Archive for the 'Notoriedades' Category



Alexandre Dumas

“Suprimir a distância é aumentar a duração do tempo. A partir de agora, não viveremos mais; viveremos apenas mais depressa.”

Alexandre Dumas

Recordamos hoje, no 208.º aniversário do seu nascimento, o autor de obras de todos conhecidas, como sejam “Os 3 Mosqueteiros”, “O Conde de Monte Cristo”, ou “O Homem da Máscara de Ferro” e tantas vezes republicadas ou protagonizadas no cinema. Porventura, a sua mais célebre frase, eternamente repetida, será “Todos por um e um para todos.” Hábil para intuir os gostos e preferências do grande público, Alexandre Dumas, homem de fraca cultura, mas de grande imaginação e vitalidade, escreveu rodeado de colaboradores a quem ditou as directrizes das suas obras. Apesar do relativo valor literário dos seus romances, o seu estilo dinâmico e pitoresco e a riqueza dos seus enredos e das suas aventuras conseguem criar um clima de ansiedade que os torna extremamente atractivos.

Manuel Puig

Um dos nomes essenciais da moderna literatura latino-americana que, porém, não se inclui no boom latino-americano dos autores do realismo fantástico como Julio Cortázar, García Márquez, Vargas Llosa, Isabel Allende, ou Cabrera Infante; nas suas obras não há espaço para a fantasia. ”Boquitas pintadas” é uma das suas obras mais conhecidas. No entanto, a obra que o consagrou foi “O Beijo da Mulher Aranha”, que viria a ser adaptado ao teatro e ao cinema e que obteve grande repercussão internacional. Falamos de Manuel Puig, 20 anos após a sua morte.

Manuel Puig

Ernest Hemingway

«A sabedoria dos velhos é um grande engano. Eles não se tornam mais sábios, mas sim mais prudentes.»

Ernest Hemingway

Um nome incontornável das letras americanas deste século. A sua vida, como se costuma dizer, dava um filme. Esse filme escreveu-o ele, nas suas obras. Transformava tudo o que lhe acontecia em literatura. “O Velho e o Mar”, «a luta de um homem contra um peixe», valeu-lhe o Prémio Pulitzer e, em 1954, viria a ser galardoado como o Nobel da Literatura. Evocamos, no 111.º aniversário do seu nascimento, Ernest Hemingway.

Nicolas Freeling

«A Holanda, pensou Van der Valk, com o seu inesgotável abastecimento de bons funcionários, dispunha de uma poderosa máquina, de que ele fazia parte. O problema com a Holanda era, sem dúvida, o facto de a máquina ser demasiado boa. Era tão pormenorizada, tão aperfeiçoada, tão rigidamente couraçada contra ataques ou pressões, que, se descarrilasse, levaria um ano a entrar nos carris. Ninguém pode improvisar, ninguém pode imaginar, ninguém é capaz de um esforço independente. Todas aquelas marionetas de madeira, tão perfeitamente coordenadas, sacodem-se em agonia, fazendo trejeitos e gesticulando, à espera que um supraprofissional possa puxar o fio principal.»

in “O Rei de um País Chuvoso”

Nicolas Freeling

Foi um romancista britânico, mais conhecido como o autor da série de romances policiais de Van der Valk. Começou a escrever durante uma pena de prisão de três semanas, após ser condenado por roubar comida. Relembramos Nicolas Freeling, 7 anos após a sua morte.

Francisco Coloane

Em Portugal, podemos ler “Terra do Fogo”, “Cabo Hornos”, “O caminho da Baleia”, “O último veleiro” e “Naufrágios”. «Em qualquer destes livros, encontraremos sempre a verdadeira inocência do agir e uma escrita «a partir de uma barricada, do lado dos injuriados», que influenciou toda uma geração de escritores chilenos como, por exemplo, Luis Sepúlveda. São sempre histórias que num fluxo e refluxo oceânico recolhem a herança literária de Melville, de Conrad, de Stevenson ou de Jack London.» Quando morreu, em 2002, disse «Volvemos al mar». Por isso, se o quisermos encontrar fora dos seus livros, é no mar que devemos procurar. Falamos de Francisco Coloane no centenário do seu nascimento.

Francisco Coloane

Jane Austen

“A vaidade e o orgulho são coisas diferentes, embora as palavras sejam frequentemente usadas como sinónimos. Uma pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa. O orgulho relaciona-se mais com a opinião que temos de nós mesmos e a vaidade com o que desejaríamos que os outros pensassem de nós”.

in “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen

Jane Austen

Quando se completam 193 anos da sua morte, evocamos esta notável escritora, considerada por muitos a segunda figura da literatura inglesa, precursora de um novo estilo, “cuja obra deu ao romance inglês o primeiro impulso para a modernidade, ao tratar do quotidiano de pessoas comuns, com uma aguda percepção psicológica e um estilo de uma ironia subtil, dissimulados pela leveza da narrativa”.

Os seus livros são ainda de uma grande actualidade e de leitura assídua, razão por que quase todos foram passados ao cinema, com assinalável êxito público, destacando-se, entre outros, “Orgulho e Preconceito”, “Sensibilidade e Bom Senso”, “O Parque de Mansfield“, ou “Emma“.

Bibliografia de Jane Austen

Quino

“Engraçado…, quando eu fecho os olhos o mundo desaparece.”
“Às vezes pergunto-me se a vida moderna não tem mais de moderna do que de vida.”
“E não é que este mundo tem cada vez mais gente e cada vez menos pessoas?”
“Porquê quando colocamos os pés no chão, a brincadeira acaba?”
“O urgente nunca deixa tempo para o importante.”
Frases de “Mafalda, a Contestatária”
“A Mafalda não é somente um personagem de banda desenhada; (…) Se, ao defini-la, se usou o adjectivo “contestatária”, não foi por uma questão de uniformização em relação à moda do anti-conformismo a qualquer preço: a Mafalda é realmente uma heroína iracunda que rejeita o mundo assim como ele é.” Para Umberto Eco, “Mafalda vive num contínuo diálogo com o mundo adulto, mundo que não estima, não respeita, humilha e rejeita, reivindicando o seu direito a continuar a ser uma menina que não se quer responsabilizar por um universo adulterado pelos pais.”

Quino

Celebramos hoje o genial criador desta genial figura, Quino, de seu nome verdadeiro, Joaquín Salvador Lavado, argentino de nascimento e que completa 78 anos.

Aníbal Cavaco Silva

Economista consagrado e professor universitário, foi como importante político português que desempenhou, ao longo dos tempos, diversos cargos de primeira linha, tanto partidários, como no governo. É autor de vários livros científicos sobre Finanças e Economia, tais como, “Crónicas de Uma Crise Anunciada”, “União Monetária Europeia, Funcionamento e Implicações” e “Portugal e a Moeda Única”. No dia em que comemora o seu 71.º aniversário, demos os parabéns ao Presidente da República de Portugal, Aníbal Cavaco Silva.

Cavaco Silva

Isaac Singer

“Não haverá justiça enquanto o homem empunhar uma faca ou uma arma e destruir aqueles que são mais fracos que ele.”

Isaac Bashevis Singer

A sua obra ocupa uma posição destacada na literatura mundial e o escritor, reconhecido pela Academia Sueca com o Nobel de Literatura de 1978, faz parte daquele conjunto relevante de escritores que fizeram da literatura uma forma de representar a vida, o mundo, a sociedade e o ser humano. Falamos de Isaac Singer, no 106.º aniversário do seu nascimento.

Wole Soyinka

“O diálogo intercultural é um fenómeno humano. O que está em causa é a forma de pôr em prática e de melhorar esse diálogo. Espero que a comunidade internacional já tenha percebido que a hierarquia de culturas não existe. O reconhecimento das culturas desconhecidas ou estranhas avançou muito e há um conhecimento cada vez melhor dos fenómenos culturais. Isso significa que é necessário desenvolver e melhorar os mecanismos de troca cultural”.

Wole Soyinka

Escritor e poeta nigeriano, foi o primeiro negro a ganhar o prémio Nobel da Literatura, em 1986. A sua obra transita entre os mais diversos géneros literários: teatro, poesia, ensaio, novela, etc. A sua escrita é considerada cheia de vida e com um sentido de urgência. No dia em que comemora o seu 76.º aniversário, destacamos e damos os parabéns a Wole Soyinka.

Pablo Neruda

«Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.»

Pablo Neruda

Aos vinte anos e com dois livros publicados, tornou-se o poeta chileno mais conhecido. Com o mesmo impacto literário que obteve no seu país, conquistou a Europa e o resto do mundo. A sua poesia representa uma constante mudança, relacionada com as experiências da sua vida. Recebe, em 1971, o Prémio Nobel da Literatura. No 106.º aniversário do seu nascimento, evocamos o poeta Pablo Neruda.

Harold Bloom

«É um fenómeno de mercado. A maior parte dos livros para crianças à venda nas livrarias é idiota, não serve para nada, muito menos para suprir a necessidade de leitura de uma criança ou do leitor de qualquer faixa etária. Os livros estão sendo confeccionados para vender e tornarem-se sucessos no cinema e na televisão. Isso nada mais é que uma máscara que oculta o rosto cada vez mais estúpido da era da informação. Os tais livros infantis ajudam a destruir a cultura literária. (…) Diferenciar livros para crianças e para adultos foi útil na divisão do mercado do século passado, mas hoje encobre um facto muito grave: o de que a estupidez está acabando com a cultura literária. As crianças de hoje não são mais burras que as de antigamente. O problema está em vencer modismos e chamar a atenção para bons exemplos literários. Talvez a queda dos índices de leitura se deva aos maus exemplos que os pais estão dando aos seus filhos.»

(Harold Bloom in entrevista a “ÉPOCA”).

Harold Bloom

Harold Bloom é o crítico literário mais popular do mundo. Controverso, frontal e provocador, fez furor em 2000 ao publicar, no The Wall Street Journal, um ensaio em que condenava os livros com o personagem Harry Potter, da inglesa J.K. Rowling. Amigo pessoal de José Saramago, mas seu veemente crítico político, disse dele, em 2003, que “era, em sua opinião, o mais talentoso escritor vivo daquele momento, (…) um talento que lembrava Shakespeare.” Hoje, damos os parabéns a Bloom, quando completa 80 anos.

“Garota de Ipanema” por Tom Jobim e Vinicius de Moraes

Vinicius de Moraes

Eu sei e você sabe
Já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe
Que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham a você.
Assim como o Oceano, só é belo com o luar
Assim como a Canção, só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem, só acontece se chover
Assim como o poeta, só é bem grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor, não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você!

Vinicius de Moraes

Foi diplomata, dramaturgo, jornalista, poeta e compositor. Uma das figuras mais importantes da cultura brasileira, compôs, junto com Tom Jobim, a música ‘Garota de Ipanema’, símbolo de uma época. Relembramos “o poeta da paixão”, 30 anos após a sua morte.

Giovanni Papini

«O homem deseja e odeia a verdade. Quer mentir aos outros – quer que o enganem (prefere a ficção à realidade), mas por outro lado receia o engano, quer o fundo das coisas, o verdadeiro verdadeiro, etc. Somente a razão conduz à verdade. Mas só os fanáticos, os visionários e os iluminados fazem as coisas grandiosas, mudanças, descobertas. A verdade, de tanto se tornar necessária, conduz à secura, à dúvida, à inércia – à morte.
É muito natural que os homens odeiem aqueles que dizem ou tentam dizer a verdade. A verdade é triste (dizia Renan) – mas, com maior frequência, é horrível, temível, anti-social. Destrói as ilusões, os afectos. Os homens defendem-se como podem. Isto é, defendem a sua pequena vida, apenas suportável à força de compromissos, de embustes, de ficções, etc. Não querem sofrer, não querem ser heróis. Rejeição do heroísmo-mentira.»
in ‘Relatório Sobre os Homens’

Giovanni Papini

Escreveu mais de 60 livros, sendo que alguns, como “Gog”, “Palavras e Sangue”, “Trágico Cotidiano”, “Juízo Final” (contos) e “Um Homem Acabado” (autobiografia), são considerados entre as melhores obras em italiano no século XX. Admirado por Jorge Luís Borges – que fez questão de colocá-lo como segundo autor editado na sua famosa colecção Biblioteca de Babel – recordemos Giovanni Papini, 54 anos após a sua morte.

Arthur Conan Doyle

«Quando já eliminaste o impossível, o que sobra, por mais improvável que pareça, só pode ser a verdade.»

Arthur Conan Doyle

Famoso pelos personagens Sherlock Holmes e Doutor Watson, criou um novo género de narrativas policiais que são denominadas científicas. Notável contador de histórias, destacamos, aos 80 anos da sua morte, Arthur Conan Doyle.

William Faulkner

«A sabedoria suprema é ter sonhos bastante grandes para não se perderem de vista enquanto os perseguimos.»

William Faulkner

É considerado, ao lado de James Joyce, Virginia Woolf, Marcel Proust e Thomas Mann, um dos maiores escritores do século XX e recebeu o Prémio Nobel da Literatura de 1949. Para além dos temas da morte, da violação, do roubo, etc., o que em Faulkner importa é o olhar, o seu peculiar modo de se aproximar à realidade, que pode ser cheio de pavor, vertiginoso ou cómico. Relembramos William Faulkner, 48 anos após a sua morte.

Jean Cocteau

“Não sabendo que era impossível, foi lá e fez”

Frase paradigmática de Jean Cocteau. Foi poeta, romancista, cineasta, designer, dramaturgo, actor e encenador de teatro. Realizou sete filmes, entre os quais, La Belle et la Bête (A Bela e o Monstro, 1946), protagonizado pelo notável actor Jean Marais, Orphée (1950) e Le Testament d’Orphée (1960) e colaborou, enquanto argumentista ou narrador, em mais alguns, todos ricos em simbolismos e imagens surreais. É considerado um dos mais importantes cineastas de todos os tempos. Evocamos este extraordinário artista, no 121.º aniversário do seu nascimento.

Jean Cocteau


Monteiro Lobato

“Loucura? Sonho? Tudo é loucura ou sonho no começo. Nada do que o homem fez no mundo teve início de outra maneira, mas tantos sonhos se realizaram que não temos o direito de duvidar de nenhum.”

Monteiro Lobato

Destacámos, no 62.º aniversário da sua morte, “o maior escritor infantil brasileiro de todos os tempos, autor comprometido com as grandes causas de seu tempo, dono de um estilo conciso e vigoroso, com forte dose de ironia e que utilizava uma linguagem clara e objetiva, compreensível ao grande público. Arrebatava o público com artigos instigantes, que hoje, vistos de longe, constituem um precioso retrato de época.”

Ramón Gómez de la Serna

«Como dava beijos lentos, duravam-lhe mais os amores • À morte não a ouvimos, porque já na intimidade da casa anda de chinelos • Olharam-se de janela a janela em dois comboios que iam em direcção opostas, mas tal é a força do amor que logo os dois comboios se puseram a andar para o mesmo lado • Sofá-cama: os sonhos ficam em baixo, a conversa em cima. • Nervosismo da cidade: não conseguir abrir o pacotinho de açúcar para o café. • Escrever é que nos deixem rir e chorar sozinhos. • Na escola, o colega da carteira atrás é quem nos faz a primeir radiografia. • Pôr as peúgas do avesso é ir para trás em vez de ir para a frente. • O primeiro beijo é um roubo. • À tardinha, passa em voo rápido uma pomba que leva a chave para fechar o dia. • A estrela cadente é uma malha que cai na meia da noite.»

Ramón Gómez de la Serna

Autor precoce (os primeiros textos datam de 1904) e fecundo – os seus livros, de todos os géneros, ultrapassam a centena – torna-se rapidamente célebre, sendo considerado nos anos 20 o mais importante escritor da sua geração. No 122.º aniversário do seu nascimento, relembrámos o escritor espanhol Ramón Gómez de la Serna.


O SitiodoLivro.pt

Insira aqui o seu endereço de email para seguir o Blogue e receber notificações dos novos artigos por email.

Siga-nos no Twitter

Quer publicar um livro? Saiba como aqui

Esclareça-se aqui como comprar-nos livros

Conheça as modalidades de pagamento que aceitamos

Para qualquer questão, contacte-nos desde já

Categorias

Arquivo por meses