Archive for the 'Notoriedades' Category



Antonio Tabucchi

«A literatura é uma forma de conhecimento. O que saberíamos do amor se não tivéssemos lido o Otelo, de Shakespeare, Ana Karenina, Madame Bovary?»

Antonio Tabucchi

É professor de literatura portuguesa do Departamento de Português da Universidade de Pisa e um dos maiores especialistas da actualidade em Fernando Pessoa, sobre quem escreveu vários ensaios e cuja obra traduziu para italiano.

Tem uma notável obra como ficcionista, de onde se destacam ”A Mulher de Porto Pim”, ”Nocturno Indiano”, ”Pequenos Equívocos sem Importância” e ”Afirma Pereira”. Esta última deu origem ao filme com o mesmo nome, realizado por Roberto Faenza e filmado em Portugal.

Em 2001, um artigo que escreveu para o jornal fancês Le Monde e que foi traduzido pelo jornal espanhol El País (acerca da liberdade de expressão), fez com que fosse galardoado com o Prémio de Liberdade de Expressão Josep Maria Llado, na Catalunha, em Espanha. Destacamos Antonio Tabucchi no dia do seu 67.º aniversário.

Diogo Mainardi

«Chega de debate de idéias. Onde já se viu um político brasileiro dotado de idéias»

Diogo Mainardi

Escritor, produtor, guionista de cinema e colunista brasileiro. Nos últimos anos, tornou-se um conhecido nome no Brasil, principalmente devido à divulgação da sua coluna semanal na revista Veja, onde tece críticas à sociedade brasileira e às tendências políticas em geral.

É um crítico constante dos governos de esquerda, em particular o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, sobre quem escreveu o livro ”Lula é Minha Anta”, que reúne uma colectânea de crónicas. Falamos de Diogo Mainardi, no dia do seu 48.º aniversário.

Stephen King

«É melhor ser bom que mau, mas o preço de ser bom é terrivelmente alto.»

Stephen King

Escritor norte-americano, reconhecido como um dos mais notáveis escritores de contos de horror fantástico e ficção da sua geração. Os seus livros foram publicados em mais de 40 países e muitas das suas obras foram adaptadas ao cinema.

Embora o seu talento se destaque na literatura de terror/horror, escreveu algumas obras de qualidade reconhecida fora desse género e cuja popularidade aumentou ao serem levadas ao cinema, como nos filmes ”Conta Comigo”, ”Um Sonho de Liberdade” (contos retirados do livro ”As quatro estações”), ”Eclipse Total”, ”Lembranças de um Verão” e ”À espera de um milagre”. O seu livro ”The Dead Zone” originou a série da FOX com o mesmo nome. Celebrámos Stephen King, no dia em que comemora o seu 63.º aniversário.

George R. R. Martin

Trabalhou dez anos em Hollywood, como escritor e produtor de diversas séries e filmes de grande sucesso. Autor de muitos best-sellers, foi em meados dos anos 90 que começou a sua mais famosa obra: ”A Guerra dos Tronos.” É a saga de fantasia mais vendida dos últimos anos e os direitos de televisão acabaram de ser vendidos à HBO – a produtora de ”Sopranos” e ”Sete Palmos de Terra”. Destacamos George R. R. Martin, a quem chamam o Tolkien americano, no dia em que comemora o seu 62.º aniversário.

George R. R. Martin

William Golding

Foi um dos maiores escritores do século XX. Considerado um clássico da literatura moderna, o seu primeiro livro, ”O Deus das Moscas”, viria a tornar-se na sua obra-prima, tendo sido já por duas vezes adaptado ao cinema. Em 1980, o seu livro ”Ritos de Passagem” rende-lhe o Booker Prize, um dos mais importantes prémios literários do mundo. Em 1983, como reconhecimento pela sua obra, é agraciado com o Prémio Nobel de literatura. Falamos de William Golding naquele que seria o seu 99.º aniversário.

William Golding

Jorge Sampaio

Não podemos deixar de felicitar hoje, pelo seu 71.º aniversário, o Dr. Jorge Sampaio, que, naturalmente, dispensa apresentação. É autor de vários livros sobre temas da sua vida como político e jurista e escreveu, também, inúmeros prefácios, testemunhos, depoimentos, introduções e notas de abertura.

Jorge Sampaio

Jose Régio

Fado Português
O Fado nasceu um dia,
quando o vento mal bulia
e o céu o mar prolongava,
na amurada dum veleiro,
no peito dum marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.
Ai, que lindeza tamanha,
meu chão , meu monte, meu vale,
de folhas, flores, frutas de oiro,
vê se vês terras de Espanha,
areias de Portugal,
olhar ceguinho de choro.
Na boca dum marinheiro
do frágil barco veleiro,
morrendo a canção magoada,
diz o pungir dos desejos
do lábio a queimar de beijos
que beija o ar, e mais nada,
que beija o ar, e mais nada.
Mãe, adeus. Adeus, Maria.
Guarda bem no teu sentido
que aqui te faço uma jura:
que ou te levo à sacristia,
ou foi Deus que foi servido
dar-me no mar sepultura.
Ora eis que embora outro dia,
quando o vento nem bulia
e o céu o mar prolongava,
à proa de outro veleiro
velava outro marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.

Jose Régio

«Foi uma das mais lúcidas consciências literárias do seu tempo. Possuidor de uma sensibilidade rara, deixou nos múltiplos vectores da sua actividade intelectual as marcas inconfundíveis do seu talento criador e da firme personalidade que o caracterizava. Foi o professor, o poeta, o romancista, o dramaturgo, o ensaísta, o crítico, o memorialista, o diarista, o polemista, o desenhista, o coleccionador de antiguidades, o cidadão atento e empenhado…, componentes que, reunidas, dão o retrato de corpo inteiro do indivíduo e a verdadeira dimensão do Homem-Artista, “diverso e uno”.» (Isabel Cadete Novais, 2001, CVC)
Relembramos, no 109.º aniversário do seu nascimento, José Régio.

Nancy Huston

“O que sempre me impressionou em França, foi a valorização da literatura, em todas as áreas e níveis da sociedade.”

Nancy Huston

É autora de cerca de vinte romances e ensaios. Além de diversas distinções recebidas ao longo dos anos, em 2006 foi finalista do Prémio Goncourt e vencedora do Prémio Femina. Fluente em francês e inglês, a autora escolhe a língua da escrita em função do ambiente do livro. Falamos de Nancy Huston, no dia do seu 57.º aniversário.

Manuel du Bocage

Quantas vezes, Amor, me tens ferido?
Quantas vezes, Amor, me tens ferido?
Quantas vezes, Razão, me tens curado?
Quão fácil de um estado a outro estado
O mortal sem querer é conduzido!
Tal, que em grau venerando, alto e luzido,
Como que até regia a mão do fado,
Onde o Sol, bem de todos, lhe é vedado,
Depois com ferros vis se vê cingido:
Para que o nosso orgulho as asas corte,
Que variedade inclui esta medida,
Este intervalo da existência à morte!
Travam-se gosto, e dor; sossego e lida;
É lei da natureza, é lei da sorte,
Que seja o mal e o bem matiz da vida.

Manuel Maria Barbosa du Bocage

É considerado como um dos nossos melhores poetas e, depois de Camões, o mais popular e celebrado de todos. O seu espírito livre, rebelde e contestatário entrou de forma irremediável em conflito com a autoridade, tendo sido, em 1797, preso por “desbragamento de costumes e livre pensamento”.

Do erotismo ao brejeirismo, da crítica construtiva ao escárnio, escreveu, até à morte, em 21 de Dezembro de 1805, em Lisboa, de tudo e sobre tudo, sendo, por isso, alvo de censura durante toda a vida, tendo visto muitos versos cortados, largamente alterados ou simplesmente omitidos e publicados apenas a título póstumo. Relembramos Manuel du Bocage, no 245.º aniversário do seu nascimento.

Rui Cardoso Martins

É jornalista fundador do Público, onde mantém a crónica “Levante-se o Réu” (Pública), das mais antigas da imprensa portuguesa, com dois prémios Gazeta de Jornalismo. Argumentista fundador e sócio das Produções Fictícias, é co-criador do programa satírico Contra-Informação, que escreve desde o primeiro episódio.

Foi co-autor de “Herman Enciclopédia”, escreveu para as “Conversas da Treta” (rádio, televisão e teatro) e para o jornal “Inimigo Público”. Co-autor da série dramática “Sociedade Anónima”, da RTP, no cinema, é autor do argumento e guião originais da longa-metragem “Zona J”.

Queremos hoje destacar Rui Cardoso Martins por ter vencido o “Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLB“, atribuído desde 1982, pela Associação Portuguesa de Escritores, que distinguiu este ano o seu romance “Deixem Passar o Homem Invísivel”.

Rui Cardoso Martins

“AMORES EU TENHO” por Amália Rodrigues e Natália Correia

Em homenagem à autora que hoje celebrámos, Natália Correia.

Natália Correia

Quanto Mais Amada Mais Desisto

De amor nada mais resta que um Outubro
e quanto mais amada mais desisto:
quanto mais tu me despes mais me cubro
e quanto mais me escondo mais me avisto.

E sei que mais te enleio e te deslumbro
porque se mais me ofusco mais existo.
Por dentro me ilumino, sol oculto,
por fora te ajoelho, corpo místico.

Não me acordes. Estou morta na quermesse
dos teus beijos. Etérea, a minha espécie
nem teus zelos amantes a demovem.

Mas quanto mais em nuvem me desfaço
mais de terra e de fogo é o abraço
com que na carne queres reter-me jovem.

Natália Correia

Nasceu a 13 de Setembro de 1923, na Ilha de São Miguel, nos Açores. Veio estudar para Lisboa ainda criança e cedo iniciou a sua actividade literária. Poetisa, ficcionista, ensaísta, tradutora, dividiu a sua criatividade pelo teatro e pela investigação literária.
Empenhada politicamente, viu vários dos seus livros serem apreendidos pela censura, chegando a ser condenada a três anos de prisão com pena suspensa, acusada de abuso de liberdade de imprensa. Relembramos Natália Correia, no dia em que celebraria o seu 87.º aniversário.

Júlio Dinis

“A loucura é inseparável do homem; umas vezes toma-lhe a cabeça e deixa-lhe em paz o coração, que nunca se empenha no desvairar a que ela é arrastada; outras vezes há na cabeça a frieza da razão e ao coração desce a loucura para o perturbar com afectos.”

(Júlio Dinis)

Júlio Dinis

Passam hoje 139 anos da morte deste escritor português, autor de obras tão populares como, “As Pupilas do Senhor Reitor”, ou “Os Fidalgos da Casa Mourisca”.

Citando Carlos Carreira (in http://recuemos.blogspot.com/), que o qualifica como “um perscrutador de almas (…), de facto, Júlio Dinis tem pouco destaque quando toca a celebrar a literatura portuguesa… Apesar da sua inquestionável importância, parece que a extrema leveza e naturalidade com que escreveu, nos deixa um subconsciente repleto de sensações e sentimentos que dispensam uma leitura frequente ou sequer a celebração da sua obra, ainda que paire sobre nós. A originalidade e a limpidez da sua escrita é tal que dispensa seguidores, é completa na sua unicidade, abrindo e fechando um ciclo próprio que, entretanto, vai sendo catalogado como “de transição” (entre o romantismo e o realismo).”

Philip Ardagh

“High In The Clouds” constituiu um verdadeiro acontecimento literário, destinado a tornar-se num clássico da literatura infanto-juvenil, tendo logo sido traduzido e publicado em 15 países e vendido ½ milhão de exemplares nos E.U.A. Foi promovido pelo músico Paul McCartney que, para o efeito, reuniu dois exímios artistas para criar este livro dirigido a crianças, sendo as personagens baseadas no filme de animação “Tropic Island Hum”.

Um deles, já antes consagrado pelo público britânico, entre vários outros, pela sua série de livros “Eddie Dickens”, bem como pelas suas dezenas de livros infantis traduzidos para 25 idiomas, é o autor que hoje destacámos, quando perfaz 49 anos. As suas obras estão cheias de ironia e humor bizarro e são considerados pelos críticos como uma mistura de Charles Dickens com Monty Python.

Philip Ardagh

Georges Bataille

Foi um dos escritores do séc. XX que mais violentamente pôs em causa os fundamentos do pensamento do homem. Foi ele quem disse, “não sou um filósofo mas um santo ou talvez um louco”. A sua obra é simultaneamente marginal, diversificada e coerente, atravessada pela presença da pintura, ligada às obsessões do jogo, da despesa, do sagrado, da morte e do erotismo. Tem publicados em Portugal, entre outros, os livros ”O Aleluia – Catecismo de Dianus”, ”O Ânus Solar – O Olho Pineal”, ”História do Olho” e ”Minha Mãe”, ”História de Ratos – Diário de Dianus” e ”O Erotismo”. Falamos de Georges Bataille no 113.º aniversário do seu nascimento.

Georges Bataille

Liev Tolstói

«A mulher é uma substância tal, que, por mais que a estudes, sempre encontrarás nela alguma coisa totalmente nova.»

Liev Tolstói

Junto a Fiódor Dostoiévski, Gorki e Tchecov, foi um dos grandes da literatura russa do século XIX. As suas obras mais famosas são ”Guerra e Paz”, sobre as campanhas de Napoleão na Rússia e ”Anna Karenina”, onde denuncia o ambiente hipócrita da época e realiza um dos retratos femininos mais profundos e sugestivos da Literatura.

É considerado um dos maiores escritores de todos os tempos. Além da sua fama como escritor, ficou famoso por tornar-se, na velhice, um pacifista, cujos textos e ideias batiam de frente com as igrejas e os governos, pregando uma vida simples e em proximidade à natureza. Relembramos Liev Tolstói, no 182.º aniversário do seu nascimento.

Camilo Pessanha

Interrogação
Não sei se isto é amor. Procuro o teu olhar,
Se alguma dor me fere, em busca de um abrigo;
E apesar disso, crê! nunca pensei num lar
Onde fosses feliz, e eu feliz contigo.
Por ti nunca chorei nenhum ideal desfeito.
E nunca te escrevi nenhuns versos românticos.
Nem depois de acordar te procurei no leito
Como a esposa sensual do Cântico dos Cânticos.
Se é amar-te não sei. Não sei se te idealizo
A tua cor sadia, o teu sorriso terno…
Mas sinto-me sorrir de ver esse sorriso
Que me penetra bem, como este sol de Inverno.
Passo contigo a tarde e sempre sem receio
Da luz crepuscular, que enerva, que provoca.
Eu não demoro o olhar na curva do teu seio
Nem me lembrei jamais de te beijar na boca.
Eu não sei se é amor. Será talvez começo…
Eu não sei que mudança a minha alma pressente…
Amor não sei se o é, mas sei que te estremeço,
Que adoecia talvez de te saber doente.

Camilo Pessanha

Poeta português, considerado o mais genuíno representante do simbolismo português, notabilizou-se sobretudo pela extrema qualidade rítmica e musical dos seus versos. A sua poesia reflecte uma calma e melancolia resignadas, por vezes mesmo pessimismo, aliados ao sentimento do fluir do tempo e da inutilidade dos esforços humanos. Os seus poemas foram reunidos na colectânea Clepsidra, publicada em 1922, tendo sido Fernando Pessoa o principal mentor da edição. No 143.º aniversário do seu nascimento, relembramos Camilo Pessanha.

Alice Sebold

O seu primeiro livro foi ”Sorte”, um doloroso relato na primeira pessoa, uma memória da sua própria violação, por um colega de faculdade.

”Visto do Céu”, no original ”The Lovely Bones”, o seu primeiro romance, tem sido celebrado como um potencial clássico. Com mais de um milhão e 300 mil exemplares vendidos em dois meses, nos Estados Unidos, esteve cinco meses em primeiro lugar na lista dos títulos mais vendidos do New York Times. Já foi traduzido em dezoito línguas e Peter Jackson, o produtor da trilogia ”O Senhor dos Anéis”, comprou os direitos cinematográficos. Destacamos Alice Sebold, no dia em que comemora o seu 47.º aniversário.

Alice Sebold

Fritz Leiber

“Havia dois escritores da velha geração, cujas virtudes e destrezas literárias, talento e sensibilidade, eram admirados pela nova geração. Um era Philip K. Dick. O outro era Fritz Leiber, cuja prosa magistral e perspicácia subtil continuaram a eclipsar as nossas habilidades imaturas. Nós reverenciávamo-lo. E ainda reverenciamos.”

(Michael Moorcock)

“Os contos de Fafhrd & Gatuno, de Fritz Leiber, são um género em si. Subtis, emblemáticos, cómicos, eróticos e humanos, mesclados com acção verosímil e as criações sinistras de um mestre fantasioso, fazem boa parte da ficção da fantasia actual parecer uma coisa morosa e enfadonha.”

(Harlan Ellison)

Fritz Leiber

Relembramos hoje, 18 anos após a sua morte, Fritz Leiber, “reconhecido como uma das principais forças criativas da literatura fantástica”. Um habitual vencedor dos Prémios Hugo e Nebula e também ganhador do Prémio World Fantasy Life (em 1976), por uma vida de realizações nesta área da literatura.

Georges Simenon

“Afinal de contas, neste mundo, cada um consegue aquilo que merece. Mas só os que têm êxito o reconhecem.”

(Georges Simenon)

Georges Simenon

Destacámos hoje o criador do Inspector Maigret, “o gigante com quem qualquer leitor assíduo de policiais gostaria de beber uma imperial, nem que fosse só por dois minutos” e falecido há 21 anos.

Georges Simenon, considerado por André Gide como “talvez o maior romancista da França contemporânea”, “foi um dos maiores fenómenos literários de todos os tempos. A sua capacidade de escrever uma novela numa ou duas semanas – exactamente em onze dias, segundo ele, – dactilografando um capítulo por dia, numa média de 92 palavras por minuto, rendeu-lhe a espantosa produção de aproximadamente 420 volumes, durante meio século de trabalho. Cerca de 200 destes foram escritos com o único objetivo de ganhar dinheiro e publicados sobre sob vários pseudónimos. O restante, mais de 150 romances e 50 contos (sendo 84 “casos” do Inspector Maigret) são thrillers psicológicos, pequenas novelas de não mais de duzentas páginas, conhecidas pelos leitores europeus como ‘simenons’.” (Xenïa Antunes)


O SitiodoLivro.pt

Insira aqui o seu endereço de email para seguir o Blogue e receber notificações dos novos artigos por email.

Siga-nos no Twitter

Quer publicar um livro? Saiba como aqui

Esclareça-se aqui como comprar-nos livros

Conheça as modalidades de pagamento que aceitamos

Para qualquer questão, contacte-nos desde já

Categorias

Arquivo por meses