Archive for the 'Notoriedades' Category



Sophia de Mello Breyner Andresen

”Chamo-Te porque tudo está ainda no princípio
E suportar é o tempo mais comprido.
Peço-Te que venhas e me dês a liberdade,
Que um só dos teus olhares me purifique e acabe.
Há muitas coisas que eu quero ver.
Peço-Te que sejas o presente.
Peço-Te que inundes tudo.
E que o teu reino antes do tempo venha.
E se derrame sobre a Terra
Em primavera feroz precipitado.”

Sophia de Mello Breyner Andresen

«A sua actividade literária (e política) pautou-se sempre pelas ideias de justiça, liberdade e integridade moral. A depuração, o equilíbrio e a limpidez da linguagem poética, a presença constante da Natureza, a atenção permanente aos problemas (…)» Uma das maiores poetisas portuguesas contemporâneas, um nome que se transformou em sinónimo de Poesia e de musa da própria poesia, que relembramos, 6 anos após a sua morte.

Louis-Ferdinand Céline

«A verdade é uma agonia sem fim. A verdade deste mundo é a morte. É preciso escolher: morrer ou mentir. E eu nunca me consegui matar.»

Louis-Ferdinand Céline

Foi um escritor e médico francês. Revolucionou o romance tradicional, ao utilizar um vocabulário, ao mesmo tempo vulgar e científico. Dotado de uma terrível lucidez, oscilante entre desespero e humor, violência e ternura, revolução estilística e real revolta. Relembramos Louis-Ferdinand Céline, conhecido simplesmente por Céline, 49 anos após a sua morte.

Czeslaw Milosz

«(…) Se depois de morrer for para o Céu, lá, terá de ser como aqui,
apenas hei-de livrar-me dos sentidos entorpecidos e dos ossos pesados.

Transformado em puro olhar, continuarei a absorver as proporções
do corpo humano, a cor dos lírios, a rua parisiense na madrugada de Junho.

Enfim, toda a inconcebível, a inconcebível pluralidade das coisas visíveis»

Czeslaw Milosz

Poeta, romancista, historiador e ensaísta, recebeu o Nobel da Literatura em 1980. Autor de uma extensa obra, onde se destacam vários volumes de poesia e os romances, “O vale de Issa” e “A tomada do poder”. No 99.º aniversário do seu nascimento, destacamos Czeslaw Milosz.

Antoine de Saint-Exupéry

”Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, pois cada pessoa é única
e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, mas não
vai só nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,
mas há os que não levam nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida, e a prova de que duas almas não se encontram ao acaso.”

Antoine de Saint-Exupéry

Foi escritor, ilustrador e piloto da Segunda Guerra Mundial. É o autor do livro mais traduzido em todo o mundo, “O Principezinho”, a par da Bíblia e de “O Capital”. Em Lyon, há 110 anos, nascia Antoine de Saint-Exupéry.

Luigi Pirandello

«Como podemos nos entender (…), se nas palavras que digo coloco o sentido e o valor das coisas como se encontram dentro de mim; enquanto quem as escuta inevitavelmente as assume com o sentido e o valor que têm para si, do mundo que tem dentro de si?»

Luigi Pirandello

Prémio Nobel da Literatura em 1934, a sua obra influenciou autores como Jean-Paul Sartre, Samuel Beckett, Eugène Ionesco, Jean Genet ou Eugene O’Neill. “Ele Foi Matias Pascal” (1904) e “Um, ninguém e cem mil” (1926), ambos editados em Portugal, são dois dos seus romances mais conhecidos. No dia do 143.º aniversário do seu nascimento, relembramos Luigi Pirandello.

Guimarães Rosa

“O homem nasceu para aprender, aprender tanto quanto a vida lhe permita.”

Citamos João Guimarães Rosa, escritor mineiro, poliglota e cosmopolita, também médico e diplomata, 102 anos após o seu nascimento. Considerado um dos mais importantes autores brasileiros de sempre, “(…) um ícone da língua portuguesa, que inventa o idioma ao mesmo tempo que constrói seus personagens” e “(…) profundo conhecedor da alma humana”.

“A sua obra destaca-se, sobretudo, pelas inovações de linguagem, sendo marcada pela influência de falares populares e regionais. Tudo isso, somando a sua erudição, permitiu a criação de inúmeros vocábulos, a partir de arcaísmos e palavras populares, invenções e intervenções semânticas e sintácticas.”

Guimarães Rosa

Maria Velho da Costa

«Se há na moderna literatura portuguesa uma “obra aberta”, é bem esta de Maria Velho da Costa . (…) Nenhum dos nossos livros contemporâneos redistribui com tanto sucesso as experiências mais criadoras da prosa portuguesa, (…). Exprime-se com contenção e reserva, em parágrafos tensos para melhor explodir a ira informe mas controlável que a habita como herança sua e da longa linhagem que do castro ibérico até ao interior morto da sala burguesa se metamorfoseou em história e natureza.»

(Eduardo Lourenço, in O Canto do Signo)

Maria Velho da Costa

Distinguimos hoje, quando completa 72 anos, esta premiada romancista portuguesa, precursora de um “experimentalismo linguístico que renovou a literatura portuguesa na década de 60”.

Miguel Sousa Tavares

«Ali estavas tu, então, tão nova que parecias irreal, tão feliz que era quase impossível de imaginar. Ali estavas tu, exactamente como te tinha conhecido. E o que era extraordinário é que, olhando-te, dei-me conta de que não tinhas mudado nada, nestes vinte anos: como nunca mais te vi, ficaste assim para sempre, com aquela idade, com aquela felicidade, suspensa, eterna, desde o instante em que te apontei a minha Nikon e tu ficaste exposta, sem defesa, sem segredos, sem dissimulação alguma»

Miguel Sousa Tavares

Jurista, jornalista e escritor, é filho de uma das maiores poetisas de Portugal. Tem vários livros publicados, quase todos de crónicas. Estreou-se no romance com a obra ‘Equador’. O sucesso desta obra foi tão grande que, posteriormente, acabaria por ser lançada a nível internacional (Brasil, Holanda, Alemanha, República Checa, Espanha e América Latina). Actualmente é colunista semanal do jornal Expresso e conduz entrevistas em Sinais de Fogo, na SIC. No dia em que comemora o seu 58.º aniversário, destacamos Miguel Sousa Tavares.

Ernesto Sabato

«Creio que a verdade é perfeita para a matemática, a química, a filosofia, mas não para a vida. Na vida contam mais a ilusão, a imaginação, o desejo, a esperança.»

Ernesto Sabato

Controverso novelista e ensaísta argentino, autor de uma vasta obra que oferece ao seu leitor uma visão ampla sobre o homem, a sociedade, a natureza, a história, a arte e os artistas. Falamos de Ernesto Sabato, no dia em que festeja o seu 99.º aniversário.

Richard Bach

«A tua única obrigação durante toda a tua existência é seres verdadeiro para contigo próprio.» 

Richard Bach

«É um dos autores mais fascinantes dos últimos tempos. Obras como “Fernão Capelo Gaivota”, “Ilusões” e “Não há Longe, Nem Distância”, verdadeiros hinos à liberdade, à vocação, à descoberta interior, ao amor, fazem parte do seu currículo(…).» Lido pelo mundo inteiro, por adultos e jovens, destacamo-lo, no dia em que celebra o seu 74.º aniversário.

Erich Maria Remarque

No desespero e no perigo, as pessoas aprendem a acreditar no milagre. De outra forma, não sobreviveriam.

Erich Maria Remarque

Foi um dos mais importantes escritores do séc. XX. Apesar de banido pelos Nazis e de ver os seus livros serem atirados para a fogueira, o seu trabalho viria a ser reconhecido. Toda a sua obra é um grito corajoso e veemente contra a guerra que sofreu na alma e na carne. Relembramos, no 112.º aniversário do seu nascimento, Erich Maria Remarque.

Machado de Assis

Trata de saborear a vida; e fica sabendo, que a pior filosofia é a do choramingas que se deita à margem do rio para o fim de lastimar o curso incessante das águas. O ofício delas é não parar nunca; acomoda-te com a lei, e trata de aproveitá-la.

Machado de Assis

Jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, é tido como o maior nome da literatura brasileira. Harold Bloom considerou-o um dos 100 maiores génios da literatura de todos os tempos, ao lado de clássicos como Dante, Shakespeare e Cervantes. No 171.º aniversário do seu nascimento, relembramos Machado de Assis.

Vikram Seth

Considerado um dos nomes mais representativos da literatura pós-colonial, autor de um monumental romance, traduzido e lido em todo o mundo, relembrámos hoje, no dia do seu 58.º aniversário, este versátil e cosmopolita escritor, mas sempre fiel às suas origens indianas.

Vikram Seth

Salman Rushdie

A verdade é o que a maioria vê como verdade, mas a maioria também pode mudar de opinião ao longo da história.

Salman Rushdie

Citamos um famoso escritor contemporâneo, muito premiado, mas também muito polemizado e até perseguido, que destacamos no dia em que completa 63 anos.

Máximo Gorki

O melhor de mim, devo-o aos livros.

Máximo Gorki

De seu verdadeiro nome Alexei Maximovitch Peshkov, é considerado um poderoso ficcionista, aplaudido como o expoente da literatura proletária e celebrizou-se por contar histórias de párias e de vagabundos. Uma das suas obras mais populares é “A Mãe”, onde descreveu o movimento revolucionário russo. O seu espírito subversivo, levou-o a denunciar as injustiças sociais, muitas vezes através dos seus textos, consagrando-o, assim, como um escritor de fama internacional. Falamos de Máximo Gorki, no 74.º aniversário da sua morte.

John Hersey

O seu trabalho mais notável foi ‘Hiroshima’, uma história que escreveu para o The New Yorker, sobre os efeitos da bomba atómica naquela cidade Japonesa. O artigo, que conta a história de seis vítimas do bombardeamento, transformou-se depois num livro. ‘Hiroshima’ tornou-se, assim, a sua obra mais conhecida. No dia em que festejaria o seu 96.º aniversário, relembramos este escritor e jornalista.

John Hersey

Joyce Carol Oates

Poucos se podem igualar a Oates em intensidade, profundidade, paixão pelas suas experiências literárias e competência.(…)

Booklist

Joyce Carol Oates

Autora de vários bestsellers, entre eles o romance biográfico “Blonde”, sobre um dos ícones do Século XX, a actriz Marilyn Monroe, toda a sua obra é traduzida em várias línguas e elogiada pela crítica internacional. No dia em que comemora o seu 72.º aniversário, o Sítio do Livro destaca a escritora Joyce Carol Oates.

Jorge Luís Borges

Não és os Outros

Não há-de te salvar o que deixaram
Escrito aqueles que o teu medo implora;
Não és os outros e encontras-te agora
No meio do labirinto que tramaram
Teus passos.
Não te salva a agonia
De Jesus ou de Sócrates ou o forte
Siddharta de ouro que aceitou a morte
Naquele jardim, ao declinar o dia.
Também é pó cada palavra escrita
Por tua mão ou o verbo pronunciado
Pela boca.
Não há pena no Fado
E a noite de Deus é infinita.
Tua matéria é o tempo, o incessante
Tempo. E és cada solitário instante.

Jose Luís Borges

«Homem de ficção literária, paradoxicamente favorito de semióticos, matemáticos, filólogos, filósofos e mitólogos, Borges oferece, pela perfeição de sua linguagem, a erudição de seus conhecimentos, o universalismo de suas idéias, a originalidade de suas ficções, a beleza de sua poesia, uma verdadeira summa que honra a língua espanhola e o espírito universal.» No vigésimo quarto ano da sua morte, relembramos, o poeta, ensaísta e escritor.

Al Berto

dizem que a paixão o conheceu
mas hoje vive escondido nuns óculos escuros
senta-se no estremecer da noite enumera
o que lhe sobejou do adolescente rosto
turvo pela ligeira náusea da velhice

conhece a solidão de quem permanece acordado
quase sempre estendido ao lado do sono
pressente o suave esvoaçar da idade
ergue-se para o espelho
que lhe devolve um sorriso tamanho do medo

dizem que vive na transparência do sonho
à beira-mar envelheceu vagarosamente
sem que nenhuma ternura nenhuma alegria
nenhum ofício cantante
o tenha convencido a permanecer entre os vivos

Al Berto

Destacámos hoje este singular poeta, natural de Sines, falecido há precisamente 13 anos, com 49 de idade.

O Diário de Anne Frank

“Anne Frank vivia torturas que marcam qualquer indivíduo de qualquer idade mas muito especialmente um indivíduo em formação. Forçada a viver como um pássaro na gaiola («Sinto-me como um pássaro a quem cortaram as asas e que bate, na escuridão, contra as grades da sua gaiola estreita»), afina os sentidos, concentra-os sobre o pequeno espaço em que a sua vida e a dos companheiros de destino se move, procura não só desabafar a sua revolta de adolescente, de judia expulsa da comunidade dos homens, de vítima de uma guerra impiedosa, mas, também, encontrar as explicações e as interpretações de tudo isto.

Ilse Losa, na Introdução a “O Diário de Anne Frank” (Editora Livros do Brasil)


O SitiodoLivro.pt

Insira aqui o seu endereço de email para seguir o Blogue e receber notificações dos novos artigos por email.

Siga-nos no Twitter

Quer publicar um livro? Saiba como aqui

Esclareça-se aqui como comprar-nos livros

Conheça as modalidades de pagamento que aceitamos

Para qualquer questão, contacte-nos desde já

Categorias

Arquivo por meses