«Ninguém é grande nem pequeno neste mundo pela vida que leva, pomposa ou obscura. A categoria em que temos de classificar a importância dos homens deduz-se do valor dos actos que eles praticam, das ideias que difundem e dos sentimentos que comunicam aos seus semelhante.»
Interveio na célebre Questão Coimbrã (1865), defendendo Castilho, por meio do folhetim “Literatura de Hoje” e batendo-se em duelo com Antero de Quental. Com o seu ex-aluno Eça de Queirós, escreve um”romance execrável” (classificação dos autores no prefácio de 1884): “O mistério da estrada de Sintra”. Ainda com Eça, surgem em 1871 os primeiros folhetos de “As Farpas”, de que vem a resultar a compilação em dois volumes sob o título “Uma Campanha Alegre”. Tornou-se numa das principais figuras da chamada “Geração de 70”, que pretendiam aproximar Portugal das sociedades modernas europeias, cosmopolitas e anticlericais.
Foi nomeado bibliotecário da Biblioteca da Ajuda. Por decreto de 23 de Janeiro de 1901, foi agraciado com o titulo de académico de mérito da Academia Real de Belas Artes e, por decreto de 30 de Novembro de 1907, foi nomeado vogal do Conselho Superior de Instrução Pública por parte da mesma Academia. Falamos de Ramalho Ortigão, no 174.º aniversário do seu nascimento.







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