Matilde Rosa Araújo, pedagoga, escritora e poeta, por alguns considerada como a “fada-madrinha da literatura infantil”, faleceu esta terça-feira aos 89 anos, vítima de doença prolongada.
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«A sabedoria suprema é ter sonhos bastante grandes para não se perderem de vista enquanto os perseguimos.»
É considerado, ao lado de James Joyce, Virginia Woolf, Marcel Proust e Thomas Mann, um dos maiores escritores do século XX e recebeu o Prémio Nobel da Literatura de 1949. Para além dos temas da morte, da violação, do roubo, etc., o que em Faulkner importa é o olhar, o seu peculiar modo de se aproximar à realidade, que pode ser cheio de pavor, vertiginoso ou cómico. Relembramos William Faulkner, 48 anos após a sua morte.
Acrescentámos ao nosso catálogo 3 interessantes livros, deste autor inesperado, a quem Joaquim Letria chamou “um oficial de Cavalaria que, depois de arrumar as botas altas, meteu esporas a um galope narrativo apaixonante” e escritos sob o pseudónimo Bernardino Louro, “um daqueles peregrinos portugueses que calcorrearam a Europa, a África e a Ásia, onde conheceu vidas e enriqueceu com experiências que soube guardar até as servir com um paladar único que o tempo valorizou, como acontece com os vinhos e as pipas de bom carvalho”.
“O Caçador de Brumas, Por esta vida acima”
(Abril 2006)
“O Caçador de Brumas, Quando as Árvores Cresceram”
“Escritas na Areia”
(Novembro 2009)
“Não sabendo que era impossível, foi lá e fez”
Frase paradigmática de Jean Cocteau. Foi poeta, romancista, cineasta, designer, dramaturgo, actor e encenador de teatro. Realizou sete filmes, entre os quais, La Belle et la Bête (A Bela e o Monstro, 1946), protagonizado pelo notável actor Jean Marais, Orphée (1950) e Le Testament d’Orphée (1960) e colaborou, enquanto argumentista ou narrador, em mais alguns, todos ricos em simbolismos e imagens surreais. É considerado um dos mais importantes cineastas de todos os tempos. Evocamos este extraordinário artista, no 121.º aniversário do seu nascimento.
“Loucura? Sonho? Tudo é loucura ou sonho no começo. Nada do que o homem fez no mundo teve início de outra maneira, mas tantos sonhos se realizaram que não temos o direito de duvidar de nenhum.”
«Como dava beijos lentos, duravam-lhe mais os amores • À morte não a ouvimos, porque já na intimidade da casa anda de chinelos • Olharam-se de janela a janela em dois comboios que iam em direcção opostas, mas tal é a força do amor que logo os dois comboios se puseram a andar para o mesmo lado • Sofá-cama: os sonhos ficam em baixo, a conversa em cima. • Nervosismo da cidade: não conseguir abrir o pacotinho de açúcar para o café. • Escrever é que nos deixem rir e chorar sozinhos. • Na escola, o colega da carteira atrás é quem nos faz a primeir radiografia. • Pôr as peúgas do avesso é ir para trás em vez de ir para a frente. • O primeiro beijo é um roubo. • À tardinha, passa em voo rápido uma pomba que leva a chave para fechar o dia. • A estrela cadente é uma malha que cai na meia da noite.»
Autor precoce (os primeiros textos datam de 1904) e fecundo – os seus livros, de todos os géneros, ultrapassam a centena – torna-se rapidamente célebre, sendo considerado nos anos 20 o mais importante escritor da sua geração. No 122.º aniversário do seu nascimento, relembrámos o escritor espanhol Ramón Gómez de la Serna.
”Chamo-Te porque tudo está ainda no princípio
E suportar é o tempo mais comprido.
Peço-Te que venhas e me dês a liberdade,
Que um só dos teus olhares me purifique e acabe.
Há muitas coisas que eu quero ver.
Peço-Te que sejas o presente.
Peço-Te que inundes tudo.
E que o teu reino antes do tempo venha.
E se derrame sobre a Terra
Em primavera feroz precipitado.”
«A sua actividade literária (e política) pautou-se sempre pelas ideias de justiça, liberdade e integridade moral. A depuração, o equilíbrio e a limpidez da linguagem poética, a presença constante da Natureza, a atenção permanente aos problemas (…)» Uma das maiores poetisas portuguesas contemporâneas, um nome que se transformou em sinónimo de Poesia e de musa da própria poesia, que relembramos, 6 anos após a sua morte.
Porque foi o Padre António Vieira julgado pela Inquisição?
Que pressões foram exercidas na Polónia?
O que se passou dentro da Igreja católica?
E em Portugal?
“Tudo começa na Polónia onde no início do séc. XVII surge um livro de autor anónimo de que consta um conjunto de orientações a que se diz que os Jesuítas devem secretamente obedecer a fim de que a Companhia de Jesus conquiste o Mundo. Passados alguns anos, em Portugal, aparece o Padre António Vieira a falar no Quinto Império, universal, totalizante, harmónico, onde cabem todas as raças e culturas, unidas num único reino cristão e católico espiritualmente unido pelo Papa e temporalmente pelo Rei de Portugal.”
Através do SitiodoLivro.pt, Henrique Salles da Fonseca auto-publica «Exsurge Deus», a sua segunda obra. Uma especulação histórica, em que se pretende que seja o leitor a descobrir onde começa a fantasia por ter acabado a realidade.
«A verdade é uma agonia sem fim. A verdade deste mundo é a morte. É preciso escolher: morrer ou mentir. E eu nunca me consegui matar.»
Foi um escritor e médico francês. Revolucionou o romance tradicional, ao utilizar um vocabulário, ao mesmo tempo vulgar e científico. Dotado de uma terrível lucidez, oscilante entre desespero e humor, violência e ternura, revolução estilística e real revolta. Relembramos Louis-Ferdinand Céline, conhecido simplesmente por Céline, 49 anos após a sua morte.
«(…) Se depois de morrer for para o Céu, lá, terá de ser como aqui,
apenas hei-de livrar-me dos sentidos entorpecidos e dos ossos pesados.Transformado em puro olhar, continuarei a absorver as proporções
do corpo humano, a cor dos lírios, a rua parisiense na madrugada de Junho.Enfim, toda a inconcebível, a inconcebível pluralidade das coisas visíveis»
Poeta, romancista, historiador e ensaísta, recebeu o Nobel da Literatura em 1980. Autor de uma extensa obra, onde se destacam vários volumes de poesia e os romances, “O vale de Issa” e “A tomada do poder”. No 99.º aniversário do seu nascimento, destacamos Czeslaw Milosz.
“Este romance foi fruto da junção de manuscritos que fui coleccionando ao longo da vida e que por falta de tempo nunca pensei divulgar. Com o passar dos anos vamos mudando de ideias e considerei que tinha matéria para relatar não só a vida da minha época mas para que as gerações mais novas possam comparar vivências e hábitos em que hoje já quase ninguém se revê. Afinal só este ano se comemoram os 100 anos da República, e as mudanças que se deram em todos os campos (moral, tecnológico, ciência) alteraram por completo as nossas vidas que até a nós, nos custa a acreditar como se viveu sem telefone, televisão, automóvel, computador ou telemóvel. O que se fazia então, perguntarão os mais novos? (…) Procurei dar ao Leitor um texto simples que não canse nem dê demasiado que pensar mas possa chegar a todas as classes e faixas etárias. Nesta altura de começo de férias, sempre tão bem merecidas, será uma boa opção para relaxar, eliminar o stress e esquecer o trabalho durante umas horas. Falta acentuar que parti de alguns factos verídicos, romanceados e ficcionados, que fui juntando a outros puramente imaginados.”
Ana Francisca Saldanha
«Nós (des)atados n’areia», a primeira auto-publicação de Ana Francisca Saldanha, que relata, de uma forma simples, aventuras imaginárias, misturadas com a realidade vivida pela autora e que, como a autora sugere, poderá ser nostálgica para uns e reveladora para outros.
”Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, pois cada pessoa é única
e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, mas não
vai só nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,
mas há os que não levam nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida, e a prova de que duas almas não se encontram ao acaso.”
Foi escritor, ilustrador e piloto da Segunda Guerra Mundial. É o autor do livro mais traduzido em todo o mundo, “O Principezinho”, a par da Bíblia e de “O Capital”. Em Lyon, há 110 anos, nascia Antoine de Saint-Exupéry.
«Como podemos nos entender (…), se nas palavras que digo coloco o sentido e o valor das coisas como se encontram dentro de mim; enquanto quem as escuta inevitavelmente as assume com o sentido e o valor que têm para si, do mundo que tem dentro de si?»
Prémio Nobel da Literatura em 1934, a sua obra influenciou autores como Jean-Paul Sartre, Samuel Beckett, Eugène Ionesco, Jean Genet ou Eugene O’Neill. “Ele Foi Matias Pascal” (1904) e “Um, ninguém e cem mil” (1926), ambos editados em Portugal, são dois dos seus romances mais conhecidos. No dia do 143.º aniversário do seu nascimento, relembramos Luigi Pirandello.
“O homem nasceu para aprender, aprender tanto quanto a vida lhe permita.”
Citamos João Guimarães Rosa, escritor mineiro, poliglota e cosmopolita, também médico e diplomata, 102 anos após o seu nascimento. Considerado um dos mais importantes autores brasileiros de sempre, “(…) um ícone da língua portuguesa, que inventa o idioma ao mesmo tempo que constrói seus personagens” e “(…) profundo conhecedor da alma humana”.
“A sua obra destaca-se, sobretudo, pelas inovações de linguagem, sendo marcada pela influência de falares populares e regionais. Tudo isso, somando a sua erudição, permitiu a criação de inúmeros vocábulos, a partir de arcaísmos e palavras populares, invenções e intervenções semânticas e sintácticas.”
«Se há na moderna literatura portuguesa uma “obra aberta”, é bem esta de Maria Velho da Costa . (…) Nenhum dos nossos livros contemporâneos redistribui com tanto sucesso as experiências mais criadoras da prosa portuguesa, (…). Exprime-se com contenção e reserva, em parágrafos tensos para melhor explodir a ira informe mas controlável que a habita como herança sua e da longa linhagem que do castro ibérico até ao interior morto da sala burguesa se metamorfoseou em história e natureza.»
(Eduardo Lourenço, in O Canto do Signo)
Distinguimos hoje, quando completa 72 anos, esta premiada romancista portuguesa, precursora de um “experimentalismo linguístico que renovou a literatura portuguesa na década de 60”.
«Ali estavas tu, então, tão nova que parecias irreal, tão feliz que era quase impossível de imaginar. Ali estavas tu, exactamente como te tinha conhecido. E o que era extraordinário é que, olhando-te, dei-me conta de que não tinhas mudado nada, nestes vinte anos: como nunca mais te vi, ficaste assim para sempre, com aquela idade, com aquela felicidade, suspensa, eterna, desde o instante em que te apontei a minha Nikon e tu ficaste exposta, sem defesa, sem segredos, sem dissimulação alguma»
Jurista, jornalista e escritor, é filho de uma das maiores poetisas de Portugal. Tem vários livros publicados, quase todos de crónicas. Estreou-se no romance com a obra ‘Equador’. O sucesso desta obra foi tão grande que, posteriormente, acabaria por ser lançada a nível internacional (Brasil, Holanda, Alemanha, República Checa, Espanha e América Latina). Actualmente é colunista semanal do jornal Expresso e conduz entrevistas em Sinais de Fogo, na SIC. No dia em que comemora o seu 58.º aniversário, destacamos Miguel Sousa Tavares.
«Creio que a verdade é perfeita para a matemática, a química, a filosofia, mas não para a vida. Na vida contam mais a ilusão, a imaginação, o desejo, a esperança.»
Controverso novelista e ensaísta argentino, autor de uma vasta obra que oferece ao seu leitor uma visão ampla sobre o homem, a sociedade, a natureza, a história, a arte e os artistas. Falamos de Ernesto Sabato, no dia em que festeja o seu 99.º aniversário.
«Nesta folha virginal
Que é pauta
Desenho notas
E melodia
Que são palavras
Secretas
Minhas filhas
Paridas
Com toda a labuta
De um parto
E o que dele sucede.»
Ana Ramos
A autora Ana Ramos aventura-se assim na sua primeira auto-publicação e através do SitiodoLivro.pt lança a sua primeira obra de poesia “Arestas do Círculo”.
«A tua única obrigação durante toda a tua existência é seres verdadeiro para contigo próprio.»
«É um dos autores mais fascinantes dos últimos tempos. Obras como “Fernão Capelo Gaivota”, “Ilusões” e “Não há Longe, Nem Distância”, verdadeiros hinos à liberdade, à vocação, à descoberta interior, ao amor, fazem parte do seu currículo(…).» Lido pelo mundo inteiro, por adultos e jovens, destacamo-lo, no dia em que celebra o seu 74.º aniversário.
Com a publicação deste volume «Quatro Águas», completa-se a trilogia submetida ao tema «A CASA», a qual tinha sido iniciada com o romance «Tempo matinal», seguindo-se, passados alguns anos, «Pedra Angular». O lugar da narrativa é o mesmo. O tempo, o de agora. Mas as personagens mais são que sombras. Imagens esbatidas na memória do narrador. Fantasmas que passeiam pela «CASA». Poeira dos tempos. Cinzas.
Maria do Pilar
Vencedora do Prémio Nacional Revelação em 1971, com o livro “O vento e as raízes”, Maria do Pilar lança o seu último livro “Quatro Águas”, através de uma auto-publicação no SitiodoLivro.pt.
“Quatro Águas” uma obra talvez insólita, talvez enredada, talvez divertida crónica de outros tempos que vem completar a trilogia iniciada há mais de 20 anos.



























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