Aurora
«A poesia não é voz – é uma inflexão.
Dizer, diz tudo a prosa. No verso
nada se acrescenta a nada, somente
um jeito impalpável dá figura
ao sonho de cada um, expectativa
das formas por achar. No verso nasce
à palavra uma verdade que não acha
entre os escombros da prosa o seu caminho.
E aos homens um sentido que não há
nos gestos nem nas coisas:
vôo sem pássaro dentro.»
Poeta, ficcionista, crítico literário e ensaísta, foi ainda editor e tradutor (traduziu Baudelaire, Charlotte Bronte, Caldwell, Alexis Carrel, George Eliot, Hemingway, Philippe Hériat, Kierkegaard, Jules Lachelier, Robert Margerit, Stendhal, Tolstoi, Henri Troyat).
Na poesia foi, segundo Fernando J. B. Martinho “não só dos mais tocados pela sombra de Pessoa, como também um dos poucos que soube, na sua geração, assimilar e ampliar o vetor vanguardista do primeiro modernismo”.
Dois anos depois do seu falecimento, foi instituído, com o patrocínio da Associação Portuguesa de Escritores, o Prémio Literário de Poesia Adolfo Casais Monteiro.
Quando passam 103 anos do seu nascimento, recordamos Adolfo Casais Monteiro.







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