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António Alçada Baptista

«Vamos ficar por aqui, a fazer aquilo que podemos e sabemos, certos de que fazemos muito pouco em relação aos sonhos que moram no nosso destino e que talvez façamos muito se tivermos em conta aquilo de que somos feitos.»

(in “O Riso de Deus”)

António Alçada Baptista

António Alçada Baptista

Foi presidente do Instituto Português do Livro. Traduziu Jorge Luis Borges e Jacques Maritain, tendo colaborado em vários periódicos (A Capital e O Semanário, por exemplo), com uma publicação regular de crónicas, algumas das quais já reunidas em obras como O Tempo nas Palavras.

A sua obra literária, repartida entre a ficção e o ensaio de memórias pessoais e colectivas (com destaque para os dois volumes de Peregrinação Interior), funda-se num princípio unificador: o da busca de uma unidade interior que seja a razão para que, na sociedade contemporânea portuguesa, “certas coisas aconteçam sem que eu saiba como nem porquê e sem me darem em troca nada de melhor” (cf. Peregrinação Interior I, p. 23).

Dois anos após a sua morte, recordamos António Alçada Baptista.

Peter Handke

Peter Handke

Peter Handke

É um escritor escritor austríaco, também autor de teatro, romances, poesia, argumentista e realizador de cinema e considerado como um dos maiores dramaturgos da história da literatura em língua alemã.

”Gaspar”, ”A Angústia do Guarda-Redes antes do Penalty”, ”Uma Breve Carta para Um Longo Adeus”, ”A Mulher Canhota”, ”A Hora da Sensação Verdadeira”, ”Para Uma Abordagem da Fadiga” e ”A Tarde de Um Escritor” são algumas das suas obras mais conhecidas, já traduzidas para português. Escreveu ainda o argumento do filme ”As Asas do Desejo”, realizado por Wim Wenders, que mereceu grandes elogios por parte da crítica.

No dia em que celebra o seu 68.º aniversário, destacamos Peter Handke.

Raul Brandão

“Existe uma certa grandeza em repetir todos os dias a mesma coisa. O homem só vive de detalhes e as manias têm uma força enorme: são elas que nos sustentam” (in “Húmus”)

Raul Brandão

Raul Brandão

A sua infância foi marcada pela paisagem física e humana da zona piscatória da Foz do Douro, frequentou o curso superior de Letras, mas acabou por ingressar, um pouco contra vontade, na carreira militar, da qual se reformaria aos 45 anos, e que em muito condicionou toda a sua vida, até mesmo por, em virtude da sua colocação em Guimarães, aí ter conhecido aquela que viria a ser sua mulher. Nas suas próprias palavras, “no tempo em que fui tropa, vivi sempre enrascado”, mas, paralelamente, manteve uma carreira de jornalista e foi publicando uma extensa e multifacetada obra literária, que o tornaria um dos escritores que, a par de Fernando Pessoa, mais influíram na evolução da literatura portuguesa do século XX. Hoje, quando passam 80 anos da sua morte, destacámos este insigne autor, prosador, ficcionista, dramaturgo e pintor.

Rainer Maria Rilke

Dançarina Espanhola

“Como um fósforo a arder antes que cresça
a flama, distendendo em raios brancos
suas línguas de luz, assim começa
e se alastra ao redor, ágil e ardente,
a dança em arco aos trémulos arrancos.

E logo ela é só flama, inteiramente.

Com um olhar põe fogo nos cabelos
e com a arte subtil dos tornozelos
incendeia também os seus vestidos
de onde, serpentes doidas, a rompê-los,
saltam os braços nus com estalidos.

Então, como se fosse um feixe aceso,
colhe o fogo num gesto de desprezo,
atira-o bruscamente no tablado
e o contempla. Ei-lo ao rés-do-chão, irado,
a sustentar ainda a chama viva.
Mas ela, do alto, num leve sorriso
de saudação, erguendo a fronte altiva,
pisa-o com seu pequeno pé preciso.”

(Tradução de Augusto de Campos)

Rainer Maria Rilke

Rainer Maria Rilke

Celebramos hoje, ao passarem 135 anos do seu nascimento, um autor de origem austríaca, tido como um dos mais importantes poetas modernos da literatura e língua alemã, pela sua obra inovadora e pelo seu incomparável estilo lírico.

Viveu uma juventude muito dura, em parte pela sua formação militar, que foi forçado a abandonar por motivos de saúde, após o que se dedicou à Poesia, com o apoio determinante de vários mecenas aristocratas.

A sua obra atingiu grande popularidade durante a Primeira Guerra Mundial e foi redescoberta nos anos de 1950, sendo actualmente considerado um clássico da literatura mundial. “O desenvolvimento da sua poesia parte de uma lírica que trabalha com sentimentos, passando pelos ‘poemas-objecto’ de grande virtuosismo, até as exaltações mágicas e as mensagens quase indecifráveis.”

Ann Patchett

Ann Patchett

Ann Patchett

É autora de quatro romances, ”The Patron Saint of Liars”, eleito Livro Notável do Ano pelo The New York Times, “Taft”, que recebeu o Janet Heidinger Kafka Prize, ”The Magician’s Assistant”, pelo qual a autora recebeu uma bolsa Guggenheim e ”Bel Canto”, distinguido com o PEN/Faulkner Award e o inglês Orange Prize, eleito Livro do Ano Book Sense e finalista do National Book Critics Circle Award e já traduzido em trinta línguas.

O seu livro de não-ficção, ”Truth & Beauty”, foi um bestseller do The New York Times e recebeu o Books for a Better Life Award. No dia em que celebra o seu 47.º aniversário, destacamos Ann Patchett.

Woody Allen

“Há dois tipos de pessoas neste mundo: boas e más. O sono das boas é melhor, mas as más parecem gozar muito mais as horas de vigília.”

(Woody Allen)

Woody Allen

Woody Allen

Seria interminável a quantidade de frases de humor mordaz e satírico que se poderiam citar deste autor, que é sobretudo famoso como cineasta. Realizador prolífico e muito premiado, já com 46 obras produzidas, os seus filmes tem sempre fortes traços autobiográficos e falam sobre neuroses comportamentais do dia-a-dia, com uma crítica cáustica e subtil, em longos diálogos analíticos.

Sendo um dos preferidos nas nomeações aos Óscares da Academia de Hollywood (recordista para o melhor guião), sempre a votou a um relativo desprezo, excepto em 2002, quando finalmente compareceu na cerimónia para fazer uma emocionante homenagem à cidade de Nova York, após os atentados de 11 de Setembro.

Além de comediante, director, guionista e actor de cinema, também é músico e toca clarinete semanalmente num bar de Nova York. A sua ligação com a música, principalmente com o Jazz, pode ser constatada em todos os seus filmes, nos quais é responsável também pela escolha da banda sonora.

“É sem dúvida um vulto da realização, um autêntico símbolo da cidade de Nova York que ele representa sempre com muito orgulho. Apesar de ter uma personalidade bastante reservada, conseguiu o sucesso no mundo do cinema. Pode ser bastante excêntrico, mas isso não lhe tira o grande talento na realização, escrita e interpretação. Woody Allen é uma forma cinematográfica quase perfeita.” (in http://portalcinema.blogspot.com/2007/11/biografia-woody-allen.html)

Descreve-se a si próprio da seguinte maneira: “As pessoas enganam-se sempre em duas coisas sobre mim: pensam que sou um intelectual, porque uso óculos, e que sou um artista, porque os meus filmes perdem sempre dinheiro”.

Damos os parabéns a este inigualável artista, no dia em perfaz 75 anos.

Fernando Pessoa

‎”Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.”

Fernando Pessoa

Foi um dos maiores génios poéticos de toda a nossa Literatura e um dos poucos escritores portugueses mundialmente conhecidos. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos – Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.

Marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista Orpheu (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, Mensagem (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal) e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos.

Quando passam 75 anos da sua morte, evocamos Fernando Pessoa.

Alberto Moravia

“É mais fácil ter ciúmes de um amigo feliz, do que ser generoso para um amigo que esteja na desgraça. (…) Creio que a amizade é mais difícil e mais rara do que o amor. Por isso, há que salvá-la a todo o custo.”

(Alberto Moravia)

Alberto Moravia

Perseguido pelo regime fascista de Mussolini e, depois, condenado pelo Vaticano, tinha obtido a consagração com a publicação, em 1929, de “Os Indiferentes”, mas as suas obras-primas são “O Conformista” (1951) e “O Desprezo” (1954).

O seu interesse pela literatura nasce no período em que é hospitalizado para se tratar de tuberculose e, desde cedo, começou a colaborar como cronista em jornais e revistas italianos. Tendo tido que se refugiar no anonimato como guionista, durante o regime de Mussolini, acabou por se inserir no mundo do cinema e alguns dos seus melhores livros foram convertidos à “sétima arte”, por realizadores tão notáveis como Jean-Luc Godard ou Bernardo Bertolucci.

Sabe-se agora que, em 1958, terá perdido o Prémio Nobel da Literatura por causa duma jogada de lobby da CIA, em plena Guerra Fria, junto da Academia Sueca, para contrariar a União Soviética. Nesse ano, o Prémio foi entregue a Borís Pasternak, um escritor russo dissidente político, pela obra Doctor Zhivago, impressa e publicada à última hora no Ocidente, depois de banida no seu país de origem.

Celebramos hoje, no 103.º aniversário do seu nascimento, um incontornável e controverso autor italiano, que “tem sido lembrado como uma das mais completas e complexas figuras literárias do século passado. Ficcionista acima de tudo, sem dúvida, mas também intelectual participante, testemunha da luta antifascista no seu país e homem que praticou o diálogo permanente entre a literatura e o cinema.” (Luiz Zanin).

Alexandre Dumas, filho

‎”O que as grandes e puras afeições têm de bom é que depois da felicidade de as ter sentido, resta ainda a felicidade de recordá-las”

(Alexandre Dumas, filho)

Alexandre Dumas, filho

Sofreu uma infância muito traumatizada, em parte pela sua filiação ilegítima e pela separação forçada da sua mãe, mas também por uma ascendência parcialmente negra, o que lhe valeu uma constante hostilização dos seus colegas de escola e ainda pelo facto de o seu pai, o celebérrimo escritor homónimo Alexandre Dumas, ter tardado em legitimar a sua perfilhação.

A sua obra literária acabou por ser irremediavelmente marcada por estas circunstâncias, quer nos temas escolhidos, quer nas questões levantadas. Uma paixão por uma jovem cortesã, que lhe granjeou ainda mais censura social, inspirou-lhe a sua obra mais afamada, “A Dama das Camélias” que, por sua vez, inspirou Giuseppe Verdi para a obra-prima, “La Traviata”.

Mas o seu livro mais admirado é o romance semi-autobiográfico “L’affaire Clemenceau”, publicado em 1867. Veio a ser admitido na Academia Francesa e agraciado com a “Légion d’Honneur”. Quando passam 115 anos da sua morte, recordámos este singular escritor francês.

Mário Cesariny

«Lembra-te que todos os momentos
que nos coroaram
todas as estradas
radiosas que abrimos
irão achando sem fim
seu ansioso lugar
seu botão de florir
o horizonte
e que dessa procura
extenuante e precisa
não teremos sinal
senão o de saber
que irá por onde fomos
um para o outro vividos.»

Mário Cesariny

Poeta, autor dramático, ficcionista, crítico, ensaísta, tradutor e artista plástico português. Figura maior do surrealismo português, promoveu a técnica conhecida por “cadáver esquisito”, que consistia na elaboração de uma obra por um grupo de pessoas, num processo em cadeia criativa, na qual cada uma dava seguimento à criatividade da anterior. Foi ainda colaborador em várias publicações periódicas como o Jornal de Letras e Artes e Cadernos do Meio-Dia, entre outras.

Em 2005, recebeu a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, entregue pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio, e, em Novembro desse mesmo ano, foi galardoado com o Grande Prémio Vida Literária, uma homenagem à sua notável contribuição para a literatura portuguesa. Relembramos Mário Cesariny, 4 anos após a sua morte.

Mentiste-me mente!

“Mentiste-me Mente”, é a continuação do primeiro livro “uma luz no vazio, um ponto no infinito – grafomania”, de Virgílio Pinto. Uma auto-publicação, através do SitiodoLivro.pt, que relata, em forma de diário, o desenvolvimento da vida de César Ribeiro. O autor pretende transmitir, através da sua experiência pessoal, uma mensagem de esperança e optimismo: “…deixarmo-nos de preocupar em tentar perceber o mundo e a vida porque o mundo existe há mais tempo do que alguma vida. A vida deve ser vivida, não imaginada.”

http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/mentiste-me-mente/9789892021447/

Eça de Queirós

«O amor, (…), como tu sabes é feito de muitos sentimentos diferentes. Alguém escreveu, creio que até fui eu, que era uma bela flor com raízes diversas. Ora quando uma dessas raízes é a estima absoluta pode ele ao fim de longos anos secar pelas outras raízes mas permanecer vivo por essa.»

Eça de Queirós

É um dos nomes mais importantes da literatura portuguesa. Notabilizou-se pela originalidade e riqueza do seu estilo e linguagem, nomeadamente pelo realismo descritivo e pela crítica social constantes nos seus romances. Foi, como disse Jacinto Prado Coelho «mais analista social do que psicólogo (…) ironizou Portugal porque muito o amava e o queria melhor».

Autor de obras como: “O Primo Basílio”, “O Crime do Padre Amaro”, “A Relíquia” e “Os Maias”, esta última considerada a sua obra-prima, destacamo-lo, no 165.º aniversário do seu nascimento.

Manual de Vermicompostagem para crianças e jovens

‘O que é a Vermicompostagem?’

Escrito por Nelson Lourenço e por Sónia Isabel Dias Coelho, que auto-publicam pela primeira vez através do SitiodoLivro.pt, o ‘Manual de Vermicompostagem para crianças e jovens’ apresenta um método de encarar a Vermicompostagem de uma forma lúdica e divertida para as faixas etárias mais jovens e até para adultos. Numa sociedade em que cada vez mais resíduos são produzidos e parte deles é biodegradável, a vermicompostagem doméstica e na escola é a solução ideal para os reduzirmos e conhecermos um pouco mais sobre as minhocas e o papel que estas poderão ter no ambiente.

Disponível na nossa livraria online http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/manual-de-vermicompostagem-para-criancas-e-jovens/9789899685505/e também na livraria “LeYa na Barata”, na Av. de Roma, em Lisboa.

Nobreza de Portugal e do Brasil | Armorial Lusitano

Para quem gosta de genealogia e heráldica, passámos a ter à venda na nossa livraria online (e para entrega imediata) duas obras referenciais nestas matérias, das Edições Zairol.

http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/nobreza-de-portugal-e-do-brasil-armorial-lusitano/999003025/
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/armorial-lusitano/9789729362248/

Pompom e os coelhinhos brancos

“Num jardim lindo, muito verde, cheio de flores de todas as cores e árvores lindas com muitas laranjas, costumavam brincar  seis coelhinhos brancos (…) Às vezes brincavam tanto que esqueciam os conselhos dos pais coelhos sobre os perigos que sempre estão à espreita de coelhinhos pequeninos e inocentes. Mas nem todos os coelhinhos são branquinhos e felizes. Pompom um coelhinho com manchinhas pretas sentia-se triste por ser diferente, (…)”.

Excerto do livro ‘Pompom e os coelhinhos brancos’.

 

Escrita por Leonilde Santos, esta é a história do coelhinho Pompom, um coelhinho diferente pois tem uma cor diferente dos restantes amiguinhos. Pompom com a sua coragem e o seu bom coração, conseguiu que os outros coelhinhos o vissem como igual. Uma história que pretende transmitir a todas as crianças o significado de sermos ‘todos iguais, todos diferentes’. Uma auto-publicação, através do SitiodoLivro.pt.

Arundhati Roy

«(…) o segredo das Grandes Histórias é elas não terem segredo nenhum. (…) são aquelas que já ouvimos (…) que não nos enganam (…) não nos surpreendem (…) são familiares (…) Sabemos como acabam, porém ouvimo-las como se não soubéssemos. Tal como, embora sabendo que um dia havemos de morrer, vivemos como se não o soubéssemos.»

(Arundhati Roy in ”O Deus das Pequenas Coisas”, pp. 239).

Arundhati Roy

Escritora, novelista e activista anti-globalização, venceu o Man Booker Prize em 1997, pela sua primeira obra, ”O Deus das Pequenas Coisas”, traduzida em dezasseis línguas e que constituiu um acontecimento literário em todos os países onde foi publicado. Ganhou ainda o Lannan Cultural Freedom Prize, em 2002. No dia em que celebra o seu 49.º aniversário, destacamos Arundhati Roy.

Herberto Helder

O Poema

«Um poema cresce inseguramente
na confusão da carne.
Sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.

Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
rios, a grande paz exterior das coisas,
folhas dormindo o silêncio
a hora teatral da posse.

E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.

E já nenhum poder destrói o poema.
insustentável, único,
invade as casas deitadas nas noites
e as luzes e as trevas em volta da mesa
e a força sustida das cisas
e a redonda e livre harmonia do mundo.
Em baixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério

E o poema faz-se contra a carne e o tempo.»

Herberto Helder

É considerado uma das figuras mais importantes da poesia experimental ou concreta, bem como um dos seus principais cultores. É classificado como um poeta visionário e órfico, detém um lugar cativo na poesia surrealista portuguesa. A sua obra é complexa e, sem dúvida, uma das mais altas expressões da poesia portuguesa contemporânea.

Autor de obras tão conhecidas como ”Os Passos em Volta”, ”Ofício Cantante” e ”Bebedor Nocturno”, foi galardoado com o Prémio Pessoa em 1994. No dia em que celebra o seu 80.º aniversário, destacamos e damos os parabéns a Herberto Helder.

Gente de bem

A partir de Lisboa, um jovem engenheiro com um casamento em crise interroga-se sobre a utilidade da vida perante o vazio da sua existência. Reconhecendo em si a fabulosa alegria de viver e movido também pelo acaso que lhe proporciona um regresso à sua terra natal, onde se (re)descobre através de um vasto conjunto de valores por ele apreendidos, graças às pessoas com quem tem oportunidade de conviver, o amigo, a irmã…

Através do SitiodoLivro.pt, Sandro Cavaleiro auto-publica «Gente de bem», uma história simples, que de forma discreta (ou talvez não), nunca indo ao cerne das questões as aborda, deixa ao leitor a capacidade de pensar justamente como o protagonista, que cresce interiormente ao longo do enredo. O autor explora assim cenários literários ainda por descobrir e demasiado vastos para uma única obra… Um romance escrito para ‘Gente de Bem’!

Pôr-de-sóis

A violência doméstica é algo que a sociedade carrega no seu seio quase como uma doença incurável que vai tomando novos aspectos ao longo das épocas. Esta obra procura levar o leitor a entrar no mundo complexo dos sentimentos de uma jovem adolescente que se deixa arrebatar por um homem num amor cego e louco. Mas esse homem que, nas suas promessas lhe oferece a realização do seu sonho de amor, é o mesmo que a arrastará para infernos inauditos até a destruir completamente. Essa dor é o que leva a nossa personagem a dizer: “Um homem, mesmo o mais terrível ou o mais mesquinho, é sempre um homem! A mulher é o brinquedo do Diabo, quando ele quer!”

Fernanda Moreira

«Pôr-de-sóis», a segunda auto-publicação de Fernanda Moreira, assenta numa história de amor de uma mulher por um homem que lhe jura amor eterno… Mas rapidamente esse amor se transforma em algo negativo: desrespeito, maus tratos físicos e psicológico, entre outras formas de violência doméstica.

C. S. Lewis

“Todos os mortais tendem a tornar-se naquilo que fingem ser.”

C. S. Lewis

Escreveu mais de cinquenta obras de referência, em vários géneros: novelas, poesia, literatura infantil, fantasia, ficção científica, crítica literária e apologética, sermões e muitas cartas. A sua escrita emana prazer e divertimento.

Fascinado, desde criança, por contos de fadas, mitos e lendas, escreveu uma série de fábulas, começando com ”O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa”, (1950) e a famosa série de livros infanto-juvenis de nome ”As Crónicas de Nárnia”.

É bastante conhecida a sua influência sobre personalidades ilustres da nossa época, de entre elas Margaret Thatcher. Os seus livros foram lidos pelos seis últimos presidentes americanos e muitos de seus pensamentos citados nos seus discursos. Recordamos C. S. Lewis, 47 anos após a sua morte.


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