, por via disso e por ter acompanhado o primeiro marido na sua profissão de agrónomo, conheceu amplamente a China profunda. Depois de se refugiar no Japão, na sequência da eclosão da Guerra Civil Chinesa, radicou-se nos Estados Unidos e não mais regressou àquele País, em parte decepcionada com a política nele vigente, mas também por oposição do próprio governo chinês.
A sua muito extensa obra literária, premiada com um Pulitzer e com o Nobel e que lhe valeu a nomeação para o Instituto Nacional das Artes e Letras norte-americano, veio assim a ser emanada de toda a sua vivência na China e centrada nas cruéis realidades sociais com que se viu confrontada, denunciando também uma manifesta preocupação pelas condições de vida das mulheres e crianças asiáticas e vários dos seus livros foram convertidos ao cinema. A sua empenhada actividade humanitária, apoiada pelos seus sucessivos maridos, veio a culminar na criação da Fundação “Pearl S. Buck International”, intensa e extensivamente dedicada às causas por que a autora tanto se bateu (v. http://www.psbi.org/).
Tendo sido a primeira mulher escritora norte-americana a ganhar o Prémio Nobel, em 1938, o júri da Academia Sueca atribuiu-lho “pelas descrições ricas e realmente épicas da vida rural na China e pelas suas obras-primas biográficas” (cf. http://nobelprize.org/nobel_prizes/literature/laureates/1938/).
Passam hoje 38 anos da sua morte e assim a celebramos.
Deixou “uma obra vasta e multifacetada que o posicionou como um dos responsáveis pela renovação da historiografia portuguesa, além de ter sido um intelectual civicamente interveniente. Da sua enorme produção, destaca-se o ‘Dicionário de História de Portugal’, elaborado ao longo de dez anos e que é encarado como um dos marcos da historiografia portuguesa do século XX”. Recordámo-lo, no 3.º aniversário da sua morte.
”Um homem que não tem consciência, nem bondade, não sofre.”
(in “O Caçador de Pipas”)
Médico de profissão, aproveitava as horas vagas para escrever. Foi nesses intervalos que surgiu “O Caçador de Pipas”, romance sobre a trajectória de um menino afegão ao longo da turbulenta história do país: a queda da monarquia nos anos 70, a invasão pelos soviéticos, o fim do comunismo e a ascensão do regime Taliban. “O Caçador de Pipas” foi um verdadeiro best-seller internacional, publicado em 40 países e presença constante nas listas dos mais vendidos.
Em 2001, escreveu o “Menino de Cabul”, que viria a ser adaptado ao cinema por Marc Forster e Sam Mendes. Recebeu em 2006, a nomeação de embaixador da UNHCR, a Agência das Nações Unidas para os Refugiados, nos Estados Unidos.
Falamos de Khaled Hosseini no dia em que celebra o seu 46.º aniversário.
Saber esperar alguém
“Não há mais sublime sedução do que saber esperar alguém.
Compor o corpo, os objectos em sua função, sejam eles
A boca, os olhos, ou os lábios. Treinar-se a respirar
Florescentemente. Sorrir pelo ângulo da malícia.
Aspergir de solução libidinal os corredores e a porta.
Velar as janelas com um suspiro próprio. Conceder
Às cortinas o dom de sombrear. Pegar então num
Objecto contundente e amaciá-lo com a cor. Rasgar
Num livro uma página estrategicamente aberta.
Entregar-se a espaços vacilantes. Ficar na dureza
Firme. Conter. Arrancar ao meu sexo de ler a palavra
Que te quer. Soprá-la para dentro de ti —————–
————————-até que a dor alegre recomece.”
Maria Gabriela Llansol
“o começo de um livro é precioso”
assírio & alvim, 2003
(retirado de: http://canaldepoesia.blogspot.com/)
Escritora portuguesa de ascendência espanhola, é considerada uma das mais inovadoras escritoras da ficção portuguesa contemporânea. Um dos traços mais marcantes de toda a sua produção consiste na constante negação da escrita representativa, com inserção no texto de diferentes caracteres tipográficos, espaços em branco, traços que dividem o texto, perguntas de retórica, aspectos que contribuem para a sensação de estranheza que os seus textos provocam.
A sua obra faz estilhaçar as fronteiras entre o que designamos por ficção, diário, poesia, ensaio, memórias, etc.
Ganhou o Prémio Dom Dinis da Fundação Casa de Mateus do ano de 1985, com a obra “Um Falcão no Punho” e, por duas vezes, o Grande Prémio de Romance e Novela APE/IPLB da Associação Portuguesa de Escritores, no ano de 1990, com a obra “Um Beijo Dado Mais Tarde” e, em 2006, com a obra “Amigo e Amiga”.
Quando passam 3 anos da sua morte, relembramos Maria Gabriela Llansol.
«A ferramenta básica para se manipular a realidade é a manipulação das palavras. Se você puder controlar o significado das palavras, você pode controlar as pessoas que precisam delas.»
Foi um escritor americano de ficção científica que alterou profundamente este género literário. Apesar de ter tido pouco reconhecimento em vida, a adaptação de vários dos seus livros ao cinema acabou por tornar a sua obra conhecida.
Inspirando-se em ideias do Budismo, Cabalismo, Gnosticismo e outras doutrinas herméticas e combinando-as com certos aspectos das novas crenças na parapsicologia, extraterrestres e percepção extra-sensorial, o autor criou mundos alternativos nos quais acabou eventualmente por julgar viver. Consumindo drogas em excesso, alegou ter sido contactado em 1974 por uma inteligência alienígena. Explorou em muitas das suas obras temas como a realidade e a humanidade, utilizando normalmente como personagens, pessoas comuns e não os normais heróis galácticos de outras obras do género.
Os filmes “Minority Report” com Tom Cruise, “Total Recall” com Arnold Schwarzenegger, “Screamers” com Peter Weller, entre outros, são sucessos cinematográficos baseados em novelas ou contos de Dick. Quando passam 29 anos da sua morte, relembramos Philip K. Dick.
MEIA IDADE
“A monotonia do solstício de inverno
está agora em mim, Nova Iorque
atravessa-me os nervos,
enquanto percorro
as ruas maceradas.Quarenta e cinco,
e a seguir?, e a seguir?
A cada esquina,
encontro meu Pai,
da minha idade, ainda vivo.Pai, perdoa as
minhas ofensas,
como eu perdoo
aqueles que
tenho ofendido!Nunca escalaste
o Monte Sião, porém deixaste
pegadas de dinossauro
na crosta
por onde devo caminhar.”
É considerado um dos mais importantes poetas do século XX. Considerado o pai dos poetas confessionais, termo usado para rotular poetas como W. D. Snodgrass, Sylvia Plath, Anne Sexton e outros mais, o seu trabalho literário foi fruto da sua própria infelicidade e foi fortemente influenciado pelos movimentos sociais, políticos e ideológicos ocorridos nos EUA durante as três primeiras décadas do pós-guerra.
Ganhou o Prémio Pulitzer em 1974, com a obra ‘’The Dolphin’’. Morreu de ataque cardíaco, num táxi, em Nova York, em 12 de Setembro de 1977. Quando faria 94 anos, relembramos Robert Lowell.
“Se se é escritor, escreve-se sempre, mesmo que não se queira fazê-lo, mesmo que pretenda escapar a essa duvidosa glória e a esse real sofrimento que se merece por seguir uma vocação.”
Novelista espanhola que ascende à fama com a publicação da novela “Nada”, um romance que revolucionou a literatura e agitou a sociedade espanhola e que é, em 1944, o grande vencedor da primeira nomeação do prémio Nadal.
Oito anos depois, publica “A Ilha e os Demónios”, que vem confirmar o seu talento narrativo, consagrando a autora como uma das mais importantes escritoras espanholas do Século XX.
«A 28 de Fevereiro de 2004, faleceu em Madrid, aos 82 anos, Carmen Laforet, a mulher que renovou a narrativa do pós-guerra com o seu inesquecível romance “Nada”.» (El Mundo).
Quando passam 7 anos da sua morte, relembramos Carmen Laforet.
E tudo era possível
“Na minha juventude antes de ter saído
da casa de meus pais disposto a viajar
eu conhecia já o rebentar do mar
das páginas dos livros que já tinha lidoChegava o mês de maio era tudo florido
o rolo das manhãs punha-se a circular
e era só ouvir o sonhador falar
da vida como se ela houvesse acontecidoE tudo se passava numa outra vida
e havia para as coisas sempre uma saída
Quando foi isso? Eu próprio não o sei dizerSó sei que tinha o poder duma criança
entre as coisas e mim havia vizinhança
e tudo era possível era só querer”
(Ruy Belo, in Homem de Palavra[s])
Destacamos hoje, no 78.º aniversário do seu nascimento, um escritor que viria a consagrar-se como um dos maiores poetas portugueses da segunda metade do século XX, tendo as suas obras sido reeditadas diversas vezes. Doutorado em Direito Canónico em Roma, a sua carreira na administração pública portuguesa foi interrompida, logo no seu início, devido à sua actividade oposicionista ao regime da época, tendo sido vigiado e condicionado.
Foi a sua experiência profissional como responsável editorial que o levou a iniciar-se na escrita poética, deixando-nos livros cuja temática se prende com o religioso e o metafísico, sob a forma de interrogações acerca da existência. Veio a ser condecorado, em 1991, a título póstumo, com o grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada.
«A escrita não é um ofício lúdico. É solitário, lento, árduo, obsessivo, diria mesmo psicadélico, na propriedade que tem de nos revelar o lado oculto. (…)» (in CARAS)
Hoje, damos os parabéns a Rita Ferro, pelos seus 56 anos. Filha e neta de escritores notáveis, estudou design e marketing no IADE, escola de que o seu Pai foi fundador, afirmou-se como publicitária, cronista, docente académica ou apresentadora de programas de televisão e consagrou-se finalmente como romancista, logo com o seu primeiro livro “O Nó na Garganta”, um retumbante e revolucionário êxito, precursor de um novo estilo, hoje muito em voga.
Considera-se “endiabrada, provocadora e levemente irresponsável” e, “tendo já transcendido as questões femininas, ou não se esgotando nelas, distingue-se por uma técnica de narração mordaz e cativante, de grande versatilidade, tanto no épico urbano de “Os Filhos da Mãe”, como no realismo fantástico de “O Vento e a Lua”. (in Portal da Literatura)
Publicou também em co-autoria com outras escritoras, como a sua filha, Marta Gautier, ou a sua irmã Mafalda, ou ainda Alice Vieira, Luísa Beltrão ou Rosa Lobato de Faria.
«Há uma hora de partida mesmo quando não há lugar certo para ir.»
Foi um dos mais admiráveis e prolíficos dramaturgos do século XX, conquistando inúmeros prémios, entre eles dois Pulitzer Prize em Drama e um Tony Award em Best Play. Mas é sobretudo recordado como o autor de peças que deram origem a filmes tão inesquecíveis como “Um Eléctrico Chamado Desejo” ou “Gata em Telhado de Zinco Quente.”
“Um Eléctrico Chamado Desejo” é uma obra-prima da dramaturgia do século XX que o estabeleceu como um dos maiores autores americanos. Retrata o confronto entre os valores tradicionais do Sul da América e o materialismo agressivo da América moderna.
Passou por um período bastante difícil, enveredando pelo álcool e pelas drogas, sobretudo após a morte de Merlo, um ex-combatente da Segunda Guerra Mundial, descendente de sicilianos e por quem se apaixonou, e que se arrastou numa agonia causada por um cancro do pulmão. A sua relação com Melro exerceu uma influência pacificadora sobre Williams e foi enquanto durou que o escritor produziu algumas das suas melhores obras.
Residente num hotel de Nova Iorque, sufocou até morrer com a cápsula de um frasco de medicamentos que se alojou acidentalmente na sua garganta. O relatório policial, entretanto, sugeriu que o uso de drogas e de álcool terá contribuido para a sua morte.
Quando passam 28 anos da sua morte, recordamos Tennessee Williams.
«Cada história que eu escrevo acrescenta-me um pouco, muda-me um pouco, força-me a reavaliar uma atitude ou crença, faz-me investigar e aprender, ajuda-me a compreender as pessoas e a crescer… Cada história que eu crio, cria-me. Eu escrevo para me criar a mim mesma.»
Foi uma inspiração para a nova geração de escritores do último quarto de século. Consagrada pelos seus livros de ficção científica “feminista” e por inserir a questão da diferença e do racismo nas suas histórias, recebeu por duas vezes o célebre Prémio Hugo e também o Prémio Nebula.
Quando passam 5 anos da sua morte, destacamos Octavia E. Butler.
«Semeio palavras na música. Não tenho pretensões de dar a estas minhas deambulações pela música popular qualquer outro rótulo. Faço apenas canções. A canção insere-se sempre dentro de um processo. A sua eficácia depende do processo em que se insere. A sua importância depende da vastidão desse processo.»
Foi um notável compositor de música de intervenção, durante um dos mais conturbados períodos da história recente portuguesa. Como compositor, soube conciliar de forma notável a música popular e os temas tradicionais com a palavra de protesto.
Morreu no dia 23 de Fevereiro de 1987, no Hospital de Setúbal. A 18 de Novembro, do mesmo ano, é criada a Associação José Afonso com o objectivo de ajudar a realizar as ideias do compositor e intérprete no campo das Artes.
Muitas das suas músicas continuam a ser gravadas por numerosos artistas portugueses e estrangeiros. Calcula-se que existam actualmente mais de 300 versões de canções suas gravadas por mais de uma centena de intérpretes, o que faz de Zeca Afonso um dos compositores portugueses mais divulgados a nível mundial.
O seu trabalho é reconhecido e apreciado pelo país inteiro e Zeca Afonso, com a sua incidência política que as suas canções ganharam, indiscutivelmente representa uma parte muito importante da cultura poética portuguesa.
Quando passam 24 anos da sua morte, destacamos José Afonso.
O Sonho
«Era um menino a sonhar
com um cavalo de cartão.
O menino abriu os olhos
e não viu o cavalinho.
Com um cavalinho branco
ele voltou a sonhar;
pelas crinas o prendia…
Assim não te escaparás!
Mal o conseguiu prender,
logo o menino acordou.
Tinha a sua mão fechada.
O cavalinho voou!
O menino ficou sério,
pensando não ser verdade
um cavalinho sonhado.
Já não voltou a sonhar.
E o menino fez-se moço
e o moço teve um amor,
e dizia à sua amada:
Tu és de verdade ou não?
Quando o moço se fez velho
pensava: Tudo é sonhar,
o cavalinho sonhado
e o cavalo de verdade.
E quando chegou a morte,
o velho ao seu coração
perguntava: Tu és sonho?
Quem saberá se acordou!»
(Traduçao de José Bento)
Poeta e prosista nascido em Sevilha, pertenceu ao movimento literário conhecido como “geração de 98″. Provavelmente, ainda é o poeta da sua época mais lido.
Morreu em 1939, refugiado num quarto de hotel, fugindo dos assassinos da polícia política franquista.
Relembramos Antonio Machado, o poeta de «O caminho faz-se caminhando», quando passam 72 anos da sua morte.
O Elogio do Vício
“Admiro os viciados. Num mundo em que está toda a gente à espera de uma catástrofe total e aleatória ou de uma doença súbita qualquer, o viciado tem o conforto de saber aquilo que quase de certeza estará à sua espera ao virar da esquina. Adquiriu algum controlo sobre o seu destino final e o vício faz com que a causa da sua morte não seja uma completa surpresa.
De certo modo, ser um viciado é uma coisa bastante proactivista. Um bom vício retira à morte a suposição. Existe mesmo uma coisa que é planear a tua fuga.”
(Chuck Palahniuk, in “Asfixia”)
Emergiu, em finais dos anos 90, como uma das vozes mais originais do moderno romance norte-americano, um retratista desencantado dos novos anti-heróis. O seu livro “Clube de Combate” veio provar que estava viva toda uma tradição de humor negro e escrita cruel, herdada de autores como Kurt Vonnegut ou Don DeLillo.
Adaptado ao cinema, em 1999, por David Fincher, “Clube de Combate” foi, sem dúvida, a obra que o tornou conhecido e o confirmou como um escritor de culto. Seguiram-se, entre outros, títulos como “Non-Fiction”, “Choke-Asfixia”, “Lullaby” e “Sobrevivente”.
No dia em que celebra o seu 50.º aniversário, destacamos Chuck Palahniuk.


























Comentários Recentes