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“Para lá do Sol-Poente”, nova obra de Manuel Luís Rodrigues Sousa

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Tenhamos como referência a serra do Marão, representada na capa deste livro. Nasci no lado Nascente daquela mesma serra, em Trás-os-Montes, portanto, na pequena aldeia de Folgares, Freixiel, Vila Flor. Terras que se situam encaixadas entre a serra de Bornes, onde o sol nasce, e a dita serra do Marão, atrás da qual o astro-rei pernoita, como que a descansar depois da jornada do dia a percorrer todo o arco da “abóbada celeste”.

Cedo percebi, com 24 anos de idade, depois do cumprimento do serviço militar, almejando melhores condições de vida que a minha humilde aldeia não me poderia proporcionar, que o meu futuro estava para lá daquela agreste cadeia de montanhas projectada no espaço, formando a linha do horizonte Poente, lá longe, onde eu, em criança, julgava ser o fim do mundo.

Parti, já lá vão uns bons anos, transpus aquela simbólica “fronteira”, para Oeste, e fiz-me à vida. Uma vida tão intensa e apaixonante que vivi, e continuo a viver, felizmente, agora reformado, como os tons fortes das cores com que, propositadamente, ilustrei a capa deste mesmo livro.

Já no Outono da vida, também simbolizado pelo cair do sol no horizonte, aqui, nesta trama que teci, urdida num interlaçado de passado e presente, proponho-me levar aos leitores relatos de vivências que tive por cá nestas terras que o Sol-Poente me apontou, marcas de todo o meu longo e sinuoso caminho já percorrido que começou naquela aventura de há quarenta anos. Trazido, entre tantos, pela avalanche migratória que varreu as gentes do interior para o litoral do país.

Lançamento do novo livro de Manuel Luís Rodrigues Sousa, “Onde a Cegonha Poisou”

Manuel Luís Rodrigues Sousa, autor do bem sucedido “Prece de um Combatente”, volta a publicar um livro, que intitulou “Onde a Cegonha Poisou”, desta vez uma colectânea de contos em que, com teor autobiográfico, retrata, “de forma tão completa quanto possível, os aspectos, social, político, económico, cultural e religioso da sua terra natal, a aldeia de Folgares, no concelho de Vila Flor, divulgando, de forma bem vincada, os usos e costumes dos moradores da aldeia e arredores, incluindo os vocábulos utilizados na comunicação entre os locais no seu quotidiano. […] Em suma, toda a obra se resume como que a uma radiografia que o autor fez questão de evidenciar do país rural de então, hoje votado à desertificação e abandono.”

Já disponível. Clique na imagem para antever ou adquirir o livro.

9789898714695

Sinopse

O desenvolvimento da obra, de teor autobiográfico, como o próprio subtítulo sugere, tem como palco privilegiado o nordeste transmontano, particularmente a aldeia de Folgares, freguesia de Freixiel, concelho de Vila Flor, distrito de Bragança, onde nasceu o autor – daí deriva o título ONDE A CEGONHA POISOU.

Ao expor a sua biografia em forma de contos, faz, ao mesmo tempo, o retrato tão completo quanto possível dos aspectos, social, político, económico, cultural e religioso daquele recanto transmontano, dos anos cinquenta, sessenta e setenta do século passado, entre outras curiosidades, ao divulgar, de forma bem vincada, os usos e costumes dos moradores da aldeia e arredores, incluindo os vocábulos, assinalados nos textos em itálico e entre aspas, utilizados na comunicação entre os locais no seu quotidiano. Um glossário anexo a esta obra descodifica aquela linguagem.

O êxodo que levou as populações do interior a deslocarem-se para os grandes centros urbanos do litoral do país foi um fenómeno que também arrastou o autor a engrossar essa vaga migratória, a partir dos anos setenta do século passado.

Isso leva-o a exteriorizar, ao longo da sua escrita, sentimentos afectivos em relação à terra, à família, aos pais em especial, – a quem dedica o subtítulo deste livro, “Contos Autobiográficos do “meu Manuel”- e às gentes que o viram nascer e crescer.

Não perde a oportunidade de se referir a elas pelos seus próprios nomes, como figuras intervenientes no enredo dos seus contos, apresentando mesmo um inventário de todos os núcleos familiares, dispostos em quadros, a viverem na aldeia quando ele nasceu. Essa sublimação está bem patente no enlevo com que ele, estando ausente, escreve sobre essas suas raízes, também exaltadas, aqui e ali, em poemas, e até em desenhos.

Em suma, toda a obra se resume como que a uma radiografia que o autor fez questão de evidenciar do país rural de então, hoje votado à desertificação e abandono.


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