Teve uma infância trágica, durante a qual foi mal tratada e abandonada. Desde cedo tomou consciência da negligência que a sociedade americana vota às vítimas, daí que a compaixão seja uma das características a que dá mais valor. Foi vítima de anorexia, bulimia, alcoolismo e depressões nervosas, tudo experiências que considera importantes para o seu crescimento interior. Durante a juventude, foi jornalista de investigação criminal no The Charlotte Observer e colaborou como voluntária numa esquadra de polícia, período durante o qual perseguiu assassinos e assistiu a crimes, o que contribui para a intensa veracidade dos seus romances. Falamos da famosa escritora americana de romances policiais, Patricia Cornwell, que festeja hoje o seu 54.º aniversário.
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Pra que a nau não naufragasse
Na noite que fôr o dia,
Que fosse luz e a guiasse.
E pedi mais:
Que baloiçasse no ar
Os sinais
Do tufão que vai chegar,
Pra que ao abrigo do cais
A nau achasse lugar.
E o primeiro farol
De aviso à navegação
No mundo onde nasce o Sol,
Não me disse sim nem não.
Mas a âncora ancorada,
Como fanal de bonança,
Entre os muros da esplanada,
Disse, sem me dizer nada:
– Tem esperança!
O escritor António Manuel Couto Viana morreu esta tarde aos 87 anos no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, disse à Lusa fonte próxima da família.
V. resto da notícia em PUBLICO.PT
Dário Castro Alves (1927-2010) – Um verdadeiro brasileiro-luso
Published 08/06/2010 Notícias Leave a CommentDário Moreira de Castro Alves nasceu em Fortaleza, no Ceará, em 1927. Antigo embaixador brasileiro em Portugal e senhor de uma vasta e importante obra – ‘Era Lisboa e Chovia’, ‘Era Tormes e Amanhecia’ e ‘Era Porto e Entardecia’, sobre a obra de Eça de Queirós e ‘Luso-Brasilidades’ – tinha uma forte relação com Portugal. Foi também presidente do Conselho de Curadores da Fundação Luso-Brasileira para o Desenvolvimento do Mundo de Língua Portuguesa. Faleceu em Fortaleza, no passado domingo, aos 83 anos.
«O nosso grande erro é tentarmos obter de cada um as virtudes que ele não tem e esquecermo-nos de cultivar as virtudes que ele tem.»
Começa a escrever ainda na juventude, tendo publicado o seu primeiro livro, ‘O Jardim das Quimeras’, aos 17 anos. Em 1924, numa das suas viagens por Itália, conhece em Tivoli a villa Adriana e inicia o primeiro caderno de notas para o livro ‘Memórias de Adriano’ (1951), até hoje a sua obra mais conhecida. “Escritora, poetisa, intelectual, viveu a dúvida e a mudança do alvorar do século, dividida entre países, pessoas, condições (…)” Recordemos, Marguerite Yourcenar, no dia do seu nascimento.
«O espírito do homem é como um rio que procura o mar. Represem-no e aumentará a sua força. Não responsabilizem o homem pelas suas explosões devastadoras! Condenem antes a força da vida! O espírito que nos anima pode assumir as mais diversas formas: tornar-nos semelhantes a anjos, a demónios ou a bestas. A cada um a sua escolha. Nada barra o caminho ao homem para além das fantasmagorias dos seus medos. O mundo é a nossa casa, mas teremos ainda que a ocupar; a mulher que amamos está à nossa espera, mas não sabemos onde encontrá-la; o atalho que buscamos está sob os nossos pés, mas não o reconhecemos. Quer sejamos deste mundo por muito ou pouco tempo, os poderes por explorar são ilimitados.»
Tornou-se um clássico absoluto quando publicou a trilogia “Sexus, Plexus, Nexus”. Foi uma figura central na luta pela liberdade pessoal e literária, tendo influenciado consideravelmente a denominada “Beat Generation”. Com um espírito rebelde e individualista, recordamos, 30 anos após a sua morte, Henry Miller.
“A felicidade do escritor é o pensamento que consegue transformar-se completamente em sentimento, é o sentimento que consegue transformar-se completamente em pensamento.”
Citamos este autor alemão, considerado um dos expoentes do realismo literário e um dos maiores escritores do século XX, ‘(…)mais admirado do que amado’, ganhador do Nobel da Literatura em 1929. Destacámo-lo, ao cumprirem-se 135 anos depois do seu nascimento.
Sinto
Sinto
que em minhas veias arde
sangue,
chama vermelha que vai cozendo
minhas paixões no coração.Mulheres, por favor,
derramai água:
quando tudo se queima,
só as fagulhas voam
ao vento.
(Federico García Lorca, in ‘Poemas Esparsos’)
Confusão
Meu coração
é teu coração?
Quem me reflexa pensamentos?
Quem me presta
esta paixão
sem raízes?
Por que muda meu traje
de cores?
Tudo é encruzilhada!
Por que vês no céu
tanta estrela?
Irmão, és tu
ou sou eu?
E estas mãos tão frias
são daquele?
Vejo-me pelos ocasos,
e um formigueiro de gente
anda por meu coração.
(Federico García Lorca, in ‘Poemas Esparsos’)
(Traduções de Oscar Mendes)
Artista talentoso e versátil, notabilizou-se como poeta e dramaturgo, além de desenhador e compositor. Extasiava quem o ouvia cantar, a tocar piano ou declamar e a dissertar. Levou uma vida controversa e agitada, com um fim trágico e precoce. Celebramo-lo, no 112.º aniversário do seu nascimento.
Maria não é uma mulher simpática, mas é ela a escolhida para fazer o Bem. Maria tem escolhas a fazer, umas para se salvar a si, outras para salvar os outros, mas até que ponto saberá ela se conseguirá, ou terá coragem, para fazer as escolhas certas?
Esta é a história mística da luta de uma mulher consigo mesma e com a sua fé. Uma história intensa, onde os nomes e lugares têm o seu significado.
A autora Ana Paula Roldão aventurou-se na sua primeira auto-publicação e através do SitiodoLivro.pt publica a sua primeira obra “O Lírio”, uma história que agarra o leitor desde o primeiro momento.
Foi um dos grandes poetas de língua portuguesa e uma das figuras centrais da cultura do nosso século XX. Relembramo-lo, hoje, 32 anos após a sua morte.
Conheço o Sal
Conheço o sal da tua pele seca
depois que o estio se volveu inverno
da carne repousando em suor nocturno.Conheço o sal do leite que bebemos
quando das bocas se estreitavam lábios
e o coração no sexo palpitava.Conheço o sal dos teus cabelos negros
ou louros ou cinzentos que se enrolam
neste dormir de brilhos azulados.Conheço o sal que resta em minha mãos
como nas praias o perfume fica
quando a maré desceu e se retrai.Conheço o sal da tua boca, o sal
da tua língua, o sal de teus mamilos,
e o da cintura se encurvando de ancas.A todo o sal conheço que é só teu,
ou é de mim em ti, ou é de ti em mim,
um cristalino pó de amantes enlaçados.
(Jorge de Sena)
“Dizem que sou romancista e que fui a primeira mulher moçambicana a escrever um romance, mas eu afirmo: sou contadora de estórias e não romancista. Escrevo livros com muitas estórias, estórias grandes e pequenas. Inspiro-me nos contos à volta da fogueira, minha primeira escola de arte.”
‘Ventos do Apocalipse’, ‘O Sétimo… Juramento’, ‘O Último Voo do Flamingo’ e ‘O Alegre Canto da Perdiz’ são algumas das suas obras editadas em Portugal. Falamos da escritora Paulina Chiziane, no dia em que festeja o seu 55.º aniversário.
”A verdade é aquilo que todo o homem precisa para viver e que ele não pode obter, nem adquirir de ninguém. Todo o homem deve extraí-la sempre nova do seu próprio íntimo, caso contrário ele arruina-se. Viver sem verdade é impossível. A verdade é talvez a própria vida.”
Escritor checo em língua alemã, é um dos romancistas mais singulares do século XX. ‘(…) É autor dos três romances fragmentários, publicados postumamente pelo seu amigo Max Brod, O Processo (1925), O Castelo (1926) e América (1927). Destacam-se ainda os romances A Sentença e A Metamorfose, ambos escritos em 1912. Não resistindo à tuberculose, faleceu a 3 de Junho de 1924, em Kierling, a poucos quilómetros de Viena.’ Lembramos Franz Kafka, 86 anos após a sua morte.
“Sempre senti vontade de o publicar em livro. Após alguns contactos com diversas editoras, não obtive qualquer resposta positiva pois, em função das alterações no mercado editorial, fruto da propalada crise económica e dos movimentos de concentração que geraram os grandes grupos editoriais actuais, o espaço para a publicação de ensaios tornou-se muito limitado e economicamente pouco interessante para a maioria das editoras.”
Explica Nuno Encarnação, que encontrou no SitiodoLivro.pt a solução para a realização do seu sonho, através da fórmula da “auto-publicação”.
“Entre a palavra e o silêncio” é um ensaio que explora a natureza da moção musical e o modo como intervém no psiquismo individual, realizando uma investigação da música enquanto fenómeno da experiência humana, usando a teoria psicanalítica como quadro referencial teórico. A alegada insensibilidade musical de Freud e o modo como esta influenciou os contributos posteriores da psicanálise; a importância das trocas sonoras no seio da relação mãe-criança na sua dupla dimensão, relacional e desenvolvimental; o problema do significado na música; a sua ligação com os fenómenos não-verbais e a dimensão silenciosa do self; entre outros, são alguns dos temas abordados.
«Só me dirijo às pessoas capazes de me entender, e essas poderão ler-me sem perigo»
Foi um aristocrata francês e escritor libertino. Muitas das suas obras foram escritas enquanto estava num hospício, encarcerado por ordem de Napoleão Bonaparte, que se sentiu ofendido com uma sátira que o Marquês lhe escrevera. Do seu nome surge o termo médico sadismo.
‘A Filosofia de Alcova’, ‘Justine’ e ‘O Marido Complacente’ são algumas das suas obras mais conhecidas. Falamos de Donatien Alphonse François de Sade, mais conhecido como Marquês de Sade, a 270 anos do seu nascimento.
“Permitam-me que me apresente: eu sou Maria de Deus. Da avó, herdei o amor por Jesus e o gosto pelas histórias de encantar. Do avô, recebi o feitiço que me ligou para sempre à poesia, à musicalidade das palavras… Nas asas do sonho, regresso à infância, sento-me de novo ao canto da lareira e escuto, na voz do tempo, a voz da minha avó, entrelaçada na minha própria voz…”
“E a avó dizia, numa certa noite de Natal:
O céu vestiu o seu manto mais belo:
Veludo negro, bordado, brilhante…
Ao longe, estrelas de brilho singelo
Piscavam à Terra o olhar cintilante…
A Lua Cheia saiu do castelo
De nuvens negras, de vento ululante,
Piscou, marota, o olho ao Sete-estrelo,
Fechou a porta do quarto minguante…
No ninho, as aves calaram o pio…
A brisa hesitou, surpresa, em correr…
A folha morta sem sequer caiu…
Algo divino estava a acontecer!
Toda a Natureza pressentiu
Que Jesus acabava de nascer!»
Recorrendo aos serviços de apoio à edição disponíveis no SitiodoLivro.pt, Maria de Deus Viegas conseguiu oferecer um livro intenso de histórias e poemas aos seus netos. Conheça as histórias da avó. Verdadeiras histórias, de verdade! Fadas, princesas, feiticeiros, mágicos, bruxas, piratas… uma imensidão de seres fantásticos! Escutem esta…
Camilo Castelo Branco
Published 01/06/2010 Notoriedades Leave a CommentEtiquetas:Camilo Castelo Branco, Literatura Portuguesa, romantismo
«Ninguém sente em si o peso do amor que se inspira e não comparte. Nas máximas aflições, nas derradeiras do coração e da vida, é grato sentir-se amado quem já não pode achar no amor diversão das penas, nem soldar o último fio que se está partindo. Orgulho ou insaciabilidade do coração humano, seja o que for, no amor que nos dão é que nós graduamos o que valemos em nossa consciência.»
Foi o nosso maior novelista entre os anos 50 e 80 do século XIX e um dos grandes génios da Literatura Portuguesa. Dotado de uma capacidade prodigiosa para efabular narrativas, conhecedor profundo do idioma, observador, ora complacente, ora sarcástico, da sociedade inclinado (por gosto, por temperamento e formação) para a intriga e análise passionais (muitas vezes atingindo o sublime da tragédia, como no Amor de Perdição), este genial autor romântico deixou-nos uma obra incontornável (apesar de irregular) na evolução da prosa literária portuguesa. Homem multifacetado, considerado por alguns como o primeiro romancista da Península, deixou uma obra vasta, produto das paixões e vicissitudes da vida.
Falamos de Camilo Castelo Branco, o Operário das Letras, 120 anos após a sua morte.
«Aprendi que é suficiente estar com aqueles de quem gosto»
Considerado o grande e o primeiro poeta da América, contribuiu declaradamente para a sua afirmação radical e democrática. ”(…) com uma voz alegre, livre de inibições, enérgica e optimista, humana e humanitária, em contacto íntimo com a natureza e com a grandiloquência da América. “Leaves of Grass“, porém, foi considerado à época escandaloso, o que levou os seus leitores europeus a considerar Whitman bom demais para os americanos(…)”. Hoje, a quase 200 anos do seu nascimento, relembramos Walt Whitman.

























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