Archive for the 'Notoriedades' Category



Manuel Bandeira

Desencanto

Eu faço versos como quem chora
De desalento… de desencanto…
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente…
Tristeza esparsa… remorso vão…
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.

– Eu faço versos como quem morre.

Manuel Bandeira

Foi um poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor brasileiro. Considerado o mais lírico dos poetas brasileiros, a sua poesia aborda temáticas quotidianas e universais.

O crítico da obra de Bandeira, Davi Arrigucci Jr. escreveu: “A poesia de Bandeira (…) tem início no momento em que sua vida, mal saída da adolescência, se quebra pela manifestação da tuberculose, doença então fatal. O rapaz que só fazia versos por divertimento ou brincadeira, de repente, diante do ócio obrigatório, do sentimento de vazio e tédio, começa a fazê-los por necessidade, por fatalidade, em resposta à circunstância terrível e inevitável”.

”Libertinagem” apresenta alguns poemas fundamentais para se entender a sua poesia: “Vou-me embora pra Pasárgada”, “Poética”, “Evocação do Recife”, entre outros. No mesmo livro começam a aparecer assuntos que se tornariam frequentes na sua poesia, entre eles, o amor, a lembrança de vultos familiares e da infância e o folclore.

Relembramos Manuel Bandeira, 42 anos após a sua morte.

Anne Perry

É considerada uma das mais conceituadas escritoras da literatura policial das últimas décadas. No centro das suas histórias, encontra-se a Inglaterra vitoriana, fechada como um casulo, num conjunto de rígidas regras de conduta social.

Escreve duas séries distintas, uma protagonizada por Thomas Pitt, um detective da polícia de origem social modesta e por Charlotte, uma jovem de boas famílias e a outra pelo detective amnésico William Monk. Ambas as séries são inspiradas em personalidades da época e os casos em que os detectives se envolvem conservam reminiscências de crimes realmente acontecidos. Destacamos Anne Perry, no dia em que festeja o seu 72.º aniversário.

Anne Perry

François Mauriac

«De nada serve ao homem conquistar a Lua se acaba por perder a Terra»

François Mauriac

Romancista, ensaísta, poeta, dramaturgo e jornalista francês. Pertenceu à corrente de escritores católicos franceses e as suas novelas, austeras e algo sombrias, são dramas psicológicos na análise da realidade da vida moderna. A obra ”O ninho das vespas” é considerada a sua obra prima.

Em França, é considerado o maior novelista francês, depois de Marcel Proust. Foi laureado com o Prémio Nobel da Literatura em 1952. Falamos de François Mauriac, no dia do 125.º aniversário do seu nascimento.

Harold Pinter

O Teu Olhar nos Meus Olhos

“Sempre onde tu estás
Naquilo que faço
Viras-te agarras os braços

Toco-te onde te viras
O teu olhar nos meus olhos

Viro-me para tocar nos teus braços
Agarras o meu tocar em ti

Toco-te para te ter de ti
A única forma do teu olhar
Viro o teu rosto para mim

Sempre onde tu estás
Toco-te para te amar olho para os teus olhos.”

(Harold Pinter, in “Várias Vozes”)

Harold Pinter

Destacámos hoje, quando perfaria 80 anos, um notável artista multifacetado, poeta, actor, guionista e encenador, mas, sobretudo, um dos grandes dramaturgos britânicos da segunda metade do Século XX, o que lhe valeu ser galardoado com o Nobel da Literatura em 2005. Quando do anúncio da atribuição deste prémio, a Academia Sueca descreveu-o como um escritor “que, nas suas peças, descobre o precipício sob a conversa fútil do dia-a-dia e força a entrada nas salas fechadas da opressão”.

Pinter reconheceria que a sua vida fora sempre muito marcada pela experiência de, aos nove anos de idade, ter sido obrigado a sair de Londres por causa dos bombardeamentos da II Guerra Mundial, só regressando três anos depois.

João Cabral de Melo Neto

“…E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida;
mesmo quando é uma explosão
como a de há pouco, franzina;
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina.”

(in “Morte e Vida Severina”)

João Cabral de Melo Neto

Destacamos hoje, aos onze anos da sua morte, um diplomata brasileiro, mas que foi, sobretudo, um grande poeta, que inaugurou um novo modo de fazer poesia na literatura brasileira e que “levou a crítica a ver na sua obra uma ‘ruptura com o lirismo’ ou a considerar a sua expressão poética como ‘antilírica'”. Quando morreu, em 1999, aos 79 anos, especulava-se que era um forte candidato ao Prémio Nobel de Literatura.

Jacques Derrida

É um dos filósofos mais importantes do século XX, “pai” do desconstrucionismo, pensamento que influenciou a literatura, a filosofia e a ética contemporâneas. Durante mais de 20 anos, não se lhe conheceu o rosto. “Tive sempre objecções ideológicas em relação à fotografia convencional do autor”. “A Voz e o Fenómeno” e “O Monolinguismo do Outro”, entre muitas outras, encontram-se traduzidas para português. Recordamos Jacques Derrida, 6 anos após a sua morte.

Jacques Derrida

Edgar Allan Poe

«A perversidade é um dos impulsos primitivos do coração humano»

Edgar Allan Poe

Foi escritor, poeta, romancista, crítico literário e editor. Considerado, juntamente com Júlio Verne, um dos precursores da literatura de ficção científica e fantástica modernas, alcançou a fama a escrever poemas e histórias de mistério e de terror. ”A Narrativa de Arthur Gordon Pym”, obra de prosa em que combinou factos reais com as suas fantasias mais insanas, tornou-se umas das suas obras mais conhecidas a par de ”Os Crimes da Rue Morgue” e dos seus ”Contos Fantásticos.

Falamos de uma figura incontornável da literatura norte-americana, Edgar Allan Poe, a 161 anos da sua morte.

Alfred Tennyson

«Dizem que a dor nos torna sábios»

Alfred Tennyson

Foram inúmeras as páginas que Fernando Pessoa lhe dedicou. Enquadrava-o no “terceiro grau da poesia lírica”, “aquele em que o poeta, ainda mais intelectual, começa a despersonalizar-se, a sentir, não já porque sente, mas porque pensa que sente; a sentir estados de alma, que realmente não tem, simplesmente porque os compreende”.

Foi poeta no reinado da Rainha Victória, tendo sido, precisamente, “poeta laureado” oficial do Reino Unido, desde 1850 até à sua morte.Em 2009, por ocasião dos 200 anos do seu nascimento mas também dos 150 da sua visita a Portugal, foi publicado o seu primeiro livro em português, intitulado ”Poemas”. Falamos de Alfred Tennyson, 118 anos após a sua morte.

Václav Havel

“A tragédia de um homem moderno não é que saiba cada vez menos sobre o significado da sua própria vida, mas sim que isso o importe cada vez menos.”
(Václav Havel, in “Cartas a Olga”)

Václav Havel

Destacamos hoje, quando perfaz 74 anos, um autor peculiar, mas não menos interessante, que se notabilizou pela sua carreira política, primeiro como resistente, tendo chegado a estar preso, e combatente pela liberdade e pelos direitos humanos e, depois, como dirigente político do seu país de origem, a Checoslováquia e, mais tarde, da República Checa.
A sua obra literária foi censurada e perseguida e tornou-se uma referência moral na sua nação. Em 1990, recebeu o Prémio da Paz, outorgado pelos livreiros alemães e, em 1991, o Prémio Carlos Magno, concedido em Aix-la-Chapelle. Actualmente, projecta estrear-se também como realizador de cinema, “um sonho de infância”, como revela.

Anne Rice

É uma autora consagrada de best-sellers, na área da literatura de fantasia e gótica. Alcançou a notoriedade com ”Entrevista com o Vampiro”, ”A Rainha dos Malditos” e ”A Hora das Bruxas”, entre outros êxitos. Destacamos Anne Rice, no dia do seu 69.º aniversário.

Anne Rice

Gore Vidal

“Nada mais grotesco do que dois americanos congratulando-se por serem heterossexuais. Isto só acontece nos Estados Unidos. Nunca vi dois italianos congratulando-se por gostarem de mulheres. Para eles, isso é normal.”

(Gore Vidal)

Gore Vidal

Mordaz, controverso e contundente, é um dos nomes incontornáveis da literatura americana das últimas décadas, graças à sua multifacetada actividade como romancista, dramaturgo, ensaísta e guionista, tendo produzido uma extensa obra de grande qualidade. Chegou mesmo a candidatar-se ao Congresso dos EUA pelo Partido Democrata, ganhando notoriedade como crítico acutilante da sociedade norte-americana. Falamos de Gore Vidal, que hoje festeja o seu 85.º aniversário.

Augusto Cury

«A maior aventura de um ser humano é viajar,
E a maior viagem que alguém pode empreender
É para dentro de si mesmo.
E o modo mais emocionante de realizá-la é ler um livro,
Pois um livro revela que a vida é o maior de todos os livros,
Mas é pouco útil para quem não souber ler nas entrelinhas
E descobrir o que as palavras não disseram…»

Augusto Cury

Considerado o “campeão da auto-ajuda”, os seus livros vendem-se, às dezenas de milhões de exemplares, por todo o mundo. Muito poucos desfrutam da fama e da procura deste psicoterapeuta, a quem, hoje, damos os parabéns, por completar 52 anos.

Daniel Boorstin

«Na competição em termos de prestígio apenas parece sensato tentarmos aperfeiçoar a nossa imagem em vez de nós próprios. Isso parece ser a forma mais económica e directa para produzirmos o resultado desejado. Acostumados a viver num mundo de pseudo-eventos, celebridades, formas dissolventes, e em imagens-sombra, nós confundimos as nossas sombras com nós próprios. A nós elas parecem mais reais que a realidade. Porque é que elas não deveriam parecer assim aos outros?»

Daniel Boorstin

Foi historiador, professor, advogado e escritor. Em 1959, lançou o primeiro volume de uma trilogia dedicada à história social e intelectual norte-americana, que concluiu em 1973. O terceiro volume desta obra, intitulado ”The Americans: The Democratic Experience”, valeu a Boorstin o prémio Pulitzer da área de história.

Em 1962 publicou ”The Image”, uma tese sobre as artes negras e as influências negativas da publicidade e das relações públicas. Ao longo da sua carreira examinou aspectos da cultura moderna, nomeadamente a imagem, os não-eventos e as celebridades.

Relembramos Daniel Boorstin, falecido em 2004, naquele que seria o seu 96.º aniversário.

Elie Wiesel

«A educação é a chave para impedir que o ciclo de violência e ódio que manchou o Século XX se repita no Século XXI.»

Elie Wiesel

É um judeu nascido na Roménia e sobrevivente dos campos de concentração nazis. Recebeu o Nobel da Paz em 1986 pelo conjunto da sua obra, 57 livros, dedicada a resgatar a memória do Holocausto e a defender outros grupos vítimas de perseguições.

O seu livro mais conhecido, ”Noite”, conta as suas memórias e experiências de jovem adolescente judeu ortodoxo durante o Holocausto e a sua prisão nos campos de concentração de Auschwitz e Buchenwald. Para além de ”Noite”, tem ainda, traduzido para português, ”Amanhecer”, ”Dia” e ”O Tempo dos Desenraízados”.

Falamos de Elie Wiesel, que o Comité Norueguês do Nobel chamou de “mensageiro para a humanidade”, no dia do seu 82.º aniversário.

Luísa Costa Gomes

Damos os parabéns a Luísa Costa Gomes, por ter sido a grande vencedora do Prémio Literário Fernando Namora/Estoril Sol.

Luísa Costa Gomes, como escreveu Jorge Listopad, «insere-se no grupo de jovens escritores que escreve boas histórias em bom português.

Iniciou-se como escritora ao publicar ”13 Contos de Sobressalto” (1982) e, daí em diante, assinou contos, romances e teatro. Autora de crónicas, colaborou com os jornais ”O Independente”, ”Público” e ”Diário de Notícias”. Faz tradução literária, nomeadamente para teatro e foi responsável pela edição da revista Ficções, dedicada à divulgação do conto, quer de autores estrangeiros, quer de autores portugueses.

Destacam-se também a realização de trabalhos em parceria, como é o caso do romance ”O Defunto Elegante”, com Abel Barros Baptista, a escrita do libreto para o ”Corvo Branco”, ópera de Philip Glass com encenação de Bob Wilson, estreada durante a Expo 98, em Lisboa, ou a cantata ”Sobre o Vulcão” com música de Luís Brangança Gil.

Distinguida em 1988 com o Prémio D. Dinis da Fundação da Casa de Mateus, pelo romance ”O Pequeno Mundo”, recebeu em 1994 o Prémio Máxima de Literatura pela escrita de ”Olhos Verdes”. Encenadora, estreou-se em 2010 com a encenação da peça de Heinrich von Kleist ”O Príncipe de Homburgo”.

Luísa Costa Gomes

Émile Zola

Foi um consagrado escritor francês, considerado criador e representante mais expressivo da escola literária naturalista além uma importante figura libertária da França. Foi presumivelmente assassinado por desconhecidos em 1902, quatro anos depois de ter publicado o famoso artigo “J’accuse”, em que acusa os responsáveis pelo processo fraudulento de que Alfred Dreyfus foi vítima. Recordamos Émile Zola, 108 anos após a sua morte.

Émile Zola

John dos Passos

Foi, sem dúvida, um nome incontornável da literatura norte-americana do século XX. Responsável pela introdução de técnicas literárias inovadoras e originais, inspirou toda uma nova geração de escritores e mereceu a crítica elogiosa dos seus contemporâneos. Com ”Manhattan Transfer”, romance que retrata em episódios a vida na cidade de Nova Iorque, obteve o reconhecimento da crítica. Publicou ainda a trilogia U.S.A., sendo ”Paralelo 42” o primeiro volume da mesma e a obra que o viria a celebrizar, definitivamente, como escritor. Recordamos John dos Passos, 40 anos após a sua morte.

John dos Passos

Irvine Welsh

O seu primeiro livro, começou como um esboço, feito a partir de diários antigos, veio dar origem ao seu grande sucesso ”Trainspotting”, publicado em 1993. Desde a adaptação desta obra ao cinema, em 1996, que se dedica inteiramente à escrita, tornando-se uma figura algo controversa no seio da crítica literária, estatuto agravado pelo sucesso comercial dos seus livros. ”Ecstasy” foi o primeiro livro a transitar directamente para o lugar cimeiro da lista dos best-sellers do Sunday Times. Falamos de Irvine Welsh, no dia em que comemora o seu 52.º aniversário.

Irvine Welsh

Marion Zimmer Bradley

“…As palavras ditas na raiva têm uma força maligna de voltar, quando menos as queremos.”
(Marion Zimmer Bradley)

Marion Zimmer Bradley

“Nos seus livros tudo é possível. E belo. Mas de uma beleza diferente. Numa escrita inquietante. É uma das romancistas mais lidas do nosso tempo, o que tornou-se evidente na sua obra de grande fôlego, constituída pelos quatro volumes de ‘As Brumas de Avalon’, que estiveram durante três meses na lista de livros mais vendidos do The New York Times.” (in blogue esmiuça o livro).
Destacamos hoje esta prolífica escritora norte-americana, famosa pelas suas histórias de ficção fantástica, quando passam 11 anos da sua morte.

F. Scott Fitzgerald

«A vida é toda um processo de demolição. Existem golpes que vêm de dentro, que só se sentem quando é demasiado tarde para fazer seja o que for, e é quando nos apercebemos definitivamente de que em certa medida nunca mais seremos os mesmos»

F. Scott Fitzgerald

Foi um dos escritores da chamada “geração perdida” da literatura americana. Famoso por romances como ”O grande Gatsby”, ”Suave é a noite” e ”Este lado do paraíso”, merece constar entre os grandes escritores do século XX. Duas das suas obras, ”O Grande Gatsby” e ” O Estanho Caso de Bejamin Button” foram adaptadas ao cinema. Recordamos F. Scott Fitzgerald, no 114.º aniversário do seu nascimento.


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