Archive for the 'Notoriedades' Category



H. G. Wells

«A história do homem torna-se, cada vez mais, uma corrida entre a educação e a catástrofe.»

H. G. Wells

É considerado um dos pioneiros da ficção científica. A sua obra revela fé no progresso técnico. Destacam-se, de entre os numerosos livros que publicou, ”A Máquina do Tempo”, ”A Ilha do Doutor Moreau” e ”A Guerra dos Mundos”. Falamos de H. G. Wells, no 64.º ano da sua morte.

Miguel Torga

«Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria…
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.»

Miguel Torga

O seu verdadeiro nome é Adolfo Correia Rocha, no entanto, adoptou um pseudónimo, por influência de dois grandes escritores espanhóis Miguel de Cervantes e Miguel de Unamuno, e com o qual sempre assinou as suas obras. Considerado uma das mais marcantes figuras da literatura portuguesa do século XX, a sua obra abarca géneros como a poesia, o romance, o conto, o ensaio, as conferências e, sobretudo, o memorialismo e a diarística, assumindo, de forma superior, um papel relevante na cultura portuguesa.
Várias vezes premiado, nacional e internacionalmente, foram-lhe atribuídos, entre outros, o prémio Diário de Notícias (1969), o Prémio Internacional de Poesia (1977), o Prémio Montaigne (1981), o Prémio Camões (1989), o Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (1992) e o Prémio da Crítica, consagrando a sua obra (1993). Evocamos, no 103.º aniversário do seu nascimento, Miguel Torga.

Enid Blyton

É talvez a mais famosa autora de livros infantis e juvenis, mas também a mais criticada. Criou personagens de livros tão conhecidos como, o Noddy, Os Cinco, ou Os Sete.

«Na última década de vida de Blyton – os anos 60, a década que parecia irreversível -, os críticos diziam que Blyton passaria de moda. Mas depois de ela morrer, em 1968, o que aconteceu foi que se tornou num clássico.»

Morreu vítima da doença de Alzheimer, depois de ter escrito mais de 800 livros. As suas obras foram traduzidas para cerca de 90 línguas, tendo vendido mais de 60 milhões de exemplares em todo o mundo. Falamos de Enid Blyton, no 113.º aniversário do seu nascimento.

Enid Blyton

Alfred Döblin

Romancista alemão da escola expressionista, escreveu uma das obras mais marcantes do século XX, ”Berlim Alexanderplatz”. Considerada a sua obra-prima, «é porventura o mais importante contributo alemão para o “romance da grande cidade”, palco das vivências típicas das sociedades industrializadas do século XX.» O romance foi adaptado duas vezes ao cinema, em 1931 e de novo em 1980, por Rainer Fassbinder. ”Berlim Alexanderplatz” aparece em inúmeras listas como um dos 100 livros mais importantes de sempre.

Estudou medicina (como especialista em disfunções nervosas) em Berlim e Freiburgo, onde demonstrou activo interesse pelas condições de vida das populações pobres. Leu e admirou Schopenhauer e Nietzsche, além dos líricos alemães. Deixou a Alemanha com a ascensão de Hitler, em 1933. No 132.º aniversário do seu nascimento, destacamos Alfred Döblin.

Alfred Döblin

Hermann Hesse

«Um ser humano só cumpre o seu dever quando tenta aperfeiçoar os dotes que a natureza lhe deu.»

Hermann Hesse

É considerado um dos maiores escritores deste século, igualando-se a contemporâneos ilustres como Thomas Mann e Franz Kafka. Laureado com o Prémio Nobel em 1946, as suas obras estão traduzidas em mais de 30 idiomas. ”O Lobo da Estepe”, ”Demian”, ”Narciso e Goldmundo” e ”Siddhartha” fazem parte da sua vasta e conhecida obra. Relembramos Hermann Hesse, 48 anos após a sua morte.

Jostein Gaarder

«(…) não precisamos dos livros, mas das histórias. Diversas sociedades no mundo nunca tiveram livros, mas nenhuma prescindiu das histórias. Na sociedade moderna, perdemos o hábito de contá-las e começámos a esquecê-las. Por isso, tivemos que escrevê-las.»

(Jostein Gaarder, in entrevista ao Jornal A Folha de São Paulo,
Agosto de 2005)

Jostein Gaarder

Originalmente professor, revelou-se ao mundo com “O Mundo de Sofia”, traduzido para 53 línguas e com cerca de 30 milhões de cópias impressas e, desde então, dedica-se totalmente à actividade literária. Diz inspirar-se nas reacções dos seus dois filhos, ao que os rodeia, para a criação de muitos dos seus livros e atribui o segredo do seu sucesso ao facto de preencher uma das necessidades fundamentais de qualquer ser humano, a de que lhe contem histórias. Celebramos este singular e notável escritor no dia em que completa 58 anos.

Rabindranath Tagore

«Que a minha prece seja, não para ser protegido dos perigos, mas para não ter medo de enfrentá-los.
Que a minha prece seja, não para acalmar a dor, mas para que o coração a conquiste.
Permita que na batalha da vida não procure aliados, mas as minhas próprias forças.
Permita que não implore no meu medo ansioso por ser salvo, mas que aguarde a paciência para conquistar a minha liberdade.»
(Rabindranath Tagore)

Rabindranath Tagore

Poeta indiano, mas também prosador, contista, ensaísta e conferencista, celebrizou-se como mestre espiritual, reformador social e polemista, promovendo um ideal de cultura e tolerância baseado na tradição hindu. “Enquanto escritor, introduziu novas formas de prosa e de verso na literatura bengali, em cujas composições de expressão mística e patriótica se destacam as imagens simbólicas e um tom poético, refinado e lírico.”
Correligionário de Gandhi, por quem foi aclamado de “Grande Mestre”, renunciou, em 1919, ao título de cavaleiro do Império Britânico, como forma de protesto contra o domínio britânico na Índia. Destacamos hoje, ao cumprirem-se 69 anos da sua morte, o prémio Nobel da Literatura de 1913.

Jorge Amado

«Mas sei todas as palavras de ódio, do ódio mais profundo e mais mortal. Eles matam crianças e essa é a sua maneira de brincar o mais inocente dos brinquedos. Eles desonram a beleza das mulheres nos leitos imundos e essa é a sua maneira mais romântica de amar. Eles torturam os homens nos campos de concentração e essa é a sua maneira mais simples de construir o mundo. Eles invadiram as pátrias, escravizaram os povos, e esse é o ideal que levam no coração de lama.»

Jorge Amado

Um dos principais escritores da literatura brasileira, representante do ciclo do romance baiano. Com livros traduzidos para várias línguas, as suas obras reflectem a realidade dos temas, paisagens, dramas humanos, secas e da migração. Autor de ‘Gabriela, Cravo e Canela’, ‘Dona Flor e seus Dois Maridos’, ‘Mar Morto’, ‘Capitães de Areia’, entre outros, Jorge Amado é hoje o autor em destaque, 9 anos após a sua morte.

Guy de Maupassant

«Amamos as nossas mães quase sem o saber e só nos damos conta da profundidade das raízes desse amor no momento da derradeira separação»

Guy de Maupassant

Foi escritor, poeta e um dos maiores contistas de todos os tempos. Entre 1875 e 1885, produziu a maior parte dos seus romances e contos, tendo escrito, pelo menos, 300 histórias curtas, algumas das quais se tornaram mundialmente conhecidas. Foi, nos últimos anos do século XIX, o escritor mais lido no mundo.

Rico e famoso, teve muitos casos amorosos, mas a sífilis atormentou-o por mais de uma década, ocasionando-lhe pesadelos, angústia e alucinações. Em 1892, tentou o suicídio. Viria a falecer um ano depois, num manicómio, aos 43 anos de idade. Relembramos, Guy de Maupassant no 160.º aniversário do seu nascimento.

Knut Hamsun

«Assim é o amor: por ela, que não me quis, eu trocaria todas as pessoas que me quiseram sem restrições.»

Knut Hamsun

Escritor norueguês, romântico e rebelde por excelência, recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1920. É autor do romance autobiográfico Fome (1890) que, devido ao uso iconoclasta que faz do monólogo interior e à ruptura com a tradicional lógica interna do romance, é considerado pela crítica como um marco da literatura moderna, antecedendo obras de escritores como Franz Kafka. Recordamos, 58 anos após a sua morte, Knut Hamsun.

Alexandre Soljenitsyne

“No fim da minha vida, espero que o material histórico (…) que eu recolhi entre nas consciências e na memória dos meus compatriotas.”

Alexandre Soljenitsyne

«Foi um dos primeiros a «denunciar em voz alta o carácter desumano do regime estalinista e enfrentou provas difíceis, como milhões de cidadãos do seu país.» Mostrou ao mundo a dor dos campos de concentração soviéticos no seu clássico “Arquipélago Gulag”. O Nobel da Literatura foi-lhe atribuído em 1970, mas recusou ir recebê-lo a Estocolmo, com receio de não poder regressar à Rússia. O que haveria de acontecer em 1974, quando foi expulso do país e privado da cidadania russa. Recordemos Alexandre Soljenitsyne, dois anos após a sua morte.

Rose Tremain

É uma conhecida autora de romances, contos e peças de teatro. Os seus livros estão traduzidos em diversas línguas e têm conquistado muitos prémios, entre os quais, o “Orange Prize for Fiction”, em 2008, com a sua obra “Regressar a Casa”. No dia do seu 67.º aniversário, destacamos Rose Tremain.

Rose Tremain

Herman Melville

«Saber envelhecer é a obra-prima da sabedoria e um dos capítulos mais difíceis na grande arte de viver.»

Herman Melville

Herman Melville, romancista, ensaísta, poeta e contista americano é o autor que hoje destacámos, ao passarem 191 anos do seu nascimento. “Moby Dick”, o seu livro de maior sucesso, foi considerado uma das obras-primas literárias do século XX da literatura americana e mundial.

J. K. Rowling

“É necessário muita coragem para ficarmos sempre do lado dos nossos amigos, mas precisa-se de muito mais do que isso para ficar do lado dos nossos inimigos.”

J. K. Rowling

A escritora mais bem paga da actualidade, uma das 300 mulheres que mudaram o mundo, a maior fortuna da Grã-Bretanha, a autora que mais livros vendeu na década, enfim, não acabam os epítetos para qualificar a autora que hoje citamos e destacamos, ao completar 45 anos. Falamos, claro, de J. K. Rowling, a famosíssima criadora do não menos célebre Harry Potter.

Emily Brontë

Revelou desde cedo a paixão pela leitura e pela poesia. Escreveu um único romance, considerado uma das grandes obras-primas da literatura inglesa: ‘O Monte dos Vendavais’ – «é a narrativa poderosa e tragicamente bela da paixão de Heathcliff e Catherine Earnshaw, de um amor tempestuoso e quase demoníaco que acabará por afectar as vidas de todos aqueles que os rodeiam como uma maldição (…)» ‘O Monte dos Vendavais’ recebeu várias versões oficiais no cinema e inúmeras adaptações. Falamos de Emily Brontë, no 192.º aniversário do seu nascimento.

Emily Brontë

Alexis de Tocqueville

«A história é uma galeria de quadros onde há poucos originais e muitas cópias.»

Alexis Tocqueville

Aristocrata, católico e liberal, foi um dos observadores mais argutos do fenómeno democrático e um dos críticos mais subtis da tradição política francesa, que contrastou com a inglesa e a americana. A sua obra-prima ”Da Democracia na América” «oferece-nos um retrato lúcido, cada vez mais intemporal, da democracia americana de meados do século XIX: a sua organização política e administrativa, onde destaca, entre muitos outros aspectos, o sistema federal e as comunidades locais; a importância das boas leis, dos hábitos e costumes; os efeitos da moral e da religião; as consequências do desenvolvimento comercial e industrial…»

No 205.º aniversário do seu nascimento, relembramos Alexis de Tocqueville.

Beatrix Potter

«Os seus animais são verdadeiros, têm personalidade e alma própria. São coelhos, gatos, patos, raposas, retratados sem paternalismos nem pieguices, criados pela mulher que os tornou protagonistas dos seus livros.»

Procurou várias editoras para publicar os seus livros. Fez setenta tentativas e sessenta e nove falharam. A sua carreira como escritora e ilustradora infantil começou quando ‘A História do Pedro Coelho’ foi publicada por Frederick Warne, em 1902. Falamos de Beatrix Potter, no 144.º aniversário do seu nascimento.

Beatrix Potter

Jean Baudrillard

“A letra não mata o espírito. A letra dá à luz o prazer da leitura”.

Jean Baudrillard

Pensador polémico, desenvolveu uma série de teorias sobre os impactos da comunicação e dos media na sociedade e na cultura contemporânea. Provocou polémica em 1991, com ‘A Guerra do Golfo Não Aconteceu’, argumentando que em nenhum dos lados se poderia sentir vitorioso, uma vez que o conflito não alterou nada no Iraque. ‘Sociedade de Consumo’ é uma das suas obras mais conhecidas e onde «o autor faz uma análise profunda e estimulante daquilo que constitui um dos fenómenos mais característicos das sociedades desenvolvidas da segunda metade do século XX».
Provocante e desafiador, postura profética e apocalíptica, o autor que hoje destacamos é Jean Baudrillard, no dia em que faria 81 anos.

Aldous Huxley

«As particularidades, como todos sabem, são favoráveis à virtude e à felicidade; as generalidades é que são, intelectualmente, males necessários. A espinha dorsal da sociedade não é composta de filósofos, mas de serradores de enfeites e de coleccionadores de selos.»

Aldous Huxley

Renuncia à carreira de medicina e consagra-se à literatura. Ao longo da sua vida, tem épocas de visão e cegueira intermitentes. Escreve poemas na sua juventude e, posteriormente, romances e ensaios. Ficou famoso com a sua obra ”Admirável Mundo Novo” onde, «através de uma sombria ficção científica, o escritor estabeleceu uma visão pessimista de uma futura sociedade tecnológica». No 116.º aniversário do seu nascimento, relembramos Aldous Huxley.

Elias Canetti

“O sucesso só ouve o aplauso. Para tudo o resto é surdo.”

Elias Canetti

Citamos hoje, no 105.º aniversário do seu nascimento, o Prémio Nobel da Literatura de 1981, Elias Canetti, um escritor com origem búlgara, de língua alemã e naturalizado inglês. Viveu sucessivamente na Bulgária, na Áustria, na Suíça, na Alemanha, em França, Inglaterra e, finalmente, novamente na Suíça.

Segundo o seu biógrafo, Sven Hanuschek, “Elias Canetti voltava-se com veemência contra ‘todo o tipo de especialização’. Uma posição compreensível, considerando que, apenas nos seus primeiros 16 anos de vida, Canetti aprendeu quatro idiomas e teve contacto com mais seis línguas e universos culturais. Para depois se transformar num escritor cuja obra dificilmente se enquadra em géneros. Canetti é, provavelmente, o autor do século XX que mais reflectiu”.

A sua auto-autobiografia consiste numa trilogia composta por mil páginas, já publicada e num espólio dez vezes maior que vem sendo aberto, por determinação do próprio autor, com o passar dos anos.


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