“Claraboia”, de José Saramago

O romance que o Nobel José Saramago acabou de escrever em 1953, com 30 anos recém cumpridos, mas nunca quis publicar em vida e deixou inédito até morrer, porque, na altura, foi ignorado pela editora, o que originou o seu longo interregno como escritor. Mais tarde, quando já famoso, recusou então, ainda magoado, a proposta da sua publicação.

Segundo o seu editor actual (Caminho) «ali está muito do Saramago que conhecemos. Sobretudo o espírito do autor: “Activo, sim, mas lúcido! E lúcido acima de tudo!” afirma uma das personagens. E outra assinala“ – É preciso regras, é preciso leis! – E quem é que as faz? E quando? E com que fim?»

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Claraboia
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9789722124416
Sinopse
A ação do romance localiza-se em Lisboa em meados do século XX. Num prédio existente numa zona popular não identificada de Lisboa vivem seis famílias: um sapateiro com a respetiva mulher e um caixeiro-viajante casado com uma galega e o respetivo filho – nos dois apartamentos do rés do chão, um empregado da tipografia de um jornal e a respetiva mulher e uma “mulher por conta” no 1º andar, uma família de quatro mulheres (duas irmãs e as duas filhas de uma delas) e, em frente, no 2º andar, um empregado de escritório a mulher e a respetiva filha no início da idade adulta. O romance começa com uma conversa matinal entre o sapateiro do rés do chão, Silvestre, e a mulher, Mariana, sobre se lhes seria conveniente e útil alugar um quarto que têm livre para daí obter algum rendimento. A conversa decorre, o dia vai nascendo, a vida no prédio recomeça e o romance avança revelando ao leitor as vidas daquelas seis famílias da pequena burguesia lisboeta: os seus dramas pessoais e familiares, a estreiteza das suas vidas, as suas frustrações e pequenas misérias, materiais e morais. O quarto do sapateiro acaba alugado a Abel Nogueira, personagem para o qual Saramago transpõe o seu debate – debate que 30 anos depois viria a ser o tema central do romance O Ano da Morte de Ricardo Reis – com Fernando Pessoa: Podemos manter-nos alheios ao mundo que nos rodeia? Não teremos o dever de intervir no mundo porque somos dele parte integrante?

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