Arquivo de Agosto, 2011



‘Os Portugueses no Luxemburgo – Contribuição para a história das migrações’ de António de Vasconcelos Nogueira

‘Factores geopolíticos e modelos de desenvolvimento económico contribuem para a configuração do Grão-Ducado do Luxemburgo como praça financeira mundial, tendo sido, no seu passado histórico, um pólo de emigração e, no presente, de imigração contínua. ‘Os Portugueses no Luxemburgo – Contribuição para a história das migrações’ é um estudo que evoca a presença portuguesa através das relações entre Portugal, os Países Baixos e o Luxemburgo, através de alianças entre casas dinásticas reinantes de Borgonha, de Avis, dos Habsburgos, dos Nassau e dos Bragança, de fluxos migratórios e trocas comerciais por intermédio dos judeus e conversos portugueses, até ao período das duas guerras mundiais, caracterizado pela participação militar portuguesa na Flandres e em França, pelo exílio da grã-duquesa Carlota do Luxemburgo, do seu Governo, de judeus luxemburgueses entre outros refugiados, em Portugal. A presença portuguesa compreende, também, a e/i/migração a partir dos anos 1960, que se inscreve como projecto existencial e económico e se deseja de integração. Os Portugueses representam, hoje, a maior comunidade de estrangeiros distribuídos e ocupados, maioritariamente, nos sectores da construção e dos serviços (limpezas e Horeca), mas também nas instituições europeias e outras, da banca aos serviços financeiros e de seguros, da segurança aos meios de comunicação social, ao ensino e às empresas, nas associações e carreiras liberais ou independentes.’

(António de Vasconcelos Nogueira, autor do livro ‘Os Portugueses no Luxemburgo – Contribuição para a história das migrações’)

Recorrendo aos serviços de apoio à edição disponíveis no SitiodoLivro.pt, António de Vasconcelos Nogueira publica a ‘Os Portugueses no Luxemburgo – Contribuição para a história das migrações’. Como o autor descreve, este estudo propõe uma leitura sobre os desafios e as perspectivas de evolução da e-/i/migração portuguesa no Grão-Ducado.

http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/os-portugueses-no-luxemburgo/9789729668722/

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A. H. de Oliveira Marques

A. H. de Oliveira Marques

A. H. de Oliveira Marques

Historiador e professor catedrático, participou, em 1962, na greve académica, ao lado dos estudantes, o que esteve na base do seu afastamento da Universidade Portuguesa. Em 1965, partiu para os Estados Unidos da América, leccionando como professor associado e catedrático nas universidades de Auburn, Flórida, Columbia, Minnesota e Chicago e percorrendo grande parte daquele país como conferencista.

Foi Director da Biblioteca Nacional de Lisboa e fundou o Centro de Estudos Históricos da UNL. Recebeu o doutoramento honoris causa pela Universidade de La Trobe, Melbourne, Austrália. Em 1998, foi condecorado pelo Presidente da República com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.

É hoje considerado um dos grandes especialistas em história da Idade Média Portuguesa, como mostra a sua notável produção na área. O número total das suas obras de tomo ultrapassa 60 volumes. Falamos de A. H. de Oliveira Marques, no dia em que faria 78 anos.

Bibliografia de A. H. de Oliveira Marques

‘Poemas escritos em folhas de papel brilhante’, de Norberto do Vale Cardoso

“Olhando à volta
eu via que não era Narciso,
a areia do deserto não me mentia,
não me deixava mentir,
fazia-me capaz de me não ver na face que não era a minha:
– Tinha perdido ainda sem ter nascido a minha geração
na massa de que as energias sisíficas se carregam:
isótopos dos livros que sonhava em escrever.”

(Retirado do livro ‘Poemas escritos em folhas de papel brilhante’,
de Norberto do Vale Cardoso)

Norberto do Vale Cardoso apresenta-nos, através do SitiodoLivro.pt, a auto-publicação ‘Poemas escritos em folhas de papel brilhante’. É um livro que congrega quarenta e nove poemas, organizados em três partes, a que o autor atribuiu o título de ‘Dolos’. O ‘Dolo’ de abertura intitula-se ‘O espírito move a massa’, a ele se seguindo Os monstros movem os sonhos’ e, finalmente, o terceiro e último ‘Dolo’, ‘Do Imóbil Fado’. A frase que dá título ao livro de Norberto do Vale Cardoso é baseada numa cifra usada como código de guerra.

http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/poemas-escritos-em-folhas-de-papel-brilhante/9789892025216/

‘O caminho certo’, de António Môsca

‘LXXXI
Porque rir faz bem
Ajuda a descontrair
Refresca as ideias
Passarmos os dias a rir.

LXXXII
Mas rir para não chorar
É o que sucede a muita gente
Que não tem sorte
Anda sempre doente.

LXXXIII
Mas não é sorte nem azar
É porque as coisas são assim
Tudo é necessário
Para que o mundo não tenha fim.

LXXXIV
A doença descobre a saúde
A saúde a doença
Por vezes se descobre a cura
Tendo muita crença.’

(Retirado do livro ‘O caminho certo’,
de António Môsca)

António Môsca auto-publica, através do SitiodoLivro.pt e recorrendo aos nossos serviços editoriais, ‘O caminho certo’. Um livro de poesia que, segundo o autor, deriva das experiências que tem vivido ao longo da sua vida. O hábito de as registar, fez nascer, ao longo de todos estes anos de vida, um livro improvisado com folhas de várias cores e tamanhos, recheadas de sentimentos vários das aventuras e desventuras que viveu. Como o próprio autor diz, ‘sem a mestria de Camões, mas com o sentimento na mão, escreveu o que lhe ia na alma. A peça da sua vida, a vida que lhe pesa’.

http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/o-caminho-certo/9789892023533/

Tibor Déry

“O amor não é apenas uma vantagem espiritual, mas também um fardo e, na mesma medida que anima na sua grandeza, também oprime.”

Tibor Déry

Tibor Déry

Escreveu diversas novelas e romances, além de guiões de filmes e séries para a televisão húngara e chegou mesmo a trabalhar como actor.

Membro do partido comunista do seu país durante anos, em 1953 foi expulso por causa das suas críticas às políticas cada vez mais repressivas. Apoiou o governo reformista de Imre Nagy e esteve preso durante 9 anos, tendo sido libertado, em 1960, graças à intervenção de escritores, como Alberto Moravia, Albert Camus, Sartre, E. M. Forster e Rebecca West.

“Niki. Egy kutya története” é considerada a sua obra-prima (“Niki, a história de um cão”), uma fábula em que critica a opressão e a repressão arbitrária na vida dos cidadãos movida pelo estalinismo húngaro.

Falamos de Tibor Déry, no 34.º aniversário da sua morte.

Bibliografia de Tibor Déry

Fagundes Varela

A Flor do Maracujá

«Pelas rosas, pelos lírios,
Pelas abelhas, sinhá,
Pelas notas mais chorosas
Do canto do sabiá,
Pelo cálice de angústias
Da flor do maracujá!

Pelo jasmim, pelo goivo,
Pelo agreste manacá,
Pelas gotas do sereno
Nas folhas de gravatá,
Pela coroa de espinhos
Da flor do maracujá!

Pelas tranças da mãe-d’água
Que junto da fonte está,
Pelos colibris que brincam
Nas alvas plumas do ubá,
Pelos cravos desenhados
Na flor do maracujá!

Pelas azuis borboletas
Que descem do Panamá,
Pelos tesouros ocultos
Nas minas do Sincorá,
Pelas chagas roxeadas
Da flor do maracujá!

Pelo mar, pelo deserto,
Pelas montanhas, sinhá!
Pelas florestas imensas
Que falam de Jeová!
Pela lança ensanguentada
Da flor do maracujá!

Por tudo o que o céu revela!
Por tudo o que a terra dá
Eu te juro que minh’alma
De tua alma escrava está!…
Guarda contigo esse emblema
Da flor do maracujá!

Não se enojem teus ouvidos
De tantas rimas em — a —
Mas ouve meus juramentos,
Meus cantos ouve, sinhá!
Te peço pelos mistérios
Da flor do maracujá!»

Publicado no livro Cantos meridionais (1869).

Fagundes Varela

Fagundes Varela

O poeta é o patrono da cadeira n.º 11 da Academia Brasileira de Letras. Depois das mortes trágicas do seu primeiro filho e da sua primeira mulher, passou a viver de forma angustiada, boémia e desregrada, o que havia de precipitar a sua morte, também prematura, aos 33 anos, vítima de apoplexia, mas também por determinar a sua obra literária.

A sua poesia marca a transição entre as 2.ª e 3.ª gerações do Romantismo Brasileiro, a ultrarromântica e a geração condoreira (nome proveniente do pássaro condor e que traduz grande expressividade, grandeza e a ideia de infinito) e aborda várias temáticas desse movimento, tais como a depressão, a melancolia byroniana, a religião, a morte, a beleza da natureza e a exaltação à pátria.

Falamos de Fagundes Varela, no 170.º aniversário do seu nascimento.

Bibliografia de Fagundes Varela

Haroldo de Campos

Haroldo de Campos

Haroldo de Campos

Formou-se em Direito pela Universidade de São Paulo em 1952, no mesmo ano em que fundava, com Augusto de Campos e Décio Pignatari, o Grupo Noigandres, de poesia concretista.

Trabalhou como tradutor, crítico, teórico literário e professor. Em 1992 foi laureado com o Prémio Jabuti de Personalidade Literária do Ano e, em 1999, com o Prémio Jabuti de Poesia pelo seu livro “Crisantempo”.

A crença numa “crise no verso” levou-o ao experimentalismo, à busca de novas formas de estruturação e sintaxe, em curtos poemas-objecto, ou longos poemas em prosa.

“Transcriou” em português poemas de autores como Homero, Dante, Mallarmé, Goethe, Mayakovski, além de textos bíblicos, como o Gênesis e o Eclesiastes. Publicou, ainda, numerosos ensaios de teoria literária, entre eles “A Arte no Horizonte do Provável” (1969).

Falamos de Haroldo de Campos que faria hoje 82 anos.

Bibliografia de Haroldo de Campos


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