«Lá vai o português… lá anda. Dobrado ao peso da História, carregando-a de facto, e que remédio – índias, naufrágios, cruzes de padrão (as mais pesadas). Labuta a côdea do sol-a-sol e já nem sabe se sonha ou se recorda.»
«O seu trajecto pessoal e a sua carreira de escritor são marcados pela inquietação e pela deambulação. Não se identifica com nenhum grupo, nem se fixa em nenhum género literário, apesar de ser considerado sobretudo como um romancista. A característica mais evidente da sua não muito vasta obra (são ao todo dezoito os seus livros publicados em quase cinquenta anos de vida literária) é o facto de cada livro seu inaugurar e completar um ciclo de criação literária. Nenhuma das suas obras se tornou uma fórmula que viesse a repetir, apesar de ser possível reconhecer linhas de evolução da sua escrita literária. O seu primeiro livro foi publicado em 1949 e o último em 1997.»
Unanimemente considerado um dos maiores escritores portugueses do século XX, a sua carreira literária está marcada pela inquietação e pela deambulação. ”O Delfim” é o romance, geralmente considerado a sua obra-prima. Um mês antes de falecer, foi-lhe atribuído o Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores. No dia em que faria 85 anos, recordamos José Cardoso Pires.







0 Respostas to “José Cardoso Pires”