Arquivo de Setembro, 2010



A ciência à procura de Deus

‘A Terra está doente. Nas suas veias corre um sangue contaminado de toxinas e o seu ventre inchado tenta vomitar, a contragosto, restos de uma digestão putrefacta e mal sucedida. O nosso ‘habitat planetário’, nossa pátria e mátria comum, sofre… Hoje, talvez nunca como dantes, este super-organismo vivo, Gaia, sofre de uma doença grave, que resulta da alteração do equilíbrio de relações entre todos os que nela habitam: o homem, os animais, as plantas, os minerais.’ (Vitor Coelho)

Através do SitiodoLivro.pt, Vitor Coelho lança a sua primeira auto-publicação. Uma obra em que o autor procura analisar o contributo da ecologia para uma nova noção do Ser Humano, da Natureza, do Cosmos, de Deus, da Ética, da Ecologia e da Espiritualidade. O autor apresenta uma ‘solução ético-eco-espiritual’ para o mundo contemporâneo, face à crise ecológica e espiritual que se atravessa, expondo, nomeadamente, a sua componente ética, ecológica, intelectual, holista e espiritual, bem como a sua concretização metodológica.

Jose Régio

Fado Português
O Fado nasceu um dia,
quando o vento mal bulia
e o céu o mar prolongava,
na amurada dum veleiro,
no peito dum marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.
Ai, que lindeza tamanha,
meu chão , meu monte, meu vale,
de folhas, flores, frutas de oiro,
vê se vês terras de Espanha,
areias de Portugal,
olhar ceguinho de choro.
Na boca dum marinheiro
do frágil barco veleiro,
morrendo a canção magoada,
diz o pungir dos desejos
do lábio a queimar de beijos
que beija o ar, e mais nada,
que beija o ar, e mais nada.
Mãe, adeus. Adeus, Maria.
Guarda bem no teu sentido
que aqui te faço uma jura:
que ou te levo à sacristia,
ou foi Deus que foi servido
dar-me no mar sepultura.
Ora eis que embora outro dia,
quando o vento nem bulia
e o céu o mar prolongava,
à proa de outro veleiro
velava outro marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.

Jose Régio

«Foi uma das mais lúcidas consciências literárias do seu tempo. Possuidor de uma sensibilidade rara, deixou nos múltiplos vectores da sua actividade intelectual as marcas inconfundíveis do seu talento criador e da firme personalidade que o caracterizava. Foi o professor, o poeta, o romancista, o dramaturgo, o ensaísta, o crítico, o memorialista, o diarista, o polemista, o desenhista, o coleccionador de antiguidades, o cidadão atento e empenhado…, componentes que, reunidas, dão o retrato de corpo inteiro do indivíduo e a verdadeira dimensão do Homem-Artista, “diverso e uno”.» (Isabel Cadete Novais, 2001, CVC)
Relembramos, no 109.º aniversário do seu nascimento, José Régio.

SEJA ORIGINAL! DIGA NÃO À CÓPIA. RESPEITE OS DIREITOS DE AUTOR.

Queremos dar aqui eco e corroborar a campanha que a APEL vem divulgando desde há meses, contra a cópia ilegal de livros. Tal como se diz no respectivo slogan, “os prejudicados somos todos nós!

Nancy Huston

“O que sempre me impressionou em França, foi a valorização da literatura, em todas as áreas e níveis da sociedade.”

Nancy Huston

É autora de cerca de vinte romances e ensaios. Além de diversas distinções recebidas ao longo dos anos, em 2006 foi finalista do Prémio Goncourt e vencedora do Prémio Femina. Fluente em francês e inglês, a autora escolhe a língua da escrita em função do ambiente do livro. Falamos de Nancy Huston, no dia do seu 57.º aniversário.

Manuel du Bocage

Quantas vezes, Amor, me tens ferido?
Quantas vezes, Amor, me tens ferido?
Quantas vezes, Razão, me tens curado?
Quão fácil de um estado a outro estado
O mortal sem querer é conduzido!
Tal, que em grau venerando, alto e luzido,
Como que até regia a mão do fado,
Onde o Sol, bem de todos, lhe é vedado,
Depois com ferros vis se vê cingido:
Para que o nosso orgulho as asas corte,
Que variedade inclui esta medida,
Este intervalo da existência à morte!
Travam-se gosto, e dor; sossego e lida;
É lei da natureza, é lei da sorte,
Que seja o mal e o bem matiz da vida.

Manuel Maria Barbosa du Bocage

É considerado como um dos nossos melhores poetas e, depois de Camões, o mais popular e celebrado de todos. O seu espírito livre, rebelde e contestatário entrou de forma irremediável em conflito com a autoridade, tendo sido, em 1797, preso por “desbragamento de costumes e livre pensamento”.

Do erotismo ao brejeirismo, da crítica construtiva ao escárnio, escreveu, até à morte, em 21 de Dezembro de 1805, em Lisboa, de tudo e sobre tudo, sendo, por isso, alvo de censura durante toda a vida, tendo visto muitos versos cortados, largamente alterados ou simplesmente omitidos e publicados apenas a título póstumo. Relembramos Manuel du Bocage, no 245.º aniversário do seu nascimento.

Rui Cardoso Martins

É jornalista fundador do Público, onde mantém a crónica “Levante-se o Réu” (Pública), das mais antigas da imprensa portuguesa, com dois prémios Gazeta de Jornalismo. Argumentista fundador e sócio das Produções Fictícias, é co-criador do programa satírico Contra-Informação, que escreve desde o primeiro episódio.

Foi co-autor de “Herman Enciclopédia”, escreveu para as “Conversas da Treta” (rádio, televisão e teatro) e para o jornal “Inimigo Público”. Co-autor da série dramática “Sociedade Anónima”, da RTP, no cinema, é autor do argumento e guião originais da longa-metragem “Zona J”.

Queremos hoje destacar Rui Cardoso Martins por ter vencido o “Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLB“, atribuído desde 1982, pela Associação Portuguesa de Escritores, que distinguiu este ano o seu romance “Deixem Passar o Homem Invísivel”.

Rui Cardoso Martins

“AMORES EU TENHO” por Amália Rodrigues e Natália Correia

Em homenagem à autora que hoje celebrámos, Natália Correia.

Natália Correia

Quanto Mais Amada Mais Desisto

De amor nada mais resta que um Outubro
e quanto mais amada mais desisto:
quanto mais tu me despes mais me cubro
e quanto mais me escondo mais me avisto.

E sei que mais te enleio e te deslumbro
porque se mais me ofusco mais existo.
Por dentro me ilumino, sol oculto,
por fora te ajoelho, corpo místico.

Não me acordes. Estou morta na quermesse
dos teus beijos. Etérea, a minha espécie
nem teus zelos amantes a demovem.

Mas quanto mais em nuvem me desfaço
mais de terra e de fogo é o abraço
com que na carne queres reter-me jovem.

Natália Correia

Nasceu a 13 de Setembro de 1923, na Ilha de São Miguel, nos Açores. Veio estudar para Lisboa ainda criança e cedo iniciou a sua actividade literária. Poetisa, ficcionista, ensaísta, tradutora, dividiu a sua criatividade pelo teatro e pela investigação literária.
Empenhada politicamente, viu vários dos seus livros serem apreendidos pela censura, chegando a ser condenada a três anos de prisão com pena suspensa, acusada de abuso de liberdade de imprensa. Relembramos Natália Correia, no dia em que celebraria o seu 87.º aniversário.

Júlio Dinis

“A loucura é inseparável do homem; umas vezes toma-lhe a cabeça e deixa-lhe em paz o coração, que nunca se empenha no desvairar a que ela é arrastada; outras vezes há na cabeça a frieza da razão e ao coração desce a loucura para o perturbar com afectos.”

(Júlio Dinis)

Júlio Dinis

Passam hoje 139 anos da morte deste escritor português, autor de obras tão populares como, “As Pupilas do Senhor Reitor”, ou “Os Fidalgos da Casa Mourisca”.

Citando Carlos Carreira (in http://recuemos.blogspot.com/), que o qualifica como “um perscrutador de almas (…), de facto, Júlio Dinis tem pouco destaque quando toca a celebrar a literatura portuguesa… Apesar da sua inquestionável importância, parece que a extrema leveza e naturalidade com que escreveu, nos deixa um subconsciente repleto de sensações e sentimentos que dispensam uma leitura frequente ou sequer a celebração da sua obra, ainda que paire sobre nós. A originalidade e a limpidez da sua escrita é tal que dispensa seguidores, é completa na sua unicidade, abrindo e fechando um ciclo próprio que, entretanto, vai sendo catalogado como “de transição” (entre o romantismo e o realismo).”

Philip Ardagh

“High In The Clouds” constituiu um verdadeiro acontecimento literário, destinado a tornar-se num clássico da literatura infanto-juvenil, tendo logo sido traduzido e publicado em 15 países e vendido ½ milhão de exemplares nos E.U.A. Foi promovido pelo músico Paul McCartney que, para o efeito, reuniu dois exímios artistas para criar este livro dirigido a crianças, sendo as personagens baseadas no filme de animação “Tropic Island Hum”.

Um deles, já antes consagrado pelo público britânico, entre vários outros, pela sua série de livros “Eddie Dickens”, bem como pelas suas dezenas de livros infantis traduzidos para 25 idiomas, é o autor que hoje destacámos, quando perfaz 49 anos. As suas obras estão cheias de ironia e humor bizarro e são considerados pelos críticos como uma mistura de Charles Dickens com Monty Python.

Philip Ardagh

Georges Bataille

Foi um dos escritores do séc. XX que mais violentamente pôs em causa os fundamentos do pensamento do homem. Foi ele quem disse, “não sou um filósofo mas um santo ou talvez um louco”. A sua obra é simultaneamente marginal, diversificada e coerente, atravessada pela presença da pintura, ligada às obsessões do jogo, da despesa, do sagrado, da morte e do erotismo. Tem publicados em Portugal, entre outros, os livros ”O Aleluia – Catecismo de Dianus”, ”O Ânus Solar – O Olho Pineal”, ”História do Olho” e ”Minha Mãe”, ”História de Ratos – Diário de Dianus” e ”O Erotismo”. Falamos de Georges Bataille no 113.º aniversário do seu nascimento.

Georges Bataille

Liev Tolstói

«A mulher é uma substância tal, que, por mais que a estudes, sempre encontrarás nela alguma coisa totalmente nova.»

Liev Tolstói

Junto a Fiódor Dostoiévski, Gorki e Tchecov, foi um dos grandes da literatura russa do século XIX. As suas obras mais famosas são ”Guerra e Paz”, sobre as campanhas de Napoleão na Rússia e ”Anna Karenina”, onde denuncia o ambiente hipócrita da época e realiza um dos retratos femininos mais profundos e sugestivos da Literatura.

É considerado um dos maiores escritores de todos os tempos. Além da sua fama como escritor, ficou famoso por tornar-se, na velhice, um pacifista, cujos textos e ideias batiam de frente com as igrejas e os governos, pregando uma vida simples e em proximidade à natureza. Relembramos Liev Tolstói, no 182.º aniversário do seu nascimento.

Eu, Invisual, Me Confesso

“Esta história não é trágica nem é cómica.

É apenas arrojada, cativante, extraordinária, longa, cheia, pesada, violenta, estranha, heróica e avassaladora.

É a história da vida de um invisual.

É uma história que merece ser contada.

Este livro foi escrito para a dar a conhecer.”

 

Adelina Velho da Palma

 

Adelina Velho da Palma publicou a sua primeira obra, uma colectânea de contos intitulada “Areias movediças e outras histórias de inquietação”, em 2005. Seguiram-se mais duas colectâneas de contos, “O gato das oito vidas” em 2006 e “A boa, a má e a vilã” em 2008.

“EU, INVISUAL, ME CONFESSO” é o seu primeiro romance, uma auto-publicação através do SitiodoLivro.pt, com a nossa chancela “Vírgula”. Uma narrativa baseada em factos verídicos, numa trilogia de que este é o primeiro volume.

Camilo Pessanha

Interrogação
Não sei se isto é amor. Procuro o teu olhar,
Se alguma dor me fere, em busca de um abrigo;
E apesar disso, crê! nunca pensei num lar
Onde fosses feliz, e eu feliz contigo.
Por ti nunca chorei nenhum ideal desfeito.
E nunca te escrevi nenhuns versos românticos.
Nem depois de acordar te procurei no leito
Como a esposa sensual do Cântico dos Cânticos.
Se é amar-te não sei. Não sei se te idealizo
A tua cor sadia, o teu sorriso terno…
Mas sinto-me sorrir de ver esse sorriso
Que me penetra bem, como este sol de Inverno.
Passo contigo a tarde e sempre sem receio
Da luz crepuscular, que enerva, que provoca.
Eu não demoro o olhar na curva do teu seio
Nem me lembrei jamais de te beijar na boca.
Eu não sei se é amor. Será talvez começo…
Eu não sei que mudança a minha alma pressente…
Amor não sei se o é, mas sei que te estremeço,
Que adoecia talvez de te saber doente.

Camilo Pessanha

Poeta português, considerado o mais genuíno representante do simbolismo português, notabilizou-se sobretudo pela extrema qualidade rítmica e musical dos seus versos. A sua poesia reflecte uma calma e melancolia resignadas, por vezes mesmo pessimismo, aliados ao sentimento do fluir do tempo e da inutilidade dos esforços humanos. Os seus poemas foram reunidos na colectânea Clepsidra, publicada em 1922, tendo sido Fernando Pessoa o principal mentor da edição. No 143.º aniversário do seu nascimento, relembramos Camilo Pessanha.

Alice Sebold

O seu primeiro livro foi ”Sorte”, um doloroso relato na primeira pessoa, uma memória da sua própria violação, por um colega de faculdade.

”Visto do Céu”, no original ”The Lovely Bones”, o seu primeiro romance, tem sido celebrado como um potencial clássico. Com mais de um milhão e 300 mil exemplares vendidos em dois meses, nos Estados Unidos, esteve cinco meses em primeiro lugar na lista dos títulos mais vendidos do New York Times. Já foi traduzido em dezoito línguas e Peter Jackson, o produtor da trilogia ”O Senhor dos Anéis”, comprou os direitos cinematográficos. Destacamos Alice Sebold, no dia em que comemora o seu 47.º aniversário.

Alice Sebold

Fritz Leiber

“Havia dois escritores da velha geração, cujas virtudes e destrezas literárias, talento e sensibilidade, eram admirados pela nova geração. Um era Philip K. Dick. O outro era Fritz Leiber, cuja prosa magistral e perspicácia subtil continuaram a eclipsar as nossas habilidades imaturas. Nós reverenciávamo-lo. E ainda reverenciamos.”

(Michael Moorcock)

“Os contos de Fafhrd & Gatuno, de Fritz Leiber, são um género em si. Subtis, emblemáticos, cómicos, eróticos e humanos, mesclados com acção verosímil e as criações sinistras de um mestre fantasioso, fazem boa parte da ficção da fantasia actual parecer uma coisa morosa e enfadonha.”

(Harlan Ellison)

Fritz Leiber

Relembramos hoje, 18 anos após a sua morte, Fritz Leiber, “reconhecido como uma das principais forças criativas da literatura fantástica”. Um habitual vencedor dos Prémios Hugo e Nebula e também ganhador do Prémio World Fantasy Life (em 1976), por uma vida de realizações nesta área da literatura.

Georges Simenon

“Afinal de contas, neste mundo, cada um consegue aquilo que merece. Mas só os que têm êxito o reconhecem.”

(Georges Simenon)

Georges Simenon

Destacámos hoje o criador do Inspector Maigret, “o gigante com quem qualquer leitor assíduo de policiais gostaria de beber uma imperial, nem que fosse só por dois minutos” e falecido há 21 anos.

Georges Simenon, considerado por André Gide como “talvez o maior romancista da França contemporânea”, “foi um dos maiores fenómenos literários de todos os tempos. A sua capacidade de escrever uma novela numa ou duas semanas – exactamente em onze dias, segundo ele, – dactilografando um capítulo por dia, numa média de 92 palavras por minuto, rendeu-lhe a espantosa produção de aproximadamente 420 volumes, durante meio século de trabalho. Cerca de 200 destes foram escritos com o único objetivo de ganhar dinheiro e publicados sobre sob vários pseudónimos. O restante, mais de 150 romances e 50 contos (sendo 84 “casos” do Inspector Maigret) são thrillers psicológicos, pequenas novelas de não mais de duzentas páginas, conhecidas pelos leitores europeus como ‘simenons’.” (Xenïa Antunes)

Eduardo Galeano

«No final das contas, somos o que fazemos para mudar o que somos.»

Eduardo Galeano

É autor de mais de quarenta livros, que já foram traduzidos em diversos idiomas. As suas obras transcendem géneros ortodoxos, combinando ficção, jornalismo, análise política e história. A sua obra mais conhecida é, sem dúvida, ”As Veias Abertas da América Latina”.

«Numa entrevista ao jornal Zero Hora, disse, no seguinte sobre a vitória de Barack Obama nas eleições de 2008: ‘Agora, ele entra na Casa Branca, que será a sua casa. Tomara que não esqueça que a Casa Branca foi construída por escravos negros. Chegou a hora dos Estados Unidos se libertarem da sua pesada herança racista.’»

Relembramos Eduardo Galeano, no dia em que comemora o seu 70.º aniversário.

J. R. R. Tolkien

«Aquilo que nós mesmos escolhemos é muito pouco: a vida e as circunstâncias fazem quase tudo.»

J. R. R. Tolkien

Mundialmente famoso por obras como “O Hobbit”, “O Senhor dos Anéis” e “O Silmarillion”, ficou conhecido como o pai da moderna literatura fantástica. Após o lançamento da trilogia de “O Senhor dos Anéis” (1954-1955), o escritor passou a ser conceituado por milhões de fãs.

Em 1996, uma pesquisa feita pela livraria londrina Waterstone’s, que conta com mais de 200 lojas em toda a Grã-Bretanha, em parceria com o canal de televisão Channel 4, elegeu “O Senhor dos Anéis” como o melhor livro do século e “O Hobbit” entre os vinte melhores. São mais de 50 milhões de exemplares vendidos em vários países, traduzidos para 34 idiomas, juntamente com legiões de fãs que se dedicam a ler e estudar a obra do autor.

A série da saga “O Senhor dos Anéis”, em três filmes, produzidos simultaneamente (divididos do mesmo modo que os livros, lançados em 2001, 2002 e 2003) e dirigidos por Peter Jackson, um antigo fã de Tolkien, rendeu 17 Óscares da Academia, 4 ao primeiro, 2 ao segundo e 11 concedidos ao terceiro. Falamos, claro, de J. R. R. Tolkien, 37 anos após a sua morte.

António Lobo Antunes

«O livro é um organismo que vive independente e surpreende-nos a cada passo. Um livro não se faz com ideias, faz-se com palavras. São as palavras que se geram umas às outras. E com trabalho.»

António Lobo Antunes

Tornou-se, depois da publicação de ”Os Cus de Judas” (1979), um dos escritores portugueses mais lidos, vendidos e traduzidos em todo o mundo. O ”Auto dos Danados”, editado em 1985, é galardoado com o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores. Em 2003, o escritor foi distinguido com o prémio de Literatura pelo conjunto da sua obra, que foi definida pelo presidente do júri como “a voz mais expressiva” da realidade portuguesa. Em 2004, pelo seu livro ”Boa Tarde às Coisas Aqui em Baixo”, foi galardoado com o prémio Fernando Namora. Em Março de 2007, foi distinguido com o Prémio Camões, o mais importante galardão literário em Língua Portuguesa, no valor de 100 mil euros.

Falamos do escritor mais influente e controverso da actualidade, António Lobo Antunes, no dia em que comemora o seu 68.º aniversário.


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