Arquivo de Outubro, 2010



Manuel Vázquez Montalbán

«A história pertence aos que a prolongam, não aos que a sequestram»

Manuel Vázquez Montalbán

Criador do detective-gourmet Pepe Carvalho, tem seus livros traduzidos para diversos idiomas. Foi um dos mais fecundos escritores espanhóis, com uma produção tão variada quanto premiada de mais de cinquenta romances, ensaios, colectâneas de poesias, biografias e reportagens.

”O Profeta Impuro”, biografia do nacionalista basco Jesús Galíndez, recebeu o Prémio Nacional de Narrativa (Espanha) e o Prémio Europeu de Literatura (Bélgica). Da sua extensa obra podem destacar-se ainda os títulos ”Os Pássaros de Banguecoque”, ”O Pianista” e ”Os Mares do Sul”.

Passados 7 anos da sua morte, destacamos Manuel Vázquez Montalbán.

Ingeborg Bachmann

‎”Uma espécie de perda
Usámos a dois: estações do ano, livros e uma música.
As chaves, as taças de chá, o cesto do pão, lençóis de linho e uma cama.
Um enxoval de palavras, de gestos, trazidos, utilizados, gastos.
Cumprimos o regulamento de um prédio. Dissemos. Fizemos.
E estendemos sempre a mão.

Apaixonei-me por Invernos, por um septeto vienense e por Verões.
Por mapas, por um ninho de montanha, uma praia e uma cama.
Ritualizei datas, declarei promessas irrevogáveis,
idolatrei o indefinido e senti devoção perante um nada,

(- o jornal dobrado, a cinza fria, o papel com um apontamento)
sem temores religiosos, pois a igreja era esta cama.

De olhar o mar nasceu a minha pintura inesgotável.
Da varanda podia saudar os povos, meus vizinhos.
Ao fogo da lareira, em segurança, o meu cabelo tinha a sua cor mais intensa.
A campainha da porta era o alarme da minha alegria.

Não te perdi a ti,
perdi o mundo.”

(Ingeborg Bachmann, tradução de Judite Berkemeier e João Barrento,
in “O Tempo Aprazado”, Assírio & Alvim)

Ingeborg Bachmann

Na sequência de Günter Grass, destacamos hoje, 37 anos depois de morrer, uma escritora de língua alemã, de origem austríaca, da mesma geração e génese de Grass e que também pertenceu ao “Grupo de 47”, movimento poético de vanguarda da Alemanha Federal, onde se iniciou como poeta. A sua escrita “está intimamente ligada às suas experiências enquanto mulher, assim como à reflexão sobre as circunstâncias históricas em que viveu e que marcaram a sua vida, do seu país e inclusivamente de todo o mundo”.
(in http://mal-situados.blogspot.com/2010/09/ingeborg-bachmann.html)

O seu romance inacabado “Malina” (1971, adaptado para o cinema em 1990) permaneceu como o único elemento de um ciclo narrativo, iniciado em 1960 e que se intitularia “Formas de Morrer”. E teve uma morte trágica, decorrente de graves queimaduras provocadas por um incêndio num quarto de hotel, em Roma, de causas ainda mal explicadas. Foi distinguida, em 1964, com o mais importante galardão das letras alemãs, o Prémio Georg-Büchner.

Günter Grass

Escritor alemão, de origem polaca, muito premiado e distinguido, designadamente com o Nobel da Literatura de 1999, gerou grande polémica em todo o mundo, há alguns anos, quando confessou, em dois livros autobiográficos, “Descascando a Cebola” e “A Caixa” (edições portuguesas da Casa das Letras), as suas ligações em jovem ao exército nazi alemão, por se ter alistado voluntariamente nas Waffen-SS e que procurou justificar, posteriormente, em múltiplas entrevistas aos media.

Considerado, por muitos, um dos maiores escritores do século XX, a sua obra literária, muito marcada por aquela sua experiência, veio a revelar um forte conteúdo político, merecendo-lhe ser considerado o porta-voz literário da geração alemã que cresceu durante o nazismo. Chegou, inclusive, a exercer uma activa participação na vida pública da Alemanha, defendendo ideais políticos de esquerda. Destacamo-lo hoje, quando completa 83 anos.

 

Günter Grass

 

Agustina Bessa-Luís

O Que é Escrever?

«Escrever é isto: comover para desconvocar a angústia e aligeirar o medo, que é sempre experimentado nos povos como uma infusão de laboratório, cada vez mais sofisticada. Eu penso que o escritor com maior sucesso (não de livraria, mas de indignação social profunda) é aquele que protege os homens do medo: por audácia, delírio, fantasia, piedade ou desfiguração. Mas porque a poética precisão de dum acto humano não corresponde totalmente à sua evidência. Ama-se a palavra, usa-se a escrita, despertam-se as coisas do silêncio em que foram criadas. Depois de tudo, escrever é um pouco corrigir a fortuna, que é cega, com um júbilo da Natureza, que é precavida.»

Agustina Bessa-Luís

É uma das mais geniais escritoras portuguesas do século XX. Estreou-se em 1948 com a novela “Mundo Fechado e tem mantido um ritmo de publicação pouco usual nas letras portuguesas. “Tem um lado torrencial da escrita, genial, por vezes assustador”, afirma o jornalista Pedro Mexia. Em 1954, com o romance “A Sibila”, impõe-se como uma das vozes mais importantes da ficção portuguesa contemporânea. Aos 81 anos recebeu o Prémio Camões, o mais importante galardão literário da língua portuguesa.

Vários dos seus romances foram já adaptados ao cinema pelo realizador Manoel de Oliveira, de quem é amiga e com quem tem trabalhado de perto. É o caso de “Fanny Owen” (“Francisca”), “Vale Abraão” e “As Terras do Risco” (“O Convento”), para além de “Party”, cujos diálogos foram igualmente escritos pela escritora. É também autora de peças de teatro e guiões para televisão. O seu romance “As Fúrias” foi adaptado para teatro e encenado por Filipe La Féria.

No dia em que festeja o seu 88.º aniversário, destacamos e damos os parabéns a Agustina Bessa-Luís.

Jorge Pereira lança livro no Porto

Auto-publicado através do SitiodoLivro.pt, “Memórias de um amor”, de Jorge Pereira, foi ontem apresentado no Clube Literário do Porto e mereceu destaque mediático.

in Jornal Record

 

Jorge Pereira lançou esta quarta-feira no Porto, no Clube Literário, o seu primeiro romance, "Memórias de um amor".

 

Harold Robbins

«Diante da alternativa de acreditar em coisas boas ou más a respeito dos outros, as pessoas sempre optam pelas más.»

Harold Robbins

É um dos autores de maior renome a nível mundial, com romances que muitas vezes espelham as suas próprias experiências de vida e são povoados por personagens inspiradas em pessoas que terá conhecido. Uma das figuras literárias mais extraordinárias da América, detentor de uma fabulosa carreira, com mais de 26 títulos publicados, traduzidos em mais de 32 línguas e muitos dos quais adaptados ao cinema. Relembramos Harold Robbins, 13 anos após a sua morte.

“Filho, não é um bicho, chama-se ESTATÍSTICA!”

“Tem números?
Então provoca dores de cabeça…
Este é ainda um estigma que se tem em relação à estatística provocado pela sua ligação à matemática. A verdade é que a estatística está presente no nosso dia-a-dia, pelo que é necessário desmistificar a sua realidade. Pretende-se com este livro dar uma visão mais prática desta disciplina.” (Paulo Ferreira)

“Filho, não é um bicho, chama-se Estatística” é a 3.ª “auto-publicação” didáctica que o autor Paulo Ferreira edita através do SitiodoLivro.pt. Uma abordagem que pretende desvendar e simplificar o mundo da Estatística e apoiar todos os que a consideram ‘um bicho’ a tirarem partido dos seus benefícios.


O SitiodoLivro.pt

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