Archive for the 'Notoriedades' Category



Anne Frank

“Aprendi uma coisa: só se conhece realmente uma pessoa depois de uma discussão. Só nessa altura se pode avaliar o seu verdadeiro carácter.”

Hoje, no 81.º aniversário do seu nascimento, recordamos Anne Frank, uma entre um milhão de crianças judias mortas durante o Holocausto e que nos deixou, no seu “Dário”, através de cartas dirigidas à sua amiga fictícia Kitty, um relato pungente da sua vida de refugiada, antes de ser capturada junto com a sua família.

Anne Frank

Robert E. Howard

”(…) autor de fantásticos contos de uma vivacidade incomparável (…). Sempre um discípulo da impetuosidade e vida enérgica, alvitrava mais do que a sua personagem mais famosa – o intrépido guerreiro, aventureiro, conquistador de tronos, Conan, o cimério (…).”

Palavras de outro grande mestre do fantástico, H. P. Lovecraft, sobre o autor que hoje destacámos, a 74 anos da sua morte, Robert E. Howard.

Robert E. Howard

Luís Vaz de Camões

Hoje, não poderíamos deixar de celebrar Luís Vaz de Camões!
Eu cantarei de amor tão docemente,
Por uns termos em si tão concertados,
Que dois mil acidentes namorados
Faça sentir ao peito que não sente.

Farei que amor a todos avivente,
Pintando mil segredos delicados,
Brandas iras, suspiros magoados,
Temerosa ousadia e pena ausente.

Também, Senhora, do desprezo honesto
De vossa vista branda e rigorosa,
Contentar-me-ei dizendo a menor parte.

Porém, pera cantar de vosso gesto
A composição alta e milagrosa
Aqui falta saber, engenho e arte.

Luís de Camões

Patricia Cornwell

Teve uma infância trágica, durante a qual foi mal tratada e abandonada. Desde cedo tomou consciência da negligência que a sociedade americana vota às vítimas, daí que a compaixão seja uma das características a que dá mais valor. Foi vítima de anorexia, bulimia, alcoolismo e depressões nervosas, tudo experiências que considera importantes para o seu crescimento interior. Durante a juventude, foi jornalista de investigação criminal no The Charlotte Observer e colaborou como voluntária numa esquadra de polícia, período durante o qual perseguiu assassinos e assistiu a crimes, o que contribui para a intensa veracidade dos seus romances. Falamos da famosa escritora americana de romances policiais, Patricia Cornwell, que festeja hoje o seu 54.º aniversário.

Patricia Cornwell

António Manuel Couto Viana (1923-2010)

António Manuel Couto Viana

No farol da Guia

Pedi ao Farol da Guia,
Pra que a nau não naufragasse
Na noite que fôr o dia,
Que fosse luz e a guiasse.

E pedi mais:
Que baloiçasse no ar
Os sinais
Do tufão que vai chegar,
Pra que ao abrigo do cais
A nau achasse lugar.

E o primeiro farol
De aviso à navegação
No mundo onde nasce o Sol,
Não me disse sim nem não.

Mas a âncora ancorada,
Como fanal de bonança,
Entre os muros da esplanada,
Disse, sem me dizer nada:
– Tem esperança!

Marguerite Yourcenar

«O nosso grande erro é tentarmos obter de cada um as virtudes que ele não tem e esquecermo-nos de cultivar as virtudes que ele tem.»

Marguerite Yourcenar

Começa a escrever ainda na juventude, tendo publicado o seu primeiro livro, ‘O Jardim das Quimeras’, aos 17 anos. Em 1924, numa das suas viagens por Itália, conhece em Tivoli a villa Adriana e inicia o primeiro caderno de notas para o livro ‘Memórias de Adriano’ (1951), até hoje a sua obra mais conhecida. “Escritora, poetisa, intelectual, viveu a dúvida e a mudança do alvorar do século, dividida entre países, pessoas, condições (…)” Recordemos, Marguerite Yourcenar, no dia do seu nascimento.

Henry Miller

«O espírito do homem é como um rio que procura o mar. Represem-no e aumentará a sua força. Não responsabilizem o homem pelas suas explosões devastadoras! Condenem antes a força da vida! O espírito que nos anima pode assumir as mais diversas formas: tornar-nos semelhantes a anjos, a demónios ou a bestas. A cada um a sua escolha. Nada barra o caminho ao homem para além das fantasmagorias dos seus medos. O mundo é a nossa casa, mas teremos ainda que a ocupar; a mulher que amamos está à nossa espera, mas não sabemos onde encontrá-la; o atalho que buscamos está sob os nossos pés, mas não o reconhecemos. Quer sejamos deste mundo por muito ou pouco tempo, os poderes por explorar são ilimitados.»

Henry Miller

Tornou-se um clássico absoluto quando publicou a trilogia “Sexus, Plexus, Nexus”. Foi uma figura central na luta pela liberdade pessoal e literária, tendo influenciado consideravelmente a denominada “Beat Generation”. Com um espírito rebelde e individualista, recordamos, 30 anos após a sua morte, Henry Miller.

Leonard Cohen e Federico García Lorca

Federico García Lorca

Sinto

Sinto
que em minhas veias arde
sangue,
chama vermelha que vai cozendo
minhas paixões no coração.

Mulheres, por favor,
derramai água:
quando tudo se queima,
só as fagulhas voam
ao vento.

(Federico García Lorca, in ‘Poemas Esparsos’)

Confusão

Meu coração
é teu coração?
Quem me reflexa pensamentos?
Quem me presta
esta paixão
sem raízes?
Por que muda meu traje
de cores?
Tudo é encruzilhada!
Por que vês no céu
tanta estrela?
Irmão, és tu
ou sou eu?
E estas mãos tão frias
são daquele?
Vejo-me pelos ocasos,
e um formigueiro de gente
anda por meu coração.

(Federico García Lorca, in ‘Poemas Esparsos’)

(Traduções de Oscar Mendes)

Federico García Lorca

Artista talentoso e versátil, notabilizou-se como poeta e dramaturgo, além de desenhador e compositor. Extasiava quem o ouvia cantar, a tocar piano ou declamar e a dissertar. Levou uma vida controversa e agitada, com um fim trágico e precoce. Celebramo-lo, no 112.º aniversário do seu nascimento.

Jorge de Sena

Foi um dos grandes poetas de língua portuguesa e uma das figuras centrais da cultura do nosso século XX. Relembramo-lo, hoje, 32 anos após a sua morte. 

Conheço o Sal 

Conheço o sal da tua pele seca
depois que o estio se volveu inverno
da carne repousando em suor nocturno. 

Conheço o sal do leite que bebemos
quando das bocas se estreitavam lábios
e o coração no sexo palpitava. 

Conheço o sal dos teus cabelos negros
ou louros ou cinzentos que se enrolam
neste dormir de brilhos azulados. 

Conheço o sal que resta em minha mãos
como nas praias o perfume fica
quando a maré desceu e se retrai. 

Conheço o sal da tua boca, o sal
da tua língua, o sal de teus mamilos,
e o da cintura se encurvando de ancas. 

A todo o sal conheço que é só teu,
ou é de mim em ti, ou é de ti em mim,
um cristalino pó de amantes enlaçados. 

(Jorge de Sena) 

Jorge de Sena

Paulina Chiziane

“Dizem que sou romancista e que fui a primeira mulher moçambicana a escrever um romance, mas eu afirmo: sou contadora de estórias e não romancista. Escrevo livros com muitas estórias, estórias grandes e pequenas. Inspiro-me nos contos à volta da fogueira, minha primeira escola de arte.”

Paulina Chiziane

‘Ventos do Apocalipse’, ‘O Sétimo… Juramento’, ‘O Último Voo do Flamingo’ e ‘O Alegre Canto da Perdiz’ são algumas das suas obras editadas em Portugal. Falamos da escritora Paulina Chiziane, no dia em que festeja o seu 55.º aniversário.

Franz Kafka

”A verdade é aquilo que todo o homem precisa para viver e que ele não pode obter, nem adquirir de ninguém. Todo o homem deve extraí-la sempre nova do seu próprio íntimo, caso contrário ele arruina-se. Viver sem verdade é impossível. A verdade é talvez a própria vida.”

Franz Kafka

Escritor checo em língua alemã, é um dos romancistas mais singulares do século XX. ‘(…) É autor dos três romances fragmentários, publicados postumamente pelo seu amigo Max Brod, O Processo (1925), O Castelo (1926) e América (1927). Destacam-se ainda os romances A Sentença e A Metamorfose, ambos escritos em 1912. Não resistindo à tuberculose, faleceu a 3 de Junho de 1924, em Kierling, a poucos quilómetros de Viena.’ Lembramos Franz Kafka, 86 anos após a sua morte.

Marquês de Sade

«Só me dirijo às pessoas capazes de me entender, e essas poderão ler-me sem perigo»

Foi um aristocrata francês e escritor libertino. Muitas das suas obras foram escritas enquanto estava num hospício, encarcerado por ordem de Napoleão Bonaparte, que se sentiu ofendido com uma sátira que o Marquês lhe escrevera. Do seu nome surge o termo médico sadismo.
‘A Filosofia de Alcova’, ‘Justine’ e ‘O Marido Complacente’ são algumas das suas obras mais conhecidas. Falamos de Donatien Alphonse François de Sade, mais conhecido como Marquês de Sade, a 270 anos do seu nascimento.

Marquês de Sade

Camilo Castelo Branco

«Ninguém sente em si o peso do amor que se inspira e não comparte. Nas máximas aflições, nas derradeiras do coração e da vida, é grato sentir-se amado quem já não pode achar no amor diversão das penas, nem soldar o último fio que se está partindo. Orgulho ou insaciabilidade do coração humano, seja o que for, no amor que nos dão é que nós graduamos o que valemos em nossa consciência.»

Foi  o nosso maior novelista entre os anos 50 e 80 do século XIX e um dos grandes génios da Literatura Portuguesa. Dotado de uma capacidade prodigiosa para efabular narrativas, conhecedor profundo do idioma, observador, ora complacente, ora sarcástico, da sociedade inclinado (por gosto, por temperamento e formação) para a intriga e análise passionais (muitas vezes atingindo o sublime da tragédia, como no Amor de Perdição), este genial autor romântico deixou-nos uma obra incontornável (apesar de irregular) na evolução da prosa literária portuguesa. Homem multifacetado, considerado por alguns como o primeiro romancista da Península, deixou uma obra vasta, produto das paixões e vicissitudes da vida.

Falamos de Camilo Castelo Branco,  o Operário das Letras, 120 anos após a sua morte.

Camilo Castelo Branco

V. aqui a bibliografia de Camilo Castelo Branco

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«Para o homem, apenas há três acontecimentos: nascer, viver e morrer. Ele não sente o nascer, sofre ao morrer e esquece-se de viver»  Jean de La Bruyère

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Walt Whitman

«Aprendi que é suficiente estar com aqueles de quem gosto»

Considerado o grande e o primeiro poeta da América, contribuiu declaradamente para a sua afirmação radical e democrática. ”(…) com uma voz alegre, livre de inibições, enérgica e optimista, humana e humanitária, em contacto íntimo com a natureza e com a grandiloquência da América. “Leaves of Grass“, porém, foi considerado à época escandaloso, o que levou os seus leitores europeus a considerar Whitman bom demais para os americanos(…)”. Hoje, a quase 200 anos do seu nascimento, relembramos Walt Whitman.

Walt Whitman

Voltaire

“Os voluptuosos atraem companheiros de devassidão. Os interesseiros reúnem sócios. Os políticos congregam partidários. O comum dos homens ociosos mantém relações. Os príncipes têm cortesãos. Só os virtuosos possuem amigos.” (Voltaire)

Voltaire

Poeta, ensaísta, dramaturgo, filósofo e historiador, de longe o mais conhecido e celebrado homem de letras do século XVIII, Voltaire foi a própria encarnação do “Iluminismo”. Vivendo a sua longa existência ao longo do “Século das Luzes”, representou os princípios maiores daquele movimento, empenhando-se em grandes causas a favor da tolerância religiosa e da liberdade de expressão, tornando-se um dos inspiradores da Revolução de 1789. Recordámos hoje este grande vulto da civilização europeia, 232 anos depois da sua morte.

Ian Fleming

Foi jornalista, escritor e agente do serviço secreto britânico durante a Segunda Guerra Mundial. Criou umas das personagens mais célebres de sempre: James Bond, mais conhecido como 007. Casino Royale (1953) foi o primeiro dos doze romances que escreveu acerca de James Bond. Com tanto sucesso, foi uma questão de tempo para que o tema da espionagem e o agente secreto mais sedutor e perigoso chegassem ao cinema. Um ícone da literatura de ficção e suspense, relembramos no dia do seu nascimento, Ian Fleming.

Ian Fleming

Manuel Teixeira Gomes

“O genuíno artista vibra com intensidade e paixão perante os obstáculos que o comovem.”

Foi escritor e também o foi o sétimo presidente da Primeira República Portuguesa. Exerceu diplomacia em Londres, ascendendo posteriormente, à presidência da república, na década de 20. No entanto, renunciou às suas funções políticas, já que estava desiludido com a política. Exilou-se na África do Norte, em Bougie, e aí morreu, em 1941.  Da sua obra destacam-se: Gente Singular e Maria Adelaide (dentro dos contos e novelas), Sabine Freire (na categoria de peças de teatro), entre outras, dotadas de um cuidado e elaborado vocabulário. Relembramos este escritor, aos 150 anos do seu nascimento.

Alan Hollinghurst

Alan Hollinghurst

Autor de ‘A Biblioteca da Piscina’, (vencedor do Somerset Maugham Award) e de ‘A Linha da Beleza’ (Book Prize 2004), ambos traduzidos para o português. Foi, durante vários anos, editor do suplemento literário do “The Times”. No dia em que comemora o seu 56º aniversário, o Sítio do Livro destaca Alan Hollinghurst.


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