Arquivo de Maio, 2011



W. G. Sebald

“Creio que a paisagem original determina boa parte do carácter e da forma de reagir das pessoas.”

W. G. Sebald

W. G. Sebald

Aos 26 anos, foi para Norwich (Inglaterra) dar aulas na Universidade de East Anglia onde, em 1987, se tornou professor catedrático de literatura europeia. Foi fundador do prestigioso British Centre for Literary Translation, do qual foi director até 1994. Começou a escrever tarde, a sua primeira novela “Vértigo”.

Demarcou de tal forma o estilo e os territórios da sua narrativa que, em apenas dez anos e com três livros mais, “Os emigrantes”, “Os Anéis de Saturno” e “Austerlitz”, se converteu num autor de culto. Dedicou-se sistematicamente, durante anos, a tentar entender qual é o peso específico que a cultura dos mortos tem na cultura dos vivos. A sua literatura transgenérica é uma riquíssima e complexa mistura entre ensaio, novela, livros de viagens e poesia.

Morreu no dia 16 de Dezembro de 2001, vítima de um acidente de automóvel (inhttp://um-buraco-na-sombra.netsigma.pt/). No dia em que faria 67 anos, recordamos W. G. Sebald.

Bibliografia de W. G. Sebald

Zélia Gattai

“Sempre fui otimista, mesmo nas piores ocasiões. Quando acontece uma coisa ruim, procuro tirar a parte positiva.”

Zélia Gattai

Zélia Gattai

Autora de “Anarquistas Graças a Deus” e viúva de Jorge Amado, começou a escrever aos 63 anos. É autora de onze livros de memórias, três infanto-juvenis e um romance. Alguns de seus livros foram traduzidos para francês, italiano, espanhol, alemão e russo. Escritora fotógrafa e memorialista, dedicou muitos momentos de sua vida à militância política do movimento operário anarquista que se realizava entre os imigrantes italianos, espanhóis e portugueses.

Em 2001, foi eleita para a Academia Brasileira de Letras, para a cadeira 23, anteriormente ocupada por Jorge Amado, que teve Machado de Assis como primeiro ocupante e José de Alencar como patrono. No mesmo ano, foi eleita para a Academia de Letras da Bahia e para a Academia Ilheense de Letras.

O seu primeiro livro, “Anarquistas graças a Deus” recebeu o Prémio Paulista de Revelação Literária de 1979. No ano seguinte, recebeu o Prémio da Associação de Imprensa, o Prémio McKeen e o Troféu Dante Alighieri. A Secretaria de Educação do Estado da Bahia concedeu-lhe a Medalha Castro Alves, em 1987. Em 1988, recebeu o Troféu Avon, como destaque da área cultural e o Prémio Destaque do Ano de 1988, pelo livro “Jardim de inverno”. O livro de memórias “Chão de meninos” recebeu o Prémio Alejandro José Cabassa, da União Brasileira de Escritores, em 1994.

Quando passam 3 anos da sua morte, relembramos Zélia Gattai.

Bibliografia de Zélia Gattai

Juan Rulfo

Juan Rulfo

Juan Rulfo

É talvez o autor sul-americano mais comentado, elogiado e imitado do Século XX. Toda a sua obra literária conhecida, que reunida pouco ultrapassa as 300 páginas, é considerada como fundadora, origem de uma nova forma de literatura, que deu lugar a escritores como Gabriel García Marquez, um dos seus mais famosos e reconhecidos devedores. De Pablo Neruda a Carlos Fuentes, de Octávio Paz a Jorge Luis Borges e Juan Carlos Onetti, abundam os testemunhos de admiração dos seus pares e o assombro e desconcerto da crítica.

Em contraste com este enorme rumor a rodear a escassa obra do autor, está o silêncio em que desapareceu o escritor depois da publicação, em 1955, de «Pedro Páramo» e até à sua morte, em Janeiro de 1986. Silêncio este apenas interrompido pela revelação esporádica, por parte de jornalistas, da iminente «saída» de uma nova novela, ”La Cordillera”, que acabou por se tornar mítica. (in www.cavalodeferro.pt) Recordamos Juan Rulfo, no dia em que faria 94 anos.

Bibliografia de Juan Rulfo

Katherine Anne Porter

«Deve haver uma espécie de ordem no universo, no movimento das estrelas, na rotação da terra e nas mudanças das estações, mas a vida humana é quase puro caos.»

Katherine Anne Porter

Katherine Anne Porter

Jornalista, ensaísta, romancista e activista política norte-americana, galardoada com o prémio Pulitzer pelo seu livro “Collected Stories” e nomeada por três vezes ao Nobel da Literatura, ficou conhecida pela sua agudeza de espírito e perspicácia e é considerada a mais importante escritora texana.

As suas obras, que pertencem à tradição literária do Sul dos Estados Unidos, lidam com temas sombrios, tais como traição, morte e a origem do mal humano. O seu único romance, “A Nave dos Loucos”, ainda que tendo levado vinte anos a terminar de ser escrito, tornou-a famosa e rica. Passam hoje 121 anos do seu nascimento.

Bibliografia de Katherine Anne Porter

Calendário das próximas sessões de autógrafos dos nossos Autores, na Feira do Livro de Lisboa (no Espaço dos Pequenos Editores):

– 14-Maio, 18h00: Noémia Valente autografa “O Ursinho PomPom”
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/o-ursinho-pompom/9789899704701/

– 14-Maio, 18h00: João Sena autografa “Sombras… nada mais!”
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/sombras-nada-mais/9789898413055/

– 14-Maio, 19h00: Vasco Pires Sousa autografa “Vermelho”
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/vermelho/9789892021881/

– 14-Maio, 19h00: Maria Teresa Cavaco autografa
“Sete contos pequeninos da Bisavó”
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/sete-contos-pequeninos-da-bisavo/9789899692848/
“A sonhar… era uma vez”
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/a-sonhar-era-uma-vez/9789899692831/
“Histórias de Animais Diferentes”
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/historias-de-animais-diferentes/9789899692800/
“Diabruras da Rita e do Ricardo”
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/diabruras-da-rita-e-do-ricardo/9789899692817/
“Histórias dos avós à maneira dos netos”
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/historias-dos-avos-a-maneira-dos-netos/9789899692824/

– 15-Maio, 15h30: Didier Calado autografa
“Evolução”
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/evolucao/9789898413147/
“Evolução II”
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/evolucao-ii/9789898413192/

– 15-Maio, 15h30: Maria Prazeres Casanova autografa “Estruturas Intermédias e Gestão Curricular”
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/estruturas-intermedias-e-gestao-curricular/9789898413154/

Roger Zelazny

“Não existe algo como civilização. A palavra apenas significa a arte de viver em cidades.”

(Roger Zelazny, in “As Crónicas de Âmbar”)

Roger Zelazny

Roger Zelazny

Foi um escritor de fantasia, ficção científica, contos e romances. Ganhou o prémio Nebula por três vezes, num total de 14 nomeações e o prémio Hugo por seis vezes, num total de também 14 nomeações.

As “Crónicas de Âmbar”, uma série de 10 livros, foram o seu grande sucesso. É uma obra comparável e, para alguns, até supera a Trilogia de J.R.R.Tolkien, “O Senhor dos Anéis”.

Escreveu vários outros livros de ficção científica e era próximo e venerado de escritores mais jovens tais como Neil Gaiman. Falamos de Roger Zelazny, no dia em que faria 74 anos.

Bibliografia de Roger Zelazny

Manuel António Pina ganha prémio Camões

Manuel António Pina

O escritor português Manuel António Pina ganhou o Prémio Camões, o maior prémio literário de língua portuguesa. (via http://www.publico.pt/Cultura/manuel-antonio-pina-ganha-premio-camoes_1493865)

Fernando Pinto do Amaral

Segredo

«Esta noite morri muitas vezes, à espera
de um sonho que viesse de repente
e às escuras dançasse com a minha alma
enquanto fosses tu a conduzir
o seu ritmo assombrado nas trevas do corpo,
toda a espiral das horas que se erguessem
no poço dos sentidos. Quem és tu,
promessa imaginária que me ensina
a decifrar as intenções do vento,
a música da chuva nas janelas
sob o frio de fevereiro? O amor
ofereceu-me o teu rosto absoluto,
projectou os teus olhos no meu céu
e segreda-me agora uma palavra:
o teu nome – essa última fala da última
estrela quase a morrer
pouco a pouco embebida no meu próprio sangue
e o meu sangue à procura do teu coração.»

Fernando Pinto do Amaral

Fernando Pinto do Amaral

Escritor português, crítico literário e tradutor é, desde 1987, professor na Faculdade de Letras de Lisboa. Colaborou em revistas como Ler, A Phala, Colóquio/Letras e o jornal Público.

É autor da tradução ‘’As Flores do Mal’’ de Baudelaire, que lhe valeu o Prémio Pen Club e o Prémio da Associação Portuguesa de Tradutores e ”Poemas Saturnianos” de Verlaine.

Entre a sua obra, contam-se “Acédia”, “A Escada de Jacob”, “Às Cegas”, “Mosaico Fluido — Modernidade e Pós-Modernidade na Poesia Portuguesa Mais Recente” (Prémio de Ensaio Pen Club), “Na Órbita de Saturno” e “Obra Poética”, “O Segredo de Leonardo Volpi”, entre muitos outros.

Falamos de Fernando Pinto do Amaral no dia em que celebra o seu 51.º aniversário.

Bibliografia de Fernando Pinto do Amaral

Rubem Fonseca

“A beleza é triste pois ela está no lugar de algo que se foi. O tempo perdido não pode ser recuperado. Sua beleza só pode ser vivida como ausência: a beleza dói… Magia é isto: invocar o que se foi, mas que continua a nos habitar. Ou será poesia?”

Rubem Fonseca

Rubem Fonseca

É considerado o maior escritor brasileiro vivo. Inaugurou uma nova corrente na literatura brasileira contemporânea que ficou conhecida, em 1975, através de Alfredo Bosi, como “brutalista”.

As suas obras geralmente retratam, em estilo seco e directo, a luxúria e a violência urbana, num mundo onde marginais, assassinos, prostitutas, miseráveis e delegados se misturam. Revelou as entranhas da sociedade e antecipou a escalada de violência no País.

Não se deixa fotografar e tão pouco concede entrevistas. Foi agraciado, em 2003, com o Prémio Luís de Camões, concedido pelos governos do Brasil e de Portugal, pelo conjunto da sua obra. Falamos de Rubem Fonseca, no dia em que celebra o seu 86.º aniversário.

Bibliografia de Rubem Fonseca

Nuno Lobo Antunes

«Escrever um livro foi um exorcismo.»

Nuno Lobo Antunes

Nuno Lobo Antunes

Licenciado em Medicina, em 1977, foi assistente hospitalar de Pediatria e coordenador da Unidade de Neuropediatria do Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Foi membro da Comissão de Neurologia do Children Oncology Group, consultor de Neurologia Pediátrica para o Departamento de Neurologia e Pediatria do Memorial Hospital for Cancer and Allied Diseases e para o Presbyterian Hospital, em Nova Iorque.

Na mesma cidade, foi professor auxiliar de Neurologia e Pediatria no Weill Cornell Medical College, pertencente à Universidade de Cornell. Actualmente é director médico e coordenador das áreas de Neurodesenvolvimento e Neurologia do CADIn – Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil, em Cascais.

Publicou os livros “Vida em mim”, em 2010, “Mal entendidos”, em 2009, e “Sinto muito”, em 2008. Falamos de Nuno Lobo Antunes, no dia em que comemora o seu 57.º aniversário.

Bibliografia de Nuno Lobo Antunes

Calendário das próximas sessões de autógrafos dos nossos Autores, na Feira do Livro de Lisboa (no Espaço dos Pequenos Editores):

– 09-Maio, 19h00: Armando Frazão autografa “Sonhos da Atlântida”
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/sonhos-da-atlantida/9789898413239/
– 13-Maio, 19h00: Filipe de Fiúza autografa “Angusti Folia”
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/angusti-folia/9789898413017/

José Ortega y Gasset

A Falsa Igualdade entre os Homens

«Debaixo de toda a vida contemporânea encontra-se latente uma injustiça profunda e irritante: a falsa suposição da igualdade real entre os homens. Cada passo que damos entre eles mostra-nos tão evidentemente o contrário que cada caso é um tropeção doloroso.»

(José Ortega y Gasset, in ‘A Desumanização da Arte’)

José Ortega y Gasset

José Ortega y Gasset

Foi o primeiro vulto da filosofia na Espanha do século XX e um dos nomes mais importantes da cultura espanhola contemporânea. Licenciou-se e doutorou-se na Universidade de Madrid, de que foi catedrático de Metafísica de 1910 a 1936.

Em 1923, fundou a célebre “Revista de Occidente”, que dirigiu até 1936, com uma importância fundamental no pensamento e na literatura contemporâneos da Espanha e que continuaria de 1963 até ao presente.

A maioria dos seus livros são colectâneas de artigos e ensaios. Além das idéias lúcidas e avançadas, demonstra maestria no manejo da língua espanhola. Ortega y Gasset também foi um grande conferencista e gostava de incitar seus ouvintes e leitores a desenvolver os temas em discussão. Para ele, a vida era um intenso diálogo entre cada indivíduo e o seu meio.

Entre suas obras, podem ser destacadas as “Meditações do Quixote” e “A Rebelião das Massas”. Quando passam 128 anos do seu nascimento, relembramos José Ortega y Gasset.

Bibliografia de José Ortega y Gasset

Thomas Pynchon

Thomas Pynchon

Thomas Pynchon

Conhecido pela reclusão em que vive, o que gerou diversos rumores sobre a sua real identidade, é tido como um dos mais originais escritores norte-americanos vivos e constantemente citado como concorrente ao Nobel de Literatura. A sua ficção, vertida em livros longos e complexos, às vezes com centenas de personagens e dezenas de histórias paralelas, abrange campos muito diversos, como física, matemática, química, filosofia, parapsicologia, história, mitologia, ocultismo, música pop, banda desenhada, cinema, drogas ou psicologia, unindo-os de maneira picaresca, humorística, absurda, poética e sombria. Comemora hoje 74 anos.

Bibliografia de Thomas Pynchon

Almeida Faria

Almeida Faria

Almeida Faria

Ficcionista, dramaturgo e ensaísta, obteve o Prémio Revelação de Romance da Sociedade Portuguesa de Escritores com o livro “Rumor Branco” (1962), confirmando depois a sua maturidade literária com “A Paixão” (1965), primeiro romance de uma «Tetralogia Lusitana» de que fazem parte “Cortes” (1978) – Prémio Aquilino Ribeiro da Academia das Ciências de Lisboa, “Lusitânia” (1980) – Prémio Dom Dinis da Fundação da Casa de Mateus, e “Cavaleiro Andante” (1983) – Prémio Originais de Ficção da Associação Portuguesa de Escritores.

O seu último romance, “O Conquistador”, foi publicado em 1990, e o conto “Vanitas” em 2007. Publicou ainda as peças “Vozes da Paixão” (1998) e “A Reviravolta” (1999). Os seus livros estão traduzidos em várias línguas.

Falamos de Almeida Faria no dia em que celebra o seu 68.º aniversário.

Bibliografia de Almeida Faria

Calendário das próximas sessões de autógrafos dos nossos Autores, na Feira do Livro de Lisboa (no Espaço dos Pequenos Editores):

– 07-Maio, 18h00: Luiz Cruz autografa “A solidão tem fim”
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/a-solidao-tem-fim/9789892020143/

– 07-Maio, 18h00: Conceição Teles autografa “Serás, amor, um longo adeus que nunca acaba?”
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/seras-amor-um-longo-adeus-que-nunca-acaba/9789899703209/

– 07-Maio, 19h00: Henrique Salles da Fonseca autografa “Exsurge Deus”
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/exsurge-deus/9789892019703/

– 07-Maio, 19h00: Alexandre Barata autografa “Portugal ainda está a tempo”
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/portugal-ainda-esta-a-tempo/9789892023328/

– 07-Maio, 20h00: Gil Duarte (José Pacheco) autografa “Nada mais e o ciúme”
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/nada-mais-e-o-ciume/9789899712201/

– 08-Maio, 17h00: José Guerra autografa “Pura Inspiração”
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/pura-inspiracao/9789892023595/

– 08-Maio, 17h00: José Taveira autografa “Juntos para sempre”
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/juntos-para-sempre/9789892022949/

– 08-Maio, 18h00: Rita Lacerda autografa “Margarida e todo o amor do mundo no seu coração”
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/margarida-e-todo-o-amor-do-mundo-no-seu-coracao/9789892023199/

– 08-Maio, 18h00: Ana Brilha autografa “Cartas da Província de Akashi”
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/cartas-da-provincia-de-akashi/9789899718807/

– 08-Maio, 19h00: Claudete Viegas autografa “Crónicas do meu pensar”
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/cronicas-do-meu-pensar/9789892023304/

– 08-Maio, 19h00: Raul Ressano autografa “Introdução às Bases de Dados”
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/introducao-as-bases-de-dados/9789899676701/

Maurice Maeterlinck

«A inteligência é a faculdade com o auxílio da qual compreendemos por fim que tudo é incompreensível.»

Maurice Maeterlinck

Maurice Maeterlinck

Foi um dramaturgo e ensaísta belga de língua francesa. Embora tenha estudado Direito, sentiu que não tinha muita aptidão para a carreira de advocacia e decidiu dedicar-se à Literatura. Ao deslocar-se a Paris, travou conhecimento com muitos poetas simbolistas, entre os quais se destaca a figura de Villiers de l’Isle Adam, de quem recebeu influência.

Em 1899, obteve notoriedade com a crítica favorável de Octave Mirbeau (crítico literário do jornal Le Figaro) à sua primeira obra teatral “La Princesse Maleine”. Provocou ainda grande impacto com a peça “Pelléas et Mélisande” (1892), considerada uma obra-prima do drama simbolista e transformada em ópera por Claude Debussy.

A maioria das suas obras caracteriza-se por um certo fatalismo, misticismo e pela constante presença da morte. Em 1911, foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura e em 1932 foi-lhe atribuído o título de Conde da Bélgica. (fonte: Infopedia.pt)

Quando passam 62 anos da data da sua morte, relembramos Maurice Maeterlinck.

Bibliografia de Maurice Maeterlinck

Pedro Tamen venceu o Grande Prémio de Poesia 2010 da APE

Pedro Tamen venceu o Grande Prémio de Poesia 2010 da APE (Associação Portuguesa de Escritores) com a obra de poesia ”O Livro do Sapateiro”.

de “O Livro do Sapateiro”

poema 32
«Um longo casaco de veludo azul
cobrirá um dia a madrugada que fabrico
dia por dia, mastigando os minutos
nos gestos destas mãos.
E ficará perfeita a vida que sufoco
nesta cave insalubre,
na penumbra habitada.»

Pedro Tamen

Pedro Tamen

Bibliografia de Pedro Tamen

Graham Swift

“Em algumas circunstâncias, a generosidade é uma das mais eficazes, e talvez das mais doces formas de vingança.”

Graham Swift

Graham Swift

É um dos mais talentosos escritores britânicos de sua geração, elogiado por romancistas como Salman Rushdie. O seu reconhecimento permitiu que se tornasse escritor em regime integral, podendo abandonar as aulas de inglês que dava em Londres e na Grécia.

“Desde Aquele Dia”, “Fora deste Mundo”, “O País das Águas” e “Últimas Vontades” são as suas obras que se encontram traduzidas em Portugal.

No dia em que faz 62 anos, destacamos Graham Swift.

Bibliografia de Graham Swift

Juan Gelman

Chuva

“hoje chove muito, muito,
dir-se-ia que estão a lavar o mundo.
o meu vizinho do lado vê a chuva
e pensa em escrever uma carta de amor
uma carta à mulher com quem vive
e lhe faz a comida e lava a roupa e faz amor com ele
e se parece com a sua sombra
o meu vizinho nunca diz palavras de amor à mulher
entra em casa pela janela e não pela porta
por uma porta entra-se em muitos sítios
no trabalho, no quartel, na prisão,
em todos os edifícios do mundo
mas não no mundo
nem numa mulher
nem na alma
quer dizer
nessa caixa ou nave ou chuva que chamamos assim
como hoje
que chove muito
e me custa escrever a palavra amor
porque o amor é uma coisa e a palavra amor é outra coisa
e só a alma sabe onde as duas se encontram
e quando
e como
mas que pode a alma explicar
por isso o meu vizinho tem tempestades na boca
palavras que naufragam
palavras que não sabem que há sol porque nascem e morrem na mesma noite em que ele amou
e deixam cartas no pensamento que ele nunca escreverá
como o silêncio que existe entre duas rosas
ou como eu
que escrevo palavras para regressar
ao meu vizinho que vê a chuva
e à chuva
ao meu coração desterrado”

(Juan Gelman, in «No Avesso do Mundo»)

Juan Gelman

Juan Gelman

Prémio Cervantes 2007, dedicou a sua vida não só às letras, ao jornalismo e à tradução, mas também à luta social e política no turbilhão das suas palavras poética.

Tido como uma das mais importantes vozes da poesia castelhana contemporânea, recebeu em 2005 o “XIV Premio Reina Sofía de Poesía Iberoamericana”, concedido pelo Estado Espanhol e pela Universidade de Salamanca. Pela sua importância, este prémio equivale a uma espécie de Nobel da Literatura para os poetas de expressão hispânica.

A sua poesia vem sendo traduzida para diversas línguas, tais como o francês, o inglês, o alemão, o italiano, o norueguês, o sueco, o grego, o hebraico, o russo, o chinês, o checo e o turco.

Falamos de Juan Gelman, no dia em que celebra o seu 81.º aniversário.

Bibliografia de Juan Gelman

Benjamim Spock

«Amar é também ensinar o filho a ser um cidadão responsável, estimar e respeitar os outros como a si. A ter equilíbrio nos direitos, deveres e até prazeres.»

Benjamim Spock

Benjamim Spock

Foi um médico pediatra norte-americano. As suas ideias sobre a educação dos filhos influenciaram tremendamente pais e mães. Defendeu uma postura liberal, flexível e permissiva, privilegiando a comunicação e o carinho na relação pais-filhos, operou uma ruptura clara com a tradição marcadamente repressiva e rígida na educação das crianças.

Muitos educadores e psicopedagogos responsabilizaram-no pelos resultados negativos desta permissividade. Chegou a ser chamado de “pai da permissividade”.

Falamos do Dr. Benjamim Spock, na data do seu nascimento.

Bibliografia de Benjamim Spock


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